No dia mais claro, na noite mais escura, nenhum mal escapará minha visão! Todo aquele que venera o mal há de penar, quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!”

Quando um leitor de hqs ouve essas palavras, ele já pensa no Lanterna Verde, um dos personagens mais icônicos da DC comics.



Para muitos, eles é conhecido por seu anel energético, seu traje verde e suas aventuras espaciais, explorando o lado cósmico da DC. Porém, embora essa descrição seja a mais conhecida, ela se refere apenas um tipo de história.

Como muitos personagem de quadrinhos longevos, o Lanterna Verde teve vários tipos de aventuras fantásticas: Enquanto algumas se passavam no espaço, outras se passavam na Terra; Enquanto algumas tinham um tom mais sc-fy e aventura espacial, outras focavam em algo mais próximo de fantasia e super herói; Enquanto algumas tinham o Lanterna como parte de uma tropa espacial, outras ele era um herói solo...

Sem falar no manto do personagens, que já foi assumido por vários indivíduos diferentes, existindo um Lanterna para qualquer fã de qualquer geração.



Diante desse cenário tão rico em mitologia e história (e considerando o lançamento da série dos Lanternas do DCU nesse ano), irei falar nessa retrospectiva sobre as melhores histórias do Lanterna Verde através das décadas nas hqs.

Vamos começar com o personagens que muitos esquecem porém foi quem começou o legado desse personagem tão importante nos anos 40: Alan Scott.




História da criação

Alan Scott foi criado por Martin Nodell, em parceria com co-criador do Batman Bill Finger, em 10 de Julho de 1940.




Enquanto Nodell elaborou o nome, se baseando numa lanterna verde que era usada para guiar trens em estações de metrô, a backstory do personagem teve como inspiração lendas gregas, asiáticas, como o mito do anel de Giges de Platão, além de contos como Aladdin de Mill e Uma noites.





Diferente dos Lanternas que veremos em futuros capítulos, Alan Scott era bem diferente: Seu uniforme tinha cores mais extravagantes, e não era membro de uma tropa interestelar, com  seu anel tendo uma origem mística.



Mas a falta desses elementos prejudicava a qualidade de suas histórias?

Eis uns exemplos que provam o contrário

A origem do Lanterna Verde



·        Leitura: All-American Comics nº16

Durante um acidente de trem, o engenheiro Alan Scott teve sua vida salva por uma lanterna verde. Ouvindo um voz vindo do estranho artefato, ele aprendeu que a lanterna era a Chama Verde, uma energia viva, que caiu na Terra na forma de um meteorito até ser encontrada por um povo asiático e moldada na forma de uma Lanterna. Desde então ela passou de um dono atrás de outro, com sua luz trazendo benefícios para os inocentes e destruição para os homens com mal em coração. Seguindo as orientações da chama verde, Alan forjou um anel, e, após aprender usar o poder da chama, passou a utilizado para encontrar os responsáveis pelo acidente do trem.

Como uma história de origem, essa é decente. Curta mas direto ao ponto, não perdendo tempo em apresentar o conceito da lanterna verde e a mitologia por trás dela (algo que viria a ser explorado em futuras histórias). Quanto ao personagem do Alan Scott, embora não seja mostrado como um protagonista complexo, ele não é chato, mostrando ele ter desejos pessoais (ex: querer vingança contra os mafiosos) mas reconhecendo seu erro e decidindo não abusar do poder que recebeu.

 

Introduzindo Doiby Dickles



·        Leitura:  All-American Comics nº27

Depois da criação de Robin nas histórias do Batman, super heróis terem sidekick virou um modelo na época, com eles sempre tendo um companheiro jovem por perto. Porém, no caso do Alan Scott, ele ganhou um sidekick bem fora do padrão.

Nessa história, Um cientista desenvolve um aparelho para auxiliar transmissoras de rádio. Interessados nesse dispositivo, um grupo de ladrões capturam Irene Miller, amiga de Alan Scott a quem o cientista confiou sua invenção. Ao tentar salva-la, o Lanterna acaba sendo nocauteado pelos bandidos, sobrando para o motorista de taxi Doiby Dickles, ser o herói e libertar Irene dos bandidos.

Ao invés de ser um garoto com habilidades idênticas as do protagonista ou uma roupa colorida, Doby foi a uma subversão desse conceito, sendo um simples taxista cômico mas muito bom de briga, com coragem para ajudar os outros. Isso foi uma decisão sábia, mostrando para leitores como até um civil pode fazer uma diferença positiva.

O homem que queria o mundo



·        Leitura:  Green Lantern vol.1 nº10

Se vocês, leitores, cresceram assistindo animações como Liga da Justiça e Justiça Jovem, com certeza conhecem o Vandal Savage, o homem imortal e um dos maiores vilões da DC comics. É irônico um personagem ter tal posição, visto que, em sua primeira aparição, ele foi um inimigo solo do Alan Scott.

Nessa primeira aparição, Savage se apresenta perante Alan como um homem misterioso, excêntrico mas, aparentemente, inofensivo. No entanto, conforme Alan e Doiby vão investigando alguns incidentes na cidade, eles vão descobrindo que Savage é, na verdade, um homem imortal obcecado em obter mais poder e influência.

Para piorar as coisas, o vilão conseguiu descobrir a identidade do Lanterna Verde, ameaçando revela-la caso o herói interfira em seus esquemas. Portanto, Alan tem que tomar uma dura decisão, escolhendo entre seu segredo ou impedir Savage.

Apesar de Savage enfrentar apenas um herói nessa história seja algo abaixo do nível nele, na perspectiva dos fãs atuais, a ameaça que ele representa não é menosprezada. Mesmo com uns momentos bobos, o Savage é mostrado sendo um estrategista nato, que está sempre 2 passos à frente do Lanterna, deixando os leitores mais curiosos para saber como Alan conseguira impedir seus planos.

Lutadores nunca desistem



·     Leitura: All-American Comics nº61

Sendo um herói com poderes místicos, natural que, cedo ou tarde, o Lanterna enfrentaria ameaças seres vindos do mesmo território.

Nessa aventura sobrenatural, enquanto tentavam fugir da polícia num pântano, um grupo de bandidos acabou despertando um zumbi brutamontes. Após verem a força e resistência do grandão, eles tornaram esse zumbi seu líder, nomeando-o Solomon Grundy (visto que uma de suas poucas memórias era de que ele tinha nascido numa segunda feira, com seu novo nome fazendo referência a uma música). Quando esse morto-vivo começa a agir na cidade, acaba chamando a atenção do Lanterna Verde. Para a surpresa do herói, Grundy é imune ao poder do seu anel, deixando o herói diante um dilema: Como derrotar um vilão poderoso sem seu anel?

Comparado com Savage, que foi um oponente mental para o Lanterna Verde, Grundy representa um desafio físico. Devido a sua super-força e imunidade ao poder do anel, ele é força imparável, sendo mais um adversário que faz o Lanterna ter que pensar em outras estratégias para obter a vitória.

Mas o personagem tá longe de ser um grandalhão selvagem. Similar a figuras como o Monstro de “Frankenstein”, Grundy é mostrando tendo uma certa ingenuidade em seus atos, que são influenciados por seus companheiros gananciosos. Por isso é fácil em ter uma simpatia pelo zumbi, mesmo sabendo que ele é ameaça que precisa ser detida.

 

A Arlequin



·       Leitura:  All-American Comics nº89

Batman não foi o único super herói a ter uma criminosa como interesse romântico. Alan Scott também possui uma dinâmica parecida com sua futura esposa, Molly Mayne, a vilã Arlequin.

Tendo sido introduzida como secretária de Alan Scott, Molly tinha se apaixonado pelo alter-ego de seu chefe, o Lanterna Verde. Mas, depois de Alan explicar que o herói não poderia se envolver com ela, por se dedicar a combater crime, Molly decidiu adotar a identidade da criminosa Arlequin e começar uma onda de crimes pela cidade, buscando atrair a atenção do o Lanterna. No entanto, quando sua gangue decide executar o herói, Molly decide se rebelar contra seus homens para proteger o homem que ama.

A relação do Lanterna Verde e Arlequin é um “amor proibido”, porém com uma pegada bem mais cômica. Enquanto o Lanterna é mostrado oblívio as paqueras da Arlequin, ela é mostrada como uma ladra talentosa mas, no final, inofensiva, com seus “crimes” sendo mais jogos e esquemas para que o Lanterna passe um tempo com ela.

Então é isso! O que acharam da lista? Para vocês quais são melhores histórias do Lanterna Verde da Era de Ouro?