Eu disse que o o meu filme dos sonhos do Lanterna Verde seria o meu último post por um tempo, mas precisava desabafar uma coisa envolvendo a série!
Estou gostando bastante, e como escritor, estou amando o exercício de imaginação, mas caramba, algumas reações que li estão inacreditáveis, e por isso elaborei esse texto!
Primeiro de tudo: a mãe de John Stewart É UMA PÉSSIMA PESSOA, E TUDO QUE ELA FEZ É CRUEL E NADA JUSTIFICÁVEL! Mas mesmo assim ela ainda tem emoções, por isso ela sente pena do filho biológico muitas vezes.
Vi muitos comentários idiotas de pessoas que simplesmente não entenderam a mensagem do episódio e reduziram tudo a “lacração” só porque uma mulher preta disse que o personagem queridinho deles é um homem branco privilegiado — e, aparentemente, alguns fãs se doeram profundamente com isso.
Bem, não sei se repararam, mas: é ELA que está falando. NÃO É A HISTÓRIA.
Ela é uma pessoa profundamente traumatizada pelo sistema que a oprimiu de forma silenciosa durante toda a vida. Ela chegou a um ponto em que é capaz de fazer qualquer coisa, inclusive coisas erradas, para tentar proteger o próprio filho de passar pela mesma dor.
E isso: FAZ SENTIDO! POIS ELA E SEU MARIDO VIVERAM NOS ESTADOS UNIDOS NOS ANOS 1980 - 1990, ONDE ATÉ CASAL INTERRACIAL ERA MAL VISTO TODO SANTO DIA.
Mas isso não significa que o que ela fez seja justificável. Ela está errada. E justamente é isso que a série está tentando mostrar.
Hal Jordan tem qualidades e defeitos como qualquer ser humano. O problema é que a mãe do John não consegue enxergar as qualidade isso porque o trauma dela distorce completamente a forma como ela percebe determinadas situações.
E não me levem a mal: eu AMO o Hal Jordan. Não é à toa que ele se tornou o protagonista do meu filme dos sonhos. Mas, pelo amor de Deus, CALMA, SEUS FÃS IMBECIS!
Vocês estão fazendo exatamente a mesma coisa que a mãe do John: estão tão presos à própria visão e tão traumatizados por aquilo que enxergam como uma ameaça que simplesmente não conseguem considerar outro lado.
E sabe o que é pior? Esse tipo de pensamento não se limita à cultura pop.
Estamos em período eleitoral, e é impressionante como tantas pessoas com pensamentos extremamente limitados se sentem no direito de falar com absoluta certeza sobre coisas que claramente não entendem. Isso me irrita profundamente, tanto quando envolve política quanto quando aparece nas pequenas coisas da vida cotidiana.
Por esse tipo de pensamento ter aparecido no meu conforto, eu acabei me estressando desnecessariamente por causa de um episódio que, na verdade, eu gostei muito. Fiquei tão incomodado que nem me senti apto a conversar sobre ele.
Mas agora estou bem. E, sinceramente, precisava colocar isso para fora.
Eu odeio, do fundo do meu coração, esse tipo de pessoa extremista. Pessoas miseráveis e patéticas, tão desesperadas para justificar para si mesmas por que ninguém gosta delas que acabam sendo incapazes de reconhecer o culpado de tudo isso SÃO ELES MESMO.
E eu não estou falando apenas de um lado.
Eu odeio extremistas de todos os tipos. Os que confiam cegamente no Lula, os que confiam cegamente no Bolsonaro, os que seguem cegamente um líder específico, um partido, uma ideologia ou qualquer conjunto de ideias como se questioná-las fosse uma espécie de traição.
Não é porque eu não acredito exatamente nas mesmas coisas que vocês que eu estou automaticamente errado. E a minha visão não se torna inválida simplesmente porque é diferente da sua.
Estou cansado de pessoas da minha própria vida pesoal me taxando e tentando me colocar em uma caixinha simplesmente porque eu não penso como elas.
Por isso, decidi que não vou mais dar ouvidos a esse tipo de pessoa limitada (para não chamar de burras!) a menos que ela esteja realmente disposta a discutir como um ser humano minimamente decente: ouvindo, argumentando, questionando e, principalmente, aceitando que pode estar errada ou certa dependendo da conversa.
Eu não acredito em “esquerda” ou “direita”. Na realidade, muitas vezes esses rótulos nem representam corretamente os conceitos que as pessoas estão defendendo, mas aparentemente ninguém está interessado em discutir isso comigo.
Eu acredito naquilo em que eu acredito.
E ponto final.












