Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de Prata)

 


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Retrospectiva melhores histórias do Flash (Era de ouro)


No capítulo anterior dessa retrospectiva eu falei sobre as histórias do Jay Garrick e como ele foi o primeiro personagem a usar o título do Flash. No entanto, quando pensam no herói, a maioria tem em mente a figura do Barry Allen, o personagem que definiu a mitologia do flash que os fãs leitores conhecem hoje em dia.

Falar dele é interessante pois o personagem foi importante não só para as histórias do Flash, como dos quadrinhos de super heróis em geral, cujo gênero tinha perdido sua popularidade após a guerra, o que, combinado com a ascensão de hqs de horror, romance, sci-fy e outros gêneros, levou várias revistas de heróis a serem canceladas, incluindo as do Jay Garrick.

Por sorte, em 1956, o editor da DC, Julie Schwartz teve a ideia de tentar reviver o Flash nos quadrinhos. Só que não da forma como alguns esperam. Ao invés de continuarem a histórias do Jay Garrick, ele decidiu reinventar o personagem, mantendo seu titulo e poderes, mas agora com uma identidade secreta nova, novo visual e uma personalidade diferente.



Então, em outubro do mesmo ano, o roteirista Robert Kanigher e artista Carmine Infantino criaram o Barry Allen, marcando não só o retorno do Flash, como também de vários outros personagens, que também foram reinventados, marcando o início da Era de Prata.

Senão fosse por essa decisão, não teríamos versões populares de heróis como Flash e Lanterna, consequentemente nada de Liga da Justiça ou Quarteto Fantástico ou universo Marvel (que foram criados em resposta ao sucesso da DC).  Superman e Batman podem ser os pais do gênero de super herói, mas foi o Flash quem garantiu a sobrevivência e crescimento do gênero.


Sendo um personagem criado na Era de Prata, as histórias do Barry Allen mergulhavam nos conceitos sci-fy, com o protagonista se deparando com vários elementos bem surreias, como vilões com armas hi-tech, viajantes do tempo, aliens e gorilas falantes. Tudo tinha um clima bem campy, mas com uma inegável imaginação.

Portanto, nesse capitulo, irei listar algumas das histórias da Era de Prata do Flash e como elas construíam sua mitologia, seus personagens de suporte mais icônicos e alguns dos conceitos mais criativos (e viajados) das hqs.

 

 

 

Mistério do relâmpago humano



Leitura: Showcase nº04

A essa altura, a origem do Barry Allen é uma das histórias mais conhecidas pelos fãs.

Ele é apresentado como um cientista forense que, durante uma noite de tempestade, enquanto mexia numa estante, é atingido por um raio, que joga contra uns produtos químicos.

Ao despertar, Barry descobre que sua exposição as substâncias, combinada com a eletricidade, lhe concedeu super-velocidade.  Se inspirando nos quadrinhos do Flash da Era de Ouro, Barry adota o titulo do herói e passa a combater o crime em Central City, com seu primeiro caso envolvendo ele tentando capturar o Tartaruga, o homem mais lento do mundo.

Dá pra notar que essa primeira versão é bem mais simples comparada com a versão moderna, onde Barry tem todo luto pela perda de sua mãe e seu desejo de querer limpar o nome do pai. No entanto, isso não torna a origem do Barry ruim. Na verdade, quando se observa bem, o personagem é um perfeito avatar de nós, fãs, um leitor de quadrinhos que ganha a oportunidade de ser como seu herói.

Nem todo protagonista precisa de uma tragédia em sua backstory para ser interessante. Ter ele querendo fazer algo por inspiração já é uma abordagem nova e que quebra o paradigma das nossas expectativas.

Ter as revistas do Jay existindo no universo DC é também um metacomentário na criação do Barry, mostrando como o novo Flash surgiu por causa das histórias do antigo.  

 

O homem mais frio da Terra



Leitura: Showcase nº08

Não demorou para a DC começar a construir a galeria de vilões do velocista escarlate. Pouco tempo depois da origem do herói, foi publicada uma história onde ele confronta o primeiro de seus vilões mais populares, e um dos meus favoritos: O Capitão Frio.

Leonard Snart é introduzido como um assaltante que reconhece que a impossibilidade de executar seus planos devido a presença do Flash na cidade. Pensando em uma forma de contra-atacar a velocidade do herói, Snart decide invadir um laboratório e roubar um aparelho que acredita poder ajuda-lo. Essa invenção acaba sendo uma pistola congelante. Adotando sua identidade fantasiosa, o Capitão Frio começa sua onda de crimes, eventualmente tendo seu confronto com o Flash.

Embora as histórias na época não terem uma continuidade tão exigente, aprecio o detalhe da trama em ter a presença do Flash tendo um papel em levar Snart a se tornar o Capitão Frio, demonstrando como as ações do herói, apesar de ajudarem pessoas, também incentivam criminosos a evoluir e virar super vilões. Isso é um detalhe que viria a se repetir nas futuras histórias do velocista escarlate.

 

O mestre dos espelhos



Leitura: The Flash vol.1 nº105

Depois de algumas histórias publicadas na Showcase, o Flash finalmente veio a ter um novo titulo solo, apropriadamente, continuando do numero de onde a fase do Jay Garrick tinha terminado.

Como primeira aventura em sua revista solo, o velocista escarlate encarou outro vilão marcante, o Mestre do Espelhos. Ele era um vilão capaz de criar armas e invenções com base em espelhos e reflexos.

Criando a replica de um funcionário do banco, o vilão tenta roubar o dinheiro do local. No processo, ele acaba atraindo a atenção de Barry Allen, que descobre o esconderijo do vilão. Infelizmente, para derrota-lo, Flash tem que, antes sobreviver as várias armadilhas que o Mestre dos Espelhos plantou pela casa.

Tal como as histórias do Homem Aranha vs Mysterio, o legal desse confronto é o surrealismo, com o Flash sendo colocado diante desafios bem inesperados e absurdos, como sobreviver a um mosquito gigante. Tudo isso aumenta o suspense, fazendo o leitor questionar como o herói vai conseguir escapar dessas situações.

 

Ameaça do super gorila & Retorno do Super Gorila





Leitura: The Flash vol.1 nº106 e 107

Sem dúvida um dos vilões mais icônicos do Flash é o Gorila Grodd. É difícil pensar em uma imagem do Flash, sem que a primeira seja dele enfrentando o forte gorila nas ruas de Central City.

O primeiro encontro veio acontecer, quando Barry foi informado por um amigo que tinha um gorila a solta pela região. As coisas ficam estranhas quando o Flash se depara com um veículo futurista. 

A resposta por trás desses eventos logo  é dada a Barry por Solovar, um gorila inteligente e lider de uma civilização de super gorilas, que tinha sido escravizada por Grodd, após esse ter roubado o segredo da força mental de Solovar.

Com a ajuda de Solovar, Barry consegue chegar a Gorila City e derrotar Grodd. Porém, a popularidade do personagem foi tão grande, que ele retornou na edição seguinte, dessa vez se aliando uma civilização de homens pássaros para se vingar do Flash e dos gorilas.

As duas histórias são pura imaginação da Era de Prata, mas é isso que as tona tão divertidas de ler.

 

 

O desafio do Mago do Tempo



Leitura: The Flash vol.1 nº110

O Flash pode ser rápido o bastante para desarmar um bandido ou escapar de uma explosão. Mas como ele enfrentaria um fenômeno da natureza?

Esse é o desafio que o velocista encarou quando delgacias da policia se tornam alvos do Mago do Tempo, um criminoso com uma varinha que lhe permite controlar clima.

Não só essa edição tem várias cenas do Flash contra-atacando os desastres provocados pelo Mago, como também é um bom exemplo do lado detetive/cientista forense do herói, com Barry fazendo investigação para deduzir os passos do vilão.

 

Conheça Kid Flash & o desafio dos corvos escarlates



Leitura: The Flash vol.1 nº110 e 111

Além do Barry Allen, o outro Flash adorado pelos fãs (incluindo eu) é o Wally West, sobrinho da Íris West. Embora estejamos um pouco longe para falar de sua era como o velocista escarlate (aguardem até o capitulo dos anos 80), o personagem começou no elenco de suporte, sendo um jovem fã do Flash que foi introduzido ao Barry Allen por sua tia Íris. Sabendo da idolatria do menino por seu alter-ego, Barry apareceu para ele, como Flash, em seu laboratório. A conversa foi rolando e o herói contou sobre sua origem naquele lugar.

Por coincidência do destino, um raio acaba atingindo Wally e o jogando sob produtos, logicamente fazendo que o garoto também fosse vitima do mesmo acidente que deu poderes para Barry.

Como Wally possuía super velocidade, Flash assume um papel de mentor, ajudando-o a aprender suas habilidades, além de lhe conceder um uniforme, com Wally se tornando Kid Flash.

Diferente de outros sidekicks da época, as aparições do Kid Flash nas histórias do Flash eram ocasionais, com Wally tendo que retornar a sua cidade natal de Blue Valley, o que o deixava alguns momentos sem a presença do Barry para supervisiona-lo.

Essa ausência foi abordada na edição seguinte, cuja história secundária mostra o retorno de Wally a sua cidade, onde ele tenta ter uma vida normal e manter seus poderes em segredo. Porém, quando acontece um conflito entre duas gangues, Wally desobedece as ordens do Flash e usa seus poderes para impedir um incêndio.

É um momento que ajuda as duas as histórias a se complementarem, estabelecendo Wally como um jovem que admira o Flash que deseja atender suas expectativas, mas a ponto de ser dependente do herói, estando disposto a ir contra suas ordens caso julgue necessário. Esse dilema do Wally viria, no futuro, a se tornar um dos conflitos principais do personagem.

 

O mistério do Homem Elástico



Leitura: The Flash vol.1 nº112

Outro aliado que o Flash viria a ter em suas histórias seria Ralph Dibny, o Homem Elástico.

Como acontece em muitos primeiros encontros de super heróis, os dois não se conheceram nos melhores termos. Devido ao publico estar gostando do novo herói, Barry acaba sentindo certa inveja, achando que o borrachudo está tentando te substituir.

Quando Ralph acaba sendo incriminado por um crime que não cometeu, o ingênuo Flash acaba tentando captura-lo. Por sorte,  o velocista logo percebe seu erro e ele e Homem Elástico trabalham juntos para pegar os verdadeiros bandidos.

Ralph Dibny pode não ser um dos personagens mais interessantes da DC (pelo menos em minha opinião), mas seu primeiro encontro com o Flash serve pra expor como Barry está bem longe de ser um “senhor perfeito”, podendo ser levado por emoções, como inveja e ciúme, e cometer equívocos.

 

 

 

 

Aí vem o Capitão Bumerangue



Leitura: The Flash vol.1 nº117

Apesar de ser conhecido como um integrante do Esquadrão Suicida, Digger Harkness é também um dos vilões clássicos do Flash.

Vocês devem estar se perguntando como um cara que usa bumerangues pode competir com o homem mais rápido do mundo?

Isso é demonstrado em sua primeira aparição, onde Harkness cria sua identidade a pedido de uma companhia de brinquedos, agindo como seu mascote. Quando uma série de roubos começam acontecer em Central City, provocados por bumerangues, Flash, obviamente suspeita de Harkness. Mas o australiano rapidamente desvia suas suspeitas, dizendo que ele foi incriminado e que é apenas um coitado tentando manter emprego para cuidar de seus pais idosos.

A reviravolta de que Harkness está mentindo pode não ser vista como impactante pelos leitores, pois a história revela já do inicio que Harkness é um criminoso, mas a forma como ele engana Flash, apelando pra compaixão do herói, prova que ele é um vilão astutuo e sabe como manipular as pessoas (o que torna as experiências desagradáveis que ele passa no Esquadrão Suicida ainda mais merecedoras e engraçadas).

Não posso falar dessa história sem citar o clímax, onde o Capitão Bumerangue captura o Flash e tenta se livrar do herói usando um Bumerangue gigante, uma das cenas mais icônicas do personagem na Era de Prata.

 

O Trapaceiro contra ataca



Leitura: The Flash vol.1 nº121

Em muitas ocasiões James Jesse, o Trapaceiro acaba sendo confundido com o Coringa. Tirando uma semelhanças (ex: Ambos vilões tem senso de humor, ambos são tematizados em circo, ambos foram interpretados pelo Mark Hammil) a diferença é que Jesse não é um assassino sádico, e sim um ladrão brincalhão, que adora fazer os outros de bobo.

Essa atitude é mostra ao máximo em sua segunda aparição, onde o vilão faz mais uma fuga espetacular (leia-se bem absurda) da prisão. Ao invés de retormar seu hábito de assaltar aviões (sim, ele fazia isso), Jesse decide adotar uma tática bem diferente: Ele se aproveitaria dos momentos em que o Flash estivesse combatendo o crime, para roubar o dinheiro dos criminosos, tapeando não só o herói como também os foras-da-lei.

Além de demonstra o quão traiçoeiro o James Jesse é, não tendo problema em enganar outros criminosos como ele, essa edição dá uma amostra da dinâmica dele com o Flash, quando o Trapaceiro, após assumir que matou o Flash numa explosão, demonstra certo arrependimento por não ter mais o herói para desafia-lo (expondo como o que importa para o Jesse não é o dinheiro, mas sim o jogo).

 

Flash de dois mundos, Duplo perigo para Terra e A vingança do vilão imortal



Leitura: The Flash vol.1 nº123, 129,137

Como falei antes, o Jay Garrick teve suas histórias canceladas no final dos anos 40. Seu personagem estava no limbo, sendo referenciado nas hqs do Barry como um personagem de ficção que o protagonista se inspirou.

Isso viria mudar na importante história “Flash de dois mundos”, cuja trama envolve Barry, após vibrar seu corpo numa frequência diferente, sendo acidentalmente transportado para a Terra 2, um mundo paralelo que ocupa o mesmo espaço que sua Terra (chamada de Terra 1), só que vibra numa frequência diferente. Enquanto o mundo do Barry tinha ele como Flash, a Terra 2 era protegida por Jay Garrick, que agora já era um velho aposentado.

O crossover entre os Flashes prosseguiu com os dois velocistas se conhecendo, trocando informações (incluindo umas referências metas, como o fato do Jay ter se aposentado no mesmo ano em que sua revista foi cancelada) e trabalhando juntos derrotarem um trio de vilões do Flash da Era de Ouro (o Pensador, o Violinista e o Sombra).

O sucesso dessa edição foi imenso, sendo responsável não só por introduzir o conceito do multiverso na DC comics, como também levou a vários crossovers anuais entre os velocistas. No período em questão os dois mais importantes, em conjunto com Flash de Dois Mundos, foram Duplo perigo para Terra (onde Jay é quem visita a Terra do Barry e o ajuda a enfrentar o Capitão Frio e Trapaceiro) e  A vingança do vilão imortal (onde Barry e Jay libertam a Sociedade da Justiça do Vandal Savage, inspirando os heróis da Era de Ouro a também voltarem a ativa).

Essas três edições são uma perfeita continuação do desenvolvimento do Barry, com ele indo de um homem que admirava as histórias do Jay, para não só conhecer seu herói como inspira-lo a voltar a ativa, demonstrando como legado é uma temática presente nas histórias do Flash (lembre-se dessa frase).

 

Conquistadores do tempo



Leitura: The Flash vol.1 nº125

É claro que, sendo a Era de Prata, teríamos o Flash em aventuras envolvendo viagem no tempo. Dessas ocasiões, a mais épica foi  “Conquistadores do tempo”, onde o herói velocista e o Wally West descobrem que. Em um futuro distante, um grupo de invasores alienígenas fizeram uma alteração na linha do tempo no passado, para poderem vencer sua guerra contra humanidade.

Então a hq mostra os dois heróis tendo aventuras em épocas diferentes, com Wally viajando ao passado para consertar o dano provocado pelos invasores (no processo tendo que enfrentar uma criaturas bem bizarras) enquanto Barry viaja para o futuro, para impedir a invasão dos vilões.

Vale citar também que esse quadrinho marca a primeira aparição da Esteira Cósmica, um dispositivo que o Flash usava para poder viajar no tempo.

 

Condenação do Flash Espelho



Leitura: The Flash vol.1 nº126

Apesar do Mestre dos Espelhos ser um dos inimigos mais recorrentes do Flash desde a 105ª edição do seu título solo, foi nessa história onde o vilão demonstrou sua habilidade mais conhecida, de poder usar os espelhos para acessar outros locais e dimensões.

Seu primeiro uso desse poder acaba levando-o para uma dimensão alternativa, habitada por uma tribo de guerreiras telepáticas. Fascinadas pelos espelhos que o vilão carregava consigo, elas começam a venera-lo e realizam roubos por Central City.

N entanto, a ajuda delas acaba privando o Mestre dos Espelhos de sua paixão em cometer delitos e desafiar o Flash. Incapaz de fugir, ele acaba tendo que recorrer ao velocista escarlate para salva-lo.

Essa decisão do Mestre dos Espelhos dá um aspecto até profundo para uma história tão inocente, expondo o quão vazio é viver num mundo onde se obtem tudo que deseja sem desafio. O Mestre dos Espelhos pode ser um ladrão , mas ele não rouba por dinheiro, e sim pela emoção de elaborar planos ousados e encarar figuras como o Flash e a lei. O crime é mais uma arte do que um trabalho (algo que viria a ser mostrado em vários outros vilões do Flash).

 

Reino do super gorila



Leitura: The Flash vol.1 nº127

Além de um desafio físico, Grodd também representa um desafio mental para o Flash. Não me refiro apenas em questão de inteligência. O macacão também possui poder de ler e manipular pensamentos, o que, muitas vezes, ele tentou usar para subjulgar Gorila City e os humanos.

Uma das ocasiões onde Grodd chegou bem perto de antigir seu objetivo foi quando esse se apaixonou por Boka, noiva de Solovar. Tomado por inveja, o vilão gorila cria uma aura de energia que faz todos a sua volta passarem a idolatra-lo.

Tendo controle de Gorilla City e Boka sendo sua rainha, Grodd , não satisfeito com sua conquista, vai para Central City, tomando controle de todos os cidadãos, exceto o Flash, que é forçado a deixar sua cidade para encontrar uma forma de derrotar Grodd.

Diferente de suas aparições anteriores, essa história demonstra o nível de ameaça que Grodd representa para o Flash, com sua cidade (e Gorila City) sempre estando em risco.

 

O caso do Flash que desapareceu



Leitura: The Flash vol.1 nº128

Se Grodd é movido por desejo de conquista e os membros da Galeria são motivados por sua paixão por roubar, Abra Kadabra tem como motivação o simples desejo por atenção e aplausos (principalmente esse último).

Ele é introduzido sendo um aspirante a mágico no século LXIV. Roubando um dispositivo de viagem no tempo, Abra Kadabra viaja para o passado, buscando conquistar adoração do público com suas invenções. Infelizmente, ao chegar na época, o mago futurista acaba tendo seus planos interrompidos outros eventos.

Sendo um narcisista que não aceita ser ignorado, ele passa a cometer crimes na cidade, desafiando o Flash a participar de seus “espetáculos”.

Essa obsessão do Kadabra contribui para torna-lo um antagonista com muito carisma e uma motivação relacionável. Dificil não rir de suas reações ao saber que o publico prefere ver o Flash em ação do que assistir seu show (uma atitude compreensível para pessoas que vivem num mundo de super heróis).

 

A ameaça do Flash-Reverso



Leitura: The Flash vol.1 nº139

Pouco depois da introdução do Abra Kadabra, o Flash viria a enfrentar outro viajante do tempo, e com certeza, o maior antagonista de toda sua história: Eobard Thawne, o Flash Reverso (também conhecido como Professor Zoom).

Os dois rivais tiveram seu primeiro encontro quando o velocista escarlate viajou ao século XXV, para tentar impedir que um relógio, dentro de uma capsula do tempo, entrasse em combustão, provocando uma explosão atômica (lógica da Era de Prata). Sua busca fica complicada quando a capsula é roubada por um criminoso com poderes similares aos dele, mas com roupas com cores invertidas. Esse ladrão é Eobard Thawne, um homem que usou o uniforme velho do Flash (que ele deixou na capsula) e recriou seus poderes, usando-os para seu ganho pessoal ao invés de ajudar os inocentes.

Com o charme criativo da Era de Prata, o clímax é um duelo épico, em super velocidade, entre o Flash e o Flash Reverso, dando aos leitores uma amostra do que os combates entre os dois viriam a se tornar.

               

O golpe de mestre do Mestre dos Espelhos



Leitura: The Flash vol.1 nº146

Algo raro de se ver hoje em dia são dramas envolvendo as identidades secretas de heróis. Em muitos casos, suas identidades já são conhecimento dos personagens envolvidos na história, não tendo necessidade deles se esconderem. Isso me incomoda, pois o esforço do herói em manter seus poderes em segredo pode ser usado para criar uma situações tanto cômicas quanto dramáticas, dependendo do contexto.

Em “O golpe de mestre do Mestre dos Espelhos”, temos um perfeito exemplo disso quando Barry é forçado pela Íris a participar de um curso de como ser um homem de sucesso. Por coincidência, Barry acaba percebendo que um de seus colegas é ninguém menos que Sam Scudder, o Mestre dos Espelhos.

Se aproveitando de um momento, o vilão coloca todos na sala em transe, e começa a falar sobre sua última luta contra o Flash, quando ele quase derrotou o herói, trocando suas pernas pelas dele.

Assim temos uma história dentro de outra, com o tom das duas sendo completos opostos. Por um lado temos a história narrada pelo Mestre dos Espelhos, com um tom bem cômico e umas ideias bem criativas (ex: o Flash não poder usar suas pernas e ter que perseguir o vilão usando as mãos). Já, no outro, temos a situação tensa do Barry no curso, tentando quebrar o transe que o vilão impôs sobre ele e derrota-lo sem revelar seu segredo.

 

Nosso inimigo, o Flash



Leitura: The Flash vol.1 nº147

Um personagem a ter um arco de redenção nessa época foi Albert “Al” Desmond, o ex-Doutor Alquima/Senhor Elemento. Ele pode ter começado como um criminoso com poder de alterar moléculas de objetos, mas foi logo revelado que ele era apenas um homem doente, com vicio por furtos. Com a ajuda do Flash e sua esposa Rita, ele conseguiu receber um tratamento para sua instabilidade mental e se aposentar.

No entanto, sua tentativa de reconstruir vida logo passaria por um grande obstáculo quando Al é manipulado pelo Flash Reverso a cometer roubos, com intuito de ajuda-lo a voltar para o futuro.

Esse quadrinho não só demonstra o quão desprezível o Flash Reverso é, não tendo hesitação em se aproveitar de outros para seus próprios fins, como também sua atitude em relação ao Desmond é contraposta pelo Barry, que tenta ajudá-lo a se redimir.

 

O desafio dos super vilões



Leitura: The Flash vol.1 nº155

Os vilões do Flash já são legais como indivíduos. Mas, como um grupo, eles são icônicos.

Embora team-ups entre eles não fossem novidade nenhuma, “O desafio dos super vilões” marca o  mais importante de todos. Nela, 6 inimigos do Flash (Capitão Frio, Onda Térmica, Mestre dos Espelhos, Flautista, Capitão Bumerangue e Peão)  se encontraram após fugirem da prisão, e decidem unir suas forças contra o  velocista escarlate.

Para complicar as coisas, Flash, ao tentar enfrenta-los, sente uma energia em volta deles que enfraquece sua velocidade, indicando que aquele confronto pode estar sendo manipulado por uma figura desconhecia.

Ter o Flash enfrentando todos esses vilões sozinho já coloca a história no top das melhores histórias do Flash, porém ela consegue ser mais importante por marcar a origem da Galeria, um dos melhores grupos de vilões das hqs. Eles podem ser antagonistas, porém as histórias conseguem fazer o leitor se importar com eles e até, de vez em quando, torcer para os vilões terem sucesso em seus esquemas.

É bem fácil de entender porque muitos fãs (incluindo eu) até hoje espera um filme do Flash estreando esse grupo e a frustração com a DC ter falhado em entregar uma adaptação dessa história.

 

Muitos noivos



Leitura: The Flash vol.1 nº165

Um detalhe curioso do Barry Allen é que ele foi um dos raros exemplos de um super herói que conseguiu se casar com seu grande amor, Iris West, e permaneceram nesse status por um bom tempo.

Enquanto os dois já foram introduzidos como noivos, eles logo decidiram oficializar a união numa festa de casamento; Porém, sendo hqs, claro que nada iria sair de acordo com o plano.

Na véspera da cerimônia, o Flash Reverso, usa um dispositivo para escapar de sua prisão, no futuro, colocando Barry em seu lugar. Com seu inimigo fora da jogada, Thawne assume a identidade dele e decide se aproveitar da ocasião para se casar com a Íris.

Essa seria a primeira vez, e, infelizmente, a não última, situação em que o Flash Reverso rouba a identidade do Barry, começando a demonstrar sua obsessão doentia em querer ter a vida do velocista.

 

O estupendo triunfo dos 6 super vilões



Leitura: The Flash vol.1 nº174

A Galeria podem ser apenas ladrões de bancos, mas não significa que eles não envolvam com os elementos viajados das histórias do Flash.

Um desses casos veio acontecer quando o Mestre dos Espelho conseguiu a um universo paralelo, onde ele era um herói e o Flash um criminoso. Manipulando essa versão maligna do velocista escarlate, Scudder observou o confronto dele contra sua versão heroica, que terminou com a vitória desse último.

Suspeitando que o Flash de sua realidade cometeria o mesmo erro em batalha que aquela versão, o Mestre dos Espelho reúne a Galeria para executarem um novo roubo e atraírem o Flash a uma armadilha.

Ao mesmo tempo em que o Flash tem que enfrentar seus inimigos nesse conflito difícil, ele também encara uma questão importante, se deve revelar para Íris, agora sua esposa, sua identidade secreta.

 

Corrida até o fim do universo



Leitura: The Flash vol.1 nº175

Seria um crime contra a comunidade nerd e fãs de cultura pop falar do Flash na Era de Prata sem comentar as corridas do Flash com o Superman, onde escritores colocavam os heróis nessas disputas para decidir qual dos dois era o mais rápido.

Enquanto a corrida mais icônica da época seja “Superman corre com Flash” (publicada em Superman vol.1 nº199), minha disputa favorita entre os dois é a “Corrida até o fim do universo”.

Dessa vez os dos heróis são forçados a participar de uma competição por exigência de Rokk e Sorban, dois apostadores alienígenas, que tinham imobilizado os membros da Liga da Justiça e tomaram Metrópolis e Central City como refém. Se os heróis se recusarem a participar do jogo, duas cidades serão destruídas. Porém, se um deles ganhar a corrida, só uma cidade será salva enquanto a outra será destruída. O que antes era apenas uma disputa amigável entre heróis pra eventos de caridade é um dilema moral, com vidas inocentes em risco.

Para elevar as coisas para o próximo nível, os aliens determinam que a pista será a galáxia, dando ao Flash uma “aura especial” que permite ele correr pelo espaço. É uma história puramente Era de Prata. É estranha, tem momentos bem surreais, mas tem muita imaginação, e isso que a torna uma das minhas favoritas a ser citada nessa lista.

Então é isso! Quais são suas histórias favoritas do Flash da Era de prata? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.