Confiram também:
Retrospectiva Melhores histórias do Lanterna Verde (Era de Ouro)
No final da Segunda Guerra, em 1945, o
interesse do público por super heróis começou a cair, resultando em vários
personagens, incluindo Alan Scott, tendo suas revistas canceladas e indo parar
no limbo.
No entanto, esse não
seria o fim do gênero pois, em 1956, DC Comics, sob a direção do editor Julius
Schwartz, lançaria Showcase nº4, introduzindo Barry Allen, a versão reimaginada
do Flash.
O sucesso dessa HQ,
levou a pedir que fossem realizadas criadas novas versões de outros personagens
da Era Ouro. Sendo escolhidos para esse trabalho, John Broome e o artista Gil
Kane iriam, em 1959, introduzir, na Showcase nº22, um novo Lanterna Verde, Hal
Jordan.
Diferente das histórias
do Alan Scott, as do Hal Jordan eram voltadas para um tom bem mais sci-fy. Seu
anel de poder era uma invenção alienígena e o personagem fazia parte de uma
força policial do espaço, composta por aliens de vários planetas.
Assim como o novo
Flash, essa nova versão do personagem caiu no gosto do público, virando a
imagem que muitos tem do Lanterna até hoje em dia.
Nesse capítulo da
retrospectiva irei falar das aventuras que o Hal Jordan teve nessa época e como
elas ajudaram a estabelecer o personagem, seu elenco de apoio, seus inimigos e
outros elementos de sua mitologia em ascensão nos quadrinhos da época.
S.O.S
Lanterna Verde
·
Leitura: Showcase nº22
Tal como Superman,
Batman e Homem Aranha, a origem do Lanterna Verde é uma das histórias mais
simples, porém conhecidas pelos fãs, incluindo aqueles que nunca leram uma hq
na vida.
Quando sua nave colide
com a Terra, Abin Sur é fatalmente ferido. Em suas últimas horas de vida, ele
usa seu anel energético para trazer até ele o piloto de teste Hal Jordan,
escolhendo-o para assumir seu lugar como o Lanterna Verde, o protetor da Terra
e do Setor espacial 2814.
Embora essa introdução
seja icônica, devo dizer que acho inferior comparado com Alan Scott no capítulo
anterior. Por um lado, nas 3 histórias, é estabelecido a abordagem mais sci-fy
dessa nova versão do Lanterna Verde e a personalidade do Hal Jordan, como esse
cara chamorso e ousado (embora sua atitude não tenha envelhecido bem nos dias
atuais). No entanto o quadrinho não explora muito o conceito do Lanterna Verde
como um herói espacial, com maioria das informações sendo ditas pelo Abin Sur
ao invés de mostradas, deixando várias perguntas no ar (ex: Existem outros
Lanternas no universo? Como que essa tropa foi formada?).
O
incrível roubo da Bateria Energética
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº03
Sou um grande fã de
histórias que colocam o herói contra as fraquezas de suas habilidades, e “O
incrível roubo da Bateria Energética”, executa esse conceito de forma bem
escrita.
Quando retornou para a
Ferris Aeronáutica, Hal Jordan levou um choque ao percebe que todo prédio foi
uma miragem. Ao voltar para seu verdadeiro destino, ele descobre, com a ajuda
de seu amigo Tom, que foi tudo uma armadilha dos Armeiros de Qward, para que
pudessem localizar e roubar sua bateria. Agora Hal teria que entrar no Universo
de Anti-Matéria, e recuperar antes que sua carga termine.
Não só essa história dá
continuidade ao confronto do Lanterna contra os Armeiros, que já tinham sido estabelecidos como inimigos
mortais para o Lanterna, tendo conhecimento da ineficácia de seu anel contra
objetos amarelos, mas o detalhe deles terem roubado a bateria de Hal dá um
clima de suspense que prende a atenção do leitor se o Hal Jordan conseguirá
escapar dessa armadilha.
O
mundo dos fantasmas vivos
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº06
Depois de terem sido
citados em ocasiões, finalmente temos uma edição onde Hal Jordan se encontra
com outros membros da Tropa dos Lanternas Verdes.
Nesse contexto, Hal
Jordan, ao chegar na casa de Carol Ferris para um encontro, acaba sendo
contatado por Tomar-Re, o lanterna do setor 2813 (setor vizinho ao do Hal),
pedindo que o terráqueo investigasse um problema no planeta Akku, enquanto ele
protegia seu mundo de uma invasão de monstros espaciais.
Ao chegar em Aku, Hal
descobre que o povo do planeta tinha se colocado em animação suspensa para
obter imortalidade, deixando que suas “imagens mentais” vivessem suas vidas. No
entanto, devido a um estranho problema no aparelho, algumas imagens ganharam
consciência própria e foram corrompidas, se rebelando contra seus mestres e as
outras imagens. Então a trama envolve Hal tendo que descobrir a causa desse
fenômeno a tempo para poder ir a Xundar auxiliar Tomar-Re na luta contra os
monstros espaciais.
O
dia em que 100 pessoas desapareceram
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº07
Não demorou muito para DC introduzir Hal
Jordan aquele que seria seu grande inimigo (também um dos meus vilões
favoritos): Sinestro, o lanterna renegado
Enquanto investigava o
desaparecimento de uma população na cidade de Valdale, Hal Jordan é contatado
pelos guardiões, que lhe informam que ele se tornou alvo de Sinestro, contando
sobre o Lanterna que foi expulso da tropa, após abusar do poder de seu anel
para impor uma ditadura em seu planeta natal Korugar, e banido para o universo
de anti-matéria de Qward. Se aliando aos armeiros, Sinestro criou um aparelho
que lhe permitiria transportar pessoas da Terra para o mundo de anti-matéria.
Com a vida dos cidadãos
de Valdale em perigo, Hal deixa Sinestro captura-lo. Prendendo-o numa bolha de
energia, Sinestro e os Armeiros aguardam o tempo da carga do anel de Hal
terminar para assim elimina-lo. Estando preso e nas mãos de seus inimigos, com
o Lanterna irá escapar dessa armadilha?
Apesar dessa primeira
versão não ter aspectos que viriam a torna-lo tão popular, Sinestro ainda foi
mostrado sendo um adversário à altura do Hal Jordan, sendo astuto e sabendo
como usar as fraquezas do herói contra ele mesmo. Não me refiro a
vulnerabilidade a cor amarela, mas aspectos morais, como o fato do Hal
priorizar a vida de civis e não matar seus inimigos.
Batalha
dos anéis energéticos
·
Leitura: Green Lantern vol 2 nº09
Como dizem por aí “Um
bom vilão nunca morre. Ele sempre volta”. Isso resume o Sinestro, que fez seu
retorno duas edições após sua primeira aparição para infernizar a vida do Hal
Jodan.
Dessa vez o vilão de
bigodinho, após conseguir escapar de sua prisão com um anel amarelo, fica
espionando herói, enquanto rouba energia de seu anel. Quando Hal volta ao seu
quarto para recarrega-lo, ele é surpreendido por Sinestro, que o prende a sua bateria
e rouba sua identidade, planejando usa-la para se infiltrar numa reunião dos
Lanternas, e eliminar os guardiões.
Embora o vilão
conseguia prender os membros da Tropa, ele não contava que Hal Jordan escaparia
de sua armadilha, levando a um confronto dos dois no planeta OA.
Como podem ver, essa
história é quando Sinestro ganha oficialmente seu anel amarelo. Isso foi um
excelente upgrade, tornando num contraste ao Lanterna Verde, com suas lutas
sendo um duelo entre força de vontade vs medo.
Duelo
dos super heróis
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº13
Dos super heróis da DC
com quem Hal Jordan já fez parceira, um dos mais recorrentes foi Barry Allen, o
Flash. Mas como esse parceira começou?
O primeiro grande
team-up dois ocorreu quando Barry Allen e sua noiva, Íris West, fizeram uma
viagem até Coast City, para entrevistar o piloto de testes Hal Jordan. Sem que
nenhum dos dois soubesse, Hal, quando estava voltando de uma missão no espaço,
tinha sofrido uma lavagem cerebral dos Spectrans, seres que vivem num planeta
que ocupa o mesmo espaço que a Terra, porém vibrando numa frequência diferente.
Sob a influência deles, Hal foi enviado de volta a Terra para capturar o Flash,
com os Spectrans querendo aprender o segredo de sua velocidade para poderem
invadir a Terra. Descobrindo o plano deles, Barry é forçado a lutar contra o Lanterna,
enquanto pensa numa forma de liberta-lo do controle de seus inimigos.
Como um clássico
crossover de super heróis, essa hq tem todos elementos que os fãs associam com
esse tipo de história: Encontro entre vários personagens, lutas entre heróis,
reconciliação, ambos se unindo para vencer os vilões no final... tudo isso sem
perder o charme e amor pelos conceitos sci-fy da Era de Prata.
Como expliquei, esse
arco marca o inicio da grande amizade entre Barry Allen e Hal Jordan, com os
dois aprendendo as identidades secretas um do outro e se tornando aliados bem
próximos, tanto em suas hqs solo quanto nas da Liga da Justiça.
A
vida secreta da Safira Estrela
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº16
Alan Scott não foi o
único Lanterna a ter um romance complicado. Hal Jordan acabou tendo que passar
por sua própria versão desse drama quando sua chefe e interesse romântico,
Carol Danvers, foi capturada pelas Zamoras, que desejavam que ela se tornasse
sua rainha.
Sendo um grupo de
“amazonas alienígenas”, as Zamoras eram contra a ideia de Carol ter sentimentos
por um homem. Para provar sua superoridade, a Zamoras dão a Carol uma safira
estrela, uma joia que lhe dá poderes cósmicos. Sob o controle delas, Carol é
enviada para desafiar o Lanterna Verde, forçando seu amado a enfrenta-la.
A abordagem nessa
história pode ser mais cômica, porém a Safira Estrela demonstrou ter um
potencial como antagonista que viria ser explorado por futuros autores.
Um
mundo dentro do anel energético
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº26
As aventuras do
Lanterna Verde não se limitam viajar pelo espaço e enfrentar alienígenas. As
vezes elas acabam o levando a lugares bem bizarros. No caso de “um mundo dentro
do anel energético”, como título sugere, a trama envolve Hal Jordan fazendo a
viagem ao interior de seu anel.
Isso acontece após Hal
confrontar uma cópia do seu antecessor, o falecido Abin Sur. Ao perguntar ao
seu anel a origem daquela cópia, o artefato conta para Hal sobre um conflito
entre Abin Sur com o feiticeiro Myrwhydden, que terminou com o Lanterna
prendendo o feiticeiro num mundo artificial dentro de seu anel. Descobrindo que
Myrwhydden está tentando escapar, Hal usa sua força de vontade para se
teletransportar para dentro do anel confrontar o feiticeiro do mal. Embora
parecesse que Hal estivesse indefeso sem seu anel, ele logo descobre que ainda
conseguia manipular a energia do anel, o que ele usa para enganar Myrwhydden,
derrotando o bruxo.
Isso é uma batalha
épica entre magia e conceitos sci-fy que abraça a critividade da Era de Prata,
mostrando como os roteiristas estavam pensando além da zona de conforto e
criando histórias mais inesperadas para o Lanterna.
A
origem secreta dos guardiões
·
Leitura: Green
Lantern vol.2 nº40
Um ponto importante
para a história do universo DC foi na década de 60, quando foi publicado “Flash
de dois mundos”, a história onde o Flash (Barry Allen) se encontra com seu
herói de infância Jay Garrick, que habitava a Terra 2, localizada num universo
paralelo. Essa trama marcou a introdução do multiverso da DC, além de levar a
vários crossover semelhantes entre os heróis principais e os da Era de Ouro. É
claro que o Lanterna Verde não seria uma exceção a essa regra, com Hal
eventualmente conhecendo Alan Scott.
Apesar do primeiro
encontro dos dois ter sido nas hqs da Liga da Justiça, “A origem secreta dos
guardiões” marca o primeiro grande team up, quando Alan vem a Terra 1 contar
para Hal sobre um incidente com um estranho cometa que, aparentemente, removeu
a fraqueza de seu anel a madeira. Ao perceber que o anel de Alan ainda tinha
sua vulnerabilidade, os dois Lanternas descobrem que “o cometa” que Alan
encontrou era mais do que aparentava: Na realidade, ele tinha se encontrado com
Krona, um guardião que foi banido de OA, após seu experimento para ver a criação
do universo ter dado origem a todo mal na existência. Tendo se escondido dentro
do anel de Alan, Krona o enganou para poder chegar a Terra 1 e iniciar sua
vingança contra os guardiões de OA.
Quando os dois
Lanternas tentam impedir Krona de refazer seu experimento, o vilão revela ter
secretamente controle sobre os guardiões e Hal, forçando-o a lutar contra Alan.
O duelo termina com a vitória de Jordan e Krona parecia que estava preste a
realizar sua ambição. No entanto, Alan, tendo transferido sua consciência para
o anel, consegue libertar Hal e, juntos, eles conseguem libertar os Guardiões e
banir Krona novamente para os cosmos.
Além de um team-up
épico, essa é leitura essencial para qualquer fã do Lanterna Verde e da DC
comics, visto que a história estabelece detalhes sobre o passado dos Guardiões
e o motivo deles terem criado a Tropa dos Lanternas Verdes, como forma de
consertar os danos provocados por Krona, dando a eles uma importância maior no
vasto universo DC, como veremos em futuros capítulos dessa retrospectiva.
Inimigo
Cósmico número 1
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº55 e 56
Até agora nós vimos o
Lanterna Verde agindo na maioria das vezes como um herói solo, enquanto os
membros da Tropa eram mais próximos de figurantes. Alguns já foram apresentados,
como Tomar-Re e Katma Tui (sucessora do Sinestro), mas ele não chegavam a
acompanhar o Hal em suas aventuras. O “Inimigo Cósmico número 1” é quando essa
dinâmica adota uma direção nova para os quadrinhos da época.
Essa história começa
quando Hal investiga o assassinato de um ator, que estava interpretando o
Lanterna Verde. Enquanto tentava encontrar ao assassino, ele logo é avisado
pelos Guardiões que informam outros 13 Lanternas também foram executados.
Os casos logo se
conectam após Hal confrontar o assassino, um robô, descobrindo que ele veio do
planeta prisão Gmane, onde os criminosos mais perigosos do universo se juntaram
a Al Magone, um gangster dos anos 20 (que foi preso lá por Abin Sur), para
eliminar os Lanternas Verdes.
Sabendo agora quem são
seus inimigos, Hal e a tropa dos Lanternas iniciam um ataque em massa em Gmane,
enfrentando Al Magone e seus associados.
Esse pequeno arco foi o
primeiro a explorar a Tropa dos Lanternas Verdes como esse grupo de heróis
cósmicos, envolvidos em batalhas no espaço. Enquanto Hal Jordan continua sendo
o protagonista, dessa vez muitos outros Lanternas, sejam personagens conhecidos
ou novos, ganham seus momentos de destaque. O conflito é tratado com seriedade,
com a artista nunca tratando os Lanternas como invencíveis e mostrando eles
perdendo vários de seus companheiros nas batalhas.
Pode-se dizer que essa
história seria a pioneira das sagas cósmicas que viriam se associar a histórias
que Lanterna Verde se envolve.
O
outro Lanterna Verde da Terra
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº59
Muito antes da Marvel
contar histórias do multiverso com sua hq What If, a DC comics tinha o hábito
de reservar uma edições para apresentar histórias imaginárias, mostrando
eventos que não aconteceram na linha principal.
Em “O outro Lanterna
Verde da Terra”, Hal Jordan descobre, por meio dos Guardiões, que ele não era o
único candidato a se tornar sucessor de Abin Sur. Tinha também Guy Gardner, um
professor de educação física. Vendo a curiosidade de Hal em saber como Guy
teria se saído como Lanterna, os Guardiões mostram para Hal uma realidade
alternativa onde Guy foi escolhido para ser o sucessor de Abin Sur.
Além de uma história
imaginária bem divertida, “O outro Lanterna Verde da Terra” possui uma grande
importância para a história do Lanterna Verde, não só por introduzir Guy
Gardner (que virá a ser um dos melhores personagens da DC mais pra frente) como
também a ideia de outros indivíduos assumirem o lugar do Hal Jordan.
Essa
é a forma como o mundo termina
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº63
Quando o público pensa
na Era de Prata, maioria enxerga como um período de histórias bobas e infantis.
Mas, com essa visão preconceituosa, elas acabam não percebendo algumas
histórias que eram bem profundas para a época.
“Essa é a forma como o
mundo termina” é um desses casos. Sua trama envolve o Hal Jordan, durante uma
visita a casa de seu irmão Jim, sendo teletransportado para um mundo desolado.
Para o choque de Hal, ele logo descobre não que é incapaz de encontrar os
Guardiões e a tropa dos Lanternas Verdes, mas também que, aquele mundo que ele
está é na Terra.
Enquanto explorando a
região, Hal salva a vida de uma alienígena, Tierra, e ela o introduz ao seu
pai, o viajante Gracchus. Ele conta que veio de um mundo que foi destruído
pelas guerras intermináveis entre seus povos, e que trouxe o Lanterna Verde
através do tempo para ajuda-lo a destruir todos os organismos na Terra que
darão origem a humanidade (exatamente, leitores,o Lanterna foi transportado
para o passado distante), que Gracchus julga estarem destinados a seguir o
mesmo caminho que seu povo.
Como um episódio de
Jornada nas Estrelas, essa edição dá um foco maior na exploração e os debates
filosóficos de Hal e Gracchus. Pode-se argumentar contra os métodos do alien,
porém seu ponto contra humanidade são válidos, colocando a o dever de Hal como
um Lanterna Verde contra o próprio. É apenas graças a sua determinação que Hal
rejeita a oferta de Gracchus, escolhendo proteger a humanidade, apesar de seus
defeitos.
Seque...
e morra
·
Leitura:
Green Lantern vol.2 nº65
Os vilões do Lanterna
Verde não se limitam apenas ao Sinestro e outros alienígenas. O herói já teve
seus confrontos com super vilões de seu próprio planeta. Desses adversários, um
dos mais complexos era Neal Emerson, o Doutor Polaris. Embora seja individuo
poderoso com seu controle sobre magnetismo, ele é também uma pobre vítima de um
conflito entre duas personalidades, uma boa e uma má, tornando-o bem
imprevisível. Ele pode ser um aliado do Lanterna num momento, ou seu pior
inimigo em outro.
Um dos casos onde essa
imprevisibilidade foi explora foi quando, durante uma viagem ao polo norte,
Emerson encontrou um meteorito, cuja energia estava desidratando as fontes de
agua ao seu redor. Sabendo que cedo ou tarde isso levaria ao fim de toda agua
no planeta, Emerson tentou remover o meteorito, mas foi paralisado por sua
energia. Percebendo que essa mesma radiação tinha lhe dado poderes mentais,
Emerson projetou sua personalidade maligna, o Doutor Polaris, e o transportou
até a localização de Hal Jordan, usando seu alter-ego maligno para revelar ao
Lanterna o perigo que o mundo estava a encarar.
Esse foi um dos usos brilhantes
de um vilão com dupla personalidade, com o lado bom do indivíduo sendo quem
manipula seu lado maligno para salvar o mundo, ao invés de tê-lo como uma
vítima que o herói precisa resgatar do controle da outra personalidade.
Para
o espaço você foi... Para o espaço você irá retornar
·
Leitura: Green Lantern vol.2 nº73 e 74
Falando em vilões com
duplas personalidades, tenho que citar mais uma história envolvendo o conflito
do Hal Jordan com sua amada Carol Ferris, a Safira Estrela. A essa altura, os
dois já tinham seguido caminhos separados, com Hal tendo perdido seu emprego e
deixado Coast City, enquanto Carol se casou com outro.
No entanto, quando Hal decidiu
voltar a Coast City, o destino levou a se reencontrar com Carol, agora solteira
e querendo reascender seu romance com o Lanterna. O fato mais uma vez
demonstrar interesse no herói ao invés de seu alter-ego, faz Hal evitar ter um
relacionamento com Carol. Porém sua recusa leva a moça a revelar ter se
transformado mais uma vez na Safira Estrela e trava mais um confronto com o
Lanterna.
Eventualmente o combate
sofre uma interferência de Sinestro, que tinha sido quem devolveu a Safira
Estrela a Carol, para torna-la sua aliada contra seu rival. No entanto, ainda
tendo sentimentos pelo herói, a Safira acaba se virando contra Sinestro, dando
uma chance para Hal nocautea-la, enquanto Sinestro escapa.
Infelizmente, mesmo tendo recuado, Sinestro conseguiu machucar Hal, que, no final, revelou para Carol que ela é a Safira Estrela, fazendo-a deixar o herói mais uma vez



















