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domingo, 19 de novembro de 2017

LIGA DA JUSTIÇA – Resenha


Como alguém que gostou (não incondicionalmente) de “O Homem de Aço” e de “BvS” (versão estendida) posso ser alguém “do contra” a ser ouvido, apesar de que ao termino desse longa, finalmente admiti que foi justa a adição de boa parte do que os descontentes imploravam, em especial no Super-Homem. Apesar dos retalhos, mudanças de diretores, temáticas e planos, temos a algum custo uma jornada de aprendizagem de Kal-El em se aceitar como é. Ele sorriu, “ouviu” as pessoas em perigo e pôs elas em detrimento da batalha, ao tempo que se mostrou como um poder brilhante o bastante para não ser ofuscado na “sombra do morcego” como antes... Não por acaso, sua ressurreição (ou batismo como um novo ser, dependerá do seu ponto de vista) deixa a foto de seu “pessimista” pai adotivo submergir, uma analogia nada menos que brilhante para exemplificar toda a mudança de tom no universo DC nos cinemas. Se havia uma linha “realista e sombria” desde ótimo Batman Begins (2005), o filme é um retorno ao seu “universo de 1978 há 1989”, com direito a Danny Elfman e John Williams (de leve esse eu mesmo não percebi), trocando em miúdos: “uma história em que sabemos quem é o mocinho e quem é vilão.” Ou mesmo o básico que não fará as torcidas de futebol se digladiarem na internet acerca dos significados. Quer dizer--

Cara, cadê meu bigode?!


A autorreciclagem é evidente, e casa com a “falta de ousadia”. Uma postura mais que cabível a “dona Warner” como empresa, visto que as tentativas de fugir mais do “convencional” não agradaram a maioria, na praticidade, mas vale 1 bilhão de biteria do que colecionadores e fãs do desenho chorando de emoção no cinema “pelo filme mais épico do ano”. Para mim, o mais incômodo a principio foi a trilha “impulsiva” e “com o peso errado” de Danny Elfman (o criador de temas “definitivos”, segundo o próprio). Longe de mim insultar ele  como compositor, mas em uma trilha com menos de dez sons, pesa certas repetições dele, e nem me refiro ao “reaproveitamento” do seu trabalho décadas atrás à Tim Burton, mas a cena do banco ter acordes quase idênticos ao que ele compôs para Homem-Aranha 2 (em uma também sequencia de banco...!) ou mesmo para o seu Flash em “câmera lenta” onde é reaproveitado material feito para o Hulk de 2003. O crucificado Zack Snyder tem seu estilo mais que alterado “pelo bem da nação”, a “costura” do Joss Wheldon (ainda mais pela “estratégia” similar que fizeram no Esquadrão Suicida) realmente me despertava temor, mas foi eficaz e trouxe agilidade ao filme, apesar dos cortes abruptos, em especial no primeiro ato. Pode irritar alguns fãs da DC, mas há muito de Vingadores (do cinema, claro) ali, tanto que ao sair do cinema, eu disse há um amigo do lado “que apesar de cedo, eu havia gostado desse remake do Avengers 1”. A montagem é muito parecida (embora que pareça uma descrepância de investimento orçamentário), sem mencionar certas “coincidências”. Para quem seja um pouco mais observador, vai notar o ângulo quase idêntico da chegada do ladrão ao banco (câmera de baixo pra cima, tal qual o deus da trapaça na película da Marvel), a entrada do Lobo da Esterpe bem “Loki na SHIELD”, ou mesmo a perseguição dele às amazonas, e a tentativa de “prender ele sobre os escombros”, indo mais a frente a “cabeçadas” quase iguais ao primeiro encontro do Homem de Ferro e Thor, e “olhares pela janela das famílias vendo o perigo” que também não preciso dizer de onde vem. Até cena de “dizer a verdade na cara” influenciado por artefatos místicos tá ai.



Em contrapartida, no “remendo”, Whedon conseguiu “colar” tudo o que a maioria dos fãs pedia do Super-Homem nos cinemas, e isso foi o maior contrapeso a favor do filme. É evidente que haveria bem menos Kal-El no corte original, os próprios trailers (com muitas cenas que não chegaram ao cinema, pra variar) evidenciavam isso. O kriptoniano provavelmente ficaria de stand by, vindo só a aparecer realmente forte no final (esse brincar, todo preto e com barba), o que se mostraria um erro, e provavelmente faria as pessoas dizerem “nada mudou desde BvS”. O “take” inicial é um tipo de “retoque” que faz TODA A diferença, ao estilo de “eu acredito na América” no “O Poderoso Chefão”, ou a mão tocando a cevada em “Gladiador”, “takes” também gravados ao termino das filmagens, entretanto enlaça o tom do filme de forma bem simbólica com o que ele representa (Ou o que os preguiçosos chamam de “roteiro redondinho”). Seguindo essa “nova linha”, há “menos Batman”. Nada menos que justificável, visto a “roubada de protagonismo” no filme anterior. Aqui, Wayne tem uma evolução crível de comportamento, buscando consertar seu julgamento guiado pela fúria e rancor de antes. “Ele era mais humano do que eu” é a frase que assinala seu maior aprendizado. O que nunca foi uma “descaracterização”, já que o morcego nos gibis, mesmo nem sempre demonstrando, sempre teve bastante respeito e orgulho pela forma que Kal-El irradia as pessoas esperança, e a julgar pelo seu caráter controlador “frio e calculista”, trazer o cara de volta a vida após quase o ter assassinado com uma lança se torna crível. Além, obviamente, de ainda haver a liderança nele, principalmente ao desafiar Diana para “fazer o necessário”. Mas cadê o “preparo”?

"Espera só eu mostrar os meus brinquedos".


A Mulher-Maravilha assume outro posto importante de liderança, beneficiada por ser o mais próximo de unâmine entre o publico.  Apesar da “meiguice” da sua interprete, não falha sendo os “músculos” na maior parte dos confrontos com o Lobo da Esterpe. Evidentemente tendo mais peso no “clube do bolinha” que costumam ser os times de herói, algo que fez falta na concorrente com a Viúva Negra e seus “adestramentos do Hulk”. (Se bem, que aqui esse papel é da Lois Laine...)


Aquaman parecia ser mais barra pesada nos trailers, não chegou a ser motivo de piada aliás, nunca entendi isso, mas deixou a desejar em dados momentos de luta, muitas vezes levando uma pancada e voando pra longe. Sem falar do questionável primeiro round que ele perdeu dentro da água. Embora, conceitualmente, tenha ficado bem interessante, e cumprido o objetivo de atrair atenção para mais dele em um filme solo. Ficou devendo uma participação maior na “finalização” com “invasor valentão”.

Nos vemos na versão estendida, se é que ela vem.


Ciborgue e o Flash sofreram muitas “fusões” para funcionar melhor dentro da proposta. O primeiro aderindo muito dos N52 com quase uma placa “lugar do parceiro do Flash, nosso querido Lanterna não pôde vir”, enquanto o segundo, de “Injustice” mesclado com o Shazam da animação da Liga. Particularmente, nunca me empolguei pelos dois, mas acabei (assim como a maioria) comprando os dois ali. O Flash consegue ser executado de forma estendido ao modo inteligente que fizeram com o Mercúrio nos filmes dos X-Men. Só que diferente dos mutantes, que tirou o velocista de cena para ele não resolver tudo, aqui colocaram um Barry Allen em bruta construção. O mesmo para o Ciborgue, embora bem “Grande irmão” como o Johns inseriu na Liga, hackeando a “batcaverna” como quem lê um blog na internet. Apesar das críticas ao CGI, a versão finalizada melhorou muito, ao que tava nos trailers.

RENDERIZA!

Pena que não usaram ESSE VISUAL.



Por fim o vilão.  Ponto comum de fraqueza do filme. Mas até ai, não é lugar comum na maioria das adaptações? “Logan” teve um antagonista fotocópia bem pior, e ainda assim é para muitos o melhor do ano. “O Cavaleiro das Trevas”, teve o Coringa como o melhor vilão da década passada, entretanto ainda é criticado por ter pego o filme pra si, fazendo o Batman de “coadjuvante”. O vilão é só uma promessa na maioria desses filmes, e não um elemento que compensa. Não digo isso como uma forma de defender o “feijão com arroz” feito aqui, mas como uma forma de dizer “ok, agora olhe ao redor, antes de reclamar que um vilão feito em computação é a tragédia máxima”. Lobo da Esterpe dá o seu recado, e consegue ser uma ameaça no tempo certo. Não uma grave e devastadora como foi Zod, e nem mesmo um fim grave como o mesmo, terminando no que chamo de “fim de vilão do Rei Leão”, mas não é esse tipo de descompromisso adorado? Ao menos parece ser um lugar comum que cumpre o papel.  No fim nada chega ao fim, Adrian como o novo épico que vai mudar as engrenagens, como fez Vingadores em 2012 (irrita mencionar, não é?) “Liga da Justiça” falha. Porém, como um passo calmo, para entrar em harmonia com o público após “desacertos” é o longa ideal, para manter todos na “expectativa” e “hype”, que no fim, é o conta nessas adaptações, mas do que ela virá a mostrar quando chega o dia. É só notar o quanto dizíamos em 2015 que "2016 seria o melhor ano de adaptações de todos os tempos", "2017 o melhor ano pra ser nerd", e 2018--




Nota: 6.9

terça-feira, 14 de novembro de 2017

15 HQs do Superman pra fazer pensar


"Façam o bem uns para os outros e todo homem pode ser um super-homem!" Superman

Acredito que seja claro para muitas pessoas como o Superman é popularmente conhecido como um personagem que seguindo suas raízes deve ser infantil, sem muito a adicionar além de lições de escoteiro. Mas quem dá a sorte de acabar "trombando" com algumas das melhores histórias do herói, ou tem alguém que lhe empresta ou recomenda de alguma maneira, nunca esquece como suas melhores aventuras vão além das lições de escoteiro. Nas mãos de bons autores Superman já valeu ouro, combinando nada com essa impressão maior de que ele deve ser unicamente um personagem infantil e descompromissado. Isso chega a ser uma contradição, pois muitas vezes as próprias HQs que fizeram mais sucesso no público infantil tiveram um comprometimento mais dramático com o leitor. Veja como, muito antes de virem Alan Moore e cia. escreverem HQs mainstream de teor mais adulto, Homem-Aranha e X-Men já conquistavam mais o público por seus carismáticos personagens envolverem discussões mais pertinentes com o mundo real.

"'X-Men' não é realmente sobre mutantes; é sobre a humanidade. Eu acho que é sobre a raça humana. Nós somos uma raça absolutamente destrutiva. Parece que nós não conseguimos chegar além desse nível de tribalismo que que está por aí há milhares de anos. Qualquer coisa que tememos nós tendemos a destruir." Michael Fassbender

Na DC Superman tem sua conterrânea Mulher-Maravilha que também é reconhecida dessa forma, mesmo suas HQs mais legais discutindo mitologia, política e sexismo. Mas acho que o melhor exemplo pra comparar é o Capitão América da Marvel. É muito comum as pessoas o verem com seu armário que esbanja as cores dos EUA (como a Mulher-Maravilha e o Superman) e de forma automática supor que deve ser um personagem clichê com intenções mais políticas do que artísticas. Muitas vezes é o contrário, e para a nossa sorte, diversos autores aproveitaram a liberdade que tiveram de usá-los para discutir ideias super interessantes!!! O Capitão América não começou a se rebelar contra o sistema com o Ed Bruebaker(vários arcos modernos), o Mark Millar(Guerra Civil) ou os irmãos Russo(filmes)!

"Esse escudo não deve se tornar parte de um espetáculo degenerado! Essa matança o tornará um símbolo de vergonha!"

Eu fiquei surpreso ao pegar um volume da coleção de capas vermelhas da Salvat focado no bom Capitão e ver como nas HQs criadas por Roger Stern e John Byrne no início dos Anos 80 o herói já era mostrado em momentos de reflexão e autocrítica. Ele se desapontava com a corrupção de seus superiores e ficava confuso com os valores que carregava, não era um soldado unidimensional. Uma das coisas que eu me lembro da minha infância são as várias vezes que eu via um semblante de tristeza no Capitão América. Uma expressão de quem gostaria de poder fazer mais, mas está tendo que encarar uma parte trágica da realidade. Isso era muito bom.


Quem sabe valha no futuro fazer um post desses com o Capitão também, mas hoje vamos focar no Superman! Clark Kent vive como um herói, um alienígena, um americano, um filantropo, um imigrante e um jornalista! Quando o longícuo planeta de Krypton explodiu, o cientista Jor-El e sua mulher resolveram colocar seu filho bebê em um foguete e enviá-lo para o distante planeta Terra, similar ao deles em algumas características, mas com a radiação do Sol amarelo conseguiria incríveis poderes, podendo se tornar um tipo de deus. O neném é encontrado por um casal de fazendeiros no Kansas que o criam preocupados em desenvolver sua humildade e moralidade, influenciando o alien a se tornar uma força do bem. Sendo elevado como ícone e atraindo vilões de todo o espaço, Superman já rendeu boas histórias sobre legado, idolatria e o potencial máximo. Vamos ver quinze delas...



domingo, 12 de novembro de 2017

Eita! É um pássaro?! É um avião?!


Olá, meus caros, vou fazer a introdução de um texto meu (Joker) que deve sair nessa semana, se trata de um post especial sobre o famoso Superman que venho desenvolvendo... acho que desde abril ou coisa assim, mais ou menos. De pouco em pouco, ele está terminado. Estou escrevendo essa parte separadamente porque ao todo ele ficou muito grande, então é melhor deixar separado. Ao terminá-lo fiquei muito orgulhoso do meu esforço e acredito que vocês provavelmente apreciarão, hehe. Além de um post especial, eu acredito que ele seja um argumento. Mas como assim um argumento?


Bem, eu não quero passar uma impressão exagerada. Não acho que HQs de super-heróis, mesmo sendo algo que eu gosto muito,sejam o suprassumo do conhecimento e da capacidade humana. Mas o que o diferencia é a dificuldade de conseguir convencer uma pessoa de como elas são legais em comparação com outros meios de expressão artística, como filmes, livros ou séries, que você recomenda pras pessoas e elas costumam consultar quando tem a oportunidade. E isso é frustrante porque, se tratando de HQs Marvel e DC, eles se proliferaram por todas essas outras mídias e conquistaram um monte de pessoas. Mas quando você fala pra alguma pessoa ela tem NENHUM interesse, não importa o quanto você diga que a história é legal... É mó estranho, cara, não é o fim do mundo, é só que dá um "Eita". Ó, vou exemplificar. Chega uma pessoa.

-Meu Deus, você gosta de Homem-Aranha?! Mano, eu AMO o Homem-Aranha, sou super fã dele. Nossa, eu adoro demais, cara, é meu personagem favorito. Eu queria que alguém se vestisse de Homem-Aranha só pra poder dar a bunda pra ele. Nossa, velho, como eu gosto do Homem-Aranha.
Aí você: Nossa, hehe, realmente é um personagem bem legal, eu também gosto muito. Putz, sabe uma história dele muito foda? Lembrei agora, tem o "Homem-Aranha: Azul", aquilo é muito legal, procura ler. Acho que eu tenho, se quiser eu te empresto.
-Ah, hehe, eu não leio os gibis



eu...





não sou....





tão nerd....






assim...


Aí você: "Eita!"


É mó estranho! Mas ultimamente com a modinha nerd, não lembro de ter havido outro momento em que havia tantas pessoas interessadas por HQs como elas são... HQs, uma mídia de entretenimento/arte, como tantas outras. Inclusive vejo muita gente que começa a querer ler com mais de vinte anos. Por que acho isso estranho? Bem, é uma coisa que normalmente se começa criança por várias razões, mas pra mim isso deixa claro como essas recentes mudanças culturais deram uma impressão mais convidativa. Pra mim que sou antissocial, nunca me importei muito, mas gente olhando com nojo só porque você tá lendo um gibi com certeza não faz falta alguma. Então esse post tem o intuito de quebrar um dos estereótipos mais fortes que os haters de HQs acreditam, no caso um relacionado ao personagem Superman, que é tão icônico e importante. Por isso que eu sinto que além de um especial e uma homenagem, de certa forma o post também é um (forte) argumento. Queria agradecer aos colaboradores do blog, que no caso não participaram do post, mas me inspiram dividindo esse blog.

Roger: a ideia de analisar várias HQs em pequenas análises fazendo um post gigante foi algo que peguei dele pra começar a fazer meus especiais por aqui. Lembro que foi na época que ele tava escrevendo dos tie-ins das Guerras Secretas da Marvel, foi quando peguei emprestado o modelo pra escrever especiais assim também, hoje ele faz isso com várias publicações dos Novos 52 e da Marvel NOW!
Ozymandias: foi com ele que eu percebi como faz diferença quando seu post tem citações. Com isso me dediquei mais a reler tudo pegando as passagens das histórias analisadas e deixando no texto, fica bem melhor, sem dúvidas.
Wagner: eu sempre levei a sério escrever meus posts sobre HQs, já que já faz uns anos que meus leitores apreciam eles imensamente. Mas o Wagner também leva a sério e pra caramba (como vocês podem notar pelo o que ele publica), e isso acaba sendo mais um reforço de como vale a pena o esforço adicional, o post realmente fica melhor, e depois quando você vê publicado percebe que valeu a pena.

Só não cito o ANT porque ele não tem escrito muito, mas também já colaborou muito em vários momentos. Agora... há fortes chances de que esse seja meu último post deste ano, é sério. Tô sem tempo, to trabalhando, atolado de coisa pra fazer, então... vai saber. É uma possibilidade. Eu costumo trabalhar nos finais de ano, só não fiz isso ano passado porque uma parente minha tava internada no hospital e era preciso revesar acompanhantes (quando fui escrevendo as Guerras Publicamente Expostas em um caderno, depois publiquei em janeiro), mas esse ano já não é o caso.


Tenho que acabar logo essa prévia... Posso adiantar que me parece uma mistura de dois posts antigos, com as diferenças de todos esses avanços que eu fui acoplando nos últimos anos escrevendo aqui. Se tratam dos "As 10 melhores partes reflexivas de Watchmen" e "Eu não leio quadrinhos!". Vou deixá-los linkados aqui caso vocês queiram dar uma olhada enquanto o post do Superman não sai. É até sexta-feira no máximo hein! Não deixem de ver! Até lá!


Eita!

sábado, 11 de novembro de 2017

Olha! O Ozzy Osbourne em um tanque de guerra!


Não seria legal se o Fim do Mundo começasse assim? O Ozzy Osbourne anunciou que fará uma turnê de despedida de sua carreira solo até 2020, e passa pelo Brasil pra quatro shows em maio de 2018. A turnê será com o guitarrista Zakk Wylde.

"I can't fucking hear you!"

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

OS DEFENSORES #01 - #06 – ( 2017 )


“Acho que precisamos trabalhar juntos. Acho até que as pessoas nas ruas devem saber que estamos trabalhando juntos. Se os Vingadores e os outros estão lá no alto... Precisamos estar aqui embaixo.”

Roteiro: Brian Michael Bendis
Desenhos: David Marquez
Editora: Marvel
Grupos de tradução: Cozinha do Inferno / Só Quadrinhos / Ozymandias_Realista
Tradução: Ozymandias_Realista / Victarion Grey Joy
Diagramação: Ozymandias_Realista / Raito
Revisão: Fábio_BR
Finalização: Raito
Tamanho do arquivo: 149 MB

☆☆☆




Defensores e Brian M. Bendis são dois nomes bem falados esse ano. O primeiro, por causa do seriado Netflix / Marvel --mais ou menos -- que muita gente assistiu, e o segundo, bem, quem diz que lê gibis e não conhece o Bendis?! Você pode odiar, gostar, mas no mínimo, se for um leitor com a mínima frequência da Marvel em 2000 para cá, leu algo dele. Mas a escolha do careca nesse título (se é que será continuado) passa longe de ser aleatória, apesar de só Jessica Jones ser sua “criação”, o quarteto de porradeiros que integra a equipe são considerados “babys” do escritor, visto o quanto ele escreveu de forma feliz eles com o passar dos anos, com destaque a sempre comentada fase no Demolidor ilustrada por um absurdamente inspirado Alex Maleev e o ALIAS no selo Max, por Gaidos, que apesar da arte a primeira vista “desestimulantes”, casava como uma luva pra proposta “suja” e “real” da série. Apesar de que eu, um leitor mais “simples”, acompanhei de modo extenso apenas Ultimate Spiderman e New Avengers, e por coincidência ou não, é desses dois que Bendis se recicla pra entregar esse trabalho, que a arte de Marquez carrega quase nas costas.



Não digo que são histórias ruins, é até bem melhor que o seriado (como não ser?!), mas fica a sensação “é só mais um” até demais ao se ler, sem falar dos “embaraços cronológicos” (embora isso seja mais culpa editora) a exemplo dos integrantes não saberem a identidade secreta do “homem sem medo”. Tudo tem uma pegada rápida, estilo um blockbuster do Luc Berson de 90 minutos: Kid Cascavel retorna, e começa a se impor para tomar territórios e vender uma nova droga que entrega “poderes” a curto prazo aos usuários, como forma de “mostrar quem manda” vai logo comprando briga com os protagonistas, os atacando individualmente, sem maiores explicações (como ele atacaria Matt Murdock, se não sabe do segredo dele?). Tudo para tomar o lugar vago de Rei do Crime deixado por Wilson Fisk, esse agora dentro da lei, e provável futuro prefeito de Nova York.


A “construção” do personagem é quase idêntica a do Cabeça de Martelo em um arco chamados “Guerreiros” de Ultimate Spiderman (edições #79 - #85), o Justiceiro é sempre retratado como um “psicopata sem o mínimo de estratégia” que é facilmente derrubado (acho que em todos roteiros que li do cara na vida é isso) e o destaque é dado mesmo em Luke Cage e Jéssica Jones, tal qual quando os dois eram Vingadores. Para minha surpresa, o Demolidor é o menos desenvolvido, e com sua identidade civil aparecendo apenas na #06, acredito que uma indireta ao vexame da série de “é mais Murdock do que Demolidor”. O quadrinho acerta mesmo na ação, e quem rouba toda a cena nesse quesito é o Punho de Ferro. A arte ágil e detalhada de David Marquez faz ele parecer o Ken do Street Fighter quando ele começa a “combar”.  O diferencial da maioria dos títulos de grupos para esse é a pegada mais “pé no chão”, sem a necessidade de vilões com planos de dominação mundial ou qualquer outra megalomania envolvendo multiversos. Além, é claro, de todo um universo de possibilidades com outros vigilantes urbanos, largados por aí, (alguns fazem curtas participações especiais) e uma atmosfera consistente tanto do submundo (liderados a princípio pela Gata Negra e o Cabeça de Martelo) quanto de pessoas “comuns” e o quanto são afetadas pela violência em seus bairros, e o quanto se sentem próximas dessa gente que sai às madrugadas pra tentar fazer a diferença, a narrativa usa um tom parecido com PULSE em determinados momentos, usando o Ben Urich como “o homem comum que tenta entender o mundo das Maravilhas”.



Resumindo: Defensores pode não ser algo que abalou tanto a época como “Novos Vingadores”, e possa não ter nada demais a algum leitor “macaco velho” que “já manja de todas as paradas”, mas é uma ótima porta de entrada ao público “netflixiano” que não vai mais ficar confuso com a formação de 72, e vai poder ir descobrindo a Marvel (mesmo sem estar na sua melhor fase editorial) aos poucos.


Nota: 7.4




quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Novíssimos X-Men Volume 1 (Marvel NOW)


Li Novíssimos X-Men #1-5, do encadernado All-New X-Men: Yesterday’s X-Men, com roteiro de Brian Michael Bendis e desenhos de Stuart Immonen, e tecerei breves comentários sobre as edições.



Edição #1: Um grupo de mutantes formado por Magneto, Emma Frost e Magia e liderado por Ciclope estão recrutando novos mutantes para sua causa, preocupando o grupo que dirige a Escola Jean Grey para Estudos Avançados de Tempestade, Wolverine, Fera, Kitty Pryde e Homem de Gelo. Henry McCoy está sofrendo uma nova mutação e teme ter pouco tempo de vida. Sem outra alternativa, ele viaja ao passado para pedir a ajuda dos cinco X-Men originais.

Edição #2: Fera convence os cinco jovens X-Men a irem ao tempo atual. Chegando na Escola Jean Grey, Fera tem outra forte reação à sua mutação e entra em coma. Os jovens X-Men ainda surpresos com o que estão vendo, decidem ir atrás do Ciclope adulto.

Edição #3: Os poderes de Cilcope, Emma e Magneto não estão funcionando bem, depois dos eventos acontecidos na saga Vingadores vs X-Men. Mesmo assim, continuam a recrutar novos mutantes que estão recém-manifestando seus poderes.

Edição #4: Os X-Men originais frente a frente com Ciclope e Magneto. Um encontro que causa muita confusão e pode definir os rumos que serão tomados a partir daí. De volta à sua nova base, o atual Ciclope tenta entender o que aconteceu e os motivos dos jovens X-Men terem sido trazidos do passado. Na Escola Jean Grey, os originais dividem opiniões.

Edição #5: Jean estabelece uma conexão psíquica entre os dois Hank McCoy a fim de que possam descobrir juntos uma solução para os efeitos colaterais derivados da nova mutação do Fera. Enquanto o jovem McCoy trabalha em alguma cura, o atual mostra o futuro de Jean, e isso a deixa extremamente atormentada. Quando o Fera se recupera, os jovens X-Men, com exceção do Anjo votam para permanecer e tentar corrigir as coisas no presente.

É verdade que a trajetória dos X-Men foi bem agitada e com muitas mudanças que perduram até hoje. Com isso em mente, e com os recentes acontecimentos na saga Vingadores vs X-Men, o escritor Brian Michael Bendis experimenta fazer um exercício de imaginação colocando versões jovens dos X-Men para viver na atual cronologia Marvel. Conceito interessante, e o encontro dos dois Ciclopes foi natural e bem desenvolvido. 
Leitura recomendada.



Por Roger

terça-feira, 7 de novembro de 2017

PAREM AS MÁQUINAS: BRIAN MICHAEL BENDIS É EXCLUSIVO DA DC (será?)

Toca AQUI, Coringa... FINALMENTE VOU PODER USAR VOCÊ!

Eu raramente dou notícias, mas ao ver um vídeo agora pouco na minha timeline do You Tube, recebi, acredito que a minha surpresa do ano relacionada a medidas editorias: Bendis na DC. Acompanhando quase 20 anos dele dedicados mensalmente á Marvel, só esse tipo de frase ficaria ridícula até em algum “o que aconteceria se...”. Eu já havia imaginado o careca um dia escrevendo a Liga da Justiça, e fazendo por ela o que fez aos Vingadores, bem como a editora do Batman em geral, ser menos do morcego, e mais de uma gama de personagens mais extensos que o da “casa das ideias”. 





Quando paro para pensar na quantidade de títulos que li desse cara, chega a ser assombroso, chego a pensar que ele possa ter sido o autor que mais li na Marvel em 13 anos de leituras de quadrinhos, a começar com o seu Ultimate Spiderman (160 edições). Naturalmente, nem tudo que fez é positivo, muita coisa é reciclagem (e auto), muitas vezes de forma cínica. Atualmente estou terminando de colocar em dia o Defenders, e consigo citar sem esforço de onde ele copiou e colou Ns elementos dali de trabalhos posteriores.

Mas não li Milles Morales, me processem!


Para os que só sabem xingar o cara por Guerra Civil 2, Homem de Ferro ou mesmo X-Men, ELE foi um dos pilares que recolocou a Marvel como número 1 ao começo dos anos 2000, e até mesmo por tabela a salvou da falência. Entretanto, quase tudo daquela “era” se foi. Quesada não é mais editor chefe, JMS e Mark Millar saíram, mas ali permanecia Bendis. Não indo pra talk shows e delegando funções a dezenas como fez Stan Lee nos idos anos 60, mas escrevendo aos erros e acertos vários títulos todo santo dia. E claro, sempre aplaudimos a genialidade de escritores que “revolucionam tudo, e nada será mais do mesmo” com suas detalhadas obras fechadas, e eu não estou aqui para os desmerecer, mas para trazer luz aos que todo mês tem que bater sua cota de títulos e lutar como leão contra editores para se conseguir contar algo perto do seu argumento original. Agradeça a Bendis hoje suas séries Marvel / Netflix que tanto fala com os coleguinhas, apenas como começo de conversa.

Será que vão cancelar? Seria um puta azar na minha vida.


Não nego que há um desgaste em sua produção. E ciente disso, em uma autoavaliação sincera, Bendis possa ainda tirar ótimos truques da manga como fez na década passada. Nada “milagroso”, “revolucionário” ou que “faça Kick-Ass ser uma revista de menininha”, mas um roteiro linear, com boas entrelinhas que prendam nossa leitura, seja o que for, eu vou ler, e de preferência, que seja a Liga da Justiça.

Só vem!