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quinta-feira, 31 de maio de 2018

maio 31, 2018

Vale ou não a pena - The Warrior - Selvagens da Noite


Se você é das antigas, deve lembrar dos jogos de luta, onde o personagem andava pela rua e lutava contra  grupos de vilões que se vestem das mais diferentes formas. Mas você sabia que esse estilo remetia às gangues dos anos 70, em que cada grupo era reconhecido por seu estilo característico, e que todas essas obras tiveram um predecessor chamado The Warriors?

Vamos falar sobre o filme


Quando o marketing do filme estava acontecendo, relatos de vandalismo e violência fizeram com que a Paramount restringisse a divulgação aos cinemas, pelo menos por um tempo. Não sei se isso teve relação com a audiência morna, fazendo que o filme só alcançasse o êxito posteriormente, tornando o filme "cult". Mesmo assim, a obra inspirou outros filmes, livros, jogos, entre outras coisas.

A trama gira em torno do assassinato do maior líder de gangue da cidade, depois de uma trégua e tentativa de unificação dos maiores grupos. Como um dos membro da gangue "The Warriors" viu quem foi, o assassino decide incriminar o líder e causar uma perseguição aos protagonistas, que tem que voltar ao seu bairro enquanto tentam sobreviver.

Filmes de época, com limitações da época


Claro que teve muitas coisas que me incomodaram também. Entre elas posso citar algumas passagens que pareciam ter importância, mas se mostraram completamente irrelevantes, como a morte de um integrante dos Warriors, jogado na linha de trem por um policial. Achei interessante matar o único que sabia quem era o autor do crime que desencadeou a trama, mas essa ideia foi por água abaixo quando todos demonstram saber a verdade desde o início. 

E por falar nisso, o vilão principal é esquecido durante a maior parte do filme, mesmo sendo um personagem legal, com um ar psicótico. O final, que poderia ter sido menos previsível e melhor desenvolvido, também não empolga. Quem sabe se tivesse feito uma conclusão mais frenética, ao invés de prolongar a metade, que achei um pouco arrastada.
Já que falei do vilão, que tem um jeito bem maluco, quero falar das coisas boas também. Destaque para as atuações caricatas, que deixavam os personagens mais engraçados ou ameaçadores, e até "fofos" em alguns momentos. Você conseguia ver que eles eram mais do que um bando de delinquentes. Isso fica claro quando Mercy olha para alguns casais no trem e percebe que uma tiara com flores (pelo menos eu acho que era isso)  e fica imaginando como queria estar na situação deles, e Cisne também percebe isso, porque era o que ele também queria. Essa cena se torna genial quando complementa um diálogo dos dois, onde ele diz que não ficaria com ela por achar que merece algo melhor, recebendo a resposta de que ela odiava o meio em que vivia, em que as moças da idade dela tinham 5 filhos e viviam em apartamentos cheios de baratas.

Vale a pena?



Eu gostei do estilo do filme, bem datado com essas coisas dos anos 70 que não funcionariam hoje em dia, com uniformes, estereótipos, entre outras coisas que atualmente não passaria tanto respeito. Mesmo assim, eles conseguem passar seriedade, um tom sombrio e muito suspense, que permeia a história do início ao fim, já que você não sabe onde vai estar a próxima ameaça. E quando surgia o confronto, a adrenalina vinha a mil, como na cena de luta no banheiro do metrô, que teve a melhor coreografia do filme até ali. Se curti filmes antigos, eu te recomendo The Warriors - Selvagens da noite.

Fonte: www.nerdcult.com.br

quarta-feira, 30 de maio de 2018

maio 30, 2018

POR QUE O TORRENT DA DC NÃO ESTAVA SEMEANDO?



Após incomodar alguns pessoas na vida real pedindo ajuda, pesquisar na internet, e até perguntar a outras pessoas em blogs e sites, descobri parcialmente a razão desse Torrent da DC ter deixado todo mundo na mão. Primeiramente, fazer ele funcionar, é uma questão de honra, para não deixar o blog com fama de mentiroso, com “click bait” e demais denominações, e claro, porque deu um puta trabalho juntar isso tudo, pra que não chegue nas mãos dos leitores.


Acontece que na minha impaciência, eu tinha feito a semente usando o programa chamado “Deluge”, já que pelo Utorrent, não ia criando semente. O que deveria ser algo positivo, acabou custando caro, já que não semeou nada. O “erro”, é que toda vez que tava em processo de upload, construindo a semente, vinha esse erro:



Perguntando por ai, descobri que o “crash”, era por causa do tamanho do arquivo, então desde ontem, iniciei um trabalho de partir em várias pastas, para poder ir upando uma a uma, ficando 29 delas ao total. O lado positivo, é que pode facilitar para quem não quer pegar todos os gibis, e só uma parte. Vamos ver se vai dessa vez. Agora nem tudo são flores. Apesar de todas estarem para download, vou semear apenas hoje, e depois só segunda, visto que o PC que uso para isso não é o meu, que não aguenta o processo. Precisaremos de um trabalho em equipe aqui antes de mais nada. Vou colocar para semear agora os quatro pedaços que foram a da Vertigo. Quando alguém se manifestar nos comentários, de que já ta semeando o da Vertigo no meu lugar, eu vou semeando os próximos, e assim vai, pela ordem estabelecida nas sementes. Se tem boa internet, e pode dar essa força, mesmo que seja para um material que não goste, só para chegar no seu, é bem vindo. Recomendo esse vídeo caso queira dar “um gás” na velocidade do seu:



E tomara que dessa vez dê certo.





terça-feira, 29 de maio de 2018

maio 29, 2018

KARATÊ KID, A SAGA CONTINUA


Karate Kid: A Hora da Verdade (1984), o clássico filme ingenuo da década de 80 que misteriosamente conquistou uma legião de fãs e já na época foi um sucesso absurdo de bilheteria. Sim, com um orçamento de US$ 40 milhões chegou a faturar US$ 359 milhões. Interessantemente, foi um típico filme juvenil dos anos 80, parte de uma leva de produções cinematográficas que marcaram uma geração, como “Curtindo a Vida Adoidado” e “De Volta para o Futuro”. Mas, o fato é que se olharmos com mais atenção, percebemos que o longa ultrapassa a mera “aventura de artes marciais”. Dirigido por John G. Avildsen (vencedor do Oscar por “Rocky – Um Lutador”) “Karatê Kid” foi contra a maré de muitas outras produções da época, auge da era Reagan, que mostravam os "super" americanos ditando os passos do restante da humanidade. No caso de “Karatê Kid”, o protagonista americano precisa ser ensinado por um oriental (Miyagi). E, por incrível que pareça, isso foi algo ousado pra época.
E, apesar do roteiro apresentar o velho romance entre a garota rica (Ali) e um jovem pobre (Daniel), a relação principal da trama, que sensibilizou gerações, era aquela entre Daniel e seu mestre. Uma amizade sincera e profunda entre seres humanos com idades completamente diferentes. Uma impactante relação de amor fraternal. Tudo isso somado à uma certa dose de ingenuidade, ação, trilha sonora memorável e um bom timing de comédia e pra fechar com chave de ouro a velha mensagem “o herói sempre vence no final" assegurou o sucesso de público e até a simpatia da crítica.  Êxito surpreendente para um filme que tinha um elenco desconhecido internacionalmente.
Existe bastante controvérsia acerca da qualidade dos demais filmes da franquia, incluindo aí o IV em que Macchio é substituído por Hilary Swank e até o remake produzido por Will Smith, por meio de sua empresa Overbook Entertainment, em parceria com o produtor Jerry Weintraub (franquia “Onze Homens e um Segredo”) que tentou manter a essência do original, porém transportando a trama para a China, com seu filho Jaden Smith no papel de Dre (que seria Daniel) e Jackie Chan na pele do mestre. Entretanto, há elementos marcantes, mesmo nessas realizações consideradas erráticas, como, por exemplo, a música Glory of Love, de Peter Cetera, tema de Karate Kid II: A Hora da Verdade Continua (1986), indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Canção Original, tornada praticamente o hino da cinessérie. Entre altos e baixos, momentos mais ou menos inspirados, verdade seja dita, as aventuras do rapaz que aprende o inesquecível golpe da garça marcaram uma geração de cinéfilos que torceram pelo triunfo do bem sobre o mal, seja no tatame ou no cotidiano.
Pois bem, 34 anos depois do inicio desta verdadeira Saga surge Cobra Kai, uma websérie, baseada no primeiro filme. A série foi criada por Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg, e Josh Heald para serviço pago da plataforma de vídeos do Google, Youtube Red e é estrelada por Ralph Macchio e William Zabka, que reprisam seus papéis. A série de televisão acontece trinta e quatro anos depois do embate entre Daniel Larusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), a rivalidade desses dois ressurge quando Lawrence decide retomar sua vida por meio da reativação do dojo Cobra Kai. Enquanto ele busca redenção, o agora bem-sucedido Daniel, por sua vez, tenta superar os desafios de sua vida sem a ajuda do seu mentor, o Sr. Miyagi. William Zabka e Ralph Macchio também produzem a série. 

O curioso desta nova aventura é a inversão de valores proposta na trama. Agora encontrarmos o menino rico do colégio no fundo do poço, mostrando o quanto suas escolhas o prejudicaram. Preso ao passado e suas glórias de outrora, Johnny se mostra aqui um personagem bem mais complexo do que jamais fora. Já Daniel LaRusso por outro lado, apesar de bem sucedido e à primeira vista dentro de um “comercial de margarina” com a vida perfeita ao lado da família, se vê as voltas com situações envolvendo seus filhos. O caçula é mimado ao ponto do insuportável, criado longe de qualquer conceito de simplicidade e humildade, a contragosto do progenitor. Enquanto sua filha mais velha Samantha, papel da carismática Mary Mouser, parece caminhar no lado errado dos trilhos, em termos de amizades e relacionamentos amorosos. A menina está a ponto de atravessar a tênue linha que a colocaria em colisão com seu pai, se voltássemos no tempo trinta anos.
Com 10 episódios variando de 20 a 30 minutos de duração (o último chega perto dos 40), humor e drama nas medidas certas, Cobra Kai se mostra uma das melhores empreitadas televisivas do ano. 

domingo, 27 de maio de 2018

maio 27, 2018

Noite de Trevas - uma peculiar autobiografia


"Chega de Batman. Não vejo muito sentido em escrever fantasias tolas de luta contra o crime com heróis que sempre salvam o dia. Não acredito mais nisso."

"Noite de Trevas: Uma História Real do Batman" é uma preciosidade do tipo que normalmente ficaria pouco conhecida por não compartilhar de personagens multimidiáticos famosos. Mas envolvendo o universo do Batman, a Panini nos trouxe em um encadernado que chamou bastante atenção (mesmo que pelo preço).


A história é narrada pelo próprio roteirista Paul Dini, contando desde sua infância como um garoto introspectivo e bem inseguro, sendo viciado em escapismo por meio de histórias em geral, principalmente desenhos animados. O gordinho viria a fazer história na Warner, quem é dos anos 90 como eu deve lembrar de Tiny Toons e principalmente, "Batman: A Série Animada", que mesmo sendo um desenho infantil era bem denso e dramático, sendo um ótimo lugar pra se divertir com histórias do vigilante de Gotham.

QUE SAUDADE DO CARALHO!!!!
A história se passa até a época em que o clássico "Batman: A Máscara do Fantasma" estava em processo de produção. É bem interessante ver algumas influências que levavam o Dini a fazer os roteiros mais dramáticos.




Isso inclusive me levou a chutar que a personagem Arlequina, que foi ele que criou, reflita um pouco a forma como ele estava sempre se ferrando em relacionamentos dando muita moral pra gente que não ligava pra ele (quem nunca sofreu desse mal?).



Desde o princípio é mostrado como Paul Dini compensava a sua introspecção pensando em desenhos animados o tempo inteiro, da infância até a vida adulta. Ele imaginava o que os personagens estariam fazendo constantemente, isso o mantinha indo em frente. É a grande identidade da história, a forma que os personagens aparecem ao redor dele como se fossem manifestações paranormais, tudo EXCELENTEMENTE feito pelo Eduardo Risso (100 Balas), que mescla vários estilos diferentes que vão correspondendo com as diferentes situações da narrativa, que prioriza bastante o subjetivo do protagonista.


Tem partes que fica TÃO parecido com o Tim Sale que eu cheguei a achar que era um trabalho mesclado de vários artistas diferentes, aí olhei os créditos umas duas vezes e notei que não, era só o Eduardo Risso mesmo.

O talentoso argentino responsável pelas ilustrações

Toda essa dinâmica que funcionava na cabeça dele, pensando nos personagens o tempo inteiro tentando evitar sua baixa-estima, foi a peculiar forma que ele foi achando de superar um trágico momento em que foi violentamente espancado por dois nóias de noite. Você soma o fato do Dini ter sido um cara bem perturbadinho com essa desgraça que rolou com ele e tem aí um quadro bem rico psicologicamente, um quadro que é muito bem retratado pelo próprio. Como eu disse logo no início, é valioso. É uma história nem um pouco legal de você contar sobre você mesmo, o cara arregaça as próprias feridas e inseguranças pro mundo, anos depois disso tudo ter acontecido, e eu fico feliz que ele tenha tido essa coragem! Apesar de ter sempre a mesma fórmula do cara dialogando com os personagens fictícios, me cativou até o final, não chegou a ficar cansativo e repetitivo, prova do bom trabalho de ambos os colaboradores.


Bom dizer que a história é bem pesada mesmo no sentido dramático, note o selo "Vertigo" na capa e os personagens ao redor do cara todo esmurrado, você vai ter o que a capa promete, eu te garanto. No sentido de identificação também é muito interessante. Levando em consideração a popularidade do Batman, ele tem uma importância afetiva pra milhares de pessoas no mundo, pra mim teve bastante na adolescência, claro que de uma forma diferente do que pro Dini, mas também fica interessante ver essa versão do cara. Sinceramente, achei uma ótima história, poderia até ser um filme.

Resumindo: Vale muito a pena, é diferente e interessante. Inclusive, por todo o dramão que tem da biografia do cara, eu realmente recomendo pra qualquer pessoa, mesmo que ela não seja fã do Batman.


Quem é o Paul Dini?

Vocês gostam dele? Eu gosto bastante. Além do desenho antigo, eu curti principalmente os games "Batman: Arkham Asylum" e "Batman: Arkham City", tanto que quando ele saiu da produção das sequências eu rapidamente senti falta do toque dele, pude identificar em pouco tempo que o game tinha perdido boa parte da riqueza que tinham os anteriores.

Top 5 melhores jogos que eu joguei na minha vida e deve continuar lá pra sempre. BEIRA A PERFEIÇÃO!!!
Mais ou menos em 2010/2011, também curtia algumas HQs que o Dini fazia do Batman na época que tava tendo o run do Grant Morrison. Em especial, gostei muito de "O Coração de Silêncio". Eu gostava mais dessa fase do que a principal que o Morrison tava fazendo. Eu até curtia mais a utilização do vilão Silêncio do que na época Jeph Loeb/Jim Lee. Também tinha várias participações pontuais mas muito boas de personagens como Espantalho, Mulher-Gato e afins, pra mim era característica do Dini, ele era bom. Ele sabia usar os melhores fatores daquele universo.


Outra que ele fez e eu gostava bastante era "Sereias de Gotham City", protagonizada por três das principais vilãs do Batman: Mulher-Gato, Arlequina e Hera Venenosa. Era MUITO legal, muito divertido e muito bem feito, eu acompanhei a série inteira. Lembro que fiquei preocupado quando Dini saiu dos roteiros mais pro final, mas continuou bom até a conclusão. Lembro que era como se fosse aquela série "Sex in the City", só que com as vilãs do Batman (o que, é claro, faz toda a diferença).


Também cheguei a ler uma série da Zatanna dele, mas não era muito legal, então nem terminei. Enfim, é um artista que eu aprecio, espero que ele continue sempre produzindo bastante. Foi interessante pra mim me aproximar descobrindo a história dele, ainda mais por meio de um quadrinho tão bom! Houve uma grande polêmica em torno do preço, então, levando isso em consideração, eu posso te garantir que são mais de 100 páginas de uma história muito bacana e bem feita. O preço original de 70 reais é realmente muito caro, mas pegando uma promoção em sites como Amazon e Saraiva, vale a pena pegar por um preço mais justo!

sábado, 26 de maio de 2018

maio 26, 2018

ESCALPO #57 – FINAL DA TRILHA Parte 02 de 05




Créditos da edição #57:

Escritor: Jason Aaron
Desenhista e arte-finalista: R.M. Guera
Colorista: Giulia Brusco
Capa: Jock
Tradução e revisão: Ozymandias_Realista
Finalização e diagramação: Epistarse HQs

“Só que me recuso a perder o vigor. Não vou apodrecer devagar. Não vou desabar. Sim, vou morrer na prisão, mas com dignidade.”








Não sou um grande entusiasta do fim do Escalpo, já devo ter deixado isso bem claro nos meus comentários sobre a edição #50. Sou obrigado a criticar nessa edição a maneira corrida e pouco orgânica com que Aaron apressa o que ele estabeleceu com tanto penar no arco passado, a exemplo da reviravolta que faz o velho Corvo Vermelho se encher de ódio novamente. O recurso para tal, é válido, a questão é a velocidade com que ele chega, afinal, a prisão do velho gangster deveria ser um dos motes principais de toda a série: quem ele encontraria, como manipularia de dentro dela, além da reação de tantos associados do lado de fora que a leitura anterior tanto reforça, fazendo da figura dele o principal ponto de “equilíbrio social” da reserva.


Ainda causa-se a instigação, quando lido a primeira vez, mas perde-se bastante em questão argumentativa em uma releitura, a sensação de “falta do que preencher” na cena fica crível. A exemplo, citando fora de Escalpo, do ótimo filme “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido”, quando Wolverine vai convocar o jovem Xavier, e ele o recusa de forma bem clara, para alguns minutos depois, olhar para a foto da Mística, e dizer que vai. Isso torna artificial o padrão de escolha de um personagem, indo contra a “suspensão da descrença”, ou no mínimo, contra a lógica, ficando a sensação de “cru” no enredo. Que as pessoas ironizam mais pelo “fez porque sim”. Por outro lado, há uma “volta” de alguém que já tinha recebido um claro desfecho, para intensificar o sentimento.
A parte humana e crível fica a cargo de Dash, que recupera nesse arco final, o papel de protagonista levemente alterado em pró de engrenagens maiores. Como na vida real, certos atos não podem ser resolvidos por reboots onde todos esquecerão um deslize grave seu. E agora sim, o cadáver não só fede e vem a superfície, como chama atenção da lei para a sua porta...



sexta-feira, 25 de maio de 2018

maio 25, 2018

85 GIGABYTES DE HQS DA DC – TORRENT (PACK DE HQS)



Dado o sucesso estrondoso do Pack da Marvel, e há vários justos pedidos por um da DC, resolvi montar um da minha própria coleção, ao contrário do da Marvel que eu apenas “revivi” o link. Eu li, acredito que 30% disso que segue, e aprendi bastante, espero que mais pessoas possam ter experiências boas. Por questão de tempo (e sanidade), não deu para listar tudo o que está no Pack, sendo só o Batman, para citar, coisa de 20 GB. Compartilhem o post em outras redes e vamos com tudo. Antes eu só gostaria de tecer algumas considerações em forma de tópicos:

Todo o conteúdo do PACK


1- Apesar de quase tudo estar completo, algumas coisas não estão, e eu não vou sair caçando para você. Se tiver o mínimo de solidariedade e achar números para alguma pasta que está incompleta e puder postar links nos comentários, eu agradeço.

maio 25, 2018

The Legend Of Zelda Perfect Edition - Do jogo ao Mangá

Você sabia que a Capcom e a Nintendo já fizeram parceria no passado? E que foi para a criação de um novo jogo da série The Legend Of Zelda? Eu também não sabia até ler o encadernado Oraculo das estações  e Oraculo das Eras, que nasceu dessa parceria. Hoje eu vou falar um pouquinho do título que teve seu mangá lançado recentemente pela Panini Comics, sucedendo A Perfect Edition de Ocarina of The Time.

Do Jogo ao mangá


Lançado para Gameboy Color, Oraculo das estações e Oraculo das Eras foram criados para ser uma  trilogia chamada de Triforce Series, com conexão entre os 3 jogos, ou seja, você usaria informações de um jogo para resolver os obstáculos do próximo. Contudo, a dificuldade de interligar as três partes fez com que ambas as empresas cancelassem uma das partes, mantendo apenas a ideia da conexão e ganhando os nomes que estão no título desse texto.

Oraculo das Eras era mais focado na ação, trazendo elementos presentes na série desde Ocarina of  The Time. Já Oraculo das Estações era algo mais "OldSchool", focado na exploração dos labirintos e raciocínio lógico, mais puxado para o Link to the Past. Para saber melhor sobre essa saga, aconselho ler esse texto aqui.

O mangá "Oracle of Seasons" de Akira Himekawa foi lançado em  2001 no Japão, na revista Shogaku Gonensei e foi traduzido para o inglês Dezembro de 2009, pela Viz Media. Já "Oracle of Ages" teve seu primeiro capitulo em Fevereiro do mesmo ano, mas na revista Shogaku Yonensei, porém, os capítulos posteriores foram lançados simultaneamente. 

Oraculo das Estações


Apesar de ter os mesmos personagens e elementos de Ocarina of The Time, dessa vez temos uma grande mudança na historia, mostrando que uma não é necessariamente continuação da outra. Aqui, Link vivia em uma fazenda no interior com os seus avós. O avô do garoto sonha com que ele seja um cavaleiro, assim como o seu ancestral, coisa que não interessa muito ao protagonista. Depois de uma conversa com sua avó, Link decide tentar ir ao castelo de Hyrule para fazer o exame de cavaleiro. Quando chega a cidade, ele acaba arranjando encrenca e tem que fugir para não ser preso, indo parar no subsolo do castelo, onde é transportado para o reino de Holodrum.

 Sem saber onde está, Link é resgatado por uma trupe de circo, onde conhece Din, uma bela moça que na verdade é o Oráculo das estações, e tem a missão de manter o equilíbrio entre as 4 estações. A moça é raptada posteriormente por Onox, o general das Trevas, que está a serviço das bruxas Gerudo, que querem libertar o Rei das Trevas.

 Link parte na tipica jornada para salvar a donzela em perigo e o resto do mundo, mas para isso, ele tem que encontrar o cetro das estações. No caminho, Link conhece Maple, uma aprendiz de bruxinha que deseja se apossar do cetro das estações, e Rick, um canguru boxeador (para variar) que decidiu seguir Link depois dele ter recuperado suas luvas.




Uma versão curta de "Oracle of Seasons" foi publicada em Fevereiro e Março de 2001, dessa vez, a casa da historia foi a revista Shogaku Ninensei. Aqui no Brasil, um encadernado contendo as três versões foi lançada em Fevereiro de 2018, pela Panini Comics.

Na trama, Link vai parar em Holodrum, onde conhece Din e sua trupe, mas a garota é raptada por Onox, desequilibrando a harmonia das estações. Então, Link e Maple vão até o castelo de Onox para salvar Din, mas no meio do caminho eles encontram Moblin (um bicho que parece o Bowser nos desenhos do Super Mário) que exige 100 ruppes para deixar as pessoas passarem por sua muralha.


 Oraculo das Eras


Continuando o Oraculo das estações, vemos Link indo para o reino de Labrynna depois de se tornar cavaleiro. Lá ele encontra Impa (que nessa versão é uma mulher que lembra mais a tia da merenda do que a ninja de Ocarina of The  Time) que está procurando Nayru, que é o Oraculo das Eras, por ordens da princesa Zelda. Mas a tia da merend... quer dizer, a ama de leite de Zelda é possuída por Veran, que quer usar o poder de Nayru para voltar no tempo e destruir Labrynna.

Quando a vilã consegue voltar ao passado, Link usa a Harpa de Nayru para ir ao encontro dela, onde ele encontra Levan, um cavaleiro antepassado de sua família. Lá ele descobre que Nayru, possuída por Veran, está manipulando a rainha Ambi para construir uma torre até o céu.

Enfim



Essa é a história de como a Capcom e a Big N se juntaram para criar um dos clássicos do GameBoy Color que posteriormente viraram mangá. E caso você ainda não tenha lido essas duas Perfect Edition, aconselho procurarem, já que a historia é bem simples e divertida de se ler.

Fonte:https://www.nerdcult.com.br 

VEJA TAMBÉM:

 https://ozymandiasrealista.blogspot.com/2018/09/espantoso-homem-aranha-789-801-o-ultimo.html

https://ozymandiasrealista.blogspot.com/2018/09/trilha-sonora-luke-cage-2-temporada.html

https://ozymandiasrealista.blogspot.com/2018/08/maratona-novos-52-universo-batman-parte.html

quinta-feira, 24 de maio de 2018

maio 24, 2018

O ESCULACHO EM UM ANTIGO ADOLESCENTE REBELDE - CONTINUAÇÃO PERDIDA DE "FUNDO DO BAÚ NO FULL POWER"



Alguém lembra desse post aqui? Claro que não.


Ele havia ficado incompleto por há exatos 2 anos e 19 dias atrás. Na época, o melhor amigo que eu tinha, que hoje não nos falamos mais por motivos de impaciência mútua, começava a compactuar com ideias de direita. E eu, como adolescente inconformado, compactuava com as de esquerda por enxergar humanismo nelas, algo que com os anos e acordando, parei de enxergar. Hoje, me considero mais como um cara de "centro-direita", e até flerto com algumas ideias de liberalismo econômico, mas evito radicalismos. Bem, esse amigo, estava extremamente nervoso comigo, e como forma de me "acordar", escreveu esse texto abaixo, que serve para fechar o post anterior. E usou de todos os ataques, para que o "choque" atingi-se o alvo. O que não deu totalmente certo, por eu ter personificado todo o "perfil" do autor, como tudo o que eu odiava na direita, pelos próximos, hmm, 580 anos? Até hoje esse texto me causa uma certa raiva, e é difícil lê-lo apaticamente. Talvez um certo rancor por ser tão ofendido, e mais raiva ainda do cara que eu era. Entretanto, cumpriu a árdua tarefa de me tirar da "zona de conforto" e ser mais questionador. Leia até onde aguentar. Se for adolescente, como eu era, é que vai te pegar em cheio. Força e honra.

P.S: O blog que ele se refere, era um que eu tinha antes desse, sob outro pseudônimo, que foi apagado anos atrás. Existiu brevemente pelo ano de 2012.


maio 24, 2018

WOLVERINE ORIGENS #01 - #25 parte 01 de 02



Para o post de estréia do Reynaldo Leopoldino, resolvi ler e resenhar a primeira metade da fase do Wolverine Origens, que ele não leu por não gostar do Steve Dillon. Eu, como fã confesso do desenhista (embora antigamente detesta-se), resolvi cobrir essa parte, mesmo não sendo tão grande fã do Wolverine. A leitura até que foi fluida, e acabou me esclarecendo algumas dúvidas que eu tinha até hoje, sobre a “ameaça do Wolverine ao Presidente”, citada em Guerra Civil #01 (2006) e a origem do seu insuportável filho Daken. Li algumas coisas anos atrás do Daniel Way, se destacando a mini do Falcão para o selo Max (nunca perde a graça!) e a do Mercenário, bem duvidosa, pelo selo Marvel Knights. Tentar passar alguns resumos, com download no final, dos arcos cinco arcos que compõem essa primeira metade:


#01 - #05 - Nascido em Sangue

“Cala a boca, Frank. Tu nem existe.”


Um arco inicial um tanto indigesto para quem enxerga a figura de herói em Logan, mostrando sua relação intrínseca com a existência do transtornado “Agente Simpson”(mais conhecido como “Bazuca”), sendo o vilão mais uma cria dos “tempos malvados” de Logan, do que uma escolha do próprio. Por mais que Way dê pistas dos transtornos infantis do futuro ciborgue, com a mente presa no Vietnam. Logo, o Capitão-América (presente em bastantes edições, verdade seja dita), com certa “ingenuidade”, toma parte no conflito com o carcaju, resultando em uma batalha notável, principalmente pelos detalhes da ligação entre eles, explicados futuramente. A arte de Dillon fica um tanto lenta, quando trabalhando com supers, visto que sua especialidade são materiais mais adultos, como seus trabalhos para a Vertigo, em especial o sempre mencionado Preacher. Mas ele consegue imprimir a verve de humor que os roteiros de Way pedem, mesmo que não de forma insana, como em outros trabalhos, para não estragar a proposta inicial da série, que é basicamente vingança e conhecimento de si no processo.




#06 - #10 - Redentor

“Eu quero saber quem está por de trás disso. Eu quero saber para quem eu venho matando todo esse tempo.”


Provável que o arco mais esquecível do pacote, ao ponto de eu ter que abrir novamente o arquivo, para lembrar contra quem era: Omega Vermelho. Um personagem que funciona melhor em fliperamas (quem jogava nas antigas o X-Men VS Street Fighter deve recordar bem!) e para ser zoado pelo Aranha em Ultimate Spider-Man. Por mais que as capas do Joe Quesada ainda embelezem bastante, coisas como o Wolverine com um corte da espada “ex-machina” que o Way pôs na história não convence muito, outra coisa que não me cativou muito.






#11 - #15 – Rápido e Terrível

“Fraco... Eu pensei... Que tinha um filho.”


Cyber entra na equação, e se mostrará um antagonista recorrente durante a próxima fase. Arranjando um desajeitado hospedeiro, embora ele também fique em segundo plano para mais “enfodonamento” de Daken. Aqui ele tem o primeiro confronto direto com o pai, e revelado o que ele faz em suas “horas vagas” quando não está bancando o adolescente –fora de idade- revoltado. O principal do enredo, para mim, foi explicar a origem do marca passo que Cyber ostentava de uns anos pra cá...








#16 - #20 – Nossa Guerra

“Gostei da roupinha. Ideal para brincar de esconde-esconde.”


Segundo melhor arco. Na “vibe” da época da Marvel em se homenagiar o Capitão-América, que havia sido “assassinado” ao fim da Guerra Civil, Logan relembra como conheceu o “bandeiroso”, e ganhou sua confiança, embora que para fins nada nobres, e com um Buck com personalidade mais próxima de Soldado Invernal (mesmo que naquela época estivesse cronologicamente longe de ser), do que um alegre menino estilo Robin, como creio que tenha sido na linha oficial. Lembra de uma forma amena um pouco da primeira metade de “Fury – Minha Guerra se Foi”, e apesar de não trazer nada muito denso, serve mais como uma bem amarrada história de segunda guerra dentro do universo Marvel.




#21 - #25 – O Grande Final

“Mas, sério, de qualquer forma... Ele roubou teu estilista, né? Por isso que ta tão irritado com o Wolverine.”


Aqui se engana pela ideia ser só da diversão gratuita em ver Deadpool e Wolverine ficarem tendo aquelas lutas de despedaçarem de forma engraçada, embora tenha muito disso, serve como uma distração para a real aproximação de Logan com o seu filho. Nessa época, o Pool tava na lamentável fase “excessivamente desenho animado”, com alucinações, diabinhos e anjos na cabeça, e as vozes desconexas. O que, seguido pela lógica, não faria dele um adversário bem estrategista contra Logan, ao ponto de tecer várias armadilhas. De longe o melhor arco, já que os demais prometiam profundidade e não cumpriam, enquanto esse, entrega tudo a que se propõe, e realmente faz rir. O que já é um lucro...



Nota final: 5,8