Confiram também:
Retrospectiva das melhores histórias do Gavião Negro & Mulher Gavião (Parte 1 - Era de Ouro)
Retrospectiva Melhores histórias do Gavião Negro & Mulher Gavião (Parte 3 - Era de Bronze)
Retrospectiva Melhores histórias do Gavião Negro & Mulher Gavião (Parte 4 - Era Pós-Crise)
Retrospectiva Melhorias histórias do Gavião Negro & Mulher Gavião (Parte 5 - Era Geoff Johns)
Nem todos os períodos
falados nessas retrospectivas são populares e com boas histórias. As vezes elas
abordam os períodos mais difíceis dos personagens. Nesse capitulo, irei abordar
um dos períodos mais controversos dos Gaviões, que foram os Novos 52.
Para aqueles que não sabem, os Novos 52 foram um reinicio que a DC Comics em sua continuidade, após a história Ponto de Ignição ter o Flash mexendo com a linha do tempo. A ideia era criar versões mais modernas dos personagens e novos pontos de partida para os leitores.
Embora tenham tido
algumas hqs boas, como Action Comics de Grant Morrison e Aquaman do Geoff
Johns, os Novos 52 acabaram sendo bem criticados pela alterações feitas a
mitologia de personagens, as caracterizações e a qualidade das histórias, que
pareciam focar mais em cenas de ação, visuais exagerados e momentos sombrios.
Os Gaviões acabaram sendo vítimas desse tratamento. Enquanto a Mulher Gavião só teve aparição em apenas um arco (que irei falar abaixo), o Gavião Negro passou a ser um “Wolverine 2.0”, um herói bruto e violento, poucas vezes as outras qualidades que o tornavam um personagem interessante. Tinha também o fato que história perdiam tempo demais em cenas de ação e introdução de conceitos, que o personagem acaba sendo um coadjuvante em sua própria revista. Ele apenas estava lá pra ser uma imagem ao invés de um protagonistas que os leitores pudessem se conectar.
Dito essa crítica a
esse período, não significa que não tiveram umas histórias que eu recomendaria
para interessados. Apesar de não serem espetaculares, algumas histórias eram
razoáveis e com umas ideias interessantes para o Gavião e sua mitologia que
poderiam ter sido mais exploradas.
Esse texto irá falar
sobre algumas dessas histórias...
Ascensão
da escuridão
Leitura:
Savage Hawkman nº01 a
07(2011/2012)
O primeiro arco do
Gavião Negro, escrito por Tony S. Daniel, introduz a nova versão de Carter Hall
como um criptologia que, secretamente, é o misterioso Gavião Negro, uma
identidade que ele adotou um ano atrás, após ter entrado em contado com o metal
enésio, um minério espacial que se fundiu ao seu corpo.
Ao ajudar um grupo
decifrarem um estranho artefato, Carter e seus companheiros acabam libertando um
monstro que rouba parte de seu Metal enésio. Apesar de conseguir derrota-lo, o
Gavião logo descobre que o despertar do monstro era parte de um esquema maior,
organizado por uma versão sombria do Cavalheiro Fantasma, para despertar um
exército de zumbis.
Enquanto a trama é bem
básica, o arco vale a pena pela arte de Phillip Dan, que cria várias cenas de
ação bem dinâmicas e visuais incríveis para os personagens, principalmente o
Gavião Negro.
Gavião
Negro Procurado
Leitura:
Savage Hawkman nº 11 a 12, 0 e 13 a 16 (2012/2013), Green Arrow vol.5 nº14
(2013) e Deathstroke vol.2 nº14 (2013)
A princípio, as
histórias do Gavião, pareciam indicar que a versão dos novos 52 seria algo mais
próximo da Era de Ouro e Era Johns, com Carter Hall sendo apenas um humano que
combatia o crime com artefatos alienígenas.
Entretanto, quando Tony
S. Daniel saiu da direção da revista, a DC logo dedicou um arco para retconizar
isso, com Carter passa a ser caçado pelos thanagarianos, liderados pela Shayera
Tol (em sua primeira aparição nos Novos 52). A presença deles leva o despertar
de memórias apagadas do Gavião Negro e a revelação de seu passado: Ele é na
verdade Katar Hol, um guerreiro thanagariano e amante da Shayera, que passou a
caça-lo, quando ele foi incriminado pelo assassinato do irmão da thanagariana,
Corsar.
Apesar de algumas
contradições com histórias passadas e uns desenvolvimento corridos de alguns
personagens, ela se tornar bem divertida, com um tom de suspense de “filme de
perseguição” e apresenta uma backstory interessante para o passado de Katar e
os Thanagarianos que poderia ter sido mais explorado.
A
reunião & A torre do Destino
Leitura:
Earth
2 nº01 a 12 (2012/2013)
Além das revistas se
passando na continuidade principal, a DC comics, na época, também tinha Terra
2, uma série de hqs que se passando em uma realidade paralela ao universo
principal. Nessa continuidade alternativa, a Liga da Justiça nunca foi formada,
com os únicos heróis, a trindade, perdendo suas vidas para impedir uma invasão
de Darkseid. 5 anos depois desse evento, uma nova geração de heróis (composta
por figuras como Jay Garrick e Alan Scott) começam a surgir para salvar o mundo
de uma nova ameaça.
Entre esses heróis está
Kendra Saunders, que, nessa versão, é reimaginada como uma arqueóloga. Ao lado
de seu parceiro, Khalid Ben-Hassin, Kendra veio a se tornar uma meta-humana
quando, durante uma expedição a uma tumba egípcia, ela ganhou um par de asas de
uma força misteriosa (que também guiou Khalid até o elmo de Nabu, tornando-o no
novo Doutor Destino).
Depois de passarem um
tempo sendo forçados a trabalhar para a Polícia Mundial, os dois conseguiram
fugir. Ciente de que o mundo corria perigo, Kendra passou a viajar pelo mundo,
procurando outros meta-humanos que pudessem auxila-la.
Essa função serviu para
dar um excelente destaque para a Kendra, que não só ganha um dos melhores
visuais, como também assume o papel de quase-mentora para essa nova geração,
auxiliando-os a reconhecerem seu potencial para ser uma nova equipe de heróis.
Uma pena que a
personagem acaba sendo deixada de lado, conforme os roteiristas foram mudando o
foco para outros personagens, com Kendra da Terra 2 tendo seu potencial
ignorado.
A
morte do Gavião Negro
Leitura:
Death
of Hawkman nº01 a 06 (2017)
O final dos Novos 52 e início
do Renascimento pode ter sido um reinicio promissor para muitos personagens
como Superman, Arqueiro Verde e Mulher Maravilha, mas, para o Gavião foi o seu
fim. Ao invés de tentarem lançar uma nova hq, DC decidiu matar o herói alado em
uma minissérie, intitulada apropriadamente “A morte do Gavião Negro”. O foco
dela é um team-up de Katar com seu aliado clássico, Adam Strange, com os dois
investigando um esquema, armado pelo tirano Despero, para provocar uma guerra
entre Rann e Thanagar.
Embora a história
termine com o Gavião se sacrificando para derrotar Despero, não tem como negar
que DC soube dar um grand finale pro personagem, mostrando Katar e Adam saindo
em uma aventura bem estilo buddy-cop, explorando a dinâmica dos dois heróis
opostos (Katar é impulsivo e violento enquanto Adam é astuto e analítico) e
fazendo o publico se interessar por eles, dando um impacto maior ao sacrifício
que eles realizam para salvar seus mundos.
O Gavião pode não ter
tido as melhores histórias na época dos Novos 52, mas ele soube deixar uma
grande marca no final.
Então é isso! Quais são suas histórias favoritas dos Gaviões dos Novos 52? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.





