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Retrospectiva Melhores histórias do Lanterna Verde (Era de Ouro)
Retrospectiva Melhores histórias do Lanterna Verde (Era de Prata)
Retrospectiva Melhores histórias do Lanterna Verde (Era de Bronze)
Retrospectiva Melhores histórias do Lanterna Verde (Era Pós-Crise)
Retrospectiva Melhores histórias do Lanterna Verde (Era Geoff Johns)
Retrospectiva Melhores histórias do Lanterna Verde (Era Renascimento)
Atualmente, Lanterna
Verde segue sendo um dos títulos principais e mais diversificados da DC Comics.
Os títulos podem ter protagonistas diferentes e suas histórias podem variar
entre tipos de aventuras. Porém, o que se torna consistente é como roteiristas
continuam a aplicar ideias novas e ousadas, que expandem e redefinem a
mitologia do personagem e seu papel grande lado cósmico do Universo DC.
Portanto, nesse capítulo
final da retrospectiva, irei falar sobre as hqs recentes do Lanterna Verde que
recomendo aos interessados, além de alguns de seus melhores arcos nos últimos
anos.
Vamos começar...
Lanterna
Verde Terra Um
- Leitura: Green
Lantern Earth one vol.1 e vol.2
Em 2010, DC Comics
lançou hqs com selo da Terra Um, que consistia em histórias protagonizadas por
versões mais modernizadas dos personagens (tipo o que a Marvel fez com o
Universo Ultimate). Apesar da demora, o Lanterna Verde recebendo sua hq dessa
linha no ano de 2019, com o segundo volume sendo lançado em 2020.
Se passando num futuro não tão distante, a história apresenta uma versão do Hal Jordan que é um astronauta companhia Ferris Galáctica. Quando voltavam de uma expedição, a tripulação encontraram uma nave nos destroços de um asteroide, contendo um robô desativado, o cadáver de um alien, um anel e uma bateria verde. Após um acidente que joga Hal no espaço, ele consegue sobreviver ao colocar o anel.
Porém sua energia acaba despertando o robô, fazendo Hal ter que se afastar de seus
amigos para despista-lo.
Sendo salvo pelo alien
Killowog, Hal descobre que seu anel pertence a Tropa dos Lanternas Verdes, um
grupos de defensores da paz que foi extinta pelos Caçadores. Então Hal, ao lado
de seu novo amigo, saem numa viagem pelo universo para aprender mais sobre o
poder de seu anel.
Conforme o
desenvolvimento de sua trama, Lanterna Verde Terra Um consegue reinventar a
mitologia do Lanterna por meio de uma abordagem um pouco mais sombria e
“realista” mas nunca a ponto de abrir mão dos grandes conceitos sci-fy e a
essência de aventura e exploração presente nas histórias do Lanterna Verde,
criando uma boa leitura tanto para fãs que já conhecem a história, assim como
novos.
Homem
da lei intergaláctica
- Leitura: The Green Lantern vol.1 nº 01 a 06
Se achavam que nenhum
roteirista poderia ter uma fase de qualidade igual ou maior que a Geoff Johns,
Grant Morrison provou o contrário. Sendo um conhecedor nato de continuidade e
uma das mentes mais criativas na indústria dos quadrinhos, Morrison foi o autor
responsável por uma das melhores títulos do Lanterna Verde, introduzindo várias
aventuras surreais, ao mesmo tempo resgatando vários elementos ainda mais
obscuros de histórias passadas.
O primeiro exemplo disso é, apropriadamente, seu primeiro arco “Homem da lei intergaláctica”, onde, após a Terra ter sido roubada por vendedor e comparada por uma entidade fingindo ser Deus, Hal é despedido pelos Guardiões por agredir o suspeito.
Expulso da Tropa, Hal é contatado pela devoradora de sóis Belzebeth, que o
recruta para os Black stars. Eles são um grupo similar aos Lanternas Verdes,
porém mais militarizados e cultistas, liderados pelo Controlador Um.
Sem que ninguém saiba,
Hal na verdade continua a serviço dos guardiões, agindo como um agente duplo e tentando
descobrir o plano desse grupo. No entanto, a lealdade é colocada a teste quando
o Blackstar capturam o herói Adam Strange e ordenam que o Hal o mate.
Esse arco de Morrison
consegue dar aos leitores uma história de muito suspense, invocando o estilo de
filmes de espionagem, ao mesmo tempo abraça os grandes conceitos sci-fy e o charme das histórias do Lanterna Verde da Era de Prata.
Areias
esmeraldas
- Leitura: The Green Lantern vol.1 nº07
No final do primeiro
arco de Morrison, Hal Jordan teve que usar o poder máximo de seu anel para
conter um explosivo do controlador que poderia destruir o universo. Embora ele
tenha tido sucesso em sua missão, ele desapareceu, engolido pela explosão.
A história seguinte “Areias esmeraldas”, Hal desperta, sem seu anel, num mundo misterioso, habitado por estranhas criaturas.
Conforme ele vai explorando o local, ele logo
descobre que esse mundo é o interior de seu anel, cuja energia está caindo,
resultando na dimensão começando a ser destruída.
Esse é mais um exemplo
de Grant Morrison resgatando uma ideia dos quadrinhos clássicos do Lanterna e
fazendo uma abordagem nova e criativa.
O
dia em que as estrelas caíram
- Leitura: The Green Lantern vol.1 nº09 a 12
Homem Aranha e Flash
não foram os únicos heróis a terem aventuras envolvendo o multiverso.
No último arco da primeira temporada de sua fase, Morrison escreveu uma trama onde Hal Jordan se une a Lanternas Verdes de outras realidades para salvar o multiverso de uma entidade conhecida como Qwa-Man.
Para o choque de Hal e seus aliados, Qwa-Man não só se revela sendo a versão alternativa do Hal Jordan do universo de anti-matéria, como também sendo uma arma do Controlador Mu para destruir toda realidade, caso seu plano original falhasse.
Se “Homem da lei
intergaláctica” foi “A Nova Esperança” do Lanterna Verde, então “O dia em que
as estrelas caíram” é o Império Contra-Ataca, o ponto da fase que puxa Hal aos
seus limites, colocando contra uma ameaça maior que o faz ter que tomar uma
dura decisão para a sobrevivência de todos.
A
trilogia dos Blackstars
- Leitura: The Green Lantern Blackstars nº01 a 03
No final da primeira
fase de Morrison, Hal Jordan, para salvar o multiverso de Qwa-Man teve que
aceitar uma oferta de Mu e usou a Máquina dos Milagres para reescrever toda
realidade, criando uma versão alternativa, onde os Lanternas Verdes nunca
existiram e os Blackstars estão aos poucos, controlando o universo, com Hal
sendo, mais uma vez, integrante do grupo e noivo de Belzebeth.
No entanto, a ordem que
os Blackstars começa a ruir conforme Hal vai tendo sonhos da realidade anterior
e Belzebeth vai, em segredo, conspirado para eliminar Mu e, junto de Hal,
assumirem controle dos Blackstars.
Para uma curta trilogia
entre as duas partes da fase de Morrison, essa trilogia dos Blackstars consegue
ser um de seus melhores trabalhos, explorando conceitos como realidades
alternativas, enquanto apresenta um roteiro bem imprevisível, que faz os
leitores ficarem especulando como que o Hal Jordan irá resolver essa situação.
Setor Final
- Leitura: Green Lantern Far Sector nº01 a 12
Alan
Scott: Lanterna Verde
- Leitura: Alan Scott:Green Lantern nº01 a 06
Um Lanterna que passou
por uma grande reformulação nas últimas décadas foi o Alan Scott. Quando foi
reintroduzido nos Novos 52, na série “Terra 2”, ele foi reimaginado com uma
nova origem, sendo homossexual e tendo se tornando um herói após a morte de seu
namorado.
Embora essa história se
passasse numa realidade alternativa, esse aspecto acabou sendo passado para sua
versão principal, com Alan revelando seu segredo para seus filhos.
Baseando-se nesse
tópico, o roteirista Tim Sheridan escreveu, em 2023, essa minissérie, de 6
edições, protagonizada pelo Lanterna Verde da Era de Ouro.
Se passando em 1941, essa revista tem Alan lidando com o FBI, que estariam usando seu conhecimento de que ele é homossexual para força-lo a trabalhar para eles.
No meio dessa
situação, Alan começa a investigar um assassinato de um homem que ele descobre
ser um ex-amante. Sua busca leva Alan a confrontar um novo inimigo, o Lanterna
Vermelho, cuja identidade secreta traz à tona lembranças do passado traumático
do herói.
Sem pegar leve, a minissérie de Tim Sheridan abordar com seriedade tópicos sobre as dificuldades de ser um homossexual. Ele usa o cenário dos anos 40 para expor várias injustiças que esse grupo sofreram e o efeito que teve em sua autoestima, coisas que ainda podem ser identificadas nos dias atuais.
Pode ser difícil ver
um protagonista como Alan Scott sofrer essas experiências tão traumáticas,
porém a presença delas é o que torna o drama dele tão relacionável,
fortalecendo a principal mensagem de sua história, sobre a importância de lutar
nossas identidades.
Outro destaque é a introdução
do Lanterna Vermelho da Era de Ouro. Seria fácil torna-lo apenas uma versão
maligna do Alan Scott, mas o roteiro de Sheridan consegue encaixa-lo na
temática da história, com o personagem não só tendo uma conexão pessoal com
Alan Scott (e também o Coração Estelar) mas também agindo como um reflexo do
que Alan poderia se tornar se ceder às exigências corruptas de figuras como o
governo.
Jornal
de guerra
- Leitura: Green Lantern War Journal nº01 a 12
Uma das maiores ironias
do John Stewart é o fato dele ser conhecido pelo grande público por causa do
desenho da Liga da Justiça sem limites, que, por sua vez, teve uma versão bem
simplificada do personagem. Não me entendam mal. John era um personagem bem
desenvolvido no contexto da série. Porém, tendo o conhecimento das hqs,
percebesse que Bruce Timm ignoram aspectos da versão das hqs e o reinventaram
como esse ex-fuzileiro que os fãs.
Esse é o ponto que o
Jornal de guerra corrige de forma espetacular. Escrita por Phillip Kennedy
Johnson, essa minissérie, gira em torno do John Stewart tendo se afastado da
Tropa dos Lanternas Verdes, para se dedicar ao seu trabalhado como arquiteto e
cuidar de sua mãe, que fora diagnosticada com demência.
No entanto, mas não
inesperadamente, os planos de John acabam mudando quando ele e sua mãe acabam
sendo envolvidos num confronto entre o Radiante Morto e lanternas de uma
realidade paralela, que vieram pedir ajuda a John para derrotar a Rainha
Remanescente, uma entidade maligna que fora vencida por uma versão do Lanterna.
Em 12 edições, PKJ entrega um roteiro que
apresenta uma mitologia bem criativa e conectada aos elementos cósmicos da DC,
como também apresenta o John Stewart lidando com um drama bem relacionável,
permitindo que a história toque em assuntos bem complexos como perda, luto e
aceitação de mortalidade.
O quadrinho também
possui uma das melhores caracterizações do John, destacando vários lados do
personagem, desde seu conhecimento e habilidades de arquiteto, sua postura e
liderança militar e, sua relação com sua família e o papel que isso teve em
molda-lo no herói que ele se tornou no presente.
Poder
Absoluto
- Leitura: Green Lantern vol. 7 nº13 a 15
Quando assumiu a hq do personagem, o roteirista Jeremy Adams não pegou nada leve com o Hal Jordan. Não só ele foi incriminado por assassinato e virou um procurado pelos Planetas Unidos, mas também teve que lidar com perseguição em seu planeta natal, que estava sofrendo as consequências do Poder Absoluto. Isso foi um
evento onde a Amanda Waller assume um papel de antagonista mais ativa. Através
de manipulações da mídia, ela incrimina os heróis, virando o público contra
eles e consegue autorização para enviar a Força-Tarefa VII (um esquadrão
composto por androides AMAZOs) para caçar todos os meta-humanos.
Sabendo sobre o interesse dos Planetas Unidos em Hal Jordan e seu anel, Amanda captura o piloto e começa interroga-lo quanto a fonte de poder de seu anel.
Por sorte, Hal
consegue não só resistir as torturas feitas pelo Tubarão Rei como ainda por
cima a se soltar.
Enquanto ver Hal preso
na base da Waller, usando sua engenhosidade para derrotar os soldados dela é
divertido, esses tie-ins se destacam mesmo pela forma como desenvolvem os
outros personagens de apoio, como a Carol Danvers (que auxilia os heróis
fugitivos) e o Alan Scott (que tem um sub-trama interessante, envolvendo ele
desenvolvendo uma amizade com um dos AMAZOs, após esse ter drenado seu poder e,
com isso, ganhado uma consciência própria).
O
arco de Necropia
- Leitura: Green Lantern Corps vol. nº04 e 05
Nem toda boa história
de Lanterna Verde precisa envolver o herói salvando o universo. As vezes elas
podem envolver o herói conhecendo um lugar novo no vasto universo cósmico da DC
Comics.
Um exemplo disso é nessas duas histórias, onde Simon Baz leva Keli Quintela (a Lanterna Adolescente) para Necropia, uma cidade criada sob o cadáver de um Starro, onde ela poderia comprar uma bateria para um experimento.
Simultaneamente, Guy, acompanhado do
lanterna novado Narf, o leva a Necropia para obter informações com o Estrela
Maligna, que se tornou um chefe do submundo cósmico.
Ambas tramas oferecem
uma demonstração da vida dos Lanternas Verdes quando não estão enfrentando
essas grandes ameaças espaciais, e sim lidando com problemas menores num
cenário cósmico, o que torna os personagens bem relacionáveis, apesar de viverem
num mundo completamente surreal.
Mantenha
cabeça erguida
- Leitura: Green Lantern Corps vol. nº06
Após o evento da Guerra Civil da
Tropa dos Lanternas Verdes, o grupo ganhou uma nova líder: Jessica Cruz.
Nessa nova posição, a lanterna permaneceu um tempo fora de ação, estando ocupada coordenando as missões dos outros Lanternas. No entanto ela relutantemente acaba tendo que voltar ao campo quando Jo Mullen pede sua ajuda em uma missão para acalmar Mogo, que estaria sofrendo devido a manipulação que sofreu durante o conflito da Tropa contra o lorde Thaaros.
Quando é revelado o
motivo por trás do comportamento de Mogo, a história se torna bem emocionante,
com Jessica ajudando Mogo a confiar nelas e confrontar seus traumas, tal como
ela teve que fazer em sua primeira aparição. É uma bela forma de mostrar como
Jessica cresceu da moça ansiosa que ela era, usando seu conhecimento daquelas
experiência para ajudar outros a lidarem com seus medos e inseguranças.
Absolute
Lanterna Verde
- Leitura: Absolute Green Lantern 1 a 11 (em progresso)
Com DC Comics tendo
lançado em 2025 as hqs do Universo Absoluto, uma linha de histórias se passando
num universo criado por Darkseid, era lógico que teriam que abordar a Tropa dos
Lanternas Verdes. No entanto, foi aí que Scott Snyder e os outros criadores
revelaram, em entrevistas que, no universo Absoluto, não existia Tropa dos
Lanternas Verdes.
Logo, dá pra imaginar a
curiosidade que muitos fãs tiveram quando foi anunciado que o personagem
receberia uma série nessa continuidade, escrita pelo Al Ewing.
Nessa série mensal, a protagonista é Jo Mullen, cuja versão Absolute é uma jovem ex-policial que recentemente voltou a sua cidade de Evergreen, após ter um trágico divórcio.
Enquanto conversava com seus
amigos, Hal Jordan e John Stewart, ela e seus amigos testemunharam uma nave, em
forma de lanterna verde, criar um campo de força ao redor da cidade, isolando-a
do resto do mundo. De dentro da nave, saiu um alien misterioso chamado Abin
Sur. Dizendo ter vindo realizar um julgamento, ele começa a desintegrar os
habitantes de Evergreen, um a um, até só sobrar Jo, Hal e o soldado Todd Rice.
Usando uma informação
que conseguiram com John (antes dele ser desintegrado), o trio descobrem a
fraqueza da energia do alien a ouro e preparam uma emboscada. No entanto,
quando Jo tenta conversa com Abin Sur, ela e seus amigos vão descobrindo que o
destino de seus amigos não foi o que pareceu e que Abin Sur pode não ser a
ameaça que eles achavam, mas sim alguém que os está preparando para um inimigo
maior vindo do espaço.
Ao invés de uma épica
aventura no espaço, Al Ewing reinventou o Lanterna sob uma abordagem bem mais
próxima de gênero de terror e suspense sci-fy, como “Lost” e “A chegada”.
Maioria do primeiro arco estabelece um mistério atrás do outro, com Jo e seus
amigos discutindo os eventos e questionando sobre Abin Sur e suas intenções
para com humanidade.
Quando é revelado o
motivo por trás das ações, é aberta para várias direções que a história do
Lanterna pode seguir nesse universo, com vários conceitos sendo reinventados
sob novas abordagens envolvendo questões filosóficas sobre comportamento e
iluminação.
Então é isso! O que acharam da lista? Para vocês quais são melhores histórias do Lanterna Verde atualmente? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.


















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