Confiram também:
Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de ouro)
Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de prata)
Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de bronze)
No capítulo anterior dessa retrospectiva, falamos sobre algumas histórias da Era de Bronze do Flash (Barry Allen), com a última sendo o evento da Crise das Infinitas Terras, onde o velocista escarlate se sacrificou para salvar toda vida do Anti Monitor.
Como o evento foi o
primeiro grande reboot da DC, dava pra a editora ressuscitar o Flash na nova
continuidade e recomeçar sua história do zero, tal como fizeram com seus
figurões, como Superman, Batman e Mulher Maravilha.
No entanto, DC tomou
uma decisão diferente, deixando Barry morto por um longo período (algo bem raro
para personagem de quadrinhos), enquanto o protagonismo de suas histórias
passou a ser assumido pelo seu sidekick Wally West, o Kid Flash.
Em alguns casos, a
ideia de substituir o protagonista seria motivo de polêmica entre os fãs,
principalmente os veteranos por verem o personagem que eles acompanharam sendo
trocado por um completamente novo e diferente (só ver a reação do público
durante o período da All New All Different Marvel).
Felizmente, Wally tirou
uma sorte grande, graças aos roteiristas e artistas que trabalharam em suas
edições, produzindo não só várias histórias memoráveis, como também dando a ele
um dos desenvolvimentos mais consistentes dos quadrinhos.
A qualidade de suas histórias eram tão grande
que Wally acabou superando Barry Allen em popularidade. Para muitos fãs
(incluindo eu), Wally é o melhor Flash de todos.
Agora como o status quo
do personagem e o impacto que essa época teve para ele explicado, esse texto
dará continuidade a retrospectiva falando de algumas das melhores do Wally West
como Flash e o início de sua ascensão nesse herói que muitos conhecem e
admiram.
Feliz
Aniversário, Wally!
Leitura:
Flash vol.2 nº01 e 02
As primeiras duas
histórias já estabelecem o personagem principal, mostrando Wally West
celebrando seu aniversário de 20 anos com seus amigos, os Titãs. No entanto,
essa celebração acaba sendo interrompida por um telefonema de um hospital, que
pede que Wally transporte coração para
um paciente, em Seatle, que precisa de um transplante.
O que parece uma tarefa
simples, se torna uma corrida contra o tempo, com Wally não tendo que chegar a
tempo para a operação do paciente, mas, no caminho, tendo que enfrentar Vandal
Savage, um dos maiores vilões da DC.
Em duas edições, a
trama estabelece quem Wally é como um protagonista e seu conflito principal, encarando grandes
desafios enquanto tentando preservar o legado do Flash. A história também dá um
destaque para a namorada de Wally, Frances Kane (a meta humana Magenta), que o
ajuda em sua aventura, mostrando como ele não precisa fazer tudo sozinho, mesmo
sendo o Flash.
A
trilogia de Chunk
Leitura: Flash vol.2 nº09 a 11
A fase de Wally como
Flash não limitaria a personagens estabelecidos. Ele viria a conhecer novos
aliados e inimigos. Um deles foi Chester Runk, também conhecido como Chunk.
Nessa sua primeira aparição, ele é apresentado como um ladrão misterioso, capaz
de fazer objetos desaparecem.
Ao confronta-lo, Flash
descobre que Chunk é um cientista possui um poder de transportar pessoas e
objetos para uma outra dimensão, conhecida como Vazio. Wally acaba caindo nessa
armadilha, indo parar nessa dimensão, onde ele tem que proteger um grupo de
cientista de uma hora de criminosos, enquanto tenta encontrar uma forma de
leva-los de volta para casa.
Além de ser uma
divertida história de aventura, com conceitos sci-fy, o legal dessa trilogia é
a resolução, com Wally convencendo Chunk a deixá-los ir. Ele também ajuda Chunk
a encontrar um uso melhor para seus poderes, para garantir sua sobrevivência
sem ferir inocentes. São momentos que demonstram a qualidade mais legal do
Wally: Ele pode agir de forma impulsiva e imatura, mas possui um coração bom e
uma personalidade amigável.
Encontro
dos vilões
Leitura: Flash vol.2 nº19
Outro aspecto marcante
das histórias do Wally era sua dinâmica com a Galeria. Diferente da rivalidade
que tinham com Barry, a relação dos vilões com Wally tinha um certo respeito,
apesar de suas lutas.
Como um primeiro
exemplo dessa complexa relação, temos nessa lista o “Encontro dos vilões”, onde Wally e Chunk
acabam, devido uma armação do Trapaceiro, recebendo convites para uma festa do
Capitão Frio. Ao invés de serem agressivos ou armar uma cilada para os heróis,
os vilões acabam deixando o herói aproveitar a festa, criando um momento de
diversão entre eles e seu adversário.
Velocidade
mata
Leitura:
Adventures of Superman
nº463
Assim como seu tio,
Wally também passaria por um teste de velocidade contra o homem de aço em
pessoa, Superman. No contexto dessa história, a corrida é elaborada pelo Mxyzptlk,
que determina que, para bani-lo de volta a 5ª dimensão, Superman terá que
competir com Flash para determinar qual dos dois é o homem mais rápido do
mundo.
Durante a história, é
mostrado a insegurança do Wally, com ele se mostrando relutante em participar
por não acreditar que seja capaz de vencer o Superman. Ao final Wally consegue vencer o Superman,
assumindo que o herói o deixou vencer. Só que Superman revela que Wally venceu
de forma justa, tornando-o o primeiro Flash a ganhar uma corrida contra
Superman.
Ninguém
morre
Leitura: Flash vol.2 nº54
Sabemos
que o Flash é poderoso quando está com seus pés no chão. Mas, o que acontece
quando ele está em uma situação onde não tem pista para correr?
“Ninguém
morre” explora essa questão, com sua trama tendo o Wally, durante uma viagem de
avisão, impedindo um criminoso de sequestra o vice-presidente. No caos, uma
aeromoça acaba sendo sugada por um buraco na cabine. Sem pensar duas vezes,
Wally pulou atrás dela, conseguindo pega-la em pelo ar. Mas agora quem salva
eles da queda fatal?
Sem
dar spoiler, essa situação resulta em um dos momentos mais impressionantes do
Flash de todos.
Nascido
para Correr
Leitura: Flash vol.2 nº62 a 65
Embora caras como Mike
Baron e William Messner-Loebs tenham feito um bom trabalho escrevendo as
histórias do Flash até agora, o homem que viria a criar uma das melhores fases
do personagem para os fãs seria Mark Waid.
Sua primeira história
com o personagem foi o famoso “nascido para correr”, um arco de 4 partes que
recontava a origem do Wally e seu primeiro ano como Kid Flash.
Apesar do básico da
origem permanecer o mesmo (Wally sendo um fã do Flash que ganha os poderes em
um acidente similar ao herói) Waid expande essa origem, acrescentando elementos
novos para a história de Wally, como ele ser um jovem com uma relação dificil
com seus pais, sua relação com sua tia Íris e, o mais importante, o crescimento
do Wally de um jovem tentando escapar de sua vida problemática em casa, para
aprender a confrontar seus problemas de frente.
Pista
falsa/Derrote o tempo
Leitura:
Flash vol.2 nº67 e 68
Mais um vilão que o
Wally “herdou” do Barry foi o Abra Kadabra. Nas histórias originais, ele era
simplesmente um viajante do tempo aspirante a mágico que foi para o passado,
para conseguir fazer sucesso com seus truques imprudentes.
Ciente dessa origem, Mark
Waid usou essa história de duas partes para acrescentar um pouco mais de
dimensão para a decisão do Abra Kadabra: A trama dela envolve o Flash tendo
mais um confronto com o “mágico do futuro”. Só que dessa vez ele recebe uma
ajuda da Peregrina, uma espécie de policial do século LXIV, que veio buscar o
Abra Kadabra.
Sendo transportado o
junto, o Flash chega ao futuro e vê uma sociedade no meio de uma guerra entre
uma sociedade controlada por um computador e os seguidores do Abra Kadabra, que
defendem livre-arbítrio, fazendo Wally perceber que precisa salvar o Abra
Kadabra de ser executado.
O ponto de apreciação é
como Waid consegue dar motivações compreensíveis para o Kadabra fugir para o
passado, sem torna-lo um vilão trágico e simpático. Ele continua sendo um egomaniaco
perigoso. Até mesmo o fato de de ter
provocado uma rebelião contra a repressão do computador não traz interesse para
o Kadabra. Apenas o fato que ele tem “fãs” para alimentar seu ego, o que o
torna um perfeito contraste ao Flash e sua ideologia.
Waid também cria um
dilema interesse para o Wally, visto que, apesar de buscar libertar o povo do
futuro do controle do computador, ele reconhece que aquele sistema tinha sido
criado pelos próprios humanos para manter a ordem na sociedade deles, fazendo
questionar se liberta-los é o correto ou
um ato que levará esse povo ao caos.
O
presente perfeito
Leitura: Flash vol.2 nº73
Nem toda história do
Flash precisa envolver ele enfrentando vilões e tendo altas aventuras. Algumas
de seus momentos emocionantes podem acontecer a partir de coisas bem mais
simples do que imaginam.
Em “O presente
perfeito”, por exemplo, a trama não envolve Flash salvando sua cidade ou mundo.
É uma simples mas linda história de natal, mostrando Wally e Jay Garrick,
aproveitando a data comemorativa para ajudar pessoas na cidade. O grande
desafio surge quando eles encontram uma mulher grávida, preste a dar a luz, que
estava tentando chegar ao seu marido, Joe, e impedi-lo de ajudar uns bandidos a
roubarem uma loja.
Admito que alguns
elementos dessa história podem parecer forçado (os nomes do casal serem Joe e
Maria), mas ainda assim não tem como não se emocionar com Wally ajudando Joe a
se reunir com sua esposa, com uma cena demonstra como qualquer um pode reconhecer
seus erros e se redimir.
O
Retorno de Barry Allen
Leitura:
Flash vol.2 nº74 a 79
Sem
tempo
Leitura:
Flash vol.2 nº91
Como explicado antes,
um dos maiores conflitos do Wally é a pressão de ser sucessor do Flash. Apesar
de seu jeito descontraído, Wally se cobra para poder ser um herói tão bom
quanto seu tio e ídolo. No entanto, como qualquer pessoa, cedo ou tarde, ele
tem que confrontar seus erros e as consequências deles.
O momento dessa
realização surgiu quando ele foi processado por uma mulher que teve seu rosto
desfigurado em um acidente, um que Wally não pode evitar. Saber que falhou com
um inocente deixa Wally tão abalado que, em um movimento desesperado, ele usa
uma formula do herói Johnny Quick, para ampliar sua própria velocidade.
Consequentemente, isso acaba prendendo o Flash num estado onde tudo está
congelado no tempo.
Felizmente, o herói Max
Mercúrio consegue entrar em contato com Wally, ensinando-lhe uma grande lição
de humildade e a confrontar essa ansiedade.
Flashing
back
Leitura:
Flash vol.2 nº00
Durante o tempo em que
escreveu o Flash, Mark Waid tinha plantando uma pequena sub-trama na narrativa,
onde Wally tentava descobrir a identidade um homem misterioso, que, de acordo
com o próprio, o ajudou na infância a se tornar esse rapaz otimista.
O mistério por trás de
sua identidade ficava mais intrigante, conforme Wally começa a desconfiar de
pessoas próximas como Jay e o Max, porém ambos acabavam negando.
Sua busca por respostas
viria a ser concluída nessa revista onde Wally, após participar do evento Zero
Hora, acabava voltando no tempo, para a época em que ainda era um garoto.
Quando chega o momento em que sua versão do passado encontra com o homem que
ele procurou, a reação do Flash é a mesma dos leitores: Pura surpresa e
lágrimas de emoção, com o momento demonstrando como Wally cresceu a partir
daquele momento no herói que conhecemos.
Velocidade
Terminal
Leitura:
Flash vol.2 nº92 a 100
Superman e Capitão
Mar-Vell não foram os únicos heróis que tiveram histórias lidando com uma
doença terminal. Wally veio a confrontar uma situação parecida quando ele
voltou de aventura, onde ele rompeu a barreira do tempo. Por causa disso, a
medida que ele usa sua velocidade, seu corpo começa, aos poucos, a se tornar
pura energia, indicando que, cedo ou tarde, ele seria transportado para a Força
de Aceleração (um campo de energia que concede o poder aos velocistas da DC),
onde nunca mais poderia voltar.
Nesse cenário, Wally
escolher se afastar da vida de herói seria recomendação. No entanto, isso se
mostra impossível, pois, ao voltar ao sua época, Wally teve uma visão do
futuro, indicando que sua amada Linda seria morta por agentes da Kobra (não são
os vilões do G.I Joe), em um evento que destruiria Keystone City.
Nesse arco intenso,
Wally reúne vários velocistas para ajuda-lo, não só conhecidos como Jay Garrick
e Max Mercurio, como também a filha do Johnny Quick, Jesse, e o introduzido
Impulso Allen, neto do Barry Allen, o Wally se tornando um mentor para o jovem
velocistas.
No entanto, como toda
boa história do Flash, Wally apesar de seus esforços para evitar essa visão
perturbadora, no final é forçado a tomar uma medida arriscada para salvar
Linda, resultando em um dos momentos mais icônicos do personagem em sua
história nos quadrinhos.
Crescendo
rápido
Leitura:
Flash vol.2 annual 08
Enquanto “Nascido para
correr” explorou o inicio do Wally como Kid Flash e sua entrada no mundo dos
super heróis, “Crescendo rápido” explora seu inicio como o novo Flash.
Nessa história, narrada
pelo próprio Wally para Linda, é revelado que não teve um bom começo como o
Velocista Escarlate. Na época, Wally tinha um comportamento impulsivo, cometia erros durante as lutas e não leva-la
o manto a sério, acreditando que Barry ainda estava vivo. Ele ainda entra em
atrito com Hal Jordan e Jay Garrick, quando estes tentam convencer o ex-Kid
Flash a aceitar a morte de seu mentor.
É apenas quando vê Hal
e Jay em apuros, em uma batalha contra o Doutor Alquimia, que Wally, percebendo
que Barry não viria ao resgate deles, sai dessa desilusão e abraça a identidade
de Flash, representando não só ele aceitando as responsabilidades que vem com o
manto, mas seu crescimento de um garoto para um homem maduro.
Através
do espelho escuro
Leitura:
Flash vol.2 nº105
O Flash não foi o único
morrer durante a Crise e ter seu manto assumido por um sucessor. Seu inimigo, o
Mestre dos Espelhos, sofreu um destino semelhante. Sam Scudder também pereceu
durante a Crise e seu traje e tecnologia foi assumido pelo mercenário escocês
Evan Mcculloch, que, na minha opinião, foi a melhor versão do vilão, com algumas das melhores histórias.
A primeira a ser citada
nessa lista é “Através do espelho escuro”, onde o Flash acaba sendo
transportado, pelo Mestre dos Espelhos, para o Mundo dos Espelhos. Para
surpresa do velocista, o vilão diz ter feito isso para poder pedir sua ajuda em
encontrar uma moça, que Mcculloch acredita ser uma cópia de uma namorada que
faleceu.
Porém, quando Linda e
Impulso conseguem localizar a moça, eles descobrem que ela é a namorada do
Mestre dos Espelhos, tendo entregado ele para policia quando descobriu que era
um criminoso. Antes que reagir, o vilão inicia seu plano mestre, prendendo o
Impulso com Wally no Mundo dos Espelhos, enquanto ele vai atrás de sua ex,
agora sendo protegida pela Linda.
Como deu para notar,
comparado com Scudder (que era apenas um ladrão obcecado com desafios), Mcculloch
é um sujeito bem mais perturbado, com a narrativa o usando para aborda assunto
bem sensível sobre stalker e relações abusivas..
Hell
to Pay
Leitura:
Flash vol.2 nº127 a 129
Eu tenho um hábito de
comparar o Flash com o Homem Aranha. Comparando os dois, eles tem muita coisa
em comum (ex: Ambos são heróis confiantes e com senso de humor; Seus vilões
costumam ser ladrões de banco fantasiados; Eles tem aliados com poderes
parecidos, etc...). Uma semelhança interessante é que ambos tiveram histórias
onde eles se encontram com o próprio demônio de seus universos. Enquanto Aranha
teve seu encontro com o Mephisto no polêmico “Um dia a mais”, Flash confrontou
o demônio Neron, na trilogia “Hell do pay”.
Nesse arco, Neron rouba
as almas da Galeria, tornando seus corpos em zumbis super-poderosos, que
começam a provocar o caos em Keystone City. Com os heróis não sendo capazes de
derrotar esses cadáveres, Wally acaba sendo forçado pelo demônio a aceitar um
acordo: Em troca do vilão devolver as almas da Galeria, Wally e Linda teriam
abrir mão do amor que sentem um pelo outro.
A primeira vista, a
trama pode soar como um protótipo do que a Marvel faria em Um dia a mais com o
Aranha. Só que nesse caso, não os personagens são bem caracterizados e suas
decisões fazem sentido (o motivo do Neron querer acabar com o relacionamento do
Wally é bem mais sinistro e condiz com seu personagem), mas o roteiro usa esse
contexto para explorar a relação do Wally com a Linda, mostrando a força do
amor que um sente pelo outro, mesmo com Neron tentando separa-los. Eles estarem
juntos não os torna fracos e entediantes, mas sim revela o melhor dos dois como
indivíduos e como um casal.
Através
do espelho
Leitura: Flash vol.2 nº133
Eis mais uma história
onde o Mestre dos Espelhos rouba a cena (ou nesse caso o quadrinho). Dessa vez,
o vilão escocês decide roubar o Banco Nacional de Keystone City. Para garantir
que o Flash não interfira, ele prende a Linda Park em uma dimensão dos
espelhos, dando Wally apenas 15 minutos para salva-la, enquanto tenta
sobreviver as armadilhas que o Mestre dos Espelhos plantou em seu percurso.
O legal dessa edição é
a arte do Paul Ryan, com o roteiro do Grant Morrison e o Mark Millar permitindo
que ele crie umas cenas bem surreais, lembrando os fãs como as hqs do Flash
podem ter momentos bizarros, mas ainda serem bem divertidas. O cenário também
serve para colocar o Wally em uma situação que ele não pode resolver apenas com
força e velocidade, tendo que recorrer a sua inteligência.
Ainda
há vida na via rápida
Leitura:
Flash vol.2 nº134
Wally pode ser o Flash
principal da hq, mas isso significa que todas as edições tenham ele como protagonista. Em “Ainda há vida na via rápida”, esse papel é dado
para o Jay Garrick, que faz uma visita ao seu velho inimigo, Clifford Davoe, no
hospital. Aquele que fora antes Pensador agora é um homem com os dias contados
por causa de um câncer. Ao invés de deixa-lo morrer, Jay sai em busca do
capacete do Pensador, na esperança de que, uma vez com sua inteligência
ampliada, Davoe possa encontrar uma cura para seu próprio câncer.
A busca de Jay resulta em
uma reviravolta emocionante envolvendo o Pensador, com o ex-vilão, no final,
sendo quem acaba ensinado uma lição para o Jay, sobre como humildade ajuda uma
pessoa a se preparar para o futuro. Isso foi uma bela conclusão para um
antagonista que não recebe tanta atenção.
O
Flash Negro
Leitura:
Flash vol.2 nº139 a 141
Até agora falei do
Flash enfrentando vilões fantasiados, outros velocistas e o próprio demônio.
Que oponente poderia elevar a escala de desafios?
Resposta: A própria
morte.
Em 1998, a dupla do
Grant Morrison e o Mark Millar fizeram essa trilogia onde o Flash aprende sobre
a existência do Flash Negro, um avatar da morte encarregado de guiar os
velocistas para a Força de Aceleração. Tendo escapado de lá uma vez, Wally
acaba se tornando alvo dessa entidade mortal.
Em sua caça, o Flash
Negro atinge Wally de forma bem emocional, “matando” Linda Park. Embora
considere deixar sua cidade, Wally percebe que o Flash Negro não vai desistir
de captura-lo, ameaçando colocar a vida de inocentes em perigo em sua busca.
Então essa trilogia
constrói para um clímax simplesmente épico, com Wally confrontando essa “morte
velocista” em corrida pelo tempo e espaço.
O final dessa história
também marca um ponto de mudança para a vida de Wally, pois ele toma uma
decisão que iria redefinir seus status quo pelos anos seguintes.
Futuro
Relâmpago
Leitura:
Flash vol.2 nº143 a 150
Apesar dos elogios que
dou a Mark Waid nessa fase do Flash, nem todas suas ideias foram boas, pelo
menos pra mim. Uma que tenho forte postura critica, foi a criação do Cobalto
Azul, um vilão misterioso, que possuía habilidades místicas, assim como uma
obsessão em eliminar o Flash e tudo que ele representa. Eventualmente, foi
revelado que a identidade do vilão era Malcom Thawne, que dizia ser irmão gêmeo
de Barry, nutrindo um ódio pelo Flash da Era Prata por esse ter tido uma vida
que Malcom desejava para si. Ele também é ancestral de Eobard Thawne, o Flash
Reverso, tornando a rivalidade dele com Barry uma rixa entre irmãos que se
estendeu através dos séculos.
Apesar de eu ter achado
o personagem clichê e com uma história confusa (era necessário dar um irmão
malvado pro Barry?), uma coisa boa que veio da introdução odo Cobalto Azul
foi “Futuro Relâmpago”, uma grande saga,
onde Wally lidera os outros velocistas em uma aventura pelo tempo, com eles
tentando salvar os sucessores do Flash em épocas futuras, que estão sendo
atacados pelos sucessores do Cobalto Azul, que deseja chegar ao século XXX e
matar o Barry Allen, antes dele morrer na Crise.
Esse arco é um prato
cheio de conceitos sci-fy e charme insano de histórias da Era de Prata, com
participações de vários velocistas diferentes, tanto personagens novos quanto
conhecidos de outras hqs, como a XS (prima do Bart Allen), os gêmeos tornado
(filhos do Barry Allen) e John Fox (o Flash de 1 milhão).
Mas a aparição mais
importante é o Barry Allen, que se reencontra com Wally West e o ajuda na
batalha contra o Cobalto Azul. Esse team-up
resulta em um dos momentos mais tocantes da saga, com Barry transmite um último
ensinamento para seu sucessor.
Falando no Wally, sua
presença não é ofuscada pelo enorme elenco de personagens. Toda essa saga
envolve ele tentando ao máximo salvar seu mentor. Só que, no caminho, ele
também comete vários erros que tem consequências que atinge sua confiança.
Porém essas dúvidas contribuem para tornar ainda mais especial o ultimo
capitulo desse arco, onde Wally supera essa ansiedade e realiza um grande ato
heroico para salvar toda existência, não como uma cópia do Barry, mas sim como
si mesmo e.
Isso é o que torna a
fase do Mark Waid tão importante: Ele não teve Wally West apenas substituindo o
Barry Allen como protagonista. Ele deixou Wally crescer como sua própria versão
do herói e o mostrou aprendendo a valorizar sua própria identidade.
Então é isso! Quais são suas histórias favoritas do Flash da Era Pós-crise? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.









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