Ideias e teorias para a terceira temporada de Demolidor Renascido

 


 


Semana passada, Demolidor Renascido concluiu sua segunda temporada de forma espetacular. A série que antes parecia algo inferior à da Netflix, conseguiu surpreender muitas em sua segunda temporada, com excelentes cenas de ação, desenvolvimentos de personagens (principalmente a relação do Matt com o Mercenário e o Rei do Crime) e um final com várias reviravoltas e momentos chocantes.

Visto como foi renovada para uma terceira temporada, a série irá continuar a levar a história de Matt e seu lado urbano do MCU para direções bem inesperadas.

Com base nisso, escrevi esse texto irá apresentar algumas ideias do que espero ver na próxima temporada dessa adaptação do demônio da Cozinha do Inferno.

Aviso que terão spoilers do Demolidor Renascido. Se ainda não assistiram a série, recomendo não ler a partir desse ponto.

Estando avisados, vamos começar...

 

Adaptação de Demônio no Pavilhão D



A última temporada pode ter concluído com o Demolidor conseguindo derrotar Fisk e faze-lo perder seu posto como prefeito, mas não isso aconteceu sem custo: Para salvar a Karen Page, Matt revelou sua identidade secreta para o público, sendo obrigado, no final, a ir para prisão, responder pelas suas ações como vigilante.

Com Matt estando na prisão e sozinho, é um cenário ideal para a série adaptar "Demônio no Pavilhão D” uma história do Ed Brubaker, onde Matt também foi preso e teve que sobreviver na prisão a todos os vilões que ele prendeu.



A possibilidade de uma adaptação fica mais forte pelo fato dos integrantes da força-tarefa anti-vigilante de Fisk também estão na prisão com Matt, indicando que eles poderão ser uma pedra no sapato do ex-advogado, por parte da temporada.

 

A redenção de Cole North



Uma decepção que muitos fãs tiveram com a série foi a forma como adaptaram o personagem do Cole North. Enquanto nas hqs, o personagem é um “Jim Gordon Ano Um”, um policial bom tentando fazer justiça num ambiente corrupto, a série simplesmente o tornou em um policial corrupto.

Porém, o final da segunda temporada pode ter revelado que North não é totalmente mal. Quando Fisk é desmascarado e o povo confronta a força-tarefa, North se recusa a disparar contra eles, se rebelando contra seus colegas.

Como Matt vai passar um tempo na prisão, cercado por vários inimigos, esse seria uma oportunidade para mostrar North se redimindo, ajudando o herói a sobreviver aos outros detentos. Dava até para as interações dos dois levarem o ex-policial a revelar o motivo de ter se tornado corrupto, mostrando para Matt que nem todos que trabalharam para Fisk eram pessoas más ou concordavam com o sistema do vilão, mas sim tinham necessidades mais pessoais por trás de suas decisões.

 



Danny Rand, o novo demônio da Cozinha do Inferno



Se Matt Murdock vai passar parte da temporada na prisão, quem vai proteger as ruas de Nova York?

Embora tenham vários candidatos (como a Tigresa Branca ou Jessica Jones), informações indicam que teremos o retorno de Finn Jones como Danny Rand, o Punho de Ferro, que irá assumir o manto do demônio, similar como aconteceu na fase do Ed Brubaker.



Diferente dos quadrinhos, onde Danny assumiu o traje para poder enganar o publico sobre a identidade de Matt, provavelmente a versão da série acontecerá por uma questão de respeito ao que o Demolidor representou para as pessoas.

Claro que Danny não é Matt Murdock e dificilmente conseguiria imitar sua personalidade ou estilo de luta. Mas isso poderia servir para seu próprio arco. Desde sua introdução, a história  de Danny tem envolvido a questão sobre identidade, com ele perdendo uma coisa importante atrás da outra, desde seus pais, a cidade que ele deveria proteger e seu manto de Punho de Ferro.

Como Demolidor, Danny poderia aprender a criar sua própria identidade como o novo protetor da Cozinha do Inferno, no processo descobrindo como não são os mantos que ele veste que o definem, mas sim ele próprio.

De advogado para tutor



Duvido que as consequências de Matt ter revelado seu segredo irão apenas a ele passar um tempo na prisão.

Em sua identidade civil, Matt era um advogado, responsável por solucionar casos e ajudar pessoas no tribunal. Agora que todos sabem que ele era um vigilante, isso iria ter um grande efeito em sua carreira, com vários casos que ele participou sendo reavaliados ou pior, anulados. Ele ficará incapaz de defender as pessoas nos tribunais.




Mas nem tudo estará perdido para Matt nesse cenário. Pegando inspiração na fase do Mark Waid, a série poderia mostrar o Matt encontrando um novo trabalho, não como representante de seus clientes, mas sim um tutor, ajudando pessoas a se representarem.

 


Visual do Mark Waid



Com sua identidade sendo agora conhecimento público, Matt não tem mais necessidade de ser um vigilante fantasiado. De que serve usar uma máscara quando todos sabem que é ele por trás dela?

Ao invés de excluir o traje do Demolidor (o que iria enfurecer muitos fãs), a Marvel poderia aproveitar esse status para introduzir o visual da fase do Mark Waid, onde Matt, após ter revelado seu segredo, passou a combater o crime, trajando apenas um terno vermelho.

Não é melhor que a roupa de demônio da Cozinha do Inferno, mas continua sendo um visual marcante, e permitirá Charles Cox poder expor ainda mais seu rosto, sem ter que esconde-lo pela máscara.

 

A nova Muso & a ascensão dos vilões fantasiados




O Rei do Crime pode ter sido derrotado no final dessa temporada e Mercenário pode ter deixado a cidade, mas isso não significa que os oponentes do Demolidor estão acabados.

Durante essa temporada, tivemos uma evolução da Heather Gleen. A personagem que começou como uma psicóloga e namorada do Matt seguiu por um caminho sombrio, não só se aliando ao Fisk, como desenvolvendo uma personalidade instável e agressiva, nascida dos traumas que passou nas mãos do Muso. Em sua última cena, temos a psicóloga colocando a máscara de seu agressor, indicando que ela irá se tornar sua sucessora, continuando o legado de terror do Muso.


Mas como que a temporada poderia dar destaque a Heather como antagonista? O Muso original foi vilão por apenas poucos episódios. Além de que ter uma temporada de 8 episódios do Demolidor caçando uma serial killer corre o risco de fazer a narrativa parecer repetitiva.

Com a confirmação de que a terceira temporada terá mais vilões, eu tenho uma ideia: Ao invés de ter o Demolidor (e provavelmente os Defensores) lidando com apenas uma vilã, a temporada poderia envolver ele lidando com a aparição de vários criminosos fantasiados, que cometem crimes, dizendo terem sido inspirados por vigilantes como o Demolidor.

Obs: Isso seria uma oportunidade pra série introduzir vilões fantasiados do Demolidor, como Polichinelo, Matador e Senhor Medo.







Embora esses vilões sejam distintos, eles tem uma coisa em comum: Seriam todos pacientes da Heather, que agora usa sua identidade de psicóloga para manipula-los a cederem ao seus impulsos e saírem em suas cruzadas pessoais.

Como os pacientes de Heather não são mafiosos ou bandidos de rua, mas sim pessoas doentes, o confronto deles com o Demolidor poderia trazer um dilemas éticos para o herói, visto que, se usar a força bruta, estaria apenas comprovando a visão de Heather, de que ele é um vigilante instável e que resolve os problemas com violência.

Ironicamente, em sua identidade de Muso, Heather, assim como seu antecessor, também realizaria assassinatos  e usaria o sangue das vítimas para fazer pinturas glorificando vigilantes, demonstrando sua insanidade: Ela odeia vigilantes, mas ama a sensação de poder que sua identidade fantasiada lhe concede ( o que, basicamente, tornaria a Heather no Hugo Strange do Demolidor).

 

O retorno do Gladiador



Caso que a proposta anterior de múltiplos vilões seja demais pra série, também dá pra reduzir o número de pacientes da Heather para apenas um personagem específico, um que esteve sumido desde o fim da série da Netflix: Melvin Potter.

Quem assistiu a série do Demolidor, conhece ele como o ex-alfaiate do Rei do Crime e responsável por criar o traje do Demolidor. Mas os fãs de quadrinhos sabem que Melvin é o alter-ego do super vilão Gladiador.



Embora esse detalhe tenha chegado a ser referenciado em ocasiões na série da Netflix, ela nunca mostrou o Melvin assumindo sua identidade vilanesca.



É aí que Renascido poderia continuar o desenvolvimento desse personagem, com Melvin podendo ser reintroduzindo como um paciente da Heather, que ela manipularia para se tornar um assassino descontrolado, forçando um confronto dele com o Demolidor.

Visto como, na terceira temporada da série da Netflix, Matt foi responsável pela prisão de Melvin, seria interessante se a série adaptasse elemento do “Julgamento do Gladiador”, com Matt defendendo-o na corte, como forma de redenção.



Adaptação de Roleta Russa



Um dos motivos pelos quais fãs tem uma admiração pela série do Demolidor é como os produtores usam, como base, várias histórias memoráveis do personagem das hqs, como Homem sem Medo, Queda de Murdock, Diabo da guarda, o Julgamento do Tigre Branco, entre outras. Não são adaptações 100% fieis, porém consegue manter a essências dessas história, ao mesmo tempo em são feitas sob uma abordagem que permite elas se encaixarem na trama maior da temporada.




Uma história do Demolidor que eu sempre quis ver sendo adaptada foi Roleta Russa. Publicada em Daredevil vol.1 nº191 (1983), essa breve história, escrita pelo Frank Miller, consiste no Demolidor fazendo uma visita ao Mercenário no hospital e o subjugando-o a um jogo de roleta russa, com a vida de um deles em jogo, enquanto ele conta uma história de um incidente que lhe fez refletir sobre a influência de suas ações como um vigilante.



Obvio que não vejo a série usando o Mercenário tão cedo depois do desenvolvimento que o personagem teve nessa temporada. Mas, me baseando nas propostas anteriores, dava para ter a Heather assumindo o lugar, com Matt propondo o jogo como uma forma de decidir qual dos dois deve pagar pelos acontecimentos da temporada: Heather por suas ações como Muso, ou Matt, por ter tido papel em puxa-la para essa direção.

 

Stromwynn, os novos reis do crime



A temporada concluiu com Demolidor tendo obtido mais uma grande vitória sobre seu arqui inimigo, o Rei Crime. Não só o vilão foi destituído como prefeito mas, devido a um acordo, ele deixou Nova York.




Mas, como demonstrado em clássicos de crime organizado, quando um chefão sai, outro entra pra preencher o vazio do poder. É bem possível que, quando a terceira temporada começar, Nova York terá um novo vilão no controle do submundo.

Mas quem seria ele?

Quando se considera os vilões clássicos do Demolidor, Marvel já desperdiçou alguns bons candidatos como Coruja e o Tentáculo. Logo eles estão fora da lista de possibilidades.

Mas uma opção que eles não utilizaram são vilões mais modernos: Os Stromwynn.

Introduzidos na fase do Chip Zdarsky em 2019, Quinn e Uma Stromwynn são dois irmãos ricos que usam seus recursos e influências para manipular vários esquemas ilegais, seja para enriquecerem ainda mais ou simplesmente por puro desejo de entretenimento. Ao contrário de Fisk, que buscava controlar Nova York como forma de “protege-la”,  os Stromwynn não possuem essa conexão, nem sequer uma motivação compreensível. Eles são ricos esnobes que arruínam a vida de outros simplesmente porque podem.



Com a possibilidade do Demolidor enfrentar vilões fantasiados, como a Muso e o Gladiador, os Stromwynn poderiam ser os vilões nas sombras, fornecendo recursos para auxiliarem esses criminosos e vigilantes, enquanto se aproveitam dos danos de propriedade que eles causam para assumir controle de regiões de Nova York e reconstruí-las a sua imagem.

 

 

Aliança Matt Murdock & Wilson Fisk



Quando se olha toda trajetória do Demolidor no MCU, desde o inicio na série da Netflix, fica bem claro que o coração da franquia tem sido a rivalidade do Demolidor com o Rei, com seus arcos tendo sido contados em paralelo, mostrando as similaridades e diferenças entre os rivais.



O único problema é que isso torna as histórias um pouco repetitivas. Toda vez o Fisk encontra uma forma de voltar ao poder, ele e o Demolidor se enfrentam e no final o herói encontra uma forma de derrota-lo. Se eles lutarem um contra outro, não terá o mesmo impacto que as outras ocasiões.

Já que foi confirmado que Fisk irá retorna na temporada seguinte, acho que uma forma de continuar a desenvolve-lo sem repetir o mesmo conflito das temporadas seria mostrando-o voltando não como um vilão, mas sim um relutante aliado.

Assim como se enfrentaram várias vezes, Matt e Fisk também se ajudaram em ocasiões nas hqs, seja para atingir um objetivo em comum ou porque um precisava de algo do outro. Como o Fisk falou, eles são faces do poder na Cozinha do Inferno, tentando manter a ordem em Nova York de formas distintas.



Com Heather colocando Nova York num estado de caos e os Stromwynn querendo destruir sua preciosa cidade, é difícil que o Fisk vá ficar parado e deixar a única coisa que lhe resta ser destruída.

Visto que ele não pode enfrentar Heather ou os Stromwynn sozinho, ele estaria em uma situação onde não teria escolha exceto fazer uma aliança com o Matt, com os dois inimigos se unindo pela primeira vez para salvar a cidade que tanto amam.



Ter o Fisk e a Heather em lados opostos, também criaria um drama interessante para Buck Cashman, braço direito do Rei. Embora tenha sido mostrado sendo leal ao Fisk, foi mostrado ele e a Heather ficando próximos no final da última temporada. Com essas duas pessoas próximas entrando em conflito, Buck ficaria no meio, tendo que escolher qual dos lados ele irá seguir (um destino irônico, visto que ele matou Daniel por ter escolhido defender BB Urich ao invés de obedecer ao Fisk).





Então é isso! Essas são minhas teorias e ideias pra terceira temporada do Demolidor Renascido! E quanto a vocês? O que acharam da série? O que esperam ver nas futuras temporadas? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.