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Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de ouro)
Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de prata)
Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de bronze)
Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era Pós-crise_Anos 80/90 )
Se Mark Waid foi
responsável por definir o Wally West na década de 90, suas histórias nos anos
2000 foram definidas por ninguém menos que Geoff Johns. Independentemente de
sua opinião sobre ele como uma pessoa atualmente, não há como negar que Johns é um fã dos
personagens da DC, tendo sido responsável por revitalizar o interesse dos
leitores em personagens, como a Sociedade da Justiça, Superman e,
principalmente, Lanterna Verde.
Diferente dos autores
que vieram antes, cujas histórias eram mais pessoais e focavam no crescimento
do Wally, Johns focou mais no mundo do Flash, buscando resgatar e redefinir
alguns elementos da Era de Prata/pré-crise.
Isso foi uma espada de
dois gumes: Por um lado, pareceu que Johns estava desfazer o desenvolvimento
que autores deram no Wally e torna-lo mais parecido com Barry Allen (que Johns
claramente era mais fã). Essa suspeita ficou ainda mais forte quando Barry
retornou na Crise Final e reassumiu o papel de Flash principal, com Wally sendo
deixado de lado.
Mas, Johns trouxe um
desenvolvimento para vários personagens das histórias do Flash, em particular
vilões como o Flash Reverso e os integrantes da Galeria, com esses últimos
tendo histórias e sub-tramas focadas em sua dinâmica e origens, tornando-os
antagonistas que os leitores acabam se conectando em um nível emocional.
Para explicar isso
detalhes, esse capitulo da minha retrospectiva irá falar de algumas das
melhores histórias do Flash escritas pelo Johns e seu legado para a mitologia
do velocista.
País
das maravilhas
Leitura:
Flash vol.2 nº164 a 169
Quando teve seu
primeiro reboot na Crise das Infinitas Terras, a proposta da DC era fazer seu
universo ter uma continuidade mais coerente, sem terras paralelas. No entanto
futuros autores viriam aos poucos resgatar o conceito, através de meios
distintos.
No caso de Geoff Johns,
uma de suas tentativas de resgatar o multiverso foi seu primeiro arco no Flash,
“País das maravilhas”, cuja trama envolve Wally despertando na cadeia, em um
mundo onde ele não possui seus poderes, super heróis nunca existiram e a
policia é corrupta e violenta. Eventualmente, o herói, é libertado de sua cela
pelo Capitão Frio, que revela que eles, mais o Mestre dos Espelhos, estão presos
em uma dimensão dos espelhos, onde a cidade é controlada por uma versão
alternativa do Pensador.
A partir daí a história
se torna um team up do Flash com seus dois inimigos, com o trio tendo que
trabalhar juntos para sobrevirem, enquanto tentam encontrar uma forma de voltar
para dimensão deles. Esse arco foi uma amostra do excelente trabalho que o
Johns teria em sua representação dos vilões e sua dinâmica complexa com o
Wally.
Direito
de Nascença
Leitura:
Flash vol.2 nº175 e 176
Um vilão do Flash que
sempre falhou com seu potencial foi Mago do Tempo. Apesar de ser, tecnicamente,
um membros mais poderosos da Galeria, o personagem do Mark Mardon nunca deixou
de ser outra coisa senão um ladrão com um bastão de controle climático.
No entanto, “Direito de
nascença” é um dos raros casos onde ele consegue seu momento de ser um vilão
assustor. Nessa história de duas partes, o Mago confronta o Flash e seus
aliados, quando estes estavam lidando com fato de uma ex-namorada do Wally ter
aparecido com um bebê, que ela diz ser do herói.
Em uma reviravolta, é
revelado não só que o Mago do Tempo é o pai da criança, mas que ele herdou os
poderes climáticos do bastão do vilão. Por ainda ser um bebê, ele não tem
controle desse poder, provocando catástrofes naturais.
Seria de imaginar que,
com o filho nessa situação, o Mago estaria buscando ajudar a criança a não
destruir Central e Keystone City, certo?
Errado, pois o
interesse de Mark com seu filho, é captura-lo e disseca-lo para aprender como
adquirir o poder do seu bastão para si. Isso torna o Mago um dos vilões mais
cruéis do Flash, o que faz o momento em que o herói derrota bem mais
satisfatório.
Zero
Absoluto
Leitura:
Flash vol.2 nº182
Sem sombra de dúvida, o
melhor personagem nessa fase do Flash do Geoff Johns, foi Leonard Snart o
Capitão Frio. Graças ao roteiro, o antagonista, que antes tinha como objetivo
sequestrar mulheres, passou a ser mostrado como um criminoso astuto e com um
código de honra.
Embora “País das maravilhas” tenha demonstrado um
pouco dessa evolução do Snart, “Zero Absoluto” foi o que oficializou como um
dos vilões mais badasses do Flash.
Com uma narrativa bem
estilo “Bravura indômita”, a história mostra Snart em uma caçada ao vilão
Chillblaine, o assassino da irmã de
Snart, Lisa (a Patinadora Dourada). Ao saber que seu alvo está abrigado e
protegido pelo chefe criminoso Candyman, Snart consegue entrar no covil e
confrontar o Chilliblaine, tudo isso com apenas sua astúcia e
imprevisibilidade, provando não ser um vilão que deva ser subestimado.
Além de destacar os
aspectos fortes de Snart como um antagonista, Zero Absoluto também explora seu
passado, com flashbacks revelando sua infância que ele teve, crescendo com um
pai bebâdo e abusivo, o que o levou a fugir de casa e entrar em uma vida para o
crime. Embora seja mostrado como um ladrão egoísta e que não se importa, tanto
os flashbacks quanto a trama principal demonstram como, no fundo, Snart tem um
lado sensível, que se recusa a demonstra para outros.
Blitz
Leitura:
Flash vol.2 nº192 a 200
Como expliquei algumas
retrospectivas atrás, Eobard Thawne não é o único Flash Reverso nos quadrinhos.
Assim como existiram várias pessoas que usaram o manto do Flash, cada um deles
teve sua própria versão de Flash Reverso.
No caso de Wally West,
seu inimigo que pode ser considerado seu “Flash Reverso”, foi Hunter Zolomon, o
Zoom. Curiosamente, o personagem já tinha sido introduzido na fase de Johns
como um policial, um aliado do Flash que o ajudava a resolver os casos de
meta-humanos em Keystone City. Os dois tinham uma relação similar a de Batman e
Comissário Gordon.
Entretanto, sua
parceira viria a sofrer um rompimento quando, enquanto lidavam com uma fuga da
prisão de Iron Heighs, Zolomon foi atacado pelo Gorila Grodd, que o deixou
paraplégico.
No hospital, Zolomon
fica tão desesperado em recuperar o movimento de suas pernas, que ele implora
para Wally voltar no tempo e impedir o incidente. Só que Wally explica para
Hunter que não podia fazer isso, visto o risco de alterar a linha do tempo.
Frustrado com a recusa de Wally, Hunter tenta usar a Esteira Cósmica do Flash,
provocando um acidente que lhe dá poder de desacelerar o tempo ao seu redor.
Julgando que Wally se
recusou a ajuda-lo por não ter sofrido tragédia como ele, Hunter assume a
identidade de Zoom, se tornando o novo e poderoso inimigo do Flash, buscando
torna-lo “um herói melhor”, atormentando o herói e seus entes queridos.
O confronto dos dois é
uma das batalhas mais emocionantes das histórias do Flash, com Zoom sendo um
dos vilões a conseguir deixar marcas profundas na vida do Wally.
Ignição
Leitura:
Flash vol.2 nº201 a 206
Uma das consequências
da luta contra Zoom, foi Wally reconhecer o perigo que seus entes queridos
correm devido a sua identidade heroica ser conhecimento público. Querendo
garantir a segurança deles, Wally, com ajuda do Espectro (Hal Jordan), consegue
apagar essa informação da mente de todos. Infelizmente, o processo acaba
afetando ele próprio, deixando Keystone City sem o Flash para o protege-lo.
Enquanto Wally começa,
aos poucos, recuperar seus poderes e suas memórias, começa acontecer uns
assassintos de policiais, com o principal suspeito sendo o Capitão Frio. No
entanto, Snart é inocente, tendo sido incriminado por uma versão psicopata do
Sr.Elemento.
Como um bom mistério
noir, o arco mostra Wally e Snart usando seus próprios métodos para desvendar a
identidade desse vilão e encerrar essa onda de assassinatos.
A melhor parte dessa
história são as interações de Wally com Snart em uma lanchonete, onde os dois,
não tendo conhecimento da identidade do outro, acabavam se abrindo, indicando
que eles poderiam ter virado amigos, se não fossem os caminhos que escolheram
seguir na vida.
Espelho,
espelho meu
Leitura: Flash
vol.2 nº212
Embora tenha elogiado o
segundo Mestre dos Espelhos no capitulo anterior, algo que ele não tinha era
uma origem. Mcculloch era simplesmente um mercenário que assumiu o traje e
tecnologia do Mestre dos Espelhos original.
Ciente disso, Johns
corrigiu esse detalhe nessa edição, onde o Mestre dos Espelhos está sendo
caçado por agentes do FBI, trabalhando para James Jesse, o Trapaceiro. Enquanto
ele vai se livrando de seus perseguidores (de formas bem criativas por sinal) Mcculloch
vai tendo recordações de seu passado, como sua infância em um orfanato, o
inicio de sua carreira como um criminoso e a tragédia de ter causado,
acidentalmente, a morte de seus pais. Todos eventos dão ao leitor uma
compressão do porque Mcculloch é um sujeito tão perturbado, com muito ódio por
si próprio, com sua identidade criminosa sendo sua forma de escapar da
realidade.
O
segredo de Barry Allen
Leitura:
Flash vol.2 nº214 a 217
Uma temática presente
em histórias dos anos 2000 era o conflito de “segurança vs moralidade”, com os
super heróis sendo usados como uma alegoria as ações do governo na Era Bush,
realizando atos questionáveis son o pretexto de garantir a proteção da
sociedade. Na DC esse tema foi explorado na “Crise de identidade”, um evento
onde a investigação do assassinato de Sue Dibny (esposa do Homem Elástico) leva
a revelação de que uns integrantes da Liga tinham alterado a mente de vilões.
Durante essa história, Wally foi os olhos do público, o herói que descobre esse
segredo sombrio, e pior, que seu tio Barry Allen fez parte disso.
Enquanto a série
principal não desenvolveu o Wally além do papel de observador, os tie-in na
revista teve ele vendo o quão profundo foram os pecados de Barry, pois ele
aprende que seu tio, com a ajuda de Zatanna, tinha alterado a personalidade do
Pião, fazendo-o com que o vilão se tornasse um aliado. No entanto, esse
tratamento acabou levando o vilão a enlouquecer.
Ao tentar reparar seus erros, Wally não só
descobre que o Pião é mais poderoso do que imagina, como também que ele usou
seu poder para mexer na mente de vários vilões, para que buscassem se redimir,
fazendo Wally questionar a reabilitação de vários dos inimigos.
Em paralelo com isso,
esse arco tem uma sub-trama da Galeria montando um funeral para o Capitão
Bumerangue (que tinha sido morto durante a Crise de Identidade, com os vilões
aceitando o filho do falecido em seu grupo, em um momento que captura a
dinâmica de família da Galeria.
Onda
de calor
Leitura:
Flash vol.2 nº218
Depois de edições
dedicadas a vilões como o Capitão Frio e o Mestre dos Espelhos, tinha chegado a
vez do Onda Térmica.
Na maior parte dessa
fase do Johns, Mick Rory tinha se reformado, trabalhando como um agente do FBI,
auxiliando James Jesse a caçar vilões. Enquanto persegue o assassino Murmur,
Mick se reencontra com seu rival, Capitão Frio, dando inicio a um confronto
entre os dois.
No meio disso, o
quadrinho apresenta lembranças do passado de Mick, revelando como ele era um
jovem piromaníaco, que provocou a morte de sua família e entes queridos por
causa de sua obsessão. Um fato que Rory carrega grande culpa, o que o leva a
suas tentativas de redenção, mas sempre terminando em relapsos.
Mais uma vez Johns
consegue pegar um personagem sem muita complexidade como o Onda Térmica, e
tornar uma figura bem mais trágica. É difícil não sentir pena do Mick, visto a
sinceridade de seu desejo de se tornar uma pessoa melhor, apenas para ter seus
esforços arruinados por causa de seu vício, mostrando a dificuldade que
indivíduos tem de abrir mão de hábitos tóxicos.
Guerra
da galeria
Leitura:
Flash vol.2 nº220 a 225
Enquanto muita gente já
conhece a Guerra Civil da Marvel, é
provável que muitos não saibam que os vilões do Flash também tiveram sua
própria versão do evento. Isso foi a Guerra da galeria, o arco final da fase do
Geoff Johns na hq principal do Wally West.
Conforme eu expliquei,
uma sub-trama nas histórias tem sido a Galeria sendo caçada pelo FBI,
representado pelo James Jesse (o antigo Trapaceiro). Quando agentes se mostram
incapazes de fazer o trabalhado, Jesse decide caçar seus ex-colegas por si
mesmo, criando uma força-tarefa composta por vilões que desejam se redimir,
como o Onda Térmica, Magenta e o Flautista.
Após muita construção,
os dois grupos colidem em um confronto com muita destruição várias participações
especiais. No meio disso temos o Flash tentando encerrar essa Royal Battle,
antes que os vilões destruam a cidade.
O envolvimento de
vários vilões pode fazer a narrativa parecer lotada e sem foco, mas, quando se
lê ao final, esse arco se torna uma divertida conclusão para a fase do Johns na
revista do Flash, dando uma conclusão satisfatória para todos os personagens.
Crise
Final: Vingança da galeria
Leitura:
Final Crisis: Rogues Revenge nº01 a 03
Um motivo pelo qual
Flash e a Galeria possuem uma relação de rivalidade/respeito se deve ao fato
dos vilões evitarem matarem inocentes, em seus crimes (a menos que seja uma
situação de matar/ser morto ou vingança). Até mesmo o Flash costuma ser
poupado, para que possam continuar seu jogo.
Porém, essa regra acaba
sendo quebrada quando, durante uma luta contra Flash (na época o Bart Allen), o
vilão Inércia roubou velocidade do velocista, fazendo com que ele acabasse
sendo morto pelos disparos da Galeria.
Com sangue do jovem
velocista nas mãos, sendo caçados pela lei e também por outros vilões (que
trabalharam para Sociedade Secreta do Libra), a Galeria consideram deixar a
cidade e se aposentar. Só que não antes
deles saírem atrás do Inércia, para se vingar por ele os ter colocado nessa
situação.
Essa busca leva a vários
momentos de destaque para cada um dos vilões, com o maior de todos sendo o
reencontro nada agradável do Capitão Frio com seu pai abusivo.
Flash:
Renascimento
Leitura:
Flash Rebirth nº01 a 06
Embora Geoff Johns não
tenha sido responsável por trazer Barry Allen de volta (o crédito pertence a
Grant Morrison), foi ele quem estabeleceu a direção que o personagem seguiria.
Tal como fez com o Hal
Jordan, Johns começou esse trabalho com o personagem em na Flash Renascimento.
Se passando pouco tempo depois da Crise Final, esse arco mostrava Barry
tentando redescobrir seu lugar nesse universo DC, que ele sente que mudou de
como ele conhecia.
Enquanto seus amigos
estavam prestes comemorar seu retorno, Barry acaba, acidentalmente, matando o
vilão Savitar, com contado físico. Esse incidente sendo sentido pelos outros
velocistas. Descobrindo que esse toque fatal se deve a uma anomalia em seus
poderes, Barry Allen (agora transformado no Flash Negro) entra na Força de
Aceleração, para obter respostas.
Ao chegar lá, ele acaba
caindo em uma cilada pelo Flash Reverso, que revela ter infectado a força de
aceleração com seu poder (que ele se refere como a Força de Aceleração
Negativa) para enganar o Barry a matar seus entes queridos.
Como uma história do
Flash da Era de Prata, em um contexto moderno, a trama do arco culmina em uma
batalha épica do Barry e seus aliados contra o Flash Reverso. No entanto, o
vilão iria rir por último ao revelar para seu inimigo que ele foi responsável
por alterações em seu passado, com a mais grave de todas tendo sido o
assassinato da mãe de Barry, uma tragédia que seria importância para as futuras
histórias do Johns no velocista escarlate.
As traiçoeiras mortes dos vilões
Leitura:
Flash
vol.3 nº01 a 06
Quando se fala no Flash
do Geoff Johns, as únicas história que o publico comenta são o Flash
Renascimento e Ponto de Ignição. Nisso, eles acabam ignoram “A traiçoeira morte
dos vilões”.
Esse arco subestimado
se trata de um drama de mistério, onde o Flash investiga a morte de um sujeito
morto, que foi encontrado usando o uniforme do Mestre dos Espelhos. As coisas
complicam quando o herói passa a ser caçado pelos Renegados, um grupo de
policiais do século XXV, baseados na Galeria, que o acusam de ter sido
responsável pela morte de seu colega, Monarca dos Espelhos.
Essa caça ao Flash logo
evolui em completo caos quando a Galeria (incluindo o ressuscitado Capitão
Bumerangue, com novas habilidades) se metem no conflito, nada satisfeitos em
verem um grupo copiando a identidade. Os dois grupos travam um combate,
enquanto Flash é pego no meio disso, tentando desvendar esse mistério e prova
sua inocência.
Apesar de ter esses
conceitos sci-fy,como viagem no tempo, “A traiçoeira morte dos vilões”, em sua
essência, é um drama policial, que explora o lado de cientista forense do Barry
Allen, além do conflito ideológico dos métodos de investigação dele vs a
obediência cega dos Renegados aos seus superiores.
Ponto
de Ignição
Leitura: Flashpoint
nº01 a 05
Como a ultima história
citada nessa lista, provavelmente temos uma das sagas mais importantes do Flash
e do universo DC: Ponto de Ignição (também conhecido como Flashpoint).
Para aqueles que não
sabem, esse é o arco onde Barry viaja ao passado e impede o assassinato de sua
mãe. Esse ato acaba gerando uma nova linha do tempo, onde Barry nunca foi o
Flash, o foguete do Superman caiu em Metrópolis ao invés de Smallville, Thomas
Wayne é o Batman e o mundo está sendo destruído por uma guerra entre as
amazonas (lideradas pela Mulher Maravilha) e os atlantes (liderados pelo
Aquaman).
Com a ajuda de Thomas
Wayne, Barry consegue recuperar seus poderes. No entanto, ele logo percebe que
a única forma de impedir a destruição do mundo é corrigir o erro que ele
cometeu e restaurar a linha do tempo ao que era, ou seja, deixando sua mãe
morrer. No entanto, tal como antes, suas ações trariam grandes mudanças para o
universo DC que os fãs conhecem.
Como um reboot para os
Novos 52, eu não acho que essa história funcione comparado com o que foi na
Crise das Infinitas Terras. Dá pra notar que esse arco era pra ser algo isolado
e que os editores DC mudaram seu propósito no meio, não dando aos seus heróis
uma última grande aventuras antes de serem rebotados.
Mas, quando o arco foca
no Barry Allen, a narrativa fica fantástica, não só mostrando ele aprendendo a
aceitar a perda de sua mãe, como também a força de seu otimismo, com Barry
tentando de tudo para salvar aquela realidade, mesmo com pessoas não
acreditando que seja possível. Isso é demonstrado por sua relação com o Thomas
Wayne, que começa como um vigilante cínico e solitário, mas que reencontra sua
fé, ao saber que existe uma forma dele salvar seu filho Bruce. Esse desenvolvimento representa perfeitamente
como Flash consegue não só ser um herói cheio esperança, como também inspira-la
em outras pessoas.



























