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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

40 casos bizarros de histeria coletiva - parte 4

https://www.youtube.com/watch?v=3Eox1ogr3SE.
Por fim a última parte do especial de casos de histeria coletiva. Apreciem:
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Objetos infectados – em 1630, Milão ainda tentava se recuperar de um surto de peste bubônica (a famosa “peste negra”) que tinha dizimado cerca de um milhão de pessoas. Acreditando que tudo tinha começado com a água contaminada dos poços públicos, o uso dessa água foi proibido e os poços foram lacrados, sendo pintado sobre os tampões de madeira e pedra a imagem de uma caveira. Os objetos como baldes, copos e cordas usados pra tirar a água também foram destruídos para evitar mais contaminações. Porém, de repente a peste voltou e as pessoas temeram que outros objetos também estivessem contaminados, onde bastava tocá-los para sentenciar a si próprio à morte. O pânico foi tão intenso que um feirante que limpava e lustrava algumas frutas foi preso e arrastado até um juiz que o fez comer o pano para provar que estava limpo. Assustado, ele se engasgou com o pano e morreu, o que fez com que o juiz entendesse que o pano estava infectado. E a coisa só piorou: um barbeiro foi acusado de carregar a praga na tesoura depois que um de seus clientes contraiu a peste, a dona de uma pensão foi acusada de infectar um grupo de viajantes com a sopa de seu caldeirão e um comerciante foi acusado de infectar um soldado depois de lhe dar água em uma caneca. As conclusões dos agentes sanitários eram ainda mais bizarras, sendo que alguns descreviam que sopas e sabões eram misturados com amostras de saliva de cadáveres infectados para disseminar a peste. Todos os mais de 200 acusados foram torturados para confessarem o pacto com o demônio, que tornou os objetos mortais, e depois foram executados. Os objetos passaram por um ritual de exorcismo para purificação. A verdade é que as pulgas dos ratos eram a causa da peste e tudo foi resolvido quando começaram a manter as cidades limpas, principalmente as casas, se livrando dos ratos.
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Cortem-lhe a cabeça! – eis uma ideia que a Rainha de Copas de Alice no País das Maravilhas iria adorar! No interiorzão da Malásia, onde até o vento faz curva, surgiu um boato no começo do século passado de que o governo estava contratando caçadores de cabeças afim de obter material suficiente para construir pilares de novos edifícios e pontes. As pessoas acreditaram tão piamente nisso que se escondiam em casa quase o dia todo e a cada nova construção, o pânico aumentava. Mas a coisa piorou mesmo em 1979, quando os moradores da ilha de Bornéu ouviram boatos de que o governo estava raptando pessoas afim de fortalecer uma ponte. As escolas não abriram por um bom tempo e grupos de pessoas vigiavam a área. Mas não seria mais fácil construir com concreto ao invés de ossos? É uma ideia de fato estranha, mas não para eles que vem de tribos seculares ou milenares e tem uma cultura essencialmente ligada ao misticismo e brutalidade.
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Vírus noveleiro – quem disse que novela não faz mal? Em 2006 estava sendo transmitida a novela “Morangos com açúcar” numa TV portuguesa. A novela, direcionada para o público juvenil, retratava o cotidiano escolar de adolescentes comuns, mais ou menos como a “Malhação” aqui no Brasil. O caso é que dias depois de um episódio em que um surto de um misterioso vírus tinha atingido alguns personagens, alguns espectadores adolescentes também começaram a relatar os mesmos sintomas que incluíam: tonturas, problemas respiratórios e erupções cutâneas. Em poucos dias, 300 adolescentes em 14 escolas tinham sido contaminados com o tal vírus imaginário da novela e as escolas foram forçadas a fecharem. O pânico se instaurou no país. Depois de um tempo, o Instituto Nacional de Emergência Médica de Portugal confirmou que tudo não passou de histeria coletiva. Ufa!
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Mahim Creek
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O milagre da água – não, não estou falando da água que virou vinho por intervenção divina e sim de um rio inteiro se tornar potável da noite pro dia. O Mahim Creek é um dos rios mais poluídos da Índia e pra piorar ainda tem água salgada. Basicamente ele é constituído de sal, água, esgoto e resíduos industriais, ou seja, um crime ambiental de proporções épicas em forma líquida. Acontece que em meados de 2006 um boato correu pelas comunidades vizinhas do rio: a água havia ficado doce e potável. Absolutamente ninguém questionou a veracidade do que mais parecia ser um milagre impossível e as pessoas então começaram a consumir a água sem medo. Em questão de horas o boato se espalhou para outros rios igualmente poluídos e as pessoas ao redor fizeram o mesmo que as do Mahim Creek: consumiram a água sem cuidados. A histeria estava formada. Eram litros e litros retirados em garrafas plásticas pelas pessoas. Desesperadas, as autoridades tentaram alertar de todas as formas que eram só boatos. No dia seguinte, os que tinham acreditado piamente nos boatos relataram que a água que haviam coletado estava salgada e poluída novamente. Ninguém sabe ao certo quantas vítimas esse boato fez, mas especula-se que muita gente acabou ficando severamente doente. Eu já acho que indiano tem um sistema imunológico sobrenatural, então deve ter dado no máximo uma dor de barriga!hehe
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Santuário de Ise
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Japoneses frenéticos – o Okage-mairi é um costume japonês em que se faz uma peregrinação até o templo de Ise para adorar e agradecer a deusa do Sol. Em 1771, 5 milhões de pessoas visitaram o templo num período de 4 meses e começaram a ter surtos frenéticos de dança, choro, canto, amnésia, entravam em transe e tinham comportamento obsceno e bizarro (vestir roupas do sexo oposto, por exemplo). As autoridades ficaram assustadas e as pessoas acreditaram que era algum poder místico. Ninguém sabe até hoje o que de fato aconteceu nesse ataque maciço de histeria coletiva, mas acredita-se que parte tenha sido culpa da situação política da época que não andava lá essas coisas e o medo de potências estrangeiras. É quase o mesmo efeito que o terrorismo causa nas grandes nações hoje em dia. Isso serviu pra provar que a histeria coletiva pode ocorrer em grupos grandes também.
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O complô dos ricos – a Revolução Francesa mal tinha estourado e os boatos já corriam por todo o reino francês de que os aristocratas estavam planejando usar bandidos para saquear aldeias inteiras e suas plantações. Afim de se protegerem, os camponeses fizeram grupos de vigilância que patrulhavam os vilarejos. O problema é que a paranoia era tanta que os grupos se atacavam constantemente, já que confundiam uns aos outros como sendo os contratados dos aristocratas. Nem os animais escaparam, pois muitos foram confundidos com bandidos e mortos. Outros, revoltados com a história, incendiaram casas, campos e pertences dos membros da aristocracia. Assustados, os ricos começaram a promulgar uma série de reformas para acalmar os revoltados, o que acabou com a ordem social da França. Depois os camponeses entenderam que era tudo mentira e se acalmaram de vez. O episódio ficou conhecido como “Grande Medo”.
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O diabo está em casa – no ano de 2010 ocorreu uma das histerias mais ridículas da história de Paris. Um homem nu acordou para esquentar a mamadeira de seu filho. Quando a esposa chegou à cozinha e se deparou com um vulto na escuridão, entrou em pânico e gritou por socorro. Ela gritava desesperada, achando que estava vendo o próprio tinhoso na sua frente. A irmã do homem então desceu e o atacou com uma faca, que perfurou sua mão. Outros 10 membros da família expulsaram-no do apartamento. Assustado, o homem correu como se não houvesse o amanhã. Ele até tentou voltar depois, mas os vizinhos saltaram das janelas para fugir do que acreditavam ser o diabo. Muitas se machucaram, um bebê de 4 meses morreu e absolutamente ninguém da família soube explicar como tinham visto o diabo ali. A polícia não encontrou drogas no local e nem evidências de rituais obscuros. A histeria continua sendo um mistério.
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O internato de diabretes – e por falar em diabo, em 1639 as alunas de um internado em Lille, na França, relataram terem visto diabretes negros como carvão voando com suas asas de morcego pelo local. Eles atacavam as meninas a mordidas, sugavam o seu sangue e sussurravam palavras demoníacas em seus ouvidos. Como só elas viam as criaturas, assim que uma era avistada a menina gritava a e alertava as outras, então todas apontavam para a direção onde eles estavam e os inspetores e professores podiam saber a localização. Pra piorar tudo, a diretora na época, a Antoinette Bourignon, explicou que apenas crianças inocentes podiam ver os diabretes. Um padre foi chamado e começou a interrogar as meninas que confessaram ter realizado rituais de magia negra para invoca-los. Claro que também contaram que voavam em vassouras, tinham relações sexuais com os demônios e quem se negasse a tudo isso era jogada em um caldeirão, cozida e servida em um banquete canibal realizado pelas próprias alunas. Como estavam em 1600, obviamente isso não passaria em branco pela igreja e elas foram condenadas à fogueira. A única coisa que as salvou foi acusar a diretora de ser a verdadeira bruxa por trás de tudo. A pobre madame Bourignon acabou sendo executada, o internato foi fechado e a histeria finalmente terminou. Esse foi o auge da caça às bruxas na Europa.
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Urbain Grandier
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A emboscada maldita – em 1632, um convento inteiro caiu nas mãos do demônio. Estou falando de possessão mesmo. Todas as freiras da Ordem das Ursulinas tinham sido possuídas no convento de Loundun, na França. Elas acusaram seu líder e pároco Urbain Grandier de ter feito rituais de magia negra afim de que os demônios possuíssem as freiras e as comandassem, tudo para satisfazer seus desejos sexuais. As freiras foram exorcizadas, mas o pároco azarado acabou na fogueira. Seu julgamento foi tão famoso na época que até o Rei Luis XIII quis assistir junto de milhares de pessoas da nobreza e da plebe. Hoje sabe-se que tudo não passou de histeria coletiva e um plano muito bem arquitetado por outros padres e cardeais para derrubar Grandier, um homem poderoso e muito influente na época, principalmente no âmbito político. Contudo, as freiras levaram a coisa a sério demais e as possessões em outros conventos só foram parar em 1637.
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Orson Welles
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Guerra dos mundos – em 1938, uma transmissão de rádio gerou uma das mais famosas e épicas histerias coletivas que a humanidade tem conhecimento. Orson Welles adaptou um trecho do livro “A guerra dos mundos” de HG Wells e o narrou por 1 hora inteira na rádio CBS como especial de dia das bruxas. A história contava sobre a invasão do planeta por marcianos super inteligentes. Quem estava ouvindo o programa antes, foi informado que a história era apenas ficção, mas quem pegou o programa no meio ou já começado realmente achou que tudo aquilo estava acontecendo naquele momento no planeta Terra, que estava sendo narrado um boletim de notícias e entrou em pânico! A época também era bem propícia para esse tipo de coisa, já que eram momentos antes de a Segunda Guerra Mundial estourar, então o mundo estava numa tensão infernal. O programa contou com relatos falsos de testemunhas e jornalistas, efeitos sonoros diversos, gritos, etc. Desesperadas, as pessoas tomaram as ruas de várias cidades dos Estados Unidos, incluindo Nova York e Nova Jersey. Muitos não foram trabalhar, outros se trancaram nos porões de suas casas, alguns relataram que sentiram coisas estranhas como cheiro de gás venenoso alienígena e viram relâmpagos incomuns no céu. As pessoas sobrecarregaram as linhas telefônicas para relatar às autoridades que tinham visto as naves se aproximando de verdade. Grupos armados saíram à noite pra caçar os marcianos e algumas pessoas até cogitaram se suicidar. A polícia teve que se esforçar muito para acabar com o boato e finalmente acalmar a população toda. Acredita-se que 6 milhões de pessoas possam ter ouvido a rádio na época e pelo menos 1,2 milhões acreditou que era tudo verdade. Até tentaram processar a CBS e Welles, mas nenhum juiz acatou. A coisa foi tão ridícula que até Adolf Hitler, sim, o tio Adolfinho, usou o caso para ironizar os Estados Unidos em um de seus discursos contra os aliados.
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VEJA MAIS:
Parte 1
Parte 2
Parte 3

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