Após acordar e ter mais uma daquelas conversas curiosas com sua família sobre o funcionamento das ligações diretas com o anel de poder, Hal Jordan realiza uma breve patrulha em Coast City, e vê na frente daquele mesmo prédio vermelho em reformas, uma multidão reunida vendo um homem musculoso gritar contra o empresário Jubal Slade, dando um tapa no rosto do senhorio, e o chamando de covarde.
Quando percebeu que ninguém que estava lá não iria fazer nada, Jordan usou um construto de camisa de força para segurar o barraqueiro, levando-o sob escolta até a delegacia, e Slade aproveitou para fugir do local, mesmo com todos olhando. Quando o lanterna retornou ao local, ficou completamente confuso ao não encontrar o fugitivo, e mais confuso ainda quando os moradores, que viram tudo, começaram a jogar coisas contra ele.
Quando Hal aproveita uma pausa para questionar o motivo de tudo aquilo, um senhor negro assume a palavra e revela que Jubal Slade era o proprietário do prédio vermelho. Ele tinha sabotado intencionalmente a estrutura para que todos os moradores saíssem, facilitando a venda do edifício para Jacob Hammond, um bilionário polêmico que possuía sua própria rede de laboratórios.
Os moradores estavam fazendo as reformas necessárias no prédio sem a autorização de Jubal, o que ocasionou toda a confusão anterior. Logo após contar tudo isso, o senhor guia o lanterna dentro do edifício, mostrando-lhe a condição de vida ruim de todas as pessoas inocentes que Slade planejava despejar.
O lanterna até questiona se seria correto fazer as reformas sem o consentimento do proprietário, mas a situação está tão delicada que ninguém consegue mais distinguir o que é certo ou errado. O senhor negro sugere que eles venham resolver essa situação, afinal, Hal Jordan deveria ser um super-herói, ajudar pessoas, não?. No entanto, Jordan explica que os princípios dos guardiões o impediam de se envolver em casos menores, o que irrita o senhor, que comenta frustrado que Alan Scott resolvia esse tipo de casos, e cita o curioso fato de não se lembrar de ver Hal salvar uma pessoa negra, o que chateia Hal.
A cena termina com Hal pedindo desculpas, e se retirando para Oa com seu teletransporte para treinar com Sinestro, mas aquilo tudo abalou muito a consciência de Jordan, que parece meio áereo entre os ensinamentos de Sinestro.
Nesse meio tempo, Jubal Slade conversa com Jacob Hammond, o fazendo ficar alerta sobre a presença dos lanternas verdes, que parecem mais presentes do que antes.
Tentando se resolver consigo mesmo, Hal aproveita o intervalo do treino para se encontrar com Jubal Slade, que conversava com sua secretária no telefone fixo:
Jubal: Gata, por favor, encomende um bife foleado a ouro!
Secretária (No telefone): Qual a razão para o pedido exótico?
Jubal: Me disseram que aliviava o stress!
Secretária (No telefone): Quem?
Jubal: O Armando!
Secretária (No telefone): Aquele que "se suicidou com 30 tiros na costas"?
Jubal: Não! Mas o Roberto! Roberto Armando! O que....."morreu dormindo"!
Secretária (No telefone): Mas se quer aliviar o stress, pq não comer aquele "doce" de novo?
Jubal: Não quero ficar comendo esse tipo de coisa, como o Roberto....e também variar! Afinal, nunca comi ouro!
Hal: Que horror! - Diz o lanterna enojado, entrando sem convite na sala de Jubal Slade. - Você é podre mesmo!
O herói tenta intimidar o magnata, mas não dá certo, afinal, a lei estava a seu lado nesse caso e as ameaças do Lanterna Verde caem em ouvidos surdos. Enfurecido, Hal dá um soco em Slade, mas Krona, que monitorava tudo de longe, aparece diante do herói, e retira Hal a força do local, o transportando para Oa.
Os guardiões do universo acusam Hal Jordan de querer bater num "irmão da mesma espécie" inocente perante a lei. Eles ressaltam que o universo precisa de equilíbrio, de justiça sem excessos ou impulsos destrutivos, e o lanterna, ofegante e frustrado, tenta argumentar, mas seus protestos são silenciados pelos anciãos, que reforçam sua responsabilidade de agir com sabedoria.
Jordan se recusa a aceitar essa limitação e tenta agir por conta própria, levando-o a um conflito com Scar, uma das Guardiãs, que manipula seu anel energético a distância e o obriga a obedecer suas ordens, pois, sem o poder doos guardiões, Hal Jordan seria capaz de ser um herói?. Após ser ameaçado e forçado a obedecer, Hal é liberado para treinar com Sinestro de novo, e ele volta, com a cara mais fechada ainda.
Ao mesmo tempo, Jubal Slade consegue comer o tal bife foleado a ouro, e tem umas reações estranhas. Ele começa a sentir uma forte dor de barriga, depois começa a perder a habilidade de falar, e enfim, se transforma num monstro parasita amarelo, que sai matando todo mundo sugando suas energias. A família de Hal Jordan usa aquilo que foi dito cenas antes sobre ligações diretas com o anel de poder para contatar o próprio. Jordan recebe a mensagem e se transporta para a Terra para deter Jubal Slade.
Hal coloca em prática o que aprendeu com Sinestro no treinamento que recebeu, fazendo com que o Jubal Slade monstro fosse rapidamente capturado, sem que ninguém morresse. Krona monitorava tudo de longe ainda, e percebe como os humanos afetados reagiam a isso.
Depois, os Guardiões do Universo aparecem em projeções controlados a distância sobre os anéis energéticos de Hal, repreendendo-o por saírem do horário de treinos. Jordan os interrompe gritando, cortando suas falas, e afirma que a situação é bastante séria, pois envolvia o comércio ilegal do Doce da Felicidade.
Só ressaltando que esse docinho é originário de um minério amarelo brilhante, cujo sabor prazeroso é causado por pequenas bactérias que nascem dentro dele, estimulando a liberação de dopamina e proporcionando uma sensação momentânea de felicidade. O doce foi proibido porque as pessoas que a consumiam se transformam em parasitas irracionais, devido às bactérias acumuladas no organismo, quando ingerirem alimentos com partículas aceleradas de mercúrio ou platina (Esse processo também dá origem ao Ouro).
Sabendo que não havia como negar a gravidade desse caso, os guardiões permitiram que Hal Jordan investigasse o caso se ele fosse supervisionado, não por Sinestro, mas por Krona. Apesar da estranheza, Hal aceita, e assim foi.
Sinestro descobre isso tudo depois, e estranha muito o fato dele não poder estar com Hal.
A partir daqui, o filme se divide em alguns núcleos.
O primeiro acompanha Hal Jordan. Após Krona insistir várias vezes em querer ter o controle da investigação, ele relembra de eventos antigos como a de Bolphunga vindo a Terra em busca de vingança contra Martin Phillips, a fala do anel energético dizendo que Abin Surr morreu investigando uma conspiração na Terra, e o monstro de fogo querendo matar Krona, ele começa a fazer uma investigação paralela sem o consentimento dos guardiões.
Inicialmente, Hal percorre arquivos antigos sobre como o minério do Doce da Felicidade era formado, visitou mundos esquecidos e conversa com pessoas envolvidas nos acontecimentos citados acima, mas Krona e os guardiões sempre o encontravam de volta, o repreendendo por não seguir suas ordens.

O segundo núcleo acompanha Ganthet. Após se reencontrar com um dos presidiários (o monstro de fogo) e notar que, tanto ele, quanto outros presos pareciam agir de forma estranhamente mecânica, o guardião passou a perceber certas atitudes estranhas tomadas pelos guardiões mais velhos (Especialmente Krona e Scar!). Mesmo sem saber se tudo não passa de coincidência, Ganthet decide investigar discretamente.
Ele quase foi morto duas vezes, a primeira foi quando um robô metamorfo vermelho, disfarçado de criança, tentou o matar e assumir sua forma através de um escaneamento forçado. Depois que a máquina foi vencida, a figura desapareceu.
Um tempo depois, outra situação semelhante aconteceu quando outro robô metamorfo assumiu a aparência de Sayd, guardiã do universo que é sua melhor amiga, para atraí-lo até um certo local nos laboratórios de Oa. Antes que a armadilha se complete, a verdadeira Sayd interveio, com a ajuda do simbionte verde, obrigando o impostor a fugir antes que sua identidade fosse descoberta.
A partir desse momento, Ganthet, Sayd, e o simbionte passaram a conduzir sua investigação em segredo, certos apenas de que alguma coisa estava acontecendo.
O terceiro núcleo é o de Sinestro, que aproveita toda oportunidade de conversar com os guardiões mais velhos, tentando descobrir se os antigos maltusianos realmente escondem alguma algo. Em um dos diálogos, Sinestro pergunta a Scar se ela é feliz, e a guardiã quase não consegue responder.
De vez em quando, Sinestro entra em contato com Hal Jordan para o ajudar.
Durante a investigação na Terra, Hal Jordan percebeu que o anel energético dava pequenas falhas quando tentavam identificar o tráfico do Doce da Felicidade, e os envolvidos. Não toda vez que falhava, mas alguns erros como troca de informações e limite de poder o encucaram.Ele tentou investigar sem usar o anel energético, e para sua surpresa, nenhum guardião soube dos movimentos que ele fez desde então, mas a sensação de estar sendo observado não parou.
Em determinado momento, ele conseguiu surpreender um estranho robô vermelho que parecia segui-lo e o destruir com uma bomba caseira (Visto que ele estava sem o anel energético na hora). Porém, antes que pudesse examiná-lo, os destroços simplesmente desaparecem diante de seus olhos, através de um efeito muito parecido com o teletransporte utilizado pelos próprios Guardiões do Universo.
Por conta de tudo isso, Hal entrou em contato com Alan Scott, explicou a situação, e propôs uma aliança onde Jordan poderia usar o anel mágico, e em troca, o veterano treinava escondido o controle da magia e ajudava na investigação. Alan aceitou sem problema nenhum pois entendia melhor do que ninguém o que aquilo poderia significar. Os treinamentos dão certo, e Hal Jordan cria outra curiosa amizade.
Lembrando que o anel mágico conjura objetos de verdade, e pode se duplicar caso seja necessário. Para recarregar o anel mágico, precisa recitar um juramento diferente da dos lanternas de Oa:
Nos dias claros e nas noites densas,
Nenhum mal escapa à minha presença,
Lançarei minha luz sobre o mal a vagar.
Pois o ideal maligno não irá suportar,
A luz do Lanterna Verde brilhar!
A investigação até que rola bem...bem até demais!Hal Jordan e Krona encontram tanto o doutor Martin Phillips sozinho longe da sua antiga casa, quanto Jacob Hammond trabalhando em duas minas abandonadas, e prendem tanto eles dois quanto alguns capangas, que parecem não reagir tanto.
Eles são julgados pelos guardiões e presos em Oa, mas não parecia certo...pois, como Hal leu nos arquivos antigos que o doce é feito de um minério específico que reage ao ouro, e somente a Água régia, o Flúor e o Cloro reagem ao Ouro. Ou seja, o doce só poderia ser feito em algum lugar entre a produção de sais de cozinha\água do mar, minerais, na água tratada e produtos de higiene bucal...e Água régia não é encontrada pronta na natureza; ela é uma mistura líquida artificial...ele conversou com Sinestro sobre isso e...
Espera aí
Martin Phillips era um doutor! Um doutor em odontologia, e possuía um consultório na sua antiga casa destruída no começo do filme.
Com isso, Hal, junto de Alan, foram lá e só encontraram destroços, mas dentro havia o nome de uma marca de pasta de dente que patrocinava seu consultório antes de mudar de nome.
Como dito antes, entre Metrópolis e Mesa City havia um deserto que tinha um complexo de fábricas, sendo a fábrica da pasta de dente uma delas. Antes das fábricas, o ambiente possuía pouca vegetação e certos Oásis, mas após a industrialização, os rios secaram, as chuvas diminuíram, e o deserto se formou.
Hal e John visitam a fábrica, conversam com alguns funcionários, incluindo o suposto novo chefe de lá, e conseguem permissão para investigar os quartos de lá. Com a ajuda do anel mágico de Alan Scott, eles descobre um estranho ser invisível, que tenta fugir destruindo tudo ao seu redor.
Com a ajuda do anel mágico, John consegue subjulgar o estranho destruidor invisível, destruindo seu traje, e é revelado que a tal figura era ninguém mais e ninguém menos que o Dr. Martin Phillips, o verdadeiro.
O doutor se recusa a falar qualquer coisa, mesmo estando sem saída, então Hal e Alan Scott o levam para Oa (Mesmo que os guardiões não vão muito com a cara de Scott!) esclarecendo que as versões de Martin Phillips e capangas anteriormente capturadas eram cópias robóticas metamorfoseadas, e exigem continuar a investigação.
Krona e outros guardiões demonstram preocupação, alegando que a situação era delicada e exigia um procedimento distinto, mas Hal se recusa a obedecer e discute feio com os maltusianos. Sinestro, que passava por ali, observou tudo.
Hal fica com tanta raiva que joga o anel energético no chão, permanecendo apenas com o anel mágico de Alan, e completa:
Hal: Continuem fazendo o que sempre fazem então! Me impeçam...mas se uma criança morrer por causa de vocês...não venham se apresentar aos pais dele como "heróis"!
Sinestro tenta o acalmar, sem sucesso, e depois tranquiliza os demais guardiões afirmando que assumiria a supervisão de Jordan e Alan.
Claro que ele disse isso da boca pra fora, para logo depois se juntar aos dois lanternas humanos na investigação paralela. Alan Scott ajuda eles, ensinando na casa dele como fazer réplicas do anel mágico até mesmo sem um anel disponível (Invocando da Bateria Mágica que o mago o deu no passado!) e os 3 lanternas conseguem descobrir mais sobre os laranjas dos esquemas de Jacob Hammond no complexo de fábricas e seus destinos.
Paralelamente, no submundo alienígena, o simbionte verde consegue ajudar Sayd e Ganthet a se encontram com Atrocitus. Ele revela que antigamente fazia parte da Tribo Safira Estrela, um grupo de nômades indígenas que cultuava A Presença e pregava o Amor em sua essência mais pura, salvando a vida de muitos com seus ideais, incluindo a dele mesmo.
A tribo se residiu no planeta Ryut para salvar vidas do mundo do crime. Devido à má organização de sua sociedade, o planeta era um epicentro de operações de contrabando e, como tal, servia como um refúgio seguro para viajantes espaciais, malandros e forasteiros, independentemente de sua espécie ou negócio. Consequentemente, os habitantes pouco faziam para conter as operações de contrabando desenfreadas que passavam pela cidade, o que levou o planeta a ganhar a infâmia de ser um antro de escória.
Por mais incrível que pareça, Krona e alguns dos guardiões do universo mais velhos, eram presença constante, visitando não para interferir diretamente na política do planeta, mas para consumir os doces proibidos vendidos ali, sendo o Doce da Felicidade um deles. Todos da tribo Safira Estrela cruzaram caminho com eles pelo menos uma vez.
Com o tempo, os guardiões velhos foram se desintendendo com os mafiosos do local, chegando até a ameaçar destruir tudo, mas ninguém os levou a sério, principalmente por parecerem certinhos demais. Porém, um dia robôs metamorfos, disfarçados de cidadãos, realizaram um grande massacre em Ryut, matando tanto os que estavam no poder quanto os habitantes e usou equipamentos para fazer o planeta sumir, e obrigar todos os sobreviventes a ficarem presos sem poderem sair e expor tudo que aconteceu. Atrocitus foi o único da tribo que pregava o amor que não morreu.
Para provar que não estava mentindo, Atrocitus leva os dois guardiões para Ryut, mostrando restos dos robôs metamorfos, e túmulos improvisados que o restante dos habitantes daquele planeta fizeram para os inocentes e culpados mortos naquele massacre. Coincidentemente, Ganthet descobrem sobre as cópias robóticas de Martin Phillips, e deduz junto Sayd sobre quem podem ser os verdadeiros culpados daquela conspiração toda.
Tudo muda na virada do segundo para o terceiro ato! Quando suas pistas cruzam o planeta Xanshi, um alienígena chamado Kanjar-Ro usa seu poder de teletransporte para separar Hal e Sinestro, Alan Scott continua com Sinestro.
No espaço, Kanjar luta com Hal usando truques mentais com seu teletransporte, sempre conseguindo desviar das rajadas de poder que Jordan dispara. Ao mesmo tempo, o alienígena voltava para onde Sinestro e Alan Scott estavam, e tentava quebrar partes do braço de ambos, falando que aquilo era "uma mensagem".
Sinestro grita de dor ao ter somente um braço torcido, e Alan o leva para um hospital em Oa (Vai me dizer que não acreditam que não há centros médicos em Oa?) após distrair Kanjar-Ro criando um maçarico gigante. Sinestro e Alan são devidamente atendidos, e o alienígena desiste de ir atrás dos dois para se reencontrar com Hal.
Kanjar atrai a rajada de Hal na direção de Xanshi e, um instante antes do impacto, teletransporta-se para longe. A energia atinge o planeta. Por um breve momento, tudo parece normal... até que Xanshi explode diante dos olhos de Hal....sem mais e nem menos....o planeta explodiu na frente de Hal....por causa dele...
Hal Jordan...matou um mundo inteiro...
Bilhões de vidas desapareceram em um instante...
Isso...isso é uma catástrofe!
O choque é tão grande que Hal permanece completamente imóvel e sem dizer uma única palavra por quase dois minutos. Quando finalmente compreende o que aconteceu, desaba em um choro compulsivo, perguntando para si mesmo várias vezes o que foi que fez...
Os segundos seguintes são desconfortavelmente silenciosas até a chegada dos Guardiões do Universo mais jovens, que ficam horrorizados com aquilo.
Sem oferecer qualquer resistência, Hal, extremamente arrependido do que fez, se declara culpado, e os guardiões o levam preso.
As próximas cenas são de todos reagindo a tragédia de Xanshi, cada um lidando com o medo e a confusão de maneiras diferentes. Alan Scott tenta oferecer algum consolo, mesmo não conhecendo Hal Jordan direito. Depois, o herói veterano continua a investigação paralela, cruzando caminho com os destroços de Xanshi e outros possíveis pontos do tráfico do Doce da Felicidade.
Ganthet e Sayd, chocados com tudo isso, pausam suas investigações com a conspiração e procuram maneiras de recuperar as vidas perdidas ou de impedir que uma catástrofe semelhante aconteça novamente. Por mais incrível que pareça, não há sinal de corpos voando pelos destroços de Xanshi, o que é muito estranho.
Enquanto isso, Sinestro, ainda se recuperando do esforço, conversa sinceramente com Hal Jordan sobre o que aconteceu e os sentimentos que a tragédia despertou nele. Jordan desabafa, confessando que se sente profundamente arrependido e acredita que merece a morte, mas Sinestro discorda, incentivando-o a não pensar dessa forma. Ele diz que aprendeu bastante com Hal, especialmente sobre como a ousadia pode ser bem-vinda em diversas situações, e reforça que ele precisará de tempo para se perdoar, e que estará com ele se for necessário. Foi a partir desse momento que Hal Jordan e Sinestro se tornam melhores amigos.
A família de Hal Jordan tem reações variadas. Sua mãe o consola, o irmão Jack o repeende, Carol Ferris conversa seriamente sobre seus comportamentos impulsivos, e Jim e Martin ficam em silêncio, só ouvindo o que Hal tinha a dizer. Mesmo divididos, todos ainda cuidam de Jordan nessa situação complicada.
Enquanto os guardiões do universo preparam tudo para o julgamento de Hal Jordan, vemos comentários variados dos alienígenas sobre o ocorrido, tendo alguns preconceituosos aproveitando para alimentar suas narrativas preconceituosas contra a Terra.
Um dia antes do julgamento de Hal Jordan em Oa, Sinestro recebe alta do hospital e é levado para sua casa por Alan Scott. No caminho, o alienígena rosa percebe que perdeu o anel mágico e só estava disponível apenas o anel energético...que curiosamente não estava com ele fazia alguns dias. Os dois conversaram no caminho todo sobre quais rumos a investigação da conspiração iria tomar, e quando finalmente entram na casa, Alan começa a atacar ferozmente Sinestro usando armas alienígenas gigantes saídos de seus braços, ou seja, aquele não era o verdadeiro Alan Scott.
Sinestro tenta se defender, mas o anel energético parecia não ter efeito contra a cópia robótica, pois o sistema operacional afirmava que não lhe era permitido fazer isso. Então, a única solução foi improvisar ataques usando as limitações do anel energético, e ainda por cima com os braços se recuperando.
Sinestro percebe que o robô era alimentado por uma fonte de energia escondida nas costas, e tenta destruí-la, porém, o Alan Scott robótico se provou mais forte e esperto, sempre conseguindo se superar. Sinestro consegue escapar e se teletransportar para a casa de Alan Scott. Tenta o procurar, mas sem perder tempo, ele invoca outra réplica do anel mágico, e volta para sua casa para acabar com o robô assassino.
Agora a luta estava mais equilibrada, mas mesmo assim, Sinestro caía no chão de vez em quando. Determinado a vencer, Sinestro se utiliza de suas últimas forças, e canaliza todos os seus recursos em seu anel mágico, proclamando através de simples sussurros:
- No dia mais claro...
Uma forte luz começa a cercá-lo, e o cenário ao redor começa a contrastar com ele.
- ...na noite mais densa...
Levantando com certo pesar, Sinestro olha o robô à sua frente e fala sem hesitar:
- ...o mal sucumbirá perante a minha presença!...
O robô tenta matá-lo através de vários lasers, mas Sinestro prontamente corre em direção ao robô, rebatendo todos os raios lançados pra cima dele.
- ...TODO...
Sinestro aproveita e cria uma corrente à sua esquerda.
- ...AQUELE...
Depois, ele cria um construto de foice e consegue atingir parte da cabeça do robô.
- ...QUE VENERA....
Tendo finalmente alcançado seu inimigo, Sinestro cria um construto de corrente à sua direita.
- ...O MAL...
Sinestro cria novamente outra foice e destrói as pernas do robô.
- ....HÁ DE PENAR.....
Com uma última respiração, Sinestro amarra os dois braços do robô, força ele ficar de joelhos no chão, e aponta o anel mágico brilhante com todo seu poder canalizando no resto da cabeça dele e fala, com certa dificuldade devido ao sangramento de sua boca:
- ...Quando o poder do Lanterna Verde enfrentar!
Dando um tiro fatal que destruiu toda a cabeça do robô, Sinestro desmaia logo depois.
Ao mesmo tempo, Alan Scott ainda está no espaço e cruza caminho com Ganthet e Sayd nos destroços de Xanshi, e logo, percebem uma coisa errada! A lua deveria ter perdido sua órbita após a destruição do planeta, mas ainda está lá. Os três se juntam, e percebem com a magia do anel mágico de Alan um enorme complexo de hologramas escondendo Xanshi, inteiro ainda...assim como aconteceu com Ryut!
Uma criatura estranha tenta os matar de longe com uma arma especial, mas os 3 rapidamente o imobilizam, revelando ser Kanjar-Ro. A cena termina quando Alan exige que ele responde algumas perguntas.
Enfim, chega o grande julgamento. A família de Jordan é chamada para que seus testemunhos venham ajudar a criar o perfil psicológico dele, e junto deles também estariam Sinestro, Stel, e alguns supostos alienígenas que tinham família em Xanshi e sobreviveram a explosão.
Depois de muitas acusações e histórias contadas, Sinestro dá o seu testemunho a favor de Hal mostrando os restos da cópia robótica que tentou o matar. Ele tenta defender seu amigo dizendo que talvez, quem tenha explodido o planeta tenha sido uma cópia, mas Hal ainda assim se declara culpado, e os guardiões do universo não vêem com bons olhos nada do que Sinestro fala.
De repente, Alan Scott, Ganthet e Sayd chegam junto de Atrocitus, Kanjar-Ro, o simbionte verde, e outros habitantes do planeta Ryut, falando que Hal Jordan é inocente, e tudo faz parte de uma conspiração de Krona e seus aliados para esconder seus planos sujos envolvendo o tráfico do Doce da Felicidade.
Seria fácil manipular a narrativa contra uma ou duas histórias, mas muitas provas contra Krona chega de uma só vez. As cópias robóticas dos presos ressocializados, Xanshi sendo exposto quando os hologramas foram desligados, os relatos dos habitantes de Ryut, a morte de Abin Surr, e etc. Enquanto a sala de julgamento se enche de murmúrios e sussurros de surpresa, os Guardiões do Universo trocaram olhares rápidos, avaliando as novas evidências. A força das provas começa a pesar contra a narrativa de culpa de Hal Jordan, e a sombra da conspiração de Krona se torna ainda mais evidente.
Krona tenta se defender de cada uma das acusações, mas Hal, que já estava estressado com tudo aquilo, sai de onde estava, pega o anel mágico de Alan Scott, cria um balão cheio de poeira de ouro, e joga contra a boca de Krona, que acaba engolindo parte da poeira.
Assim como aconteceu com Jubal Slade, o velho guardião sente uma forte dor de barriga, depois começa a perder a habilidade de falar, e enfim, se transforma num monstro parasita amarelo. Hal usa o anel mágico para prender Krona, pondo um fim à qualquer dúvida sobre a conspiração.
O pó de ouro ainda voa pelo ar, e alguns guardiões se teletransportam para longe. Todos ficam alertas, pois se eles decidiram fugir do pó de ouro e de quando tudo foi revelado, deve ser porque eles têm algo a esconder, ou alguma estratégia oculta em andamento. Praticamente, só tem quatro guardiões jovens presentes por ali, tirando Ganthet e Sayd. Então, os lanternas verdes, os guardiões presentes, Atrocitus, e a população, decidem ir atrás desses fugitivos.
A batalha final fica dividida entre cenas rápidas de núcleos pequenos, e os núcleos grandes.
Krona monstro é preso em uma das celas de Oa, mas depois que Hal sai, parte da população suborna os guardas, e entram na cela da criatura para o matar com vários tiros seguidos. Porém, o monstro Krona continua vivo, com metade do corpo funcionando, e foge matando alguns cidadãos alienígenas. Os que sobreviveram fogem e se comunicam com os outros que estão lutando também.
Sinestro e Alan descobrem a localização de dois dos guardiões fugitivos e se separam para ir atrás deles. Por sorte, eles não inalaram o ouro, então a briga envolveu mais manipulações telecinéticas do que física. Com criatividade, os dois conseguem vencer. Sinestro até mesmo consegue salvar Alan de um ataque surpresa dos monstros e diz:
Sinestro: Estamos quites!
Ganthet, Sayd, e os guardiões mais jovens vão atrás de alguns guardiões velhos que acabaram se transformando em monstros parasitas. A luta é acirrada, mas conseguem vencer tempoprariamente com a ajuda da população revoltada de antes. Digo "tempoprariamente" pois os parasitas continuam vivos mesmo com partes do corpo danificadas.
Hal Jordan encontra dois guardiões velhos que se transformaram em monstros escondidos nos bueiros do local. Devido a falta de iluminação, e também a má estrutura do local, a batalha de Hal com os dois monstros acaba destruindo boa parte do chão antes mesmo que Jordan pudesse vê-los. Na primeira oportunidade de ver, o lanterna teletransporta os dois para um planeta deserto deserta próxima, onde a batalha continua com intensidade, cada um usando seus poderes em um confronto de força e astúcia.
Hal tenta dialogar com os monstros, tentando convencê-los a se renderem, mas a influência das propriedades do Doce da Felicidade neles é ainda mais forte, o que os deixa ainda mais agressivos e imprevisíveis. Enquanto isso, os outros membros da equipe enfrentam os monstros parasitas restantes, lutando para proteger os civis e evitar uma destruição maior.
Chega nos comunicadores de lanternas a notícia dos cidadãos sobreviventes de que os monstros parasitas continuam vivos mesmo perdendo partes do corpo, ou seja, a única solução seria dizimá-los por inteiro. Hal, tendo uma ideia, pede a localização de todos os monstros, leva todas os parasitas para o planeta deserto com teletransporte rápido e, de lá, volta à Terra para criar mais nove réplicas do anel mágico de Alan Scott para poder usar um em cada dedo da mão.
Hal Jordan volta ao planeta deserto com a bateria mágica, fica no pico de uma montanha, e recita o juramento diferente, recarregando seus 10 anéis mágicos enquanto todas as criaturas parasitas o descobrem, e sobrem rápidamente para o atacar.
- Nos dias claros e nas noites densas...
Enquanto Hal falava, uma enorme aura de energia verde, mais brilhante que os dos anéis energéticos, o envolvem. Os passos dos monstros aumentavam a cada segundo.
- Nenhum mal escapa à minha presença. Lançarei minha luz sobre o mal a vagar...
Alguns monstros cortados pela metade pulam em direção a Hal, mas o herói desvia.
- Pois o ideal maligno não irá suportar...
Com as próprias mãos os pega e joga de volta contra os monstros que ainda subiam.
- A luz do Lanterna Verde brilhar!
Olhando diretamente para Krona (Ou o que sobrou vivo dele!) Hal Jordan se torna num ser de pura energia mágica verde, e dispara uma rajada tão forte que chega ao ponto do céu ficar verde e piscar 10 vezes seguidas sem parar acompanhados de um som estrondoso que diminuía a medida que o poder acabava, e os parasitas eram dizimados.
E enfim, o problema foi resolvido...ou nem tanto!
Agora que todo o universo sabe dos podres dos guardiões mais velhos, o povo, que antes acreditavam fielmente neles, começou a questionar sua integridade e suas intenções. As suspeitas e desconfiança pairou sobre as instituições que antes eram tidas como inabaláveis, e a confiança que sustentava a ordem no universo foi abalada para sempre.
Hal Jordan observava tudo aquilo de longe. Sua reputação agora oscilava ainda mais do que só o preconceito contra os humanos, mesmo com a vitória contra Krona. A guerra contra a desinformação e a manipulação começou! E tanto Hal quanto Sinestro agora sabiam que o verdadeiro desafio seria reconquistar a confiança do povo e reforçar a união entre os lanternas, que ainda processam tudo isso, os guardiões e todas as raças que dependiam dos lanternas verdes.
Os guardiões mais jovens trabalhavam para restabelecer a integridade da Revolução da Razão, agora mais cientes de suas próprias falhas e vulnerabilidades. Eles reconheceram a necessidade de uma reformulação, de uma maior transparência e de uma vigilância constante contra ameaças internas e externas.
Os habitantes de Xanshi, Ryut e outros mundos afetados também buscavam reconstruir suas vidas também, carregando as cicatrizes dos conflitos que revelou não só os perigos do poder descontrolado, mas também a importância da união e da verdade. Seria nesse contexto que Atrocitus começaria a dar um certo tipo de discurso...
Ganthet e Sayd decidem sair do conselho dos guardiões de forma definitiva, e vão para um planeta deserto chamado Mogo para iniciar um novo método para garantir a paz: Os Lanternas Azuis.
Após a cerimônia que homenageou os heróis presentes na batalha, incluindo Alan Scott, Sinestro percebe que o semblante de Hal Jordan não mudou nada desde a suposta destruição de Xanshi. Ele continua meio cabisbaixo e sério, o que é curioso para Hal.
Sinestro tenta o animar dizendo que ele não foi culpado de nada, mas Jordan fala que, mesmo que aquilo seja falso, se continuasse agindo imprudentemente, poderia destruir um planeta de verdade. Então, ele promete a si mesmo que iria se dedicar mais a vida de Lanterna Verde e ser mais responsável e sério. Afinal, todo o mal da conspiração já passou, o que mais poderia dar de errado?
....
O pós crédito seria um flashback de Abin Sur chegando ao planeta Ysmault. Lá, ele interroga Qull, um dos Cinco Inversos, e conversam sobre uma tal profecia. A profecia dizia o seguinte:
O universo inteiro verá a ambição,
da razão vestida em falsa perfeição.
Os que buscavam somente a felicidade
começarão na Terra a sua maior falsidade.
Quando a conspiração enfim florescer,
toda a verdade começará a aparecer.
Da dúvida nascerá a desilusão,
seguida da tristeza e da decepção.
Da decepção surgirão Paciência e Força, enfim,
como duas sementes brotando do mesmo jardim.
Mas a Força pensará ser Raiva,
seguindo uma estrada amarga, parecendo saraiva.
Tentará carregar o mundo nas próprias mãos,
sem notar o peso de suas ilusões.
Por muitos anos buscará explicação,
sem jamais encontrar a verdadeira direção.
Então, por obra do destino e da ocasião,
coincidências romperão um grande coração.
O mais famoso dos Lanternas Verdes cairá,
e do homem gentil a fúria se libertará.
Nascerá o Crepúsculo Esmeralda em seu clamor,
consumindo quase todo o antigo esplendor.
O legado dos Guardiões será quase apagado,
como um sonho pelo tempo abandonado.
O universo lembrará apenas da escuridão,
esquecendo o brilho que guiou sua primeira missão.
Mas a chama viverá, firme e verdadeira,
nos que jamais largaram sua bandeira.
Serão eles que manterão viva a esperança,
mesmo diante da dor e da lembrança.
Inspirarão um mundo inteiro a resistir,
quando toda luz parecer enfim fugir.
Chegará a Noite Mais Densa, sem igual,
engolindo até o brilho do Sol celestial.
Mas nem mesmo a sombra vencerá para sempre,
quando um coração ainda permanecer quente.
Das cinzas surgirá uma nova geração,
forjada pela perda, guiada pela união.
E, apesar de toda lágrima derramada,
voltará a iluminar a antiga estrada.
Pois a luz pode cair... pode até desaparecer.
Mas enquanto houver alguém disposto a crer,
o legado jamais encontrará o fim,
e um novo amanhescer esmeralda nascerá por fim.
A descoberta da profecia da Noite Mais Negra por Abin também havia sido escrita anteriormente no Livro de Oa . No entanto, os Guardiões do Universo acreditavam que a profecia era uma mentira inventada por seus inimigos, e a passagem sobre a Noite Mais Densa foi posteriormente removida do Livro de Oa por Krona.