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domingo, 26 de junho de 2016

Review: Blood – Um História de Sangue (Editora Abril)

Leia o review de Blood, uma minissérie em quatro edições publicada pela Editora Abril em formato americano (17 x 26 cm), entre Dezembro de 1990 a Janeiro de 1991, sendo lançando em forma de encadernado posteriormente. É escrito por J.M. DeMatteis e desenhos de Kent Williams.


Review:
Um garoto aparentemente abandonado por seus pais é levado a um monastério onde passa toda a sua infância e juventude debaixo de um regime rígido de códigos que, mais tarde, ele descobre ser uma fraude e não uma revelação divina. Ao fugir, se depara com um grupo de vampiros, é mordido e transformado em um deles. Mais uma vez, na tentativa de escapar, encontra uma mulher vampiro que pertencia àquele grupo, e os dois, juntamente com Pequenino partem numa jornada de buscas e descobertas.

Tenho essa minissérie de luxo há muito tempo, mas nunca tinha lido. Acredito que se o tivesse feito na época em que o adquiri, há mais de 25 anos atrás, não teria entendido quase nada. Ao ler hoje, fiquei com a impressão de estar lendo um livro, um conto de descoberta em forma de quadrinhos, com um toque de terror, por conta de seu conteúdo vampiresco.  Personagens como o Pequenino, a Mulher, o Ancião e lugares como o Vale da Dor e a Coisa Inominada são simbologias que fazem parte dessa jornada de Blood, o personagem principal, quase parecendo uma criança que se vê à mercê de um mundo gigantesco de perigos, amor e mistérios. Os desenhos parecem quadros pintados e a analogia da história do “Rei” faz sentido quando se chega ao final da literatura. Recomendo, mas leia com calma e atenção, e aprecie os quadros.


Por Roger

sábado, 25 de junho de 2016

Alan Moore declara aposentadoria das HQs


O mestre disse adeus. Em uma entrevista no Odditorium, conversando com outro escritor, o John Higgs, Alan comentou abertamente sobre o que planeja para o seu futuro artístico e profissional, confirmando que após a conclusão da "Liga Extraordinária" ele não sente mais interesse em trabalhar com o mundo da nona arte. Leia por si próprio:

"Eu realmente pretendo encerrar minha carreira nos Quadrinhos. Creio que vou finalizar o CINEMA PURGATORIO, há ainda uma outra série em que tenho que preparar 48 páginas, e então eu e Kevin O'Neill queremos fazer o volume final da LIGA EXTRAORDINÁRIA, que vai amarrar todas as pontas soltas, incluindo até mesmo aquelas pendências que nem você sabia que existiam nos volumes anteriores. Calculo que serão mais 250 páginas de Quadrinhos. E então eu farei qualquer coisa que me der vontade."

"Uma das coisas que me tirou dos Quadrinhos, e isso é uma espécie de confissão da minha imaturidade, é que os quadrinhos são aceitáveis nos dias de hoje. Todos gostam de Quadrinhos. Eles são uma coisa bonita de se ter nas mesas dos cafés. Mas eu realmente gostava dos Quadrinhos quando as pessoas os odiavam. Acho que era uma mídia genial que era negligenciada e que eu poderia fazer coisas fantásticas ali. E cá estamos nós hoje. Nestes dias eu prefiro fazer coisas que ninguém quer, porque a arte é sobre isso, não diz respeito ao que o público deseja, mas sobre o que quero.

"Há muitas outras coisas por fazer... Eu vim dos Arts Lab, onde fazíamos de tudo, e por isso os Arts Lab eram divertidos. Fiz algumas tiras em quadrinhos no Arts Lab, mas fiz mais performances e poemas, e também textos em prosa. Sempre gostei de fazer quase tudo, mas esse lance dos Quadrinhos teve um êxito inesperado."


Alan é considerado por muitos o melhor escritor de HQs que já existiu. Ele revolucionou nos poucos anos que passou com os gigantes do mercado, como a Marvel UK, AD2000 e DC Comics, posteriormente conseguindo críticas extremamente positivas com seus trabalhos alternativos. Pode parecer um choque pra quem não acompanha tudo que ele faz, mas essa aposentadoria não foge muito do caminho que ele tava não. Na verdade foge nada. Nos últimos anos alguns dos seus trabalhos mais falados foi o curta sobre purgatório, "The Show" e seu vindouro novo livro. Mesmo assim ele andou trabalhando com séries bem recebidas, como "Fashion Beast", "Providence" e "Crossed+". É sério, há caras que aposentaram das HQs bem mais jovens que ele; que já está com mais de sessenta anos (sessenta e dois).


Passaremos longe de esquecê-lo. Além de provavelmente levar um tempo pra lançar a conclusão da "Liga Extraordinária", durante o ano ainda poderemos ver nas bancas sendo republicados seus trabalhos, como "Watchmen", "V de Vingança", "A Piada Mortal", "O Que Aconteceu Ao Homem de Aço?", "Promethea", "Tom Strong" e tantos outros. Vale lembrar que temos um post resumindo muitas das principais partes da carreira dele:


Você pode conferir o vídeo com a entrevista no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=WCBBIOruU90&feature=youtu.be

Em 13 de setembro sai "Jerusalém", seu novo livro.









quarta-feira, 22 de junho de 2016

[TIME PARADOX] Hellboy: O Vigarista


Esse belo conto do anti-cristo da Dark Horse é uma das histórias mais sinistras e perturbadoras que já li do personagem. Em três edições o detetive Hellboy tem que lidar com as maldições que já está acostumado em um vilarejo humilde e... mórbido. Aqui o clima de terror é mais forte e quase constante, praticamente não havendo passagens mais descontraídas que são comuns nos roteiros de Mike Mignola.


Falando no criador do personagem, nessa história Mike cuida da escrita e deixa a sua característica arte ser substituída pela de Richard Corben. Como funciona a dupla? Da melhor forma possível. O roteiro de Mike é sombrio desde o princípio, enquanto os desenhos de Corben parecem mais formidáveis do que os da própria lenda Mignola! Mas vamos falar da história. "Hellboy: O Vigarista" começa com o nosso demônio preferido ajudando uma família de caipiras que vive próxima de uma floresta em 1958. Eles estão pedindo ajuda do detetive paranormal pois uma jovem mulher da família está paralisada sem mexer um músculo. Eles acreditam que ela foi amadiçooada por ter brigado com uma bruxa do vilarejo. Essa não é a primeira coisa ruim que acontece com eles, graficamente fica inegável como se trata de uma família mórbida e o tom pessimista prossegue com cenários góticos e os eternos olhares mortos nos rostos dos personagens de Hellboy.

Para ajudar a família, o anti-herói se une ao rapaz acima (Tom), irmão da garota, e sobem as colinas para encontrar a bruxa e tentar resolver o tal problema. Durante a investigação vão começando a surgir os detalhes mais macabros do caso. Ao mesmo tempo (tudo isso ainda na primeira edição) a história individual do camponês Tom é contada e detalhes de rituais e magia negra vão sendo descritos. É meio perturbador e quando começa... vem tudo de uma vez! É um ponto em que você nota que ou arrega ou vai continuar até o final.

Isso não é nada

Apesar de ser Richard Corben quem cuida da arte, vários elementos de sequência vem da narrativa de Mignola, como os animais que aparecem apenas observando, causando um tom mais sombrio e alguns quadros que falam mais por ação do que por fala, assim ainda parecendo com as histórias de sempre do Hellboy, mas com desenhos que eu pessoalmente achei ainda melhores. Uma das coisas mais perturbadoras e bizarras é o "vilão" que faz o título da história. Alguns mais velhos o chamam de "O Avarento Assustador", mas é mais conhecido como... O Vigarista.

As cores são resultado de Dave Stewart, que também fez um excelente trabalho

O personagem é uma espécie de demônio/poltergeist representado por um senhor deformado e sempre sorridente. Se tratando da representação do Mal na aventura, o Vigarista é um personagem feito apenas para incomodar desde a aparência até níveis mais desesperadores, ou seja, nada de simpatia com ele. É aquele tipo de inimigo que você olha pra cara dele e nota que inegavelmente... ele é mau. Não tem esperança. Tirando o próprio Hellboy, não há outros personagens conhecidos, são os camponeses, bruxas e o Vigarista que veio aterrorizar Tom. A história é sobre ELES, Hellboy é só um observador na trama, como outros personagens quietos constantemente envolvidos em eventos maiores como Charlie Chaplin e Mickey Mouse.

Isso não tira o charme do vermelhão, pelo contrário. Na verdade, segue um estilo muito comum nas histórias do Hellboy que é raro ver em outros quadrinhos. Ao mesmo tempo que a história é descompromissada pertencendo a um arco fechado, ela não deixa de ter brevíssimas menções aos inevitáveis eventos futuros da vida de Hellboy, assim não deixando de fazer parte da principal saga dele, deixando claro que não ignora a sua mitologia. A conclusão na terceira parte é bem recompensadora, envolvendo tensão emocional e uma boa luta contra o vilão, sem deixar de lado o tom sinistro, nem-por-uma-página. Elementos esses que seriam bem vindos em um terceiro filme do personagem (aquele vazio do tamanho do mundo).

Achei essa história é um ótimo exemplo de como o personagem é competente em contextos diferentes! Para mim a utilização dele em outras mídias, como nos filmes do del Toro, apenas o deixam mais forte. Mas vale a pena procurar pelas histórias do Hellboy, pode ser simples mas é muito bem feito! Só não posso criticar os desenhos porque nunca assisti, mas os jogos... Deus me livre, cara. Aquilo sim é coisa do capeta.

Acho que já foi o bastante pra te convencer, né? "Hellboy: O Vigarista" é NOTA 10! Se você não gostar, é porque sem dúvidas não deve gostar do personagem. Vale pesquisar, se quiser pode tentar pelo nome em inglês, "Hellboy: The Crooked Man". Agora vou deixar a minha eterna cena preferida das histórias de Mignola:

terça-feira, 21 de junho de 2016

[TIME PARADOX] Suck, Suck, Suck


SUCK! Eu não queria escrever Suck-Review, então escrevi Suck 3x, dá uma impressãozinha legal. Que filme é esse?! Bem, é de 2009, mas é bem desconhecido. Talvez nem todos estejam cientes da origem do meu conhecimento quanto a este filme, então vou contar uma historinha. Tudo começou quando estavam liberando informações sobre o desapontador filme "Sombras da Noite". Uma das informações que mais chamou a minha atenção era de que meu ídolo Alice Cooper estaria presente no filme. Então eu fiz o post com a informação e botei a foto de Alice Cooper vampiro nele. Aí veio o filme, lançou, Alice apareceu e cantou "No More. Mr Niceguy" e "Ballad of Dwight Fry", mas nada dele vampiro! /o\ Eu pensei: "Onde que ele vira vampiro?!". Logo depois de escrever a análise do filme eu fui atrás de onde diabos aparecia um Alice Cooper vampiro nesse mundo; já que não tinha no filme do Johnny Depp. Eu achei a resposta, e ela se chamava "Suck"!


Eu não vou colocar o trailer do filme no início, porque acabei de assistir e tem muitos spoilers. Mas vaaamos começar. Eu assisti o filme tendo certeza que ele seria um lixo, mas então porque eu fui assistir? 

Porque tem o Alice Cooper. 

O filme se tratava de uma banda de rock muito da pobre em busca de sucesso. Eles viajam em um carro de funerária e nunca sequer conseguem um bis. Então após misteriosos acontecimentos a baixista da banda se torna uma vampira após sair com um carinha sinistro e o enredo começa a evoluir. Eu quero deixar uma coisa clara para você, EU ODEIO FILMES TRASH! Aqueles filmes B idiotas com pouco orçamento e história estúpida, só são feitos para desafiarem as suas próprias existências. Eu fui e assisti o filme do mesmo jeito. E ele não é uma merda! É muito legal na verdade, ele tem um estilo diferente que também se desafia, mas de uma maneira mais inteligente do que estúpida, se tornando um filme extremamente interessante em meio a tantas histórias genéricas que vemos por aí.


O filme não vai demorar para te apresentar os membros da banda que são os personagens principais. Um bando de perdedores que não estão indo muito longe mais uma baixista ruiva que é sexy. As coisas começam a ficar melhores depois que a baixista vira uma vampira, afinal quem não gostaria de ir ver um show que tem uma vampira? Mas obviamente não é assim tão fácil. Vampiros são sinistros, não podem ficar no Sol e se alimentam de sangue. Além dos problemas internos da banda, é claro que aparece um caçador de vampiros na equação. Este velhinho de tapa-olho é Eddie Van Helsing(...), interpretado por ninguém menos do que Malcolm McDowell, famoso pelo filme Laranja Mecânica (quase não o reconheci tão velho). Já vou dizendo que nenhum personagem é levado muito a sério, todos entram na comédia.


Bem, definindo logo, o filme é uma comédia rock de vampiros. O ritmo começa lento, e as partes onde começam a cantar são meio... ridículas. Mas tem algumas músicas legais. Falando da trilha sonora, ela é muito boa. Só que tem uma coisa, não espere por clássicos de rock, o soundtrack está cheio de músicas que não são das maaais conhecidas, porém muito boas. A trilha tem Lou Reed, Alice Cooper, Rolling Stones, David Bowie, Iggy Pop e Dimitri Coats, problema? kkkkkkkkkkk. Digamos que você não vai ouvir "School's Out" do Alice na trilha, mas vai ouvir "I Am The Spider", que já não é tão conhecida. Uma opção bem interessante, já que tem músicas desses caras que são ótimas mas nunca ouvimos por aí; nem mesmo nos shows deles.


Analisando os 3 pontos principais, a comédia não é intensa e imparável, mas tem alguns pontos chave que valem a pena, isso é claro, pra quem tem estômago forte e um pouco de humor negro, já que sangue, tripas e desmembramentos são protagonistas nessa área. E as tripas e sangue também são usados com criatividade na parte vampiresca do filme, não vai te desapontar. Quanto a parte rock n roll, eu já falei né? Há mais que o suficiente. Agora vamos falar das participações especiais...


O filme retrata uma banda de rock, mas além disso hà diversas menções a músicas, álbuns e pessoas importantes da história do rock. Só que o mais legal é a presença de alguns rockstars. Iggy Pop(que consegue não ser a coisa mais nojenta do filme) faz um roqueiro experiente, tanto sobre música quanto vampiros, e é dono de um estúdio onde a banda vai gravar. Os artistas não interpretam a si mesmos no filme, e é muito legal ver que Pop tem um espírito meio de ator e Alice deixando o seu lado personagem que todos sabemos que ele tem para fora. E Alice Cooper, o motivo de eu ter visto o filme, é um sujeitinho muito misterioso mas que pelo visto não é amigo do protagonista e tem jeito de ser responsável em colocá-lo no "pesadelo". Se você gostou de vê-lo em "Quanto Mais Idiota Melhor", aqui ele está melhor que nunca. Há outras cameos também, mas essas são as mais interessantes.


A maquiagem e os efeitos são perfeitos, a história é legal, resumindo é um filme muito divertido. A câmera também é perfeita. É legal em todas as partes, mas principalmente durante os shows, sempre passando o clima das músicas. Desses filmes cults como "Fanboys", "Scott Pilgrim", "Tenacious D" e outros, eu sem dúvida incluiria "Suck". Assisti só pra ver logo o cara de vampiro e acabei encontrando um filme desconhecido mas que é muito da hora. O filme é realmente uma festa muito bem-feita reunindo várias coisas que eu gosto. Se você é fã de vampiros então, mais do que recomendado. Agora se vira no mundo pra achar esse filme, asuhsauhsahusausasahusuhasuhasuha.

domingo, 19 de junho de 2016

Rammvier, o retorno do Rammstein


A banda passará pelo Brasil dia 7 de setembro, no festival Maximus. No mesmo evento também se apresentarão Halestorm, Marilyn Manson, Disturbed e muitos outros.

Top 20 Vendas (EUA) – Maio de 2016

A Diamond publicou a lista das HQs mais vendidas em maio de 2016 nos EUA. Confira o top 20:

1. DC Universe Rebirth #1 (DC)

2. Civil War II #0 (Marvel)

3. Punisher #1 (Marvel)

4. Batman #52 (DC)

5. Captain America Steve Rogers #1 (Marvel)

6. Star Wars #19 (Marvel)

7. Justice League #50 (DC)

8. Darth Vader #20 (Marvel)

9. Black Panther #2 (Marvel)

10. Amazing Spider-Man #12 (Marvel)

11. Scooby Apocalypse #1 (DC)

12. Star Wars Poe Dameron #2 (Marvel)

13. Walking Dead #154 (Image)

14. Batman Teenage Mutant Ninja Turtles #6 (DC)

15. Spider-Man Deadpool #5 (Marvel)

16. Deadpool #11 (Marvel)

17. Deadpool #12 (Marvel)

18. Deadpool Last Days of Magic #1 (Marvel)

19. Superman #52 (DC)


20. Old Man Logan #6 (Marvel)