Não me arrependo de uma palavra - 10 anos escrevendo em blogs


O aniversário mesmo foi em 24 de julho de 2019. Mas eu tinha outras coisas pra fazer que acabaram se sobressaindo, mas consegui retomar interesse pela ideia agora. A história de origem é a mesma porque nunca a inventei: As férias de julho costumam ser tediosas por causa das chuvas e do frio. Meu irmão e o vizinho tinham entrado nessa de blogs. Eles tinham lá os deles com assuntos que gostavam. Uma hora eu resolvi, "bem... vou fazer o meu".






- PASSADO -

Eu não era muito bom, mas não era problema. Na época não era preciso promover seu blog para conseguir atenção, eles estavam em alta. Eu nunca promovi o meu! Era muito raro, muito pontual enviar um post pra algum lugar, colocar nas redes sociais ou coisas assim. No final da vida dele fiz tanto um perfil quanto uma página no Facebook e me pareceu ineficiente. Por outro lado, tive muito apoio tanto de meus leitores, que elogiavam, faziam sugestões e até zuavam nos comentários, quanto de pessoas que eu conhecia e mesmo não acompanhando sempre elogiavam meus textos, às vezes de forma ASSUSTADORAMENTE SUPERLATIVA! Já fui chamado de coisas como, um dos maiores escritores brasileiros da atualidade, pessoas já me disseram que eram grandes fãs meus e os textos as ajudavam a superar fases difíceis da vida. Cara, eu tive muitas surpresas! Foi bem além do que eu esperava.





- PRESENTE -

Foram boas experiências no geral. O blog é como minha tela de pintura digital, eu pego ele e posso fazer o que eu quiser. Trabalhos da faculdade que não foram aprovados mas quero escrever? Aqui, pronto, tem até público pra comentar. Tive ideia de uma história, de uma piada? Quando dá tempo, pronto, misturo áudios, imagens e palavras e chego no resultado que consigo. Graças exclusivamente ao Ozymandias Realista eu já migrei para outros lugares e fiquei aqui, onde o público é muito maior e não há dependência só minha da criação de conteúdo, então quando dá eu posso parar e voltar a escrever, sem ter perdido completamente um espaço onde há atenção, já que não teria tanta graça escrever pra ficar só pra mim. Eu sou incapaz de numerar a quantidade de assuntos ou obras que eu li, assisti, ouvi ou pensei só esse ano e tinha NINGUÉM pra conversar sobre. O único lugar que eu tenho é a Internet.


Não faz diferença as pessoas estarem babando ovo dos filmes dos Vingadores (aquela merda), em alguns aspectos meio que tudo continua igual. Usando um exemplo concreto, esse ano li uma diversidade de HQs super legais protagonizadas pelo Hulk, Demolidor, Justiceiro, Homem-Aranha, Visão, Quarteto Fantástico e os X-Men. Não é exagero, eu não tive uma única pessoa em toda a minha rede social com quem eu pudesse conversar sobre uma dessas histórias. Música e cinema há um pouquinho de dificuldade, mas é bem menos. Quando se trata de quadrinhos é um abismo infinito, não tem ninguém, mesmo que o tema e os próprios personagens entrem em uma moda recordista, as pessoas se mantém tendo alergia de quadrinhos. Mais e mais eu sinto falta de estar em um ambiente onde eu consiga falar sobre coisas que gosto e penso, às vezes nem de entretenimento. Então o blog acaba sendo uma boa portinha.



- FUTURO -

Confesso que nunca me dei por satisfeito pelo blog. Sempre achei que o ideal seria que meus textos tivessem outra plataforma que não um blog. Eu sempre quis passar para outra esfera. Se há 10 anos atrás eu soubesse que hoje o Felipe Neto e o PC Siqueira seriam milionários, eu teria ficado gravando vídeos. Porém... hoje não tenho saco pra começar isso. Em 2013 entrei no curso de Jornalismo, não demorou pra eu notar que até eu conseguir escrever o que me interessava ia (se tivesse sorte de arranjar um emprego) passar muito tempo escrevendo sobre buracos na rua, passeatas trissexuais, abelhas e outras coisas que não me despertam o mínimo interesse. O que inclusive me foi informado por profissionais da área que escreviam sobre arte. Você pode ralar muito até chegar lá, ou simplesmente não chegar. Escrevi dois livros e enviei pra uma dezena de editoras. Nada até hoje. Escrevi letras o bastante pra uns seis álbuns de música logo no primeiro sinal que dois amigos meus deram de interesse em formar uma banda. Os dois desistiram, fiquei eu e minha não-discografia. Comecei a me enturmar em cursos de desenho, oficinas, conheci vários desenhistas da minha região, sugeri uma infinidade de projetos que eu gostaria de colaborar com um artista (já que não sei desenhar), enviei roteiros e até escrevi para alguns desenhistas que não sabiam como dar sequência.

1-Uma coletânea bem amadora e regional que tava sendo planejada nunca saiu.
2-Todos os desenhistas que eu conheci estavam mais interessados em trabalhar nas suas próprias ideias.
3-Até mesmo as histórias que os desenhistas tinham pedido pra eu escrever eu fiz, detalhei e depois eles simplesmente desistiram dos projetos.


Então sim, o que você lê aqui é como uma punheta que eu bato ao fim do dia, após não ter conseguido comer ninguém. Já cheguei a considerar que meus textos podiam ser uma droga, mas já cheguei a ver coisas beeeeeem duvidosas publicadas, então não deu pra me convencer disso. E pessoas muito melhores que eu já falharam mais vezes, então a redução das minhas tentativas se deu mais porque ultimamente passo os dias inteiros fazendo estágios + a faculdade, então no final de semana eu não fico muito afim de escrever, já que tô com a cabeça exausta. Razão pela qual até meus posts diminuíram. Quem acompanha mais deve notar que só faço uns top 10 que já tô acostumado, então por que não fazer um relembrando dez posts dessa "carreira" e a razão de eu gostar deles?

Hein? Hein? Você quer?

É possível acessar os posts clicando nos títulos.


"Na minha bagagem literária notei que é comum nas histórias grandes com aqueles sujeitos que resolvem se tornar párias e fazer a diferença (os famosos heróis) não terem muitas formas de terminar seus trabalhos sem morrer no final."

Me lembro bem um dia antes de fazer esse post, quando estava entre o sono e o sonho, mantendo um pouco de controle sobre as manifestações da minha mente, eu pensava na ideia de os heróis sempre morrerem no final das histórias, quando se sacrificam contra um sistema, e isso ficava organizado na minha cabeça com um post começando com a imagem de Cristo crucificado. No outro dia fiquei meio inseguro, mas resolvi arriscar. Os resultados foram insanos, as pessoas tinham gostado muito, algumas que nem falavam comigo rasgavam elogios. Continuo lembrando dele como "início de tudo", porque foi esse resultado positivo que me deu combustível para fazer outros posts a partir do pensamento "bem, por que não fazer?", especialmente nesse ano, em 2014, quando surgiu muita coisa diferente, algumas serão mencionadas mais pra baixo.

Views
Blog Joker: 1005
No Facebook, compartilhado pela página "Batman - A Trajetória": 66 curtidas, 10 comentários e 14 compartilhamentos.
Ozymandias Realista: 720
O post chegou a ser postado no Action&Comics, mas não tenho acesso a quantidade de views mais. Me lembro de um comentarista dizendo que foi o melhor texto que tinha lido por lá, mais uma vez fiquei surpreso.



"É como se o que é 'legal' não fosse arte. Como se fosse errado apresentar elementos fantásticos pra atrair as pessoas a ouvir o que o escritor quer dizer."

Esse texto havia sido compartilhado duas vezes nas minhas redes sociais, e se tratava de algumas ideias que há tempos eu não gostava, bem antes de entrar em contato com esse autor. Então, como no post citado anteriormente, organizei minhas ideiazinhas e expliquei usando minhas referências pessoais. Como sempre, eu não tenho pretensão de querer fazer um tratado sobre nada, só coloco minha opinião, mas procuro explicar o porquê, mesmo que sejam referências pessoais. Aparentemente tem seu valor para os leitores, já que na sua republicação aqui no Ozymandias Realista, ele até hoje fica entre os textos mais acessados do dia de vez em quando.

Views
Blog Joker: 291
Ozymandias Realista: 5396



"Eles compartilham de um infinito e fascinante... FULL POWER!!!"

Esse fiquei muito feliz de desenvolver, ele ficou grandão, e por ser uma ideia bem específica minha, também fiquei feliz de ter conseguido desenvolver em um texto que apreciei. Quero dizer, era eu que por acaso sentia tanta admiração pela versatilidade do Cooper e do Bowie, me interessando em comparar os pontos que os dois tinham em comum, então quando vejo um texto desses sinto como se fosse um filho que só eu podia ter criado.

Views: 639



"Conclusão? Eu tenho nada a concluir! Eu só tenho a frustração de estar a mercê de pessoas que pagam de moralistas comparando coisas que eu gosto com FUNK."

Discutir com feministas é uma coisa que até hoje eu não consegui. Elas começam a bufar, revirar os olhos, falar alto, ou mesmo gritar e xingar, tendo semelhanças com a transformação do Bruce Banner no Incrível Hulk. E eu nem fico falando sobre chances de uma mulher ter arriscado demais pra ser estuprada, ou direito a aborto. Eu só questiono algumas alegações patetas sobre cultura que elas fazem, e até peço pra explicar. Até hoje não me explicaram. Nunca. Qual a diferença entre uma mulher pelada orgulhar uma feminista e ofender uma feminista? Se brincar de bonecas e casinha faz mal pra formação de meninas, por que elas insistem tanto que meninos (não os delas, porque elas não querem ter) têm que fazer essas coisas se dizem que são iguais e querem o bem deles? Focando em apenas um tema, que era a impressão que feministas/pós-modernxs tinham do Rammstein, já deu pra destrinchar uma tonelada de incoerências inegáveis que eu vivenciei em vários momentos. E o principal (que é a parte realmente preocupante, porque o resto é só encheção de saco, mas machuca ninguém): por trás de dizerem que estão muito preocupados com criações culturais que são prejudiciais pra crianças e mulheres, na verdade defendem ferrenhamente as que realmente seriam, de acordo com os próprios argumentos deles, se não praticassem o duplipensamento do George Orwell. É o fim da picada...

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"Nunca conheci alguém que mencione uma historia da Mulher-Maravilha como épica. Achei isso muito esquisito pra uma personagem com mais de 70 anos de cronologia. Uma personagem que faz parte da 'Trindade DC'."

Por total coincidência de estar sem o que fazer, entrei em contato com essa série que estava em produção na época e me apaixonei. Me incomodava ver ninguém falando sobre ela, principalmente no fim triunfal. Se fosse uma fodona da Patrulha do Destino ou do Monstro do Pântano que ninguém estivesse comentando, eu ainda entendia. Mas porra, era a Mulher-Maravilha! Ela é famosa! Mas... compare com o Wolverine, o Homem-Aranha e o Batman... Quantas vezes uma pessoa chega pra você recomendando uma história foda que leu da personagem? Interessante não? Ela é famosa e amada, mas pouco explorada (se comparar com outras HQs). Então coloquei várias reflexões num post do qual me orgulho muito, por ter sentido que era a única voz na Internet falando do marco que deveria ter sido essa série, mas infelizmente não se via muita gente conferindo. Chegou a haver um comentário dizendo que estava esperando pra ler um post como esse, fiquei muito feliz.

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Blog Joker: 622
Ozymandias Realista: 925
Foi publicado no Action&Comics, mas não tenho acesso aos views.



"E você sabe o que nós desse site achamos do politicamente correto... Gostamos de apunhá-lo no peito, olhando no fundo dos seus olhos sem sentir qualquer remorso por notar como são vazios."

Essas linhas acima são uma das coisas que mais me orgulho de ter escrito na vida. Só falta cair uma lagriminha... Na época fui assistir Star Wars na pré-estreia. O filme foi ruim, ruim, ruim, ruim, ruim, ruim, ruim, ruim, ruim, tinha nada que se salvasse. Foi de uma covardia e falta de criatividade exemplares. Mas... diferentemente dos últimos 6... Ninguém reclamava! Oh! O que estava acontecendo??? Os nerds normalmente não reclamavam da atriz que faz a Vicki Vale ser loira porque no gibi ela era ruiva? Quem são esses fãs? O que houve com o pessoal? Era o início de ums nova era pro "cinema nerd" mais lucrativo da história, com recordes de bilheteria sendo quebrados todos os anos, várias vezes. É tão legal ser fã dessas coisas, com todo o marketing, que as pessoas fingem que são fãs. O filme pode ser tão absurdo quanto der pra ser, o Bruce Banner pode não virar o Hulk e o Thor ser o Volstagg, as pessoas têm que gostar, a graça parece não estar no filme, mas em fazer parte da onda. Hoje não deve chocar tanto, mas na época... Esse texto foi um kame hame ha no meio de um mar calmo.

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"Parecia um grande mistério, como se na vida Bowie fosse um daqueles personagens que só aparecem de vez em quando em um videogame e quando você finalmente o encontrasse direito ele faria grande revelações sobre a trama."

Como nos outros casos, o fato de ser pessoal traz sua singularidade, e o resultado com qualidade desperta meu apreço. O Bowie tinha morrido há um ano e eu lembrava de quando músicas e clipes dele tinham saído nos últimos dois álbuns e eu acompanhava. Então percebi que era uma lenda da música, dos velhos tempos... E eu tinha sido da época dele! Fiquei contente e resolvi registrar. O Ozy recomendou usar uma imagem enquanto estava nos rascunhos, o que me leva a crer que ele estava gostando do que estava sendo desenvolvido.

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"- Então vou transformar o mundo todo... EM COCÔ!
- Tarde demais. - disse o Cara da Lata - Esse mundo já é uma merda."

Como já disse, em 2014 eu escrevia tudo que desse na cabeça, uma hora chegou nas histórias. Por um mero comentário de um amigo meu, dizendo que a curta "Mijada de Negócios" era uma das melhores coisas que eu já tinha escrito na opinião dele, resolvi desenvolver mais e fazer "A Cagada das Galáxias", com poucos recursos fazendo uma história a partir daquele minúsculo texto. Pra mim havia duas opções: 1-Ninguém ia comentar nada, ia ficar só uma vergonha alheia de nonsense que "preferimos não falar sobre"; 2-Iam achar tão divertido quanto eu achava. Mesmo resultado de "Os heróis têm que morrer?": AMARAM!


Imploravam por sequências!!! Teve gente que achou o segundo ainda melhor que o primeiro! Parecia que eu ia acordar em qualquer momento. Quer dizer, terem gostado era possível, mas amado? Isso resultou em um monte de sequências, até que a quantidade de views e comentários foi abaixando e resolvi encerrar tudo com um apocalipse daquele universo e as últimas coisas que queria escrever com eles, como o Cocô Hulk processando todos os personagens por bullying dizendo que ele só fazia merda. Na época eu pensava em chamar os protagonistas de "Lucas" e "Felipe", por serem nomes simples e familiares. Mas era o nome de dois amigos próximos (e algumas milhões de pessoas), então considerei o risco muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito improvááááááááááável de acontecerem coisas muito estranhas e surgir a suspeita das histórias serem sobre eles. Maluquice, não é? Mas com isso em mente os batizei com nomes em inglês de desenhos animados como "Tommy" e "Jack". Eis que o improvável acontece. Eis que pessoas, algumas que nem conheço e não faço ideia de como caralhos acharam um link do meu blog pra clicar, se convenceram que as poucas personagens femininas eram elas por razões... estranhas... como cor do cabelo... Até a personagem que era deus foi acusada de ser inspirada em uma pessoa... Me parecia errado parar de escrever, mas com o tempo a coisa conseguiu aumentar, e uma quantidade considerável de pessoas me tratava como se eu fosse algum assassino a partir desse tipo de difamação. Por um período foi bem sinistro e entristecedor, já que é o tipo de golpe que não tem como se defender, não conseguia achar uma solução, então parei de escrever e até deletei todos esses posts, sem qualquer cópia. Mas passados alguns anos, tendo visto meus avós ficarem doentes e morrer, sido ameaçado de morte no trabalho entre outras coisas, esse tipo de merdinha acaba pequena em contraste, portanto não me arrependo também, apesar dos textos não existirem mais.


Mas o que dá pra ler são as Guerras Publicamente Expostas, um retorno a esse universo, que em cinco partes teve ainda mais views do que seus anteriores!

Soma dos views de todas as partes: 4169

Ah sim, a sementinha "Mijada de Negócios" eu ainda tenho aqui nas teias do meu HD.

"Um curioso garoto chamado Tommy está no banheiro assoando o seu nariz no papel de secar as mãos. Eis que um homem de negócios entra no banheiro pela porta. O homem estava vestindo terno, sapatos e até uma gravata vermelha, Tommy pergunta para ele:
- Ei senhor, com licença, o que você vai fazer aqui?
- Vou dar uma mijada de negócios - Responde o homem de negócios.
Isso deixa Tommy pensativo, por que ele daria uma mijada de negócios? Dá uma assoada no seu nariz. Que negócios seriam esses? Dá outra assoada no seu nariz. Tommy está com alergia e é desgastante para seus orifícios nasais. Enquanto o homem faz a sua mijada de negócios, Tommy curioso volta a falar com ele.
- Ei cara! - diz Tommy - Por que exatamente você está dando uma mijada de negócios?
- Tempo é dinheiro, rapaz, e os negócios nunca podem parar.
Tommy achou interessantíssimo como aquele homem conseguia fazer xixi enquanto lucrava com isso. Tudo que Tommy já havia conseguido com a sua urina eram as mãos um pouco molhadas que ele esfregava nas calças pra que ninguém reclamasse, mas no momento, ele já tinha que assoar o seu nariz de novo. Será que nisso já havia a sua urina em algum momento se fundido ao seu catarro? Era uma reflexão interessante...
            O homem de negócios termina o seu negócio e vai embora do banheiro sem lavar as suas mãos enquanto Tommy o observa. Em menos de cinco segundos outro homem de negócios entra no banheiro. Sem pensar duas vezes, o recentemente iluminado Tommy pergunta:
- Ei, senhor! Você está indo dar uma mijada de negócios?
- Não garoto, a família é mais importante.
E então estupefato e olhando para baixo Tommy sai do banheiro sem lavar as mãos."



"A gente procura propagar ideias que nos parecem boas, mas o que fazemos com as que queremos que não existam?"

A gente tinha que fazer um trabalho pra faculdade, na matéria de processos inclusivos, baseado em um filme. Com o acontecimento recente da passeata nazista nos Estados Unidos, escolhemos "Outra História Americana". Desde adolescente eu sabia que existiam neonazistas e era uma coisa muito difícil de eu entender. Como alguém vira neonazista? Claro que hoje a resposta já ficou estampada na minha cara, mas na época não era tão explícito. Portanto, aproveitei que era uma corrente de pensamento que eu já mantinha há um tempo e fiz um post nesse estilo sincero e pessoal. Foi extremamente bem recebido também.

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Chegou a ser publicado no site Cinéfilo em Série, mas não tenho acesso aos views, além do dono do site ter alterado demais as coisas que escrevi, então não gostei do resultado.



"Nas mãos de bons autores Superman já valeu ouro, combinando nada com essa impressão maior de que ele deve ser unicamente um personagem infantil e descompromissado."

Mesmo tendo algumas alterações na intensidade e frequência, as coisas que eu gosto são sempre alvo de críticas absurdas. As músicas que eu gosto sempre foram de louco/satanista/psicopata/nerd ou gay. Super-heróis não é muito diferente do que vocês que entram aqui devem estar carecas de saber. As pessoas falam que os quadrinhos mainstream são um grande mal pra humanidade ou se utilizando de uma posição de superioridade física, "você gosta disso, vou te bater", superioridade de status social, "eu não gosto, se você gosta é inferior", ou status acadêmico "se você gosta disso então é uma manifestação de suas frustrações sexuais". Como nada disso resiste à prova de 30 segundos de pensamento sério sobre o tema, é meio impressionante sua persistência. Eu tenho 24 anos, leio HQs minha vida inteira e essa encheção de saco nunca mudou. Pensa em fumar cigarros, que além de feder faz mal pra saúde. Já viu alguém tão preocupado com o estado mental de quem fuma quanto de quem lê HQs? Seja o que for, Mickey, Mônica, Preacher ou Vagabond?


É uma enorme hipocrisia e falta do que fazer. Então, como expliquei no post de introdução que fiz para esse (https://ozymandiasrealista.blogspot.com/2017/11/eita-e-um-passaro-e-um-aviao.html com 1538 visualizações) pra mim além de um especial sobre histórias do Superman, ele se tratou de um argumento. Meu argumento sobre o que eu penso de todo esse espectro, escrito letra por letra por mim. Podia ter pego histórias dos X-Men ou do Demolidor e relatar seus fundos interessantíssimos sobre questões do mundo real, ou chover no molhado de todas aquelas HQs do Miller e do Moore nos anos 80, mas não. Eu quis virar a coisa do avesso. Então peguei bem o herói que as pessoas acham mais bobão, mais unidimensional e com pouco a adicionar no imaginário artístico e dissequei 15 HQs dele que considerava ótimos exemplos de exercícios de criatividade, e argumentei os porquês disso. Até hoje às vezes quando vejo as pessoas persistindo nessas ideiazinhas babacas eu abro esse post, leio e dou um sorriso. Não preciso mais ficar argumentando na minha cabeça, eu facilitei isso com um post lindão.


O que eu quero dizer é que, cara, eu tenho uma cabeça própria e posso pensar por ela, as pessoas não precisam vir com explicações a la Frederic Wertham me explicar sobre uma coisa que eu conheço bem e tanto não faz mal pra mim, quanto não faz pra mais ninguém. Nem ferrando que "Reino do Amanhã" e "Entre a Foice e o Martelo" são materiais idiotas. Idiota pra mim é a novela das 8, mano. É isso, vai cagar.

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Muito obrigado, muito obrigado.


Menção honrosa

COLEÇÃO QUARTETO FANTÁSTICO!
E tantos outros posts que só rolaram por causa da colaboração com outros membros do blog.

Dez anos, hein, galera? Quem diria que viríamos até aqui?



Ainda iremos pra muitos lugares.

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