Top 10 histórias da DC que poderiam ser adaptadas após Queda do Morcego

 



 

Recentemente, Warner lançou Batman Queda do Morcego parte 1, a primeira do que será uma trilogia de filmes animados, adaptando o famoso evento dos anos 90 onde Batman teve sua coluna quebrada pelo Bane e foi substituído pelo vigilante Azarel.

Tendo assistido o filme, devo dizer que achei sensacional, bastante fiel a obra original, ao mesmo tempo em que conseguiu adaptar muito dela para o formato de filme de quase 1h40min. Sem fala na excelente animação, bastante influenciada pelos traços artísticos de Kelley Jones.



Um filme animado da DC fazer um sucesso assim é importante, visto como muito de seus longas animados anteriores no universo pós-Ponto de Ignição/tomorrowverse não tiveram a mesma sorte.  

Não quero dizer que eles eram ruins. Tinha uns bons de passar o tempo. Porém quando comparado as clássicas obras animadas da DC e as histórias usadas como inspiração, dava pra notar uma queda em qualidade, com os filmes sofrendo por estilo de animação fraco, mudanças desnecessárias nas adaptações e a insistência da Warner em querer fazer os filmes serem um universo compartilhado de forma bem imprudente.




As únicas exceções foram projetos como Liga da Justiça contra o Quinteto Mortal, Gotham by Gaslight e Batalha dos Super Filhos que, além de serem bem escritos, eles eram os que mais se aproximavam do estilo das animações da DC pré-Ponto de Ignição, com cada filme tendo sua própria identidade em estilo de animação e histórias isoladas que qualquer um podia acessar sem se preocupar com continuidade.





Com Queda do Morcego podendo representar um novo começo para os filmes animados da DC, com projetos mais fieis, isolados e animações distintas, decidi elaborar essa listas falando quais outras histórias espero ver a DC adaptando em seus filmes animados.

 

10) DC K.O



Um dos eventos mais legais que a DC lançou recentemente foi DC K.O, uma mega saga cósmica, onde heróis e vilões são reunidos em um torneio de luta e sobrevivência para decidir qual deles iria assumir o posto de Rei omêga, que antes perteceu ao Darkseid até ter dado sua vida para criar o universo absolute.

Em minha opinião, esse arco tem uns detalhes difíceis de serem adaptados de forma consistente, em um filme animado, mesmo que dividido em partes (ex: a morte do Darkseid, o poder dele se espalhando pelo universo), mas o conceito de heróis terem que participar de um torneio (tipo esses arcos de animes) é algo que poderia resultar em um filme bem divertido, com várias cenas de ação e luta entre heróis e vilões.

Dava para simplificara história, trocando o Darkseid com um vilão cósmico como Krona, Despero ou, uma opção mais lógica, Mongul (que já é um tirano que governa um planeta com jogos de gladiadores).

Outra mudança que a adaptação poderia fazer em relação a hq original é o vencedor do torneio, deixando as coisas ainda mais imprevisíveis para os fãs.

 

9) Espirito da flecha



Um dos personagens da DC mais queridos pelos fãs é o Arqueiro Verde. Embora o personagem tenha tido participações em várias animações, como Liga da Justiça sem limites, Justiça Jovem e Liga da Justiça em ação, ele nunca foi protagonista de uma animação solo, fora o seu curta em DC-Showcase.

Se a DC buscar dar uma nova chance para o personagem nesses filmes animados, uma forma de começar seria com uma adaptação do espetacular Esprito da Flecha, de Kevin Smith. Escrito entre 2001 a 2002, esse arco foi responsável por ressucitar o Oliver Queen, após esse ter estado morto no final dos anos 90.

Esses tipos de histórias não são novidade nenhuma pra DC (visto como eles adaptaram a morte e retorno do Superman em dois filmes). No entanto, o que Espirito da flecha tem de diferente é o mistério sobre como Oliver voltou a vida, algo que o próprio não faz a menor ideia, com ele não tendo memórias de sua morte ou eventos pós-aventuras com o Hal Jordan nos anos 70.

O motivo disso se revela sendo um resultado da alma do Oliver ter sido dividida durante a ressurreição, com um lado de sua personalidade querendo que ele pudesse viver sem se preocupar com os erros que cometeu na vida (uma clara alegoria as crítica de Kevin Smith em como a vida do personagem virou de cabeça pra baixo em seus últimos anos anos). O arco de Oliver na história é ele literalmente confrontando essa parte de sua alma, fazendo-o perceber que ele não pode esperar conseguir voltar a vida que tinha antes ou ignorar os problemas que causou, escolhendo abraçar as duas lembranças de si próprio e tentar ser uma pessoa melhor.

Sendo assim, em um filme, a Warner poderia quebrar o paradigma: Ao invés de dividir a história entre um filme mostrando a morte de Oliver e outro sua ressurreição, eles poderia ter uma abertura estabelecendo o Arqueiro Verde e suas aventuras, terminando com ele desmaiando após “sobreviver a uma explosão de um avião”. Quando acordasse, Oliver poderia ir aos poucos descobrindo que se passaram anos desde sua última aventura, como que, para o mundo, ele esteve morto.

Conforme ele vai explorando o universo DC, buscando respostas, ele poderia ir se reencontrando com seus aliados, e descobrindo como suas vidas foram afetadas por causas de suas ultimas ações, dando ao público uma desconstrução do que foi mostrado na abertura. Enquanto lá era a perspectiva desiludida do Oliver (de que sua vida foi um mar de rosas) sua aventura o força a reconhecer que ele foi um herói falível e que acabou prejudicando seus entes queridos.

Desse modo, teríamos um filme do Arqueiro Verde que aborda tópicos profundos sobre ressurreição e busca por redenção, ao mesmo tempo em que abraçar o lado fantasioso do personagem, algo que ele tá precisando depois da série Arrow ter criado essa visão na mente dos fãs, de que o Arqueiro é um “Batman 2.0”

 

 

8) O circulo



Eu sei que não sou o único fã que tem achado que a Mulher Maravilha tem sido uma das figuras mais ignoradas da DC/Warner nos últimos anos. O jogo que ela deveria ter tido foi cancelado. Até agora não ficou claro o que James Gunn pretendem (se é que planejam) fazer com ela no DCU e, enquanto Superman e Batman tem séries animadas, Mulher Maravilha continua sem nada.

Se DC tem tanta dificuldade de criar uma história da Mulher Maravilha no DCU, fazer uma adaptação de uma suas hqs icônicas em filme animado seria uma alternativa, assim como uma forma de testemunharem, mais uma vez, o potencial da princesa amazona.

Dessas várias opções de histórias, a que eu acho que daria muito certo em um filme animado é O Circulo, o primeiro arco da fase marcante da Gail Simone. É uma história bem dinâmica, onde Diana tem que salvar sua ilha natal, Themysciria, de ser invadida por nazistas, ao mesmo tempo em que tem que salvar sua mãe, que foi sequestrada por  um grupo de amazonas renegadas, que enxergam a princesa como uma anomalia.

Não só a história tem vários elementos surreais de hqs (ex: Diana impedindo a invasão dos nazistas com ajuda de guerreiros gorilas) mas possui uma trama emocional envolvendo a relação de Hipólita com essas amazonas insanas, principalmente sua ex-capitã Phillipus, que demonstra como o orgulho e amor das amazonas umas pelas outras pode ser distorcido a leva-las a serem corrompidas por uma visão dogmática e exigente.

 

7) Zatanna Quebrando Tudo



Mulher Maravilha não é a única heróina  que tem sofrido de exclusão de projetos solo. A feiticeira favorita dos fãs, Zatanna, é mais uma personagem que não teve seu potencial explorado. Ela teve umas participações icônicas em séries como Liga da Justiça Sem Limite, Justiça Jovem e DC Super Hero Girls, mas nunca teve a chance de um projeto solo, mesmo sendo uma das faces principais desse lado sobrenatural da DC Comics.

Para finalmente corrigir isso, DC/Warner poderia dar a filha de Zatara um filme animado, adaptando um de seus sucesso mais recentes: Quebrando Tudo.

Escrita por Mariko Tomaki e com a arte de Javier Rodriguez, essa minissérie vencedora de prêmio Eisner, apresenta uma nova versão da origem da Zatanna, apresentando-a como uma jovem traumatizada, após um feitiço provocado um incidente que levou ao sacrifico de seu pai. Mas, quando seu show é interrompido por um monstro, Zee acaba se envolvendo em uma trama mais complexa, ligada aos Celestiais e detalhes do passado de seu pai que ela não conhecia.

A com tom sombrio e abordando tópicos como trauma, culpa, legado já é um roteiro de um filme ou série. Mas, o que a tornar uma excelente escolha para um filme animado é a arte de  Javier Rodriguez, que consegue destacar a natureza bizarra desse lado mágico do Universo DC, o que seria interesse de ver sendo adaptado em animação.

 

 

6) Reino do amanhã



Com certeza uma história da DC que muitos fãs tem sonhado em ver sendo adaptada é o Reino do Amanhã de Mark Waid e Alex Ross. É uma obra clássica das hqs, mostrando um Superman envelhecido saindo da aposentadoria e reunindo os membros da Liga para salvar o mundo, após perceber a imprudência e violência exagerada praticada pela nova geração.

Infelizmente, o grande destaque da hq, que é a arte realista de Alex Ross, representa o desafio nessa hq (ou histórias semelhantes) de ser adaptada, com a própria WB admitindo não terem adaptado Reino do Amanhã porque não encontraram uma forma de traduzir o traço do Ross em animação.

Embora o argumento seja bem compreensível, ainda acho que valeria a pena a WB tentar adaptar esse trabalho do Waid e Ross, mesmo que a recriação ao traço desse ultimo não chegue a ser uma perfeição, porque, no final, Reino do Amanhã tem muitas outras coisas que a tornam a obra que é, além da arte de Ross. Elas todas não deveriam ser ignoradas só para agradar os interessados no aspecto visual.

 

 

 

5) A saga do Quarto Mundo



Um dos projetos que tem sido trabalhado para o universo DCU do James Gunn é uma série animada do Senhor Milagre, baseada em sua hq de 2016, escrita por Tom King.

Quem conhece o personagem do Scott Free, sabe que ele é parte dos novos deuses, um panteão de seres poderosos criados, na década de 70, pelo rei dos quadrinhos, Jack Kirby, como parte de sua Saga do Quarto Mundo. No entanto, por causa da interferência de editores da DC, a ideia de Kirby acabou ficando incompleta e com um final alterado.

Apesar de eu me manter otimista quanto a série do DCU, devo dizer que uma adaptação dos Novos Deuses focando em apenas um de seus personagens reduz do potencial de uma franquia que poderia ser o Star Wars/Dunas das animações da DC. Ao invés de uma série, eles poderiam dedicar uma trilogia de longas animados explorado esse universo mitológico do Quarto Mundo, seus vários personagens e como eles são afetados pelo confronto entre Nova Genesis e Apokolips.

Outra vantagem de adaptar os Novos Deuses de Jack Kirby seria pela oportunidade de ver a DC recriando o traço do Jack Kirby em animação, tornando o projeto uma verdadeira carta de amor a um dos maiores criadores e artistas das hqs.

 

4) Terra de ninguém



Durante a review do Ozy sobre a Queda do Morcego, eu estava falando com ele e o New sobre histórias que funcionariam melhor como série animadas. Uma que a gente falou foi Terra de Ninguém,  a famosa saga das hqs do Batman, onde Gotham City, após ser arrasada por um terremoto, é abandonada pelo governo americano. Agora uma região sem lei, Gotham se tornam ruinas onde vilões ficam batalhando por controle de território enquanto Batman e aliados tentam proteger os inocentes do fogo cruzado.

Chamar essa história de “saga” é meio questionável, pois esse evento foi uma mudança de status quo que permaneceu por um periodo, com várias histórias explorando os personagens do Batman (tanto heróis quanto vilões) agindo nesse novo ambiente. Tiveram vários personagens e momentos de destaque, além de introduzir figuras como a Arlequina e a nova Batgirl (Cassandra Cain).

Como falei com o New e o Ozy, se a DC conseguiu resumir tanto da Queda do Cavaleiro já na primeira parte do que será uma trilogia, eu acho que eles poderiam aplicar o mesmo efeito em uma trilogia se passando durante esse periodo dificil para Batman e seus aliados.

 

3)  Superman Esmaga Klan



Não tinha como fazer essa lista deixando o Superman de fora, ainda mais considerando toda atenção que o kriptoniano tem recebido nas hqs e adaptações. Mas que história do Homem de aço poderia ser adaptada? A essa altura já tivemos adaptações de algumas de seus clássicos, como Grandes Astros, Brainiac e Superman vs Elite. Qual aventura do Superman ainda não foi adaptada em um filme animado?

Foi aí que me lembrei de uma das melhores histórias do Superman nos últimos: Superman Esmaga Klan. Escrita por Gene Luen Yang e os desenhos de Guhiriu, a história se passa durante a Era de Ouro, mostrando um Superman ainda descobrindo seus poderes e identidade como um kriptoniano, enquanto ele tenta proteger uma familia de imigrantes chineses de ataques da Ku Klux Khan.

Enquanto a trama é vagamente baseada em um episódio da série de rádio das Aventuras do Superman, Gene Luen Yang consegue fazer a história bem mais complexa que aborda novos tópicos sobre questões como identidade, cultura e o dilema entre preservar sua individualidade ou suas relações com sua comunidade. O que poderia ser apenas uma versão em hqs de uma história do Superman derrotando um bando de racistas cartunescos, se torna algo bem mais íntimo e importante para época atual

Além disso, só de ver os desenhos do Guhiriu demonstram como essa história foi feita para ser traduzidada e adaptada em formato de animação, não concordam?

 

2) O retorno de Barry Allen



Quem me acompanha no site do Ozy, sabe que meu super herói favorito, depois do Noturno, é Wally West, o Flash. Ele foi meu personagem favorito em Liga da Justiça sem Limites. Sua participação nos Jovens Titãs foi um dos episódios que amei de primeira. Suas fases escritas por caras como Mark Waid e o Geoff John são as melhores que o velocista escarlate teve.

Como Barry Allen já teve seu destaque nos filmes animados anteriores (Ponto de Ignição, Sociedade da Justiça e Crise nas Infinitas Terras parte 1), eu digo que é hora da DC/Warner deixarem o Wally West estrear em seu próprio filme.

Para o roteiro desse projeto solo, minha sugestão seria adaptar a melhor história do Flash, principalmente do Wally West: O Retorno de Barry Allen. Como o titulo sugere, ela envolve Barry aparentemente voltando dos mortos e retomando sua vida como Flash, o que cria incomodo para Wally, após esse tempo que ele agiu tendo honrar o legado de seu tio e mentor. Porém, quando Barry começa a demonstrar uma personalidade agressiva e egocêntrica, Wally vai, aos poucos percebendo, que coisas não são o que parecem, sabendo que, cedo ou tarde ele e “seu mentor” teriam que se enfrentar.

Existem outras opções de histórias que poderiam ser adaptadas (ex: No País das Maravilhas, Blitz, Guerra Gorila) mas “Retorno de Barry Allen” consegue fazer algo mais do que apenas explorar o Wally West e seu canto da DC. Ela desenvolve o personagem, com uma trama mais pessoal, que expõe suas inseguranças e seu crescimento em um Flash mais confiante de si mesmo.

 

1) Noite mais densa



Se perguntasse a qualquer fã do Lanterna Verde quais são suas histórias favoritas, grandes seriam as chances da maioria delas serem da fase do Geoff Johns. Ele foi responsável por redefinir a mitologia do herói e o personagem do Hal Jordan para uma geração de fãs, enquanto escreveu uma fase bem consistente, onde cada arco era parte de uma saga maior. Uma de suas obras surgidas nesse período foi “Noite mais densa”, o grande evento onde os Lanternas e os heróis da DC se uniram para salvar universo de uma invasão dos Lanternas Negros, zumbis trazidos pelo poder de Nekron e seu avatar, o Mão Negra.

No momento em que escrevo esse texto, o gladiador esmeralda tem recebido atenção da DC e fãs por causa de sua série no HBO Max. Embora esteja se mostrando uma série interessante e com um bom roteiro, ainda tem pessoas que a criticam por ter uma pegada mais “pé no chão” e não se passar no universo cósmico da DC que os fãs do Lanterna estão acostumados a ver o herói em ação. Ao invés de ignorar esses fãs ou mudar a série para atender suas expectativas, DC/Warner poderia dar “diferentes opções do menu”. Enquanto a série do Lanterna poderia manter sua trama investigada estilo “True Detectives”, os filmes animados poderiam entregar uma trilogia animada, isolada no universo dos Lanternas, focando no lado cósmico e as aventuras de grande escala.

O primeiro filme poderia ser uma adaptação da Guerra dos Anéis, estabelecendo a rivalidade do Hal Jordan e o Sinestro.

O segundo filme poderia explorar as consequências que a guerra com a Tropa Sinestro teve para os Lanternas Verdes, com os guardiões começando adotar leis mais extremas para tentar controlar o spectrum emocional e seus usuários (o que serviria para o filme introduzir as outras tropas de lanternas). O vilão poderia ser o Atrocitus buscando vingança contra os guardiões e Sinestro por terem lhe capturado (poderíamos ter flashbacks do Origem Secreta, mostrando Hal e Sinestro ainda como parceiros enfrentando o Atrocitus juntos).

Por fim, o terceiro filme seria uma adaptação direta do Noite mais Densa, com Hal e Sinestro deixando suas diferenças de lado e reunindo as outras tropas de lanternas para derrotar Nekron e os lanternas negros.

Dessa forma, quem não estivesse gostando do rumo dos Lanternas no DCU, poderia aproveitar os filmes animados e vice versa, mostrando o quão flexível a franquia é em versões de personagens e histórias, tendo opções para qualquer fã.

Então é isso! Quais são as histórias da DC que vocês gostariam de ver sendo adaptadas em animações, após a trilogia da Queda do Morcego? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.