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A fase do Flash durante os novos 52 é um tópico interessante de discutir porque...é uma das revista menos faladas pelos fãs. Maioria deles fala sobre os Novos 52 em geral, criticando algumas das mudanças radicais que a DC fez, ou até mesmo de hqs específicas como Batman do Scott Snyder, Action Comics do Grant Morrison ou a Mulher Maravilha do Brian Azzarelo.
Já o Flash, a única coisa que fãs parecem falar é da arte da primeira metade das revistas, que foram feitas pelo autor da hq, Francis Manapul. Quando se trata de história, a opinião de muitos é de que os arcos eram ok ou esquecíveis, dizendo que Manapul era claramente melhor como artista do que um roteirista.
Enquanto eu concordo
que as história de Manapul tão longe de serem impressionantes, elas continuavam
sendo histórias bem divertidas, com uma visão artística para o Flash e sua
mitologia durante esse período de reinvenção para DC.
Portanto, nesse
capitulo, irei falar de algumas das histórias que Manapul escreveu e desenhou
do velocista escarlate e as qualidades que tornam elas excelentes leituras para
os fãs do velocista escarlate.
Seguindo
em frente
Leitura:
Flash vol.4 nº01 a 05
O primeiro arco dessa
fase do Flash de Francis Manapul teve como trama Barry (que tem sido o Flash
por cinco anos) se reencontrando com um velho amigo de sua juventude, Manoel
Lago. A reunião dos dois é breve, pois seu amigo revela estar sendo perseguido
por uma organização misteriosa. A conexão entre eles se aprofunda quando o
Flash descobre que todos os agentes são clones do Manoel.
Com Manoel em perigo,
Barry inicia uma investigação sobre esses clones, no processo, aprendendo
segredos de seu amigo que ele não estava pronto para aceitar.
Se essa situação já não
era complicada, os clones provocam um apagão na cidade, levando a várias
situações caóticas para o Flash resolver, incluindo impedir um avião de colidir
com Central City.
Revolução
dos vilões
Leitura:
Flash vol.4 nº06 a 12 e Annual 1
Um aspecto legal da
rivalidade do Flash com a Galeria é que, enquanto ele é um velocista
super-humano, os vilões são apenas criminosos fantasiados, usando armas high-tech
e inteligência contra o herói.
Só que nos Novos 52,
Manapul decidiu mudar isso, com seu segundo arco revelando que o Capitão Frio,
cansado de ser humilhado pelo Flash, convence seus colegas a participarem de um
experimento que daria a eles os poderes de suas armas.
No entanto, como muitos
indivíduos que buscam poder sem reflexão, sua tentativa explode na cara deles,
tanto literalmente quanto figurativamente, com seus poderes não tendo
resultados esperados, principalmente para a Patinadora Dourada (que se torna
intangível) e o Mestre dos Espelhos (que fica preso em sua dimensão).
Furiosa com seu irmão
por tê-los colocado nessa situação, Lisa começa, aos poucos reunir a gangue
para se vingarem do Capitão Frio, ao mesmo tempo eliminar o Flash, para provar
que ela é capaz de liderar a Galeria (mantendo o drama de familia entre os
vilões).
O cenário que os vilões
se encontram por sua busca imprudente por poder age em paralelo com a sub-trama
do Barry, lidando com a culpa por ter, acidentalmente, provocado uma feda
dimensional, que sugou inocentes para Força de Aceleração, incluindo Íris West.
Guerra
dos Gorilas
Leitura:
Flash vol.4 nº13 a 17
Com a cronologia da DC
tendo sido reiniciada, tivemos novas versões de vilões do Flash e seus
primeiros encontros. Um deles foi ninguém menos que o Gorila Grodd. Similar a
versão pré-Flashpoint, Grodd é apresentado como parte de uma tribo de super
gorilas. Só que nessa versão, ele não só é herdeiro ao trono de Gorila City como
um completo fanático, obcecado pela Força de Aceleração (ou, como os gorilas se
referiam a ela, “a luz”), que ele acreditava que, se a possuísse, seria prova
de que ele está destinado a ser um salvador para seu povo.
Sua desilusão é
quebrada quando o Flash, acidentalmente, chega em Gorila City e, com a ajuda de
uns gorilas anciões, derrota Grodd, escapando com vida.
Essa humilhação, somado
com a descoberta que Barry possui o poder que tanto deseja, alimenta a obsessão
de Grodd. Retomando o controle da cidade e seu exército, Grodd inicia uma
invasão em massa Central City, buscando eliminar o Flash e todos com quem o
herói se importa.
Como um grande
blockbuster de ação, “Guerra dos Gorilas” eleva a escala das aventuras do Flash
até agora, mostrando o Barry inspirando tanto seus amigos quanto vilões (ex:
Galeria) para trabalharem juntos para se opor ao gorila tirano, visualmente
representando uma comunidade se unindo para derrota um opressor.
Embora não tenha sido o
fim da fase de Manapul no Flash (ele ainda viria a fazer um último arco com um
novo Flash Reverso, bem fraco na minha opinião), esse arco foi o melhor do
personagem dos Novos 52, com ele, seu elenco de apoio e vilões conseguindo
tornar a própria Central City em uma personagem própria e criar uma conexão do
lugar com os leitores.
Então é isso! Qual a opinião de vocês quanto ao Flash dos Novos 52? Quais são suas histórias favoritas? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.


















