Quarta-feira passada,
dia 12 de Maio, o Justiceiro fez seu grande retorno nas adaptações do MCU, em
seu próprio especial “Uma última morte” (One
last Kill). Tendo o anti-herói sendo vivido mais uma vez pelo Jon Bernthal,
esse especial, em conjunto com sua aparição em Demolidor Renascido, serviu para
restabelecê-lo na franquia do MCU, após ele ter ficado ausente desde 2019.
Em 48 minutos de
duração, o especial consegue entrega várias cenas de ação, violência (algo surpreendente
para um projeto do Disney+) e fortes cenas emocionantes e bem atuadas. No
entanto, ele sofre um problema que tem estado presente no Justiceiro no MCU: A
estagnação do seu arco.
Enquanto a aparição do
personagem de Bernthal na 2ªtemporada do Demolidor da Netflix foi memorável,
tanto sua série, em suas duas temporadas, quanto o especial repetem a mesma
história, com Frank começando deprimido ou cumprindo sua vingança, querendo se aposentar, mas no
final aceitando sua vida como Justiceiro, com o personagem só usando sua icônica
camisa com a caveira no último episódio (no especial foi nos últimos minutos).
Conforme alguns
youtuber, parece que a Marvel tá tentando transformar o Justiceiro em um “Wolverine
2.0”, mostrando-o mais como um assassino relutante, um homem que busca paz, mas
acaba sendo forçado a voltar para guerra, quando o personagem sempre foi o
oposto, um soldado que, após a perda de sua família, passou a se dedicar a sua
guerra contra o crime, um conflito que nunca teria fim (não que isso importasse
para Frank, que se sentia vivo em combate).
Outro ponto negativo da
versão do MCU é a caracterização que o Bernthal dá pro personagem. Enquanto ele
é bom em algumas cenas emocionais, principalmente no lado simpático do
Justiceiro, assim como seu lado traumático. Mas, ele acaba focando demais nesse
lado, que o Frank Castle é mostrado como sujeito muito emocional e instável,
sempre gritando de forma bem caricata.
Isso é uma grande
diferença do personagem das hqs, que é um sujeito bem mais disciplinado e
estrategista. Frank pode ter momentos que expõe sua humanidade, mas nunca a
ponto de deixar o leitor esquecer que ele é um assassino pertubado, que passa medo sempre que está em cena.
Como o especial foi bem
aceito pelo público, Marvel já anunciou que buscam usar o Justiceiro em futuros
projetos, o que seria uma oportunidade de corrigir esse erro e desenvolver o
anti-herói para além de sua origem.
Portanto, decidi escrever esse texto, apresentando minha proposta para o futuro do Justiceiro no MCU, que seria uma nova série, de 8 a 10 episódio, adaptando algumas das melhores histórias do personagem.
Justiceiro
Jornal de guerra (1ª temporada)
Episódio
1 - Estopim
O episódio começaria no
ponto onde o especial deixou, com Frank sendo caçado pelos mercenários da Ma
Gnucci. Depois de uns ataques resultar em um civil sendo ferido, Frank decide
dar uma resposta à altura.
Nesse meio tempo,
Castle mora escondido, sob o nome falso de senhor Smith, em um apartamento
velho, tendo como vizinhos o jovem Spacker Dave, senhor Bumpo e a tímida Joan.
Suas ações são notadas
pela polícia. No entanto, como a maioria dos tiras respeita o Justiceiro, julgando que ele
facilita seu trabalho, os integrantes da força deixam a função de caça-lo para
Martin Soap, um investigador meio atrapalhado, mas otimista e com senso de
justiça.
Após Frank ter matado mais alguns de seus homens e queimado o dinheiro de seus associados, Ma Gnucci fica furiosa, principalmente com alguns de seus capangas comparam a com seu falecido marido.
Disposta provar que eles estão errados, ela arma uma emboscada
para Frank, forçando o anti-herói a procurar abrigo em um zoológico.
Confiantes, Gnucci e seus homens começam a caçar Frank, não percebendo que ele se aproveita do cenário para pega-los de surpresa, deixando-o serem mortos por animais, como piranhas e cobras.
A última armadilha vem acontecer na jaula dos ursos, onde
Castle consegue escapar, enquanto Ma Gnucci e seus homens são deixados para ser
atacados por um urso polar.
A mafiosa consegue
sobreviver, porém perde seus membros, ficando mais enfurecida do que nunca.
Então, ela pede a um capanga para chamar um assassino, conhecido como
Barracuda.
Episódio
2 – Meios & fins
A abertura iria introduzir Barracuda como um assassino doentio, que executa suas vítimas de formas bem distorcidas. Após retalhar mais um alvo, ele recebe um telefonema de Gnucci, contratando seus serviços.
Castle chega a espionar uns homens de Gnucci em uma lanchonete, porém é impedido de ataca-los por uma garçonete, não querendo que a ação faça mais inocentes serem feridos.
Esse incidente,
combinado com pesadelos que Frank tem tido, resultaria em um drama pessoal para o personagem, com pessoas
questionando-o qual sua verdadeira motivação: Ele é um homem bom fazendo o
necessário para garantir que ninguém sofra a mesma tragédia que sua família, ou
ele é apenas um lunático usando o sofrimento de outros e si próprio para
justificar sua guerra sem fim?
Em paralelo a isso,
teria a sub-trama de Martin Soap, com o detetive descobrindo que a prioridade
da polícia em caçar Frank foi feita sob as ordens de Gnucci. Se ele não
capturar Frank, ele será demitido, mas se fizer, estará apenas entregando o
vigilante não a justiça, mas para a máfia. Esse é o momento que em Soap
descobre o lado corrupto de seu trabalho.
Chegando em Nova York e recebendo sua missão de Ma Gnucci, Barracuda localiza o apartamento de Frank e confronta o anti herói. A briga é violenta, com os dois usando tudo na casa como arma contra o outro.
Atraídos pelo barulhos, Dave, Joan e Bumpo chegam
para ver o que estava acontecendo. Se aproveitando que o vilão se distraiu,
Frank, mesmo ferido, consegue agarra-lo e o joga da janela do prédio.
Exausto Frank desmaia
perante seus vizinhos, que agora sabem quem ele é.
Episódio
3 – O Preço
Os homens de Ma Gnnuci
chegam ao prédio de Frank para transporta o Barracuda. Encontrando o mercenário
caído no chão, eles invadem o apartamento. Por sorte, Joan, Bumpo e Dave já
tinham escondido Frank. Quando eles ameaçam Bumbo, Dave tenta defender o amigo,
resultando nos criminosos a tortura-lo, tirando seus piercings.
Tendo se recuperado dos seus ferimentos, Frank desperta e rapidamente elimina os capangas de Gnucci, mas Dave acaba tendo que ser levado para o hospital.
Sendo avisado por Bumpo que ele não pode mais ficar ali, Frank prepara suas coisas para ir atrás de Ma Gnucci. Na saída, ele se encontra com Joan, que pergunta como Frank faz o que ele faz, como ele consegue fazer tantas coisas questionáveis sem pensar nas consequências. Nessa conversa, Joan confessa ser meio anti-social por causa de suas inseguranças de como pessoas irão vê-la, temendo magoa-las. Frank opta por não responder.
Enquanto isso, Soap acaba descobrindo sobre o incidente com o Barracuda e, no caminho pra cena do crime, acaba vendo Frank passar por ele. O policial segue o vigilante até a mansão dos Gnucci, onde Frank começa a massacrar todos os integrantes da gangue.
Mas, a presença do detetive ansioso, faz com que Frank acabe tendo que
salva-lo dos tiros, resultando nele sendo ferido e encurralado pelos bandidos.
Durante esse episódio,
um detalhe que não comentei é que o episódio ficaria transitando entre eventos
presentes e flashbacks dos tempos de Frank no exército, mostrando um incidente
onde ele e um grupo de soldados ficaram cercados por um inimigo. Ele prometeu
que eles iriam retornar para casa são e salvos, apenas para vê-los serem mortos
em combate. Quando um terrorista está preste a mata-lo, ele é atingido por um
soldado, o tenente Burt Kenyon (vivido pelo Thomas Jane ou Dolph Lundgren).
Depois de horas de
batalha, Frank e seu parceiro conseguem matar todos os inimigos. Enquanto
esperam resgate, o futuro justiceiro expressa sua gratidão, dizendo estar em
dívida com Kenyon, que responde virá cobrar de Frank quando ele menos esperar,
e quando esse dia chegasse, eles mais uma vez se encontrariam com pessoas para
eliminar.
O resgate chega para
buscar Frank, dizendo que ele é único sobrevivente. Não entendendo o
comentário, Frank aponta que conseguiu com a ajuda de Kenyon, apenas para
perceber que Kenyon foi um dos primeiros a morrer. Então com quem ele estava
conversando? E qual seria o preço que Kenyon disse que Frank iria ter que
pagar?
Esse paralelo entre o
passado e presente viria a tona no clímax, onde Frank libera sua raiva, matando
todos os mafiosos, colocando fogo na mansão Gnucci e deixando Ma ser
morta carbonizada.
A polícia chega ao
local e capturando os mafiosos sobreviventes. Embora Frank tenha escapado, Soap
se torna um herói aos olhos da mídia por ter conseguido “derrubar a família
Gnucci”.
A morte de Gnucci é informada a um bilionário misterioso, que diz ao seus filhos que vão ter que cuidar de umas “pontas soltas”.
Alguns dias depois,
Dave recebe alta do hospital. Quando Joan e Bumpo o trazem de volta pra casa,
eles encontram uma pilha de dinheiro que Frank deixou para eles, assim como um
bilhete para Joan, dizendo que, apesar de não ter respondido sua pergunta, ele
sabe que o fato dela se importar com pessoas já a torna uma pessoa melhor do
que ele, e isso é algo que ela pode se orgulhar.
Frank deixa seu velho
apartamento e vizinhos, com um último flashback mostrando o dia em que ele
voltou para casa, se reunindo com sua família. Enquanto abraçava seus filhos,
ele tinha notado, por um breve momento, Kenyon olhando a distância. Quando ele desapareceu,
Frank abraçou sua família com muito mais força. Mas, bem no fundo, ele tinha
uma ideia clara de qual seria o preço pela ajuda de Keynon (a vida de sua
família).
O episódio termina com
Barracuda despertando no hospital.
Episódio
4 - Problemas em Chinatown
Agora vivendo na região
de Chinatown, Frank Castle estaria eliminando uns criminosos locais, quando ele
salva uma moça, que foi feita refém de um atirador enlouquecido. Após mata-lo,
Castle descobre que o atirador era filho de uma testemunha que iria depor
contra a família Gnucci, até que foi chantageado sob ameaça de ser revelado o
envolvimento do filho com drogas.
Tendo como suspeito o advogado do atirador, Robert Abbey, Frank começa a espiona-lo.
Isso o levaria a
um restaurante que pertence a uma família asiática. Conhecendo os filhos do
casal, Reiko e Masumi, Frank aprenderia que os empregados de Abbey foram
ex-capangas da Ma Gnucci até Abbey livra-los da prisão, indicando que ele não é
apenas um advogado, mas sim um agente recrutando criminosos para uma
organização maior.
Enquanto isso, Martin
Soap, embora tenha conseguido apoio da mídia, acaba atraindo a inveja de seus
colegas de trabalho, com o comissário fazendo-o formar dupla com outra policial
impopular, tenente Molly von Richthofen, por quem Soap desenvolve uma queda.
Essa parceria entre os
policiais criaria um paralelo com a aproximação de Frank e Reiko, com o
vigilante percebendo que ela está o espionando.
Episódio
5 – Parcerias perigosas
Querendo obter mais
informações, Frank opta por não confrontar Reiko de cara, decidindo também
espiona-la, criando um clima de suspense em suas interações. Ele passa de novo
no restaurante, notando que Reiko e sua família possuem um arsenal escondido,
assim como uma lista com nomes (incluindo do de Robert Abbey), indicando que
eles estão longe de serem apenas comerciantes.
Ao mesmo tempo, Frank
continua sua vigilância em Abbey, aproveitando o momento certo para
confronta-lo. Quando chega a hora, ele aborda o advogado na rua e começa exigir
respostas. Antes que Abbey resposta, ele é morto por um dardo venenoso.
Reconhecendo o símbolo no dardo é o mesmo que viu nas armas da familia de Reiko, ele confronta a moça e a faz abrir o jogo: Ela é uma integrante da Corporação dos Assassinos, uma familia de mercenários que agem em Chinatown, eliminando alvos por um preço.
Eles tinham reconhecido Frank, mas escolheram não elimina-lo, mantendo um olho pra ver se ele poderia ser útil para uma missão.
Naturalmente Frank não demonstraria interesse, estando pronto para disparar em Reiko, que critica o quão ineficiente é tática de Frank, focando em eliminar peixes pequenos como ela quando eles podem leva-lo ao alvo que ele tanto deseja: o chefe de Abbey, Richard Fletcher. Ela propõe uma trégua com Justiceiro, com os dois se unindo para eliminar o mesmo alvo.
Frank se mostra
hesitante, porém, depois de uma conversa sobre a similaridades dele com a
familia de Reiko, com ela descrevendo como eles todos são pessoas fazendo o
necessário para sobreviver no mundo, ele acaba, no final concordando com os
termos.
Durante o episódio,
teríamos Soap e Molly investigando o assassinato de Robert Abbey. Essa
sub-trama estabeleceria a dinâmica dos dois, com o otimismo de Soap
contrastando com a personalidade mais reservada e professional de Molly, que se
demonstra bem incomodada com as tentativas de Soap em impressiona-la.
Episódio
6 – 3 assassinos, 1 alvo e 15 andares
Seguindo um modelo de filmes de ação como Duro de Matar ou Dredd, o episódio teria Frank, Reiko e Masumi, invadindo o prédio de Richard Fletcher e tentando chegar até ele, no 15º andar, passando por todos seus capangas e sistema de segurança.
Durante a aventura,
teríamos Frank se conectando com Reiko e Masumi, mostrando um pouco do lado
paterno para os jovens mercenários, além de se identificar com o desejo deles
querem atender as expectativas de sua família.
Simultaneamente, Soap e
Molly acabariam também vindo ao prédio de Fletcher e se envolveriam no tiroteio
entre os vigilantes e os bandidos.
Obs: A sub-trama
envolveria Soap aprendendo sobre Molly, descobrindo não só que ela é lésbica,
como também sua impopularidade foi resultado de mentira do chefe de polícia,
após ela ter recusado seus avanços.
Após muita cena de ação, Frank e os assassinos conseguem chegar até Fletcher, porém, são surpreendidos pelo Barracuda, que derruba Reiko e parte para cima de Frank, tentando sufoca-lo.
Masumi pula em defesa do soldado, segurando o grandalhão com toda sua força.O garoto implora para Frank disparar, mesmo que signifique atingi-lo no processo. Apesar dos gritos de Reiko, Frank, com frieza, atende ao pedido de Masumi, baleando tanto ele quanto Barracuda.
Com os policiais
entrando no prédio, Frank e Reiko são forçados a fugirem em seus caminhos separados.
De volta ao
restaurante, Reiko e sua família sente luto a morte de Masumi, enquanto se
preparam para confrontar o Justiceiro. Para a surpresa deles, quem entra na
loja é um novo cliente, querendo contratar seus serviços. Porém, ao perceberem
que o envelope do cliente tinha um cartão com o símbolo do Justiceiro, eles
logo rejeitam o trabalho. Reiko olha pela sua janela e vê Frank os observando a
distância. Ele vai embora, sem entregar a moça ou sua família.
Episódio
7 – Julgamento
O episódio começa com
um momento chocante: Depois de matar um criminoso no meio da Times Square,
Frank se entrega a Soap e Molly.
É decidido que Castle
receberia um novo julgamento, com sua advogada de defesa sendo Kristen
McDuffie, cuja participação especial, junto com Karen Page, serviria para
deixar Frank ciente sobre os eventos da 2ª temporada de
Demolidor.
Maior parte do episódio
envolveria os personagens (Kristen, Karen, Soap e Molly) discutindo o motivo de
Frank ter se entregado tão facilmente.
Nesse meio tempo, teria
uma interação entre Frank e Karen, que conversam sobre as perdas que Frank tem
testemunhado na série, principalmente a morte de Masumi, com ele pedindo para que a repórter diga, nos
jornais, que ele foi culpado. Karen se recusa, dizendo ainda acreditar que há
algo decente no Frank, porém ele manda ela esquecer e fazer seu trabalho.
Apesar de entristecida, Karen mantém sua decisão, dizendo que não precisa ver
mais alguém se auto-punir (se referindo ao Matt).
O suspense vai
construindo para o momento do julgamento, onde Frank faz seu movimento,
conseguindo se libertar. Os policiais cerca o prédio, porém, logo, descobrem
que isso era parte do plano dele: Usar sua fuga como isca para distrair a
policia, enquanto ele iria atrás de seu verdadeiro alvo, Richard Fletcher, que
tinha sido capturado pelos policiais no episódio anterior e, estava sendo
julgado em outra sala do tribunal.
Conseguindo captura-lo,
Frank realiza sua fuga pelo telhado. Temendo por sua vida, Fletcher implora por
sua vida e revela para Frank que trabalha para uma corporação, que pertence a
um milionário chamado Stromwyn. O Justiceiro agradece ao bandido pelas
informações e larga ele no chão (leia-se, ele o joga de um helicóptero, direto
numa antena, que perfura o corpo do bandido).
Episódio
8 – Sangue nas águas
Na Flórida, Stromwyn é
informado, por seus filhos (Quinn e Una) sobre a morte de Fletcher. Deduzindo o
que o Justiceiro virá até eles, Quinn sugere contratarem alguém para
elimina-lo, porém Stromwyn diz já sabe onde o Justiceiro está, pois ele já tem
um assassino de olho em Castle
Com a ajuda de Micro
(em uma participação especial) Frank aprende mais sobre seu alvo.
Stromwyn é dono de uma
grande corporação, com influência sobre várias empresas, desde pequenos a
grandes negócios. Embora tenham tido casos onde foi acusado de estar envolvido
em venda de armas e drogas para submundo, a lei nunca conseguiu condena-lo,
seja por causa da falta de provas, juízes cancelando o caso ou (provavelmente
por chantagem ou suborno) ou por ele ter proteção de figuras do governo. De
qualquer forma, Frank já sabe o bastante: Stormwyn é um corrupto chefe do crime
e ele será punido.
Castle faz uma viagem a Flórida para começar sua caça. Na estrada, ele acabaria sendo atacado por outro veículo, que derruba seu carro.
Antes de perder a consciência, Castle reconhece
quem é seu agressor: Barracuda, ainda vivo e mais psicopata do que nunca.
Ao acorda, Castle se vê
em um cais. Barracuda revela não ter interesse em matar Castle tão rápido e de
forma sem graça. Ele expressa a emoção que sente com suas lutas, o prazer da
dor que o Justiceiro lhe trouxe, que ele decidiu dar uma chance para Castle
vence-lo num combate corpo a corpo. Conseguindo se soltar, Frank parte para
cima do Barracuda, resultando em uma
breve porém intensa luta, onde o vilão se sai vitorioso.
Frank desperta em um
barco, ao lado de um capanga de Stromwyn. Barracuda conta um pouco de sua
história para seu inimigo, explicando que ele também foi parte de um exército,
e que um dos passatempos dele e seu pelotão era de torturar os soldados
capturados, usando-os como isca de tubarão.
Acho que dá pra notar
onde essa conversa leva, certo?
Entrando em alto mar, o vilão joga Frank e o capanga no oceano, fazendo-os terem que tentar fugir do tubarão, com Barracuda disparando neles com uma espingarda, caso tentem voltar para o barco.
Usando o capanga como escudo humano, Frank deixa que o tubarão o devore.
Achando que suas duas vítimas estão mortas, o vilão retorna para baía,
sem saber que o Justiceiro sobreviveu e está segurando a uma parte do barco.
Episódio
9 – Náufrago
Tendo cedido aos
ferimentos, Frank acabou desmaiando no caminho e foi levado pelas ondas até uma
ilha próxima da costa. Maior parte de suas cenas no episódios, seriam dele
construindo uma jangada para poder sair da ilha, no processo tendo que
enfrentar seu medo de mar aberto.
Obs: Sim, isso é um detalhe das hqs, com Frank tendo esse trauma de infância após ter ficado a deriva.
Enquanto constrói o
barco, Frank iria sendo assombrado por visões das pessoas que falhou em salvar
(seus colegas fuzileiros, sua família, Masumi), dizendo pra ele merece ficar
preso na ilha e morrer de fome, como punição por ter custado a vida de tantos
inocentes em sua busca por vingança. Em contraste, Frank tem visões de Burt
Kenyon, incentivando ele a continuar a viver e matar pessoas, falando que a
missão deles é prioridade e os inocentes pegos no fogo cruzado são apenas combustível.
Basicamente enquanto as
visões das pessoas que Frank falhou em salvar representam sua culpa reprimida e
desejo de se auto-punir, Burt Kenyon é seu instinto de sobrevivência, assim
como a voz de seu egoísmo, puxando a seguir em frente por sua busca por
vingança.
Em paralelo a isso, Stormwyn
envia Barracuda para caçar outros associados que ele julga estarem conspirando
contra sua empresa. Ao caça-los, o brutamontes descobre que esses empresários
estão seguindo as ordens de Quinn e Una, que
convencem Barracuda a se unir a eles em um esquema para matar seu pai e
assumir a corporação, algo que o mercenário aceita por uma grande quantia em
dinheiro...e panquecas.
De volta a Nova York,
Soap e Molly são proibidos pelo Sr Charles (do Demolidor Renascido) de continuarem
a investigar o caso de Gnucci/Fletcher, deixando o caso sob responsabilidade de
sua força-tarefa. Os dois detetives são colocados em uma situação que pode
custar o distintivo dos dois.
O episódio conclui com
Frank finalmente fazendo seu retorno a costa e, após encontrar o barco do
Barracuda, ele rouba as armas do vilão, estando preparado para ter sua
vingança.
Episódio
10 – Redde Cæsari quæ sunt Cæsaris
Frank liga para Soap e
Molly, revelando que Charles os afastou do caso de Gnucci/Fletcher/ Stromwyn, para que sua força-tarefa possa
fazer uma queima de arquivo. Stromwyn tem vendido armas para criminosos, como
forma de usa-los como teste para o governo. Porém, após a morte de Gnucci e a
firma de Fletcher, o governo começou achar que o cerco estava se fechando,
decidindo silencia-lo para evitar que informações confidenciais viessem a publico.
Apesar de terem dúvidas sobre Frank, Soap e
Molly decidem acreditar em sua palavra e vão atrás dos homens de Charles, para evitar
que eliminem Stromwyn.
Enquanto isso, o
milionário estaria dando uma festa em seu iate, não sabendo que Barracuda e os
homens de Quinn e Uma invadiram a festa, prontos para executa-lo.
Não tendo intenção
alguma de pagar o Barracuda pelo serviço, os gêmeos mandam seus capangas
elimina-lo. Porém, tendo ouvido a conversa deles, o retalhador mata um dos
capangas, revelando sua posição para Stormwyn, que manda seus seguranças matar
o assassino.
O clímax seria uma sequência de ação, lutas e cenas brutais entre os homens de Stromwyn, Barracuda, os capangas dos gêmeos, Soap e Molly, e o Justiceiro, com todos os convidados tentando se protegerem do fogo cruzado.
Assumindo o
auto-falante, Frank ameaça explodir o barco se todos não se renderem. Stromwyn
zomba do anti-herói, dizendo que um de seus homens já encontrou e desativou o
explosivo. Porém, esse homem acaba sendo morto pelo Barracuda, que diz para
Frank destruir tudo. O anti-herói pressiona o botão, explodindo o barco, com
Stromwyn e seus associados pulando no mar, onde são devorados por tubarões.
Tendo escapado da
explosão em um barco, Frank tem uma chance de fugir, mas, ao ver Soap e Molly,
ele volta para salva-los. Quando estão indo rumo a costa, Frank percebe que
Barracuda sobreviveu, se agarrando no barco. Os dois tem seu confronto final, com Frank
usando a própria arma do vilão para estourar sua cabeça, deixando os restos de
Barracuda para ser devorado pelos tubarões.
Chegando no cais, Soap
e Molly tem a chance de capturar Frank mas escolhem deixa-lo ir, após o
anti-herói lhes entregar evidências sobre os crimes de Stromwyn e sua conexão
com Charles.
Com essas provas, Soap acaba sendo promovido, enquanto Molly sai em uma viagem para europa com sua namorada. A corporação de Stormwyn passaria por uma reforma, agora sob nova direção de Quinn e Una (estabelecendo eles como vilões para o futuro do MCU).
A
cena final seria Frank andando nas ruas de Nova York, continuando sua missão
sem fim.
Obs: Caso a série venha
a ter uma cena pós-crédito, seria Charles falando com Valentina sobre Castle.
Percebendo que seu conhecimento sobre o envolvimento do governo com Stromwyn o
torna uma ponta solta, eles decidem que devem elimina-lo. Charles revela ter
alguém que pode ajuda-los: O Mercenário.















