Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era Pós-Crise_Anos 80/90)



 Confiram também: 

Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de ouro)

Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de prata)

Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de bronze)

No capítulo anterior dessa retrospectiva, falamos sobre algumas histórias da Era de Bronze do Flash (Barry Allen), com a última sendo o evento da Crise das Infinitas Terras, onde o velocista escarlate se sacrificou para salvar toda vida do Anti Monitor.



Como o evento foi o primeiro grande reboot da DC, dava pra a editora ressuscitar o Flash na nova continuidade e recomeçar sua história do zero, tal como fizeram com seus figurões, como Superman, Batman e Mulher Maravilha.

No entanto, DC tomou uma decisão diferente, deixando Barry morto por um longo período (algo bem raro para personagem de quadrinhos), enquanto o protagonismo de suas histórias passou a ser assumido pelo seu sidekick Wally West, o Kid Flash.



Em alguns casos, a ideia de substituir o protagonista seria motivo de polêmica entre os fãs, principalmente os veteranos por verem o personagem que eles acompanharam sendo trocado por um completamente novo e diferente (só ver a reação do público durante o período da All New All Different Marvel).



Felizmente, Wally tirou uma sorte grande, graças aos roteiristas e artistas que trabalharam em suas edições, produzindo não só várias histórias memoráveis, como também dando a ele um dos desenvolvimentos mais consistentes dos quadrinhos.

 A qualidade de suas histórias eram tão grande que Wally acabou superando Barry Allen em popularidade. Para muitos fãs (incluindo eu), Wally é o melhor Flash de todos.





Agora como o status quo do personagem e o impacto que essa época teve para ele explicado, esse texto dará continuidade a retrospectiva falando de algumas das melhores do Wally West como Flash e o início de sua ascensão nesse herói que muitos conhecem e admiram.

 

Feliz Aniversário, Wally!



Leitura: Flash vol.2 nº01 e 02

As primeiras duas histórias já estabelecem o personagem principal, mostrando Wally West celebrando seu aniversário de 20 anos com seus amigos, os Titãs. No entanto, essa celebração acaba sendo interrompida por um telefonema de um hospital, que pede que Wally transporte  coração para um paciente, em Seatle, que precisa de um transplante.

O que parece uma tarefa simples, se torna uma corrida contra o tempo, com Wally não tendo que chegar a tempo para a operação do paciente, mas, no caminho, tendo que enfrentar Vandal Savage, um dos maiores vilões da DC.

Em duas edições, a trama estabelece quem Wally é como um protagonista  e seu conflito principal, encarando grandes desafios enquanto tentando preservar o legado do Flash. A história também dá um destaque para a namorada de Wally, Frances Kane (a meta humana Magenta), que o ajuda em sua aventura, mostrando como ele não precisa fazer tudo sozinho, mesmo sendo o Flash.

 

A trilogia de Chunk




Leitura: Flash vol.2 nº09 a 11

A fase de Wally como Flash não limitaria a personagens estabelecidos. Ele viria a conhecer novos aliados e inimigos. Um deles foi Chester Runk, também conhecido como Chunk. Nessa sua primeira aparição, ele é apresentado como um ladrão misterioso, capaz de  fazer objetos desaparecem.

Ao confronta-lo, Flash descobre que Chunk é um cientista possui um poder de transportar pessoas e objetos para uma outra dimensão, conhecida como Vazio. Wally acaba caindo nessa armadilha, indo parar nessa dimensão, onde ele tem que proteger um grupo de cientista de uma hora de criminosos, enquanto tenta encontrar uma forma de leva-los de volta para casa.

Além de ser uma divertida história de aventura, com conceitos sci-fy, o legal dessa trilogia é a resolução, com Wally convencendo Chunk a deixá-los ir. Ele também ajuda Chunk a encontrar um uso melhor para seus poderes, para garantir sua sobrevivência sem ferir inocentes. São momentos que demonstram a qualidade mais legal do Wally: Ele pode agir de forma impulsiva e imatura, mas possui um coração bom e uma personalidade amigável.

 

Encontro dos vilões



Leitura: Flash vol.2 nº19

Outro aspecto marcante das histórias do Wally era sua dinâmica com a Galeria. Diferente da rivalidade que tinham com Barry, a relação dos vilões com Wally tinha um certo respeito, apesar de suas lutas.

Como um primeiro exemplo dessa complexa relação, temos nessa lista  o “Encontro dos vilões”, onde Wally e Chunk acabam, devido uma armação do Trapaceiro, recebendo convites para uma festa do Capitão Frio. Ao invés de serem agressivos ou armar uma cilada para os heróis, os vilões acabam deixando o herói aproveitar a festa, criando um momento de diversão entre eles e seu adversário.

 

Velocidade mata



Leitura: Adventures of Superman nº463

Assim como seu tio, Wally também passaria por um teste de velocidade contra o homem de aço em pessoa, Superman. No contexto dessa história, a corrida é elaborada pelo Mxyzptlk, que determina que, para bani-lo de volta a 5ª dimensão, Superman terá que competir com Flash para determinar qual dos dois é o homem mais rápido do mundo.

Durante a história, é mostrado a insegurança do Wally, com ele se mostrando relutante em participar por não acreditar que seja capaz de vencer o Superman.  Ao final Wally consegue vencer o Superman, assumindo que o herói o deixou vencer. Só que Superman revela que Wally venceu de forma justa, tornando-o o primeiro Flash a ganhar uma corrida contra Superman.

 

 

Ninguém morre



Leitura: Flash vol.2 nº54

Sabemos que o Flash é poderoso quando está com seus pés no chão. Mas, o que acontece quando ele está em uma situação onde não tem pista para correr?

“Ninguém morre” explora essa questão, com sua trama tendo o Wally, durante uma viagem de avisão, impedindo um criminoso de sequestra o vice-presidente. No caos, uma aeromoça acaba sendo sugada por um buraco na cabine. Sem pensar duas vezes, Wally pulou atrás dela, conseguindo pega-la em pelo ar. Mas agora quem salva eles da queda fatal?

Sem dar spoiler, essa situação resulta em um dos momentos mais impressionantes do Flash de todos.

 

 

Nascido para Correr



Leitura: Flash vol.2 nº62 a 65

Embora caras como Mike Baron e William Messner-Loebs tenham feito um bom trabalho escrevendo as histórias do Flash até agora, o homem que viria a criar uma das melhores fases do personagem para os fãs seria Mark Waid.

Sua primeira história com o personagem foi o famoso “nascido para correr”, um arco de 4 partes que recontava a origem do Wally e seu primeiro ano como Kid Flash.

Apesar do básico da origem permanecer o mesmo (Wally sendo um fã do Flash que ganha os poderes em um acidente similar ao herói) Waid expande essa origem, acrescentando elementos novos para a história de Wally, como ele ser um jovem com uma relação dificil com seus pais, sua relação com sua tia Íris e, o mais importante, o crescimento do Wally de um jovem tentando escapar de sua vida problemática em casa, para aprender a confrontar seus problemas de frente.

 

Pista falsa/Derrote o tempo



Leitura: Flash vol.2 nº67 e 68

Mais um vilão que o Wally “herdou” do Barry foi o Abra Kadabra. Nas histórias originais, ele era simplesmente um viajante do tempo aspirante a mágico que foi para o passado, para conseguir fazer sucesso com seus truques imprudentes.

Ciente dessa origem, Mark Waid usou essa história de duas partes para acrescentar um pouco mais de dimensão para a decisão do Abra Kadabra: A trama dela envolve o Flash tendo mais um confronto com o “mágico do futuro”. Só que dessa vez ele recebe uma ajuda da Peregrina, uma espécie de policial do século LXIV, que veio buscar o Abra Kadabra.

Sendo transportado o junto, o Flash chega ao futuro e vê uma sociedade no meio de uma guerra entre uma sociedade controlada por um computador e os seguidores do Abra Kadabra, que defendem livre-arbítrio, fazendo Wally perceber que precisa salvar o Abra Kadabra de ser executado.

O ponto de apreciação é como Waid consegue dar motivações compreensíveis para o Kadabra fugir para o passado, sem torna-lo um vilão trágico e simpático. Ele continua sendo um egomaniaco perigoso. Até mesmo o  fato de de ter provocado uma rebelião contra a repressão do computador não traz interesse para o Kadabra. Apenas o fato que ele tem “fãs” para alimentar seu ego, o que o torna um perfeito contraste ao Flash e sua ideologia.

Waid também cria um dilema interesse para o Wally, visto que, apesar de buscar libertar o povo do futuro do controle do computador, ele reconhece que aquele sistema tinha sido criado pelos próprios humanos para manter a ordem na sociedade deles, fazendo questionar se liberta-los  é o correto ou um ato que levará esse povo ao caos.

 

O presente perfeito



Leitura: Flash vol.2 nº73

Nem toda história do Flash precisa envolver ele enfrentando vilões e tendo altas aventuras. Algumas de seus momentos emocionantes podem acontecer a partir de coisas bem mais simples do que imaginam.

Em “O presente perfeito”, por exemplo, a trama não envolve Flash salvando sua cidade ou mundo. É uma simples mas linda história de natal, mostrando Wally e Jay Garrick, aproveitando a data comemorativa para ajudar pessoas na cidade. O grande desafio surge quando eles encontram uma mulher grávida, preste a dar a luz, que estava tentando chegar ao seu marido, Joe, e impedi-lo de ajudar uns bandidos a roubarem uma loja.

Admito que alguns elementos dessa história podem parecer forçado (os nomes do casal serem Joe e Maria), mas ainda assim não tem como não se emocionar com Wally ajudando Joe a se reunir com sua esposa, com uma cena demonstra como qualquer um pode reconhecer seus erros e se redimir.

 

O Retorno de Barry Allen



Leitura: Flash vol.2 nº74 a 79

Confira a review completa

 

Sem tempo



Leitura: Flash vol.2 nº91

Como explicado antes, um dos maiores conflitos do Wally é a pressão de ser sucessor do Flash. Apesar de seu jeito descontraído, Wally se cobra para poder ser um herói tão bom quanto seu tio e ídolo. No entanto, como qualquer pessoa, cedo ou tarde, ele tem que confrontar seus erros e as consequências deles.

O momento dessa realização surgiu quando ele foi processado por uma mulher que teve seu rosto desfigurado em um acidente, um que Wally não pode evitar. Saber que falhou com um inocente deixa Wally tão abalado que, em um movimento desesperado, ele usa uma formula do herói Johnny Quick, para ampliar sua própria velocidade. Consequentemente, isso acaba prendendo o Flash num estado onde tudo está congelado no tempo.

Felizmente, o herói Max Mercúrio consegue entrar em contato com Wally, ensinando-lhe uma grande lição de humildade e a confrontar essa ansiedade.

 

Flashing back



Leitura: Flash vol.2 nº00

Durante o tempo em que escreveu o Flash, Mark Waid tinha plantando uma pequena sub-trama na narrativa, onde Wally tentava descobrir a identidade um homem misterioso, que, de acordo com o próprio, o ajudou na infância a se tornar esse rapaz otimista.

O mistério por trás de sua identidade ficava mais intrigante, conforme Wally começa a desconfiar de pessoas próximas como Jay e o Max, porém ambos acabavam negando.

Sua busca por respostas viria a ser concluída nessa revista onde Wally, após participar do evento Zero Hora, acabava voltando no tempo, para a época em que ainda era um garoto. Quando chega o momento em que sua versão do passado encontra com o homem que ele procurou, a reação do Flash é a mesma dos leitores: Pura surpresa e lágrimas de emoção, com o momento demonstrando como Wally cresceu a partir daquele momento no herói que conhecemos.

 

Velocidade Terminal



Leitura: Flash vol.2 nº92 a 100

Superman e Capitão Mar-Vell não foram os únicos heróis que tiveram histórias lidando com uma doença terminal. Wally veio a confrontar uma situação parecida quando ele voltou de aventura, onde ele rompeu a barreira do tempo. Por causa disso, a medida que ele usa sua velocidade, seu corpo começa, aos poucos, a se tornar pura energia, indicando que, cedo ou tarde, ele seria transportado para a Força de Aceleração (um campo de energia que concede o poder aos velocistas da DC), onde nunca mais poderia voltar.

Nesse cenário, Wally escolher se afastar da vida de herói seria recomendação. No entanto, isso se mostra impossível, pois, ao voltar ao sua época, Wally teve uma visão do futuro, indicando que sua amada Linda seria morta por agentes da Kobra (não são os vilões do G.I Joe), em um evento que destruiria Keystone City.

Nesse arco intenso, Wally reúne vários velocistas para ajuda-lo, não só conhecidos como Jay Garrick e Max Mercurio, como também a filha do Johnny Quick, Jesse, e o introduzido Impulso Allen, neto do Barry Allen, o Wally se tornando um mentor para o jovem velocistas.

No entanto, como toda boa história do Flash, Wally apesar de seus esforços para evitar essa visão perturbadora, no final é forçado a tomar uma medida arriscada para salvar Linda, resultando em um dos momentos mais icônicos do personagem em sua história nos quadrinhos.

 

Crescendo rápido



Leitura: Flash vol.2 annual 08

Enquanto “Nascido para correr” explorou o inicio do Wally como Kid Flash e sua entrada no mundo dos super heróis, “Crescendo rápido” explora seu inicio como o novo Flash.

Nessa história, narrada pelo próprio Wally para Linda, é revelado que não teve um bom começo como o Velocista Escarlate. Na época, Wally tinha um comportamento impulsivo,  cometia erros durante as lutas e não leva-la o manto a sério, acreditando que Barry ainda estava vivo. Ele ainda entra em atrito com Hal Jordan e Jay Garrick, quando estes tentam convencer o ex-Kid Flash a aceitar a morte de seu mentor.

É apenas quando vê Hal e Jay em apuros, em uma batalha contra o Doutor Alquimia, que Wally, percebendo que Barry não viria ao resgate deles, sai dessa desilusão e abraça a identidade de Flash, representando não só ele aceitando as responsabilidades que vem com o manto, mas seu crescimento de um garoto para um homem maduro.

 

Através do espelho escuro



Leitura: Flash vol.2 nº105

O Flash não foi o único morrer durante a Crise e ter seu manto assumido por um sucessor. Seu inimigo, o Mestre dos Espelhos, sofreu um destino semelhante. Sam Scudder também pereceu durante a Crise e seu traje e tecnologia foi assumido pelo mercenário escocês Evan Mcculloch, que, na minha opinião, foi a melhor versão do  vilão, com algumas das melhores histórias.

A primeira a ser citada nessa lista é “Através do espelho escuro”, onde o Flash acaba sendo transportado, pelo Mestre dos Espelhos, para o Mundo dos Espelhos. Para surpresa do velocista, o vilão diz ter feito isso para poder pedir sua ajuda em encontrar uma moça, que Mcculloch acredita ser uma cópia de uma namorada que faleceu.

Porém, quando Linda e Impulso conseguem localizar a moça, eles descobrem que ela é a namorada do Mestre dos Espelhos, tendo entregado ele para policia quando descobriu que era um criminoso. Antes que reagir, o vilão inicia seu plano mestre, prendendo o Impulso com Wally no Mundo dos Espelhos, enquanto ele vai atrás de sua ex, agora sendo protegida pela Linda.

Como deu para notar, comparado com Scudder (que era apenas um ladrão obcecado com desafios), Mcculloch é um sujeito bem mais perturbado, com a narrativa o usando para aborda assunto bem sensível sobre stalker e relações abusivas..

 

Hell to Pay



Leitura: Flash vol.2 nº127 a 129

Eu tenho um hábito de comparar o Flash com o Homem Aranha. Comparando os dois, eles tem muita coisa em comum (ex: Ambos são heróis confiantes e com senso de humor; Seus vilões costumam ser ladrões de banco fantasiados; Eles tem aliados com poderes parecidos, etc...). Uma semelhança interessante é que ambos tiveram histórias onde eles se encontram com o próprio demônio de seus universos. Enquanto Aranha teve seu encontro com o Mephisto no polêmico “Um dia a mais”, Flash confrontou o demônio Neron, na trilogia “Hell do pay”.

Nesse arco, Neron rouba as almas da Galeria, tornando seus corpos em zumbis super-poderosos, que começam a provocar o caos em Keystone City. Com os heróis não sendo capazes de derrotar esses cadáveres, Wally acaba sendo forçado pelo demônio a aceitar um acordo: Em troca do vilão devolver as almas da Galeria, Wally e Linda teriam abrir mão do amor que sentem um pelo outro.

A primeira vista, a trama pode soar como um protótipo do que a Marvel faria em Um dia a mais com o Aranha. Só que nesse caso, não os personagens são bem caracterizados e suas decisões fazem sentido (o motivo do Neron querer acabar com o relacionamento do Wally é bem mais sinistro e condiz com seu personagem), mas o roteiro usa esse contexto para explorar a relação do Wally com a Linda, mostrando a força do amor que um sente pelo outro, mesmo com Neron tentando separa-los. Eles estarem juntos não os torna fracos e entediantes, mas sim revela o melhor dos dois como indivíduos e como um casal.

 

 

Através do espelho



Leitura: Flash vol.2 nº133

Eis mais uma história onde o Mestre dos Espelhos rouba a cena (ou nesse caso o quadrinho). Dessa vez, o vilão escocês decide roubar o Banco Nacional de Keystone City. Para garantir que o Flash não interfira, ele prende a Linda Park em uma dimensão dos espelhos, dando Wally apenas 15 minutos para salva-la, enquanto tenta sobreviver as armadilhas que o Mestre dos Espelhos plantou em seu percurso.

O legal dessa edição é a arte do Paul Ryan, com o roteiro do Grant Morrison e o Mark Millar permitindo que ele crie umas cenas bem surreais, lembrando os fãs como as hqs do Flash podem ter momentos bizarros, mas ainda serem bem divertidas. O cenário também serve para colocar o Wally em uma situação que ele não pode resolver apenas com força e velocidade, tendo que recorrer a sua inteligência.

 

 

Ainda há vida na via rápida



Leitura: Flash vol.2 nº134

Wally pode ser o Flash principal da hq, mas isso significa que todas as edições tenham ele como protagonista. Em “Ainda há vida na via rápida”, esse papel é dado para o Jay Garrick, que faz uma visita ao seu velho inimigo, Clifford Davoe, no hospital. Aquele que fora antes Pensador agora é um homem com os dias contados por causa de um câncer. Ao invés de deixa-lo morrer, Jay sai em busca do capacete do Pensador, na esperança de que, uma vez com sua inteligência ampliada, Davoe possa encontrar uma cura para seu próprio câncer.

A busca de Jay resulta em uma reviravolta emocionante envolvendo o Pensador, com o ex-vilão, no final, sendo quem acaba ensinado uma lição para o Jay, sobre como humildade ajuda uma pessoa a se preparar para o futuro. Isso foi uma bela conclusão para um antagonista que não recebe tanta atenção.

 

O Flash Negro



Leitura: Flash vol.2 nº139 a 141

Até agora falei do Flash enfrentando vilões fantasiados, outros velocistas e o próprio demônio. Que oponente poderia elevar a escala de desafios?

Resposta: A própria morte.

Em 1998, a dupla do Grant Morrison e o Mark Millar fizeram essa trilogia onde o Flash aprende sobre a existência do Flash Negro, um avatar da morte encarregado de guiar os velocistas para a Força de Aceleração. Tendo escapado de lá uma vez, Wally acaba se tornando alvo dessa entidade mortal.

Em sua caça, o Flash Negro atinge Wally de forma bem emocional, “matando” Linda Park. Embora considere deixar sua cidade, Wally percebe que o Flash Negro não vai desistir de captura-lo, ameaçando colocar a vida de inocentes em perigo em sua busca.

Então essa trilogia constrói para um clímax simplesmente épico, com Wally confrontando essa “morte velocista” em corrida pelo tempo e espaço.

O final dessa história também marca um ponto de mudança para a vida de Wally, pois ele toma uma decisão que iria redefinir seus status quo pelos anos seguintes.

 

 

Futuro Relâmpago



Leitura: Flash vol.2 nº143 a 150

Apesar dos elogios que dou a Mark Waid nessa fase do Flash, nem todas suas ideias foram boas, pelo menos pra mim. Uma que tenho forte postura critica, foi a criação do Cobalto Azul, um vilão misterioso, que possuía habilidades místicas, assim como uma obsessão em eliminar o Flash e tudo que ele representa. Eventualmente, foi revelado que a identidade do vilão era Malcom Thawne, que dizia ser irmão gêmeo de Barry, nutrindo um ódio pelo Flash da Era Prata por esse ter tido uma vida que Malcom desejava para si. Ele também é ancestral de Eobard Thawne, o Flash Reverso, tornando a rivalidade dele com Barry uma rixa entre irmãos que se estendeu através dos séculos.

Apesar de eu ter achado o personagem clichê e com uma história confusa (era necessário dar um irmão malvado pro Barry?), uma coisa boa que veio da introdução odo Cobalto Azul foi  “Futuro Relâmpago”, uma grande saga, onde Wally lidera os outros velocistas em uma aventura pelo tempo, com eles tentando salvar os sucessores do Flash em épocas futuras, que estão sendo atacados pelos sucessores do Cobalto Azul, que deseja chegar ao século XXX e matar o Barry Allen, antes dele morrer na Crise.

Esse arco é um prato cheio de conceitos sci-fy e charme insano de histórias da Era de Prata, com participações de vários velocistas diferentes, tanto personagens novos quanto conhecidos de outras hqs, como a XS (prima do Bart Allen), os gêmeos tornado (filhos do Barry Allen) e John Fox (o Flash de 1 milhão).

Mas a aparição mais importante é o Barry Allen, que se reencontra com Wally West e o ajuda na batalha contra o Cobalto Azul. Esse team-up resulta em um dos momentos mais tocantes da saga, com Barry transmite um último ensinamento para seu sucessor.

Falando no Wally, sua presença não é ofuscada pelo enorme elenco de personagens. Toda essa saga envolve ele tentando ao máximo salvar seu mentor. Só que, no caminho, ele também comete vários erros que tem consequências que atinge sua confiança. Porém essas dúvidas contribuem para tornar ainda mais especial o ultimo capitulo desse arco, onde Wally supera essa ansiedade e realiza um grande ato heroico para salvar toda existência, não como uma cópia do Barry, mas sim como si mesmo e.

Isso é o que torna a fase do Mark Waid tão importante: Ele não teve Wally West apenas substituindo o Barry Allen como protagonista. Ele deixou Wally crescer como sua própria versão do herói e o mostrou aprendendo a valorizar sua própria identidade.

Então é isso! Quais são suas histórias favoritas do Flash da Era Pós-crise? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.