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sábado, 9 de setembro de 2017

COLEÇÃO QUARTETO FANTÁSTICO - PARTE 3



TEXTO DE INTRODUÇÃO DO ROGER: Sinceramente falando, foi tudo culpa do último filme do Quarteto Fantástico. Eu realmente me considero uma pessoa que consegue gostar de muitos filmes que geralmente são bastante criticados. Mas o filme do Quarteto foi demais, não deu pra gostar de nada. Até a minha esposa, que não conhece nada de super-heróis, mas assiste comigo todos os filmes, achou que havia algo de "estranho" quando vimos o último Quarteto (desta vez, assistimos em casa, o que já contribuiu para minha esposa achar que havia algo de errado, já que nós temos assistido tudo desde X-Men de 2000). Com isso, comecei a ler e reler tudo quanto é HQs do Quarteto, até o Heróis Renascem, que normalmente é bem criticado. Eu queria saber se existe alguma história tão ruim do Quarteto já publicada. E veja só, não encontrei nenhum material impresso do grupo que fosse ruim, apesar de eu não ter lido todas as histórias, é claro. Pelo contrário, trata-se de um título com grande potencial. Bem, passado algum tempo, eis que recebo a honra de ser convidado pelo meu amigo Douglas Joker para participar de um post comemorativo pelos "cem" anos do mestre Jack Kirby, enfatizando a cronologia do Quarteto Fantástico. Já me senti atraído pela proposta, por achá-la completamente diferente de qualquer outra homenagem já publicada pela Internet. Mas o trabalho seria (e está sendo) monumental. Fui incumbido de contribuir com algumas histórias e tive de revisitá-las, pois já fazia um tempo (como eu disse antes) que havia lido material do Quarteto. Fazer isso foi tão prazeroso que, acabei revisitando outros títulos, o que está me dando a oportunidade de reler bons materiais de outros heróis. Além disso, revisitar essas obras reforçou minha opinião de que o último filme do Quarteto foi um crime contra o grupo e seus criadores.


"Tudo na aparência dos quadrinhos mudou completamente por esse irritado, super-carregado, genial, veterano da Segunda Guerra judeu que viveu o pior anti-semitismo na história americana. Esse é o ponto que eu faço repetidamente. Algumas pessoas não aguentam ouvir isso. Você não pode entender a história dos super-heróis sem entender a história do judaísmo americano, porque começa com Superman, Siegel e Shuster. Chega ao clímax com Jack Kirby e você vê tudo isso do Kirby explodindo no Quarteto Fantástico e todo o resto. Eu quero dizer, as páginas não eram grandes o bastante para Jack Kirby. Quem mais viria com um personagem chamado Galactus? Digo, o cara que come planetas."
-Frank Miller



POSTS DE ANÁLISE ANTERIORES


COLEÇÃO HELLBOY




Chris Claremont


Um dos maiores nomes da Marvel, podemos resumir a importância de Claremont dizendo como ele foi praticamente o pai adotivo dos X-Men, não só os escrevendo por quase vinte anos, mas também colaborando com outros artistas em fazer personagens outrora clichês como Jean Grey e Wolverine terem aspectos shakesperianos como hoje tanto gostamos. O homem chegou a escrever as mensais da super-família Richards, mas não chega a ser uma fase muito renomada, então separamos duas histórias em especial pra comentar pra vocês.


Quarteto Fantástico versus X-Men

"Põe na cabeça Richards... Tu veio aqui pra salvar a Lince Negra! Faz isso agora... Ou te mando de volta num caixão!"

"Quarteto Fantástico versus X-Men" passa longe de ser um crossover genérico e comercial. A história se passa depois do período das Guerras Secretas; a Mulher-Hulk está pra sair do Quarteto e ir pros Vingadores com o retorno do Coisa, enquanto do lado dos X-Men; eles estão na época que eram liderados pelo Magneto e após um ataque de caçadores de mutantes alguns integrantes estão mortalmente prejudicados, a Lince Negra está quase morrendo. Isso os leva a pedirem ajuda pro Sr. Fantástico, que de acordo com conhecimentos de Magneto, possui uma máquina que pode salvá-la. Chama atenção como do início até o fim a história é bem pesada e dramática, sendo mínimos os momentos de descontração. Como vilão há o Dr. Destino, e não há mais personagens de ambas as mitologias, o que não faz falta com a quantidade de heróis que existem nos dois grupos. O menininho Franklin tem um pesadelo que profetiza a morte de todos após um confronto entre os dois grupos, e a premonição vai assombrando os conflitos entre eles.


As cenas de ação são bem feitas e os heróis não saem se batendo sem razão, como é comum em histórias que tem essa finalidade. Há uma verdade antiga que é revelada sobre as intenções do Sr. Fantástico quando tudo começou, algo que abala fortemente a confiança do grupo. A perturbação de Reed Richards é tamanha e representada com tanta competência que faz dessa história essencial para todos os fãs da super-equipe.


As Quatro Viagens Fantásticas de Sinbad

"Cês não adoram ser sequestrados por um mito?"

Claremont mostra seu apego por literatura clássica fazendo um crossover do Quarteto Fantástico com as aventuras de Sinbad. Após um estranho ataque no edifício Baxter, um poderoso inimigo chamado Jihad os transporta para essa dimensão onde vivem aventuras relacionadas à história do explorador. Há um tom de deja vu com as histórias antigas e mais descompromissadas. O Ben anda meio deprimido por causa da sua situação como o Coisa e sempre teve grande apego pelas histórias do Sinbad, tendo uma perspectiva pessoal diferente da aventura. Por fim a história é bem emocional e bonita, apesar de Claremont passar longe de fazer seu melhor. Os textos não são o mais eficientes possíveis, assim como os desenhos que são bem ruins. A ideia é interessante, quem sabe se tivesse sido trabalhado com mais calma fosse melhor.


No Brasil saiu em uma edição de "Marvel Apresenta" junto a uma aventura do Coisa com a Mulher-Hulk que se encontram nos túneis do metrô conforme ajudam civis de um acidente. É bem divertido.


Heróis Renascem


"Tá na hora do pau!"

Trata-se de uma série em doze edições, lançada entre 1998 e 1999, que serviu para mostrar o que aconteceu com os principais heróis que supostamente pereceram durante a saga Massacre. Vale ressaltar que essa série se passa em um universo alternativo criado por Franklin Richards, filho do Senhor Fantástico e da Mulher Invisível. A história começa com Reed Richards encabeçando o Projeto Excelsior, financiado pela Fundação Storm com o objetivo de pesquisar uma anomalia estelar. Ao serem expostos à radiação adquirem seus poderes, mas antes de se tornarem os heróis que o mundo conhece, primeiro precisam entendê-lo e se adaptar a ele. Vários personagens importantes da mitologia do Quarteto estão presentes no primeiro arco que engloba as edições #1-5, como o Toupeira, Namor, Alicia Master, Panterna Negra, Super-Skrull, e como não poderia deixar de ser o Doutor Destino, que desde o começo está por trás da trama principal. Além de vários elementos que lembram muito as primeiras histórias do Quarteto escritas por Stan Lee.


O segundo volume, que contém as edições #7-12 do Quarteto Fantástico do universo de Heróis Renascem, continua a prestar suas homenagens, inserindo muitos personagens do universo da família de aventureiros espaciais. A trama gira em torno de um mistério envolvendo os Inumanos, onde se descobre que Maximus, aparentemente louco, pode ser a chave para a vinda de Galactus, que está com fome e quer devorar a Terra. Os quatro títulos que compõem Heróis Renascem - Quarteto Fantástico, Vingadores, Homem de Ferro e Capitão América - fazem um crossover nas edições #7 e 12. Desses quatro títulos, o do Quarteto Fantástico foi o que se saiu melhor, respeitando a mitologia original com várias referências que foram usadas de modo equilibrado e coerente. Apesar de ser uma série muito criticada, vale a pena conferir a do Quarteto. Leitura recomendada.



Marvel Knights


Houveram histórias muito expressivas dos personagens na linha Marvel Knights, vamos citar algumas que foram compiladas nas publicações brasileiras, portanto nos parecem ser as mais relevantes, começando com "1234".

1234

"Vidas e histórias humanas são peças no jogo da dominação... No jogo do destino."

O autor Grant Morrison passou pouco tempo escrevendo na Marvel em comparação com a DC, mas fez quatro edições extremamente marcantes pra família em "1234". Do início ao fim há um tom sombrio raríssimo nas desventuras do grupo. Todos os membros do quarteto estão tendo um péssimo dia e Reed Richards está trancado morbidamente em sua sala sem querer ser perturbado, com vários aparelhos estranhos ligados ao seu corpo. A partir do momento que o Doutor Destino entra em contato com o Coisa prometendo ajudá-lo e revelar a verdade sobre o Senhor Fantástico, se inicia um plano de escalas complexas e impressionantes. Em apenas quatro edições toda a mitologia e dilemas do grupo são extremamente bem usadas, além do clímax e do desfecho que são inesquecíveis. Apesar de não ser tão popular é um dos trabalhos mais notáveis do escocês. Os desenhos de Jae Lee colaboram com o tom existencialista. Os textos são excelentes e Morrison transmite bem aquelas suas ideias caóticas, mas sem ficar impossível de entender (como é bem comum nos trabalhos dele). Indispensável pra qualquer fã de HQs.


Jogados aos Lobos

"O senhor tem acompanhado os debates no congresso? Sobre cortar ou não os fundos para pesquisa científica e de risco?"

Primeiramente, o desenhista Steve McNiven é o mesmo de "Guerra Civil" e "Wolverine: O Velho Logan". O escritor Roberto Aguirre-Sacasa já começa trabalhando o lado família muito mais do que o lado super. No meio de uma festa de aniversário do Franklin no terraço do famoso edifício Baxter, os quatro heróis são chamados pra receber a notícia de que por mais inevitável ou improvável que isso sempre tivesse parecido, eles estavam todos falidos, sem teto e desempregados.


Não há exceção, todos os quatro estão em maus lençóis. Vemos situações inéditas com a Susan virando professora de inglês, o Johnny realmente procurando um emprego estável e o Coisa tentando usar sua força bruta pra ajudar em obras de construção. Claro que há elementos fantasiosos, mas o foco maior realmente é nas questões do dia a dia, em como as pessoas normais tem que se virar em Nova York quando a vida os pega de surpresa e se encontram desempregados. Tudo ficou muito bem feito, é uma história respeitável que você consegue levar a sério e se divertir. No arco "Floresta Maldita", Reed, Susan e Ben levam Franklin junto com vários amigos da escola para acampar em uma floresta. Como é comum nas histórias do quarteto, o normal e o anormal deixam suas marcas. Eles conseguem fazer histórias que são cômicas e ao mesmo tempo exploram temas sérios sobre a personalidade dos personagens.


A matéria-prima dos pesadelos

"Eu era o ser mais poderoso do Microverso... Até que ela me destruiu completamente... Susan Richards..."

"A Matéria-Prima dos Pesadelos" traz de volta o Homem-Psíquico que havia dado trabalho lá na fase do John Byrne, especialmente pra Mulher-Invisível, cuja qual ele havia controlado. O vilão retorna trazendo os maiores pesadelos das pessoas de Manhattan e não demora para a cidade se tornar um caos como ele já havia feito no passado, com direito até a apagões. Ao final o roteirista Roberto fecha as questões que começou no início com "Jogados aos Lobos", quando tinha colocado todos os personagens passando por dificuldades que as pessoas normais podem passar. A mesma equipe continuou trabalhando no título por mais algumas edições.


Fase do Mark Waid


Essa fase é admirada e elogiada pela maior parte dos colaboradores do nosso site, e sempre lembrada como uma das principais da super família. Por que ela é tão legal? O famoso Mark Waid, responsável por clássicos da DC como "Reino do Amanhã" e uma fase de mensais do "Flash", além de uma aclamada passagem por "Demolidor" há poucos anos, explorou muito bem várias características pessoais dos personagens e das relações entre eles. Sem deixar de lado todos os elementos fantásticos, Waid ao mesmo tempo levou os personagens muito a sério. Vilões como Galactus e Dr. Destino que já haviam sido usados milhares de vezes conseguiram ter algumas de suas histórias mais marcantes nas mãos do escritor. Waid é hábil em fazer os leitores pensarem e sentir grandes emoções, o Quarteto Fantástico é perfeito pra isso!


Senciente (#489-493)

"Nós mudamos, somos mais do que apenas humanos."

Há algumas questões que já foram levantadas ao longo dos anos, mas que retomam com força total nesse arco, que marca a estreia de Mark Waid nos roteiros. Assuntos como o verdadeiro motivo que levou Reed a formar o Quarteto Fantástico e a identidade da Gangue da Rua Yancy. Mais do que isso, o Quarteto Fantástico sempre foi sinônimo de aventura e ficção científica, e isso não falta quando os heróis precisam enfrentar uma criatura alienígena de outra dimensão e lidar com um acidente que pode pôr em risco toda a cidade. Nesse meio tempo, Johhny assume um cargo importante na empresa Quarteto Fantástico Ltda. Mark Waid se focaliza nos relacionamentos familiares. Desde a primeira edição com Reed demonstrando seu sentimento de culpa por deixar que seus companheiros fossem expostos à radiação cósmica, a revelação do quão ruim é toda vez que Ben cai numa pegadinha da “Gangue da Rua Yancy”, a frustração de Sue achando que não soube como criar o irmão caçula e a relação pai e filho entre Reed e Franklin. A essência do que significa o Quarteto Fantástico foi retratado de forma brilhante, Mark Waid é um escritor muito eficiente quando se trata de mesclar humor com momentos verdadeiramente dramáticos.



Inconcebível (#67-70 e #500 Vol.1)

"O comportamento de Victor é inconcebível. Por que, após tantos anos, ele está nos atacando com meios não científicos?"

Aqui Waid traz o Doutor Destino de volta, tendo uma edição dedicada inteiramente ao seu retorno, quando faz uma nova armadura para si. O novo plano do vilão para atacar a super-família se baseia em utilizar magia. A lógica é simples: após tantos anos perdendo pro Senhor Fantástico o enfrentando com ciência, ele pode então ter sucesso usando magia, já que neste campo Reed Richards é tanto descrente quanto amador. Toda a família vai com muita raiva atrás do ditador, o personagem é escrito de uma forma que realmente causa repulsa, cegado completamente pela sua obsessão, definitivamente um vilão. As cenas de ação são muito boas, não por haver algo maior por trás, mas justamente por dentro. A profundidade emocional que é colocada na inimizade entre os personagens é muito forte! O vilão realmente não consegue superar seus contragostos pessoais com os heróis e não traça limites para as maldades que causa contra eles. Fica claro que não há a possibilidade de argumentar ou negociar com o maluco. Waid já começa a deixar sua marca na revista.



A Quinta Roda (#501 e #502)


"Tu vai se perder. Mas, enquanto tiver pessoas que te amam ao teu redor, tem que lembrar que amanhã será sempre melhor."

As reflexões e resoluções que os personagens passam após a última batalha contra o Doutor Destino acontecem em duas edições que trazem "A Quinta Roda". Aqui os artistas fazem com certeza que a história fique pra sempre marcada na sua memória. Há vários paralelos na narrativa! Todos os membros do quarteto ainda estão chocados e se regenerando dos últimos acontecimentos, em especial o jovem Franklin ficou traumatizado e se recusa a falar, preocupando toda a família. Então Coisa e a Mulher-Invisível resolvem levar o menino pro parque pra ver se ele se distrai e melhora, mas isso é nem um pouco simples. O Coisa e a Susan então se esforçam o máximo possível pra colocar os seus sentimentos pra fora e fazer o garoto se sentir seguro, acontecendo muitas reflexões emocionais. O título se chama "A Quinta Roda" justamente por ser uma história focada no Franklin, e ele se sentir inútil e excluído no grupo, como uma quinta roda, já que uma quinta roda não tem utilidade em um veículo.


Reed, Johnny e a bebêzinha Valéria ficam em casa, mas Johnny tem uma sugestão muito curiosa para ver se seu genial cunhado, que também está deprimido, volta à rotina que possuía antes, algo que deixa a história ainda mais rica e impactante, além de já ir iniciando a próxima trama. Ao mesmo tempo vemos o Coisa no futuro próximo escrevendo suas reflexões pessoais sobre tudo que aconteceu em uma folha de papel. Mike Wieringo pode fazer desenhos que passam uma impressão infantil, mas não tem como duvidar quando você lê que se trata de um conteúdo muitíssimo maduro! Pode não ter as lutas e violência do Doutor Destino na última parte, mas trata de questões psicológicas e familiares de forma muito pertinente!

"Não sei se algum dia vamos ser os mesmos. Mas talvez seja legal assim."



Ações Autoritárias (#503-508)

"Se os americanos não recuarem da Latvéria em 48 horas... Uma coalizão de trinta e nove nações, incluindo China e Rússia, declarará guerra ao seu autoproclamado líder... E, possivelmente, à própria América."

Aqui há uma mudança no desenhista, passa a ser Howard Porter no lugar do Wieringo. "Ações Autoritárias" é uma leitura obrigatória para todos os fãs do Quarteto Fantástico! Após a última derrota do Doutor Destino, o Senhor Fantástico está decidido que ele retorne NUNCA MAIS! Como diz o título, as ações são autoritárias, com Reed levando todo o quarteto para dominar a Latvéria, terra que foi deixada sem líder na ausência de Doom. Eles colocam as consequências desse domínio em escalas políticas, já que a Latvéria afeta outros países, então todos têm que se posicionar, inclusive os EUA, que não concordam com a atitude do Senhor Fantástico. As atitudes de Richards também afetam sua relação com os outros integrantes do quarteto, parecendo que ele ficou cego para seus laços sentimentais. Assim como o Demolidor possui "A Queda de Murdock", no sentido de mostrar a decadência psíquica de um personagem, "Ações Autoritárias" é "A Queda de Murdock" do Senhor Fantástico, pois as mudanças que acontecem são tão radicais que chegam a assustar!



Pós-vida (#509-511)

"Dr. Richards, a gente assume agora. Cê tá preso."

Retorna o desenhista Wieringo. Há nada que valha a pena contar dessa parte, pois ela é muito surpreendente e seria um pecado passar spoilers. Se Mark Waid já havia deixado sua marca em "Inconcebível", aqui ele adotou o quarteto pra si próprio e terminou de montar seu próprio épico, nada menos que isso. A profundidade emocional dos textos e as escalas de criatividade continuam aumentando. Foi o ápice da passagem do escritor, mesmo ele ainda continuando em algumas edições posteriores.


Ainda há mais de dez edições que vieram depois. "Sentido de Aranha" é divertido, havendo uma aventura cômica do Tocha Humana junto ao Homem-Aranha enquanto uma antiga ex-namorada de Reed surge, a Alyssa. Há uma trilogia um pouco cansativa e a nova trama realmente legal é quando há um forte ataque alienígena contra a Terra.


Tempestade Iminente (#520-523)

"Informe-se com seus historiadores antes de ousar subestimar o que nós, seres humanos, podemos fazer e já fizemos por conta própria... Inúmeras vezes."

Um alienígena estranho que sente desprezo pela Terra diz estar vindo raptar especificamente a Mulher-Invisível pois precisa dela para um objetivo maior: montar um novo plano para fazer frente ao devorador de mundos, Galactus. Este alienígena se chama Zius e entra em forte confronto contra o quarteto. Não demora muito pro próprio Galactus entrar na história, quando começa o arco "Tempestade Iminente". O poderoso alien arranja um novo arauto e o quarteto sai atrás dele no espaço junto com Quasar. Após pouco tempo a origem do grande inimigo é recontada, se mantendo fiel à primeira que foi inventada por Stan Lee e Jack Kirby, só que traçando um detalhe que assemelha a origem de Galactus com a do próprio Quarteto Fantástico.


Após tantos combates de escalas dramáticas e colossais, em "Tempestade Iminente" a solução para a ameaça de Galactus toma um caminho completamente diferente, não deixando de haver forte sentimentalismo e filosofia nos diálogos dos personagens. Waid e Wieringo concluem sua passagem pela revista com "Pega-Pega" na edição #524. Não deixa de haver uma revisão dos dilemas dos personagens sobre o que se tornaram no acidente do passado e o que são no presente, com Reed expondo suas crises de consciência por ter envolvido todos nessa. De "Senciente" até "Pós-Vida" é fácil de encontrar por meio de encadernados da Salvat publicado há poucos anos, o resto é um pouco mais difícil. A passagem de Mark Waid pelo título é sempre lembrada como uma das melhores que já houve, junto com as de Stan Lee e John Byrne.


"Enquanto estamos com amigos... Não há limites para as aventuras!"


Créditos...

Douglas Joker: Chris Claremont, Marvel Knights e fase do Mark Waid, com exceção de Senciente.
Roger: Heróis Renascem e Senciente.


Estamos chegando ao final, mas ainda não acabou! Nós já passamos pelas três fases mais admiradas da história do grupo, as de Stan Lee, John Byrne e Mark Waid. Mas eles realmente têm muito a mostrar, então espere bem por mais recomendações de ótimas aventuras desses personagens na próxima parte. Estamos quase lá... quase lá... essa já foi a parte

3...

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