Confiram também:
Retrospectiva das melhores histórias do Gavião Negro & Mulher Gavião (Parte 1 - Era de Ouro)
Retrospectiva Melhores histórias do Gavião Negro & Mulher Gavião (Parte 3 - Era de Bronze)
Apesar de eu ter me
referido aos Gaviões como personagens com uma cronologia bem bagunçada, até
agora suas histórias seguiram uma direção bem coerente, com as história da
Terra 1 (a cronologia principal) focando nos thanagarianos Katar Hol e Shayera,
enquanto as histórias situadas na Terra 2 ocasionalmente davam foco nos
terráqueos Carter Hall e Shiera.
As duas versões tinham histórias diferentes, mas era fácil dizer a cronologia de cada um deles.
Então por que muita
gente, incluindo os próprios editores da DC, considerarem o personagem confuso?
A maioria das causas
começaram na metade dos anos 80, quando a DC comics realizou um reboot em sua
cronologia, após a Crise das Infinitas Terras, marcando um recomeço para vários
personagens.
Acontece que a revista dos Gaviões da época (A guerra da sombra do Gavião Negro) não tinha completado sua fase, concluindo no inicio da continuidade pós-crise.
Ao invés de encerrar
a história e recomeçar a histórias dos Gaviões do zero, DC deu uma sequência a
hq, com os personagens tendo aparições em outras hqs do universo pós-crise.
Então podemos assumir
que a histórias dos Gaviões continuou a mesma que da pré-crise?
Essa era ideia...até
1989, quando o roteirista Tim Truman, em parceria com o artista Enrique
Alcatena, escreveu Hawkworld. Essa foi uma minissérie que apresentou uma versão
mais moderna da origem dos Gaviões, explorando suas vidas em Thanagar e o
inicio de sua parceira, antes de virem para a Terra.
Essa hq foi um sucesso
de critica e vendas, levando a DC a publicar uma sequência, focando nas
aventuras dos Gaviões na Terra.
Como Katar e Shayera já
eram personagens estabelecidos, é claro que a DC teria o Hawkworld sendo uma
prequel para as aparições dos Gaviões nas outras revistas, certo?
Ao invés de fazerem o obvio, DC decidiu que os eventos de Hawkworld iram se passar no tempo presente.
Claro, isso criou furos na cronologia. Se os Gaviões só tinham chegado na Terra
e eram heróis novos, então como explicar o Katar Hol e Shayera nas histórias
pré- Hawkworld, que tinham relações com os outros heróis da DC?
O resultado foram várias histórias sendo descanonizadas e retcons na mitologia dos Gaviões (ex: O Katar Hol e Shayera que vimos antes de 1989 foram revelado sendo impostores, que roubaram a identidade dos Gaviões originais). Foram tantas mudanças que a própria editora passou a considerar o casal (em particular o Gavião Negro) radioativos, com autores evitando tocar nele por um período.
A parte triste disso tudo é que mudanças acabam
interferindo justo em revistas que tinham histórias muito boas dos Gaviões,
seja a versão inalterada da pré-crise ou a modernizada pelo Hawkworld.
Com base nisso, nesse
capitulo irei falar de algumas das melhores histórias desse período complicado
dos Gaviões e o potencial que a DC acabou abrindo mão, com suas decisões
imprudentes.
Segredos,
sombras e pecadores
Leitura:
Hawkman vol.2 nº01 a 03 (1986)
Conforme visto no capítulo
anterior, “Guerra das sombras do Gavião Negro” foi sobre Katar e Shayera
enfrentando um grupo de thanagarianos que tinham se infiltrado na Terra. Embora
tenham sido vitoriosos, alguns dos vilões conseguiram escapar e, com a ajuda do
agente deles, o Ladrão das Sombras, começaram a preparar a Terra para uma
futura invasão.
Um detalhe daquela
história que eu não citei foi que, uma das baixas no confronto dos Gaviões com
os Thanagarianos foi Mavis Trent, uma amiga de Katar e Shayera, que acabou
sendo morta pelos invasores.
Enquanto a história
teve um impacto no casal, essa trilogia revela que mais uma pessoa afetada por
sua morte foi Joe Tracy, um repórter que estava apaixonado por Mavis. Culpando os Gaviões pela morte da amada, ele
expôs a identidade deles no jornal, virando o público contra os heróis.
Apesar de ter sido
descanonizada, essa trilogia passa a sensação de uma evolução natural das
histórias dos Gaviões, com eles encarando a sensação de solidão, tendo que
encarar rejeição tanto de seu mundo natal quanto adotivo, enquanto tentam
impedir que esse último seja dominado por seu povo.
Porém, a história tá
longe de ser deprimente, pois temos o retorno de aliados clássicos dos Gaviões,
que ajudam o casal a perceber que, mesmo com os problemas em suas vidas, eles
ainda tem amigos que acreditam e lhes dão suporte.
Esse detalhe cria um
contraste perfeito com o Ladrão das Sombras, cuja derrota no final demonstra o
destino que aguarda aqueles que estão disposto a vender outros por poder e
privilégios.
Um leão na rua
Leitura:
Hawkman vol.2 nº06 (1987)
Após
3 de décadas de evolução, finalmente chegamos no periodo onde Shayera começa a
se destacar como a heroína independente que os fãs conhecem atualmente, com
várias histórias mostrando-a assumindo o papel de protagonista.
O
primeiro exemplo a ser citado nessa lista é “Um leão na rua”, onde o Gavião
Negro acaba sendo ferido em uma luta contra o descontrolado Lion Mane. Com seu
marido no hospital, Shayera é quem assume o papel de impedir o vilão selvagem,
marcando o momento onde ela oficialmente sai da sombra de Katar, provocando ser
uma heroína tão capaz quanto ele, ou até melhor.
Hawkworld
Leitura: Hawkworld vol.1 nº01 a 03 (1989)
Predadores
Leitura:
Hawkworld. Vol.2 nº01 (1990)
No
primeiro volume Hawkworld, o roteiro explorou a divisão de classes dos
thanagarianos. Enquanto os ricos e poderosos eram mostrados vivendo nas Torres
Altas (cidadelas flutuantes) os forasteiros e sem asas (Thanagarianos que não
desenvolveram suas asas ou tiveram elas removidas) que vivem na Zona Baixa
(comunidades e casas precárias na superfície do planeta). O próprio Katar Hol
tem seu arco envolvendo ele indo de um filho privilegiado que desenvolve
consciência quanto as injustiças cometidas pelo sistema contra os pobres. Era
uma clara critica a situações como elitismo e abuso de poder, com o sistema de
thanagar sendo mostrado como imperfeito, favorizando apenas os ricos, enquanto
os pobres são levados a cometer crime para sobreviver.
Porém,
já na primeira edição do segundo volume, Tim Truman (agora em parceria com John
Ostrander) explora uma área cinza nesse dilema, com a trama mostrando Katar e
Shayera, enquanto investigando um cartel criminoso em Thanagar, descobrem que
um antigo amigo deles Hommy, os traiu e se aliou aos criminosos. Os dois
gaviões reagem de forma opostas a essa situação, com Katar tentando demonstrar
compaixão pelo seu antigo companheiro, enquanto Shayera se mantém profissional
e busca puni-lo.
Em
poucas páginas, Truman e Ostrander conseguem não só estabelecer a diferentes
personalidades dessas novas versões dos Gaviões (assim como a grande diferença da
dinâmica deles para o casal idealizado da pré-crise), mas dar uma complexidade
para o confronto de classes em Thanagar, mostrando que nem todos da Zona Baixa
são vitimas. Alguns são indivíduos cruéis que não se importam em usar o
desespero de outros de sua comunidade para atingir seus fins.
Surge...Gavião Negro!
Leitura:
Hawkworld. Vol.2 nº02 e 03 (1990)
Enquanto
o volume 1 e a primeira edição de Hawkwolrd estabeleceram os Gaviões e suas
vidas em Thanagar, a segunda edição reconta o dia em que eles vieram para
Terra, com a missão de capturar Byrth.
Nessas
duas edições, temos uma versão modernizada da origem dos Gaviões, com algumas
diferenças. Pra começar, enquanto na pré-crise, eles adotam identidades
humanas, esse não foi o caso nessa continuidade, onde Thanagar tinha uma
embaixada na Terra, com os Gaviões sendo figuras conhecidas e representantes de
seu planeta.
Mas,
a mudança mais importante é o fato dos Gaviões não terem o absorbacron (o
aparelho que permitia eles aprenderem instantaneamente sobre a Terra e sua
cultura). Como consequência, tanto Katar quanto Shayera chegam no planeta sem
conhecimento de leis e costumes, resultam neles cometendo erros em seu primeiro
dia, como executando um dos capangas de Byth sem julgamento ou autoridade.
A
parte interessante é que a história aproveita da ingenuidade dos Gaviões para
faze-los discutir sobre suas criticas quanto as leis dos terráqueos, revelando
como essa dupla de thanagarianos ainda não possuem os mesmo valores que os
heróis da Terra, porque eles foram criados numa sociedade que vivia sob um
regime, onde o estado tinha poder sobre o povo.
Parceiros
Leitura:
Hawkworld. Vol.2 nº04 (1990)
Durante
sua estadia na Terra, enquanto Katar Hol foi se interessando pela história dos
terráqueos e aprendendo sobre eles, Shayera se mostrou mais resistente. Ao
contrário de Katar e seu idealismo, Shayera teve uma infância difícil, tendo
sido uma jovem da Zona Baixa que foi adotada por um rico, um ato que ele fez
por causa da similaridade da garota com sua falecida filha. Isso tornou Shayera
uma moça que busca atender a expectativas de seus superiores e provar seu
valor, o que não é fácil com quando está em um mundo que contraria sua visão do
mundo.
Seu
ponto de mudança veio quando Shayera foi escolhida para acompanhar os policiais
de Midway City em patrulhas e aprender sobre seus procedimentos. Isso a levou a
conhecer e se socializar com os oficiais, principalmente Verzel Jones, com quem
Shayera desenvolve uma paixão, sendo inspirada a se abrir com as pessoas e
virar uma protetora (algo representado no clímax, onde a heróina salva
inocentes de um incêndio).
Não
posso confirmar, mas dá pra notar que esse arco da Shayera pode ter sido uma
influência para o desenvolvimento da personagem no desenho da Liga da Justiça,
com ela indo de uma guerreira obediente para se conectar com a humanidade e seu
mundo.
Guerra das sombras
Leitura:
Hawkworld. Vol.2 nº05 e 06 (1990)
Assim
como os Gaviões ganharam versões modernas na continuidade pós-crise, o mesmo
veio acontecer com seu clássico inimigo, o Ladrão das Sombras.
Nessa
nova versão do primeiro conflito dos dois, Carl Sands era um ladrão, mestre em
stealth, que recebeu sua tecnologia de Byth, que o contratou para invadir e
assumir o controle da nave mãe dos Gaviões.
Em
um formato bem similar ao “Alien-Oitavo Passageiro” a história envolve o Katar
tendo que confrontar a sombra viva em sua nave, com o cenário dando aquele
clima bem claustrofóbico e cheio de suspense.
Para
complicar ainda mais as coisas, enquanto Katar e Sands se enfrentam dentro da
nave, Shayera tem sua própria sub-trama, envolvendo ela tendo que enfrentar,
sozinha uma nave de contrabandistas especiais.
Um Gavião Negro de dois mundos
Leitura: Hawkworld annual 1 (1990)
Uma
mudança significativa que aconteceu na linha do tempo da DC pós-crise foi com
os integrantes da Sociedade da Justiça, que passaram a ser heróis veteranos,
que lutaram na época da Segunda Guerra. Por serem integrantes da equipe, essa
alteração também se aplicou aos Gaviões da Era de Ouro, Carter e Shiera Hall.
Essa
foi ideia permitiu as duas duplas de Gaviões existirem na mesma continuidade.
Todavia sua execução não veio sem alguns furos: Como Hawkworld estabeleceu toda
uma mitologia dos thanagarianos e sua conexão com o simbolo dos Gaviões e a
anti-gravidade, como foi que dois terráqueos conseguiram obter isso na Terra?
Essa
é a pergunta que Katar Hol trouxe a tona nesse primeiro annual, quando ele
descobre sobre a existência do Gavião Negro da Era de Ouro.
Sua
duvida vem a ser respondida, quando o Violinista captura Wally West, o Flash, e
o usa para abrir uma fenda e fugir para o passado, onde planeja matar seu velho
inimigo, Jay Garrick, o Flash original.
Perseguindo
o vilão, os Gaviões de Thanagar chegam aos anos 40, onde conhecem os Gaviões da
Era de Ouro, descobrindo a conexão que eles possuem não só com o passado de
Thanagar mas também com uma figura do passado de Katar Hol.
A trilogia de Byth
Leitura:
Hawkworld. Vol.2 nº07 a 09 (1991)
Um
vilão dos Gaviões que recebeu um upgrade com o reboot da DC foi Byth, que foi
de um genérico vilão transmorfo para ser apresentado como um Homem Alado
corrupto que se tornou um traficante de drogas astuto. Ele também ganhou uma
rivalidade mais pessoal com Katar, sendo responsável por fazer o herói
acidentalmente executar seu pai.
Embora
tenha permanecido nas primeiras histórias do segundo volume do Hawkworld como
um vilão agindo nas sombras, era questão de tempo até Byth iniciar sua ofensiva
contra os heróis aliados. O momento vem acontecer após os heróis interferirem
em um esquema de contrabando. Em vingança, Byth realizou um ataque bem pessoal
aos heróis, invadindo a delegacia de policia e matando Verzel Jones.
Tomada
por luto, Shayera jura vingar a morte de Jones, criando um confronto ideológico
com Katar, que tenta não só capturar Byth, mas impedir que Shayera de cruzar
uma linha que poderia arruinar sua vida.
Quando
lê as edições do Hawkworld até esses números, essa trilogia passa a sensação da
conclusão de um primeiro grande arco, não só pelo fato dos Gaviões enfrentarem
um vilão que tem sido construído desde o começo, mas também pela forma como a
narrativa foca no crescimento do Katar e Shayera, com os dois indo de dois
indivíduos distintos, com segredos e dramas pessoais, para se tornarem
parceiros, com o confronto com Byth representando o grande teste da confiança
entre os heróis.
O Flagelo dos deuses
Leitura:
Hawkworld. Vol.2 nº18 e 19 (1991/1992)
Além
da questão do conflito de classes, outro tópico abordado por Tim Truman em
Hawkworld foi também a questão da xenofobia e colonialismo, com os
thanagarianos sendo mostrados sendo responsáveis por terem conquistado vários
planetas. Obviamente, essa atitude resultaria neles tendo vários inimigos
buscando vingança.
Um
deles, conforme revelado nesse arco, foi Attila, um robô criado por uma
civilização que foi vítima da invasão dos thanagarianos. Tendo chegado a Terra,
ele acaba sendo reativado pelo religioso George Crystal, que tem sua
consciência absorvida pelo robô.
A
princípio os dois vão eliminando tudo que George vê como causa de problemas na
sociedade, como sedes responsáveis por abordo. Eventualmente, ele passa a ter
os Gaviões como alvos, acusando-os de serem conquistadores que nem os
thanagarianos. Infelizmente para George,quando Katar demonstra ser diplomático
e disposto a conversar, a programação de Atilla assume o controle e tenta
eliminar o herói, fazendo o coitado perceber o monstro que ele despertou.
A
parte interessante do confronto dos Gaviões com Attila é o fato de nenhuma das
partes estar 100% certa ou errada. Por um lado, Attila, apesar de ser influenciado
por George (que é um sujeito bondoso, com desejo de fazer diferença na
sociedade), usa método extremos como solução para questões complexas. Mas, as
acusações deles contra os thanagarianos não são mentiras e sim fatos concretos.
Ao enfrentarem o robô, os Gaviões não estão lutando contra um vilão genérico,
mas sim uma vítima dos pecados de seu povo, alguém que os força a reaviliar a
imagem que eles tinham de seu mundo natal.
Fuga de Thanagar
Leitura:
Hawkworld. Vol.2 nº20 a 25 (1992)
A
batalha dos Gaviões contra Attila se revelaria o prologo para uma história
muito maior que viria em seguida. Com seu parceiro tendo sido gravemente
ferido, Shayera teve que traze-lo de volta a Thanagar, para que pudesse receber
tratamento médico.
Porém,
coisas não são mais como eles se lembravam: O conflito entre os homens alados e
os habitantes da Zona Baixa se agravou. Sob comando do corrupto Andar Pul (pai
biológico da Shayera), a identidade do Gavião Negro se tornou uniforme de todos
os homens alados, que tem executado vários moradores, acusando-os de serem
terroristas, sem prova ou julgamento.
Agora
estando interessado em obter o corpo de Attila, Andar força Shayera a voltar a
Terra para rouba-lo, ameaçando a vida de Katar caso ela se recuse. Para ficar
de olho em sua filha, ele envia com ela seu sobrinho, Fel Andar, que revela ter
sido um espião thanagariano que se infiltrou, agindo como o Gavião Negro na
época da Liga da Justiça.
No
entanto, os planos do vilão começam a ruir quando Katar se recupera e, sem perder
tempo, começa a ajudar os rebeldes, enquanto tenta encontrar uma forma de
salvar Shayera.
Embora
Hawkworld tenha durado mais 7 edições, acho que a revista deveria ter concluído
com este arco, que foi o ultimo escrito por Tim Truman. Por mim, essa história (e a série do
Hawkworld até esse ponto) é realmente a sequência a história de Truman do
primeiro volume, com Katar finalmente indo de um homem alado que ganha
consciência sobre seu povo e seus crimes, para agora um lider de uma revolução,
lutando não mais por seu planeta ou governo, mas sim por seus próprios ideais,
que ele adquiriu em suas experiências.
Também
dou um destaque para Fel Andar, o Gavião impostor. Embora o personagem tenha
sido criado apenas para justificar um furo de continuidade, comparado com
outros retcons que o Gavião Negro viria a sofrer, o dele acabou sendo bem
executado, com o personagem agindo como um perfeito reflexo sombrio do Katar
Hol: Enquanto um aprendeu a valoriza seus próprios ideais, seus amigos e a
Terra, o outro escolheu se manter fiel ao governo corrupto de Thanagar, traindo
seus amigos e oportunidades por causa de sua missão.
A lenda do Gavião Negro
Leitura:
Legend of Hawkman nº01 a 03 (2000)
Supondo
que as histórias sejam longas demais e requeiram muito contexto para vocês, não
se preocupem. Na virada do milênio, teve uma hq bem mais simples dos Gaviões.
Me refiro a Lenda do Gavião Negro.
Escrita
por Ben Raab, com a arte de Michael Lark, essa minissérie mostra uma aventura
fora da continuidade, onde Katar e Shayera ajudam um grupo de exploradores, no
Tibete, a investigar uma câmara de origem thanagariana. Ao entrarem, eles
acabam despertando Thasaro, O caído, um demônio thanagariano, que foi preso em
uma urna e banido para a Terra.
Depois
de uma batalha difícil, o casal conseguem conter Thasaro na urna e decidem
envia-lo de volta para Thanagar, onde ele não poderia mais atormentar os
humanos. No entanto, um grupo de thanagarianos fanáticos acaba roubando a urna
e libertando o demônio, causando uma crise tanto em Thanagar quanto na Terra,
com os Gaviões tentando salvar os dois mundos.
Diferente
de Hawkworld, que tinha um foco em reinventar os Gaviões e sua mitologia para
um público mais moderno, essa curta trilogia é mais um tributo as histórias da
Era de Prata, resgatando alguns elementos e personagens da época.
Mas
ela não se limita apenas fan-service. Em sua essência “Lenda do Gavião Negro”
possui uma história bem profunda sobre amor, conexão e, o mais importante de
todos, fé. Esse tópico não só é abordado
pela forma como Thasaro se fortalece através da crença de suas vítimas, mas
também pela formas opostas como os Gaviões enxergam religião: Enquanto Shayera
acredita nas religiões de seu povo, Katar (conforme demonstrado em histórias
como) é um descrente, valorizando fatos e descobertas cientificas.
O
que poderia ser uma história sobre Katar aprendendo a acreditar nos deuses e se
tornar religioso, acaba seguindo por uma direção surpreendente, com o herói
aprendendo que ter fé não significa idolatrar algo, mas também acreditar em
seus próprios valores. Uma mensagem bem única comparada a outras histórias que
abordaram essas temáticas.
Então é isso! Quais são suas histórias favoritas dos Gaviões da Era Pós-Crise? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.




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