Baniram esse filme em parte da Europa, ele foi impulsionado por Elon Musk no X e que tá gerando muito debate na internet nas últimas semanas. Uns falam que o filme é praticamente documentário por expor problemas de violência cometida por imigrantes que cometem crimes apoiados na própria cultura, outras pessoas falam que é pura incitação ao ódio.
Essa
primeira linha já te passa a mensagem se ele é pra você ou não.
Bebendo
direto da fonte do clássico (e hoje em dia não tem bem visto por muita gente)
"Desejo de Matar" (1974), "Punição Sem Fronteiras" (eu que
acabei de inventar esse nome, na melhor tradição de "nomes adaptados pra
filmes no Brasil, o filme ainda nem chegou aqui, nem sei se vai chegar, não tem
título oficial) marca o retorno das cinzas de um dos atores mais cancelados da
história recente de Hollywood: Armie Hammer. Irreconhecível e muito longe do
papel de galã progressista (nos filmes e fora deles) que fazia antes de ser
destruído pela mesma mídia e um enorme fandom que o abraçava.
Bem-vindo
à extrema-direita, camarada Armie. 💀
Esse é só um trecho do filme no qual o personagem dele resolve fazer uma visita a uma família de imigrantes islâmicos cujo o filho participou de um estupro coletivo contra uma menina de 14 anos e não só foi inocentado, como ganhou apoio da própria família, já que até segundo até mesmo a irmã do criminoso "a vítima se vestia mostrando demais, tava pedindo por isso".
Assista
ao trecho se quiser e deixe suas reações, o filme vai ser já foi subido
legendado no canal nos próximos minutos... Ainda vou assistir a ele completo,
só assisti a esse trecho que tá sendo compartilhado aqui.
Complemento
copiado e colado, via Rolling Stones:
Em
entrevista ao The Daily Telegraph, Böll afirmou que a agência alemã FSK,
responsável pela regulamentação de conteúdo audiovisual no país, “se recusou”
a dar uma classificação ao filme. “Então
agora você só pode assistir se trouxer um Blu-ray da Áustria ou da Suíça”,
explicou (via NME).
“Eu
acho que fizeram isso de propósito”, continuou o diretor. “Foi uma decisão
deliberada de censura. Contratei um advogado para reclamar, mas perdemos por
seis votos a dois, pois me disseram que o filme incitava violência contra
imigrantes.”
Depois,
questionado sobre suas visões políticas, Böll disse que “não é nazista”. “Agora
estão dizendo que se você for conservador em qualquer coisa – social, sexual,
política – você é um nazista”, criticou. “Mas é assim que as coisas estão no
momento. Se você questionar qualquer coisa – como as centenas de bilhões
injetados na Ucrânia – então você é amigo de Putin ou nazista, ou ambos.”
Texto
interessante (e com mais contexto) que eu achei, em português de Portugal, que pode ser lido originalmente AQUI, escrito por Felipe Carvalho em um site
que eu descobri pesquisando sobre o filme chamado “O Observador”:
O
filme que a Europa mandou calar (30/06/26)
Ao tentar cancelar este pasquim cinematográfico, a Europa garantiu que o mundo inteiro o visse.
Quando a Alemanha e o Reino Unido se recusaram a certificar Citizen Vigilante, o mais recente trabalho de Uwe Boll, não estavam apenas a impedir a distribuição comercial de uma película. Estavam a escrever, sem o perceber, a sua crítica mais eloquente — e a fazê-lo em nome de toda a Europa.
O filme conta a história de Michael Sanders, um americano abastado, ex-militar, radicado na Europa por herança de um pai distante. Quando percebe que o contrato social ocidental foi rescindido unilateralmente — a lei que não protege, a justiça que não pune, as instituições que existem para gerir e não para servir — torna-se num justiceiro vigilante por conta própria. Mata implacavelmente e justifica-se em vídeos anónimos que circulam nas redes com uma velocidade que nenhuma autoridade consegue travar. A sua retórica é directa, crua e pouco complacente:
“O Estado, os tribunais, a polícia. Pensas que te falharam — mas não é assim. Porque nunca existiram para te dar justiça. Existem apenas para te controlar. Mas eu estou aqui para te ajudar a recuperar esse controlo.”
É uma frase que a Europa democrática devia ser capaz de rebater sem dificuldade; mas o facto de não conseguir fazê-lo, deixa no ar algumas dúvidas sobre o estado actual das suas instituições.
O público real, não o das salas de imprensa, mas o que compra bilhetes e paga subscrições; deu-lhe noventa e cinco por cento no Rotten Tomatoes enquanto os críticos especializados lhe ofereceram zero. Este abismo merece mais do que uma nota de rodapé. A distância entre este mundo e o mundo de quem, realmente, consome cultura torna-se tão vasta, que o fenómeno deixa de ser apenas estético e converte-se, sobretudo, num fenómeno sociológico.
Boll inspirou-se num caso real. Em Hamburgo, no ano 2016, uma rapariga de catorze anos terá sido violada em grupo por jovens migrantes. Os agressores saíram com penas suspensas e o juiz invocou dificuldades de integração como circunstância atenuante. Este caso existiu, está nos arquivos e pode ser verificado. Retratar este caso num filme poderá ser considerado incitamento ao ódio?
Não devemos absolver o filme das suas simplificações. É tecnicamente irregular, narrativamente maniqueísta e claramente limitado a nível orçamento. Não obstante, é-nos também legítimo recusar a simplificação inversa. É pouco justo fingir que perguntas como a anterior não existem. Não devem ser ignoradas só porque o modo como foram feitas é polémico e inconveniente.
Ao tentar cancelar este pasquim cinematográfico, a Europa garantiu que o mundo inteiro o visse. Elon Musk publicou-o gratuitamente para duzentos milhões de seguidores e o seu possível banimento viralizou na maior campanha de marketing possível.
E aqui reside o paradoxo mais perfeito de toda esta história: a Europa que construiu o seu mito moderno sobre a ideia de que as ideias perigosas se combatem com mais ideias e nunca com o silêncio; decidiu que a melhor resposta a um filme sobre o fracasso institucional era, precisamente, a tibieza institucional.
Citizen
Vigilante não é um grande filme, mas é um filme do seu tempo. E a Europa, essa
velha senhora que confunde amnésia com sabedoria, preferiu virar o espelho
contra a parede. Como faz sempre, aliás, quando o reflexo do seu suicídio a
envergonha.
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