Review: "Mestres do Universo" (2026).



 

Olá meus amigos, quanto tempo!

Iremos comentar e falar sobre a nova película do He Man “Mestres do Universo. 2026”

Confesso que estava com a expectativa baixa e bem receoso, uma vez que o último filme tem quase 40 anos (e afundou a Cannon)...


A franquia sempre foi sólida no coração dos fãs e a cada HQ/animação/game era acompanhada com atenção sempre,  dando margens a discussões e comparações entre os materiais em si.

Digo a vocês que sou fã da franquia, assim como G.I.  Joe, Transformers, Thundercats e várias outras franquias.

Li os quadrinhos (DC/Image/ Dark Horse... etc) do He Man, e posso dizer que tenho bagagem pra poder compartilhar com vcs a minha visão sobre esse filme.

Eu gostei do filme, bastante e consegui encontrar bastante paralelos com diversos ângulos dessa lore tão extensa e irei analisar tanto o filme em si enquanto produto (como se não tivesse conhecimento prévio) como também passar a visão do fã. (o que eu realmente sou).



O filme tem inspiração numa mini de Keith Giffen (2012) pela DC, onde nessa mini de reinício/ ponto de partida Esqueleto venceu a Guerra em Eternia e Adam foi exilado e esqueceu quem é e o poder que tem e é atacado pelos asseclas começando pelo Homem Fera , parece familiar?

Gostei da ideia uma vez que torna o Adam como a visão do público a esse universo, uma vez que ele precisa introduzir esse mundo a toda uma nova geração de pessoas.

Interessante lembrar que o diretor Travis Knight (Bumblebee) mostrou realmente ser um fã da franquia em seus diversos aspectos, tanto é que nesse filme de duas horas e vinte min, ele consegue reunir elementos das animações, quadrinhos, o filme anterior e até mesmo tiras de jornais (!)

Knight foi malandro ao repetir a fórmula de Bumblebee aqui, ao reunir a ideia de filme a um recorte sobre alguma década específica, temos na trilha de The Cure a até mesmo Queen, com o grande Brian May sendo responsável pelos rifes de guitarra no decorrer do longa.

Claro que nesse exato momento, o filme está sendo considerado deveras.. divisivo, uma vez que existem alguns que ainda estão procurando “pelo em ovo” (falando em coisas como lacração e afins) e outros (como este que vos fala) que conseguiram entender a mensagem e viram a diversão pela diversão e espero conseguir provar meus pontos aqui.

Vamos lá; Adam sempre foi atrapalhado e meio “bundão” e o Ator Nicholas Galitzine meio que conseguiu abraçar (até demais) essa vibe, e lembrando do paralelo que sempre existiu entre comparar He Man e Superman (ser escoteiro, forte e ter identidade secretas entre outras coisas) é possível perceber que há uma vibe de Christopher Reeve em Galitzine (calma, respira) principalmente em algumas atitudes em cena e até mesmo em seus “exageros gestuais” (assista Superman 2 e IV e perceba o quão ruim Reeve era em cenas de luta e improvisação de movimentos).

O filme tem 2 h e 20 min e percebe se que Galitzine vai “crescendo” na película, tanto que no final do filme ele parece ter entendido completamente a vibe do personagem e tem seu arco de crescimento completo.

Ele começa trapalhão e inseguro e no final ele diz: “Não é pq eu posso quebrar tudo que eu preciso fazer isso. Eu escolho não faze-lo” Ou seja, ele está no pleno controle de seus poderes e suas habilidade e se assume como um protetor. Um Guardião.

Muitos irão descer a lenha nesse filme pq só vêem a superfície vão cair em armadilhas óbvias caindo na conversa de canais meio inescrupulosos.

Mas muitas coisas que irão criticar no filme, sempre estiveram na franquia, vamos lá; Teela sempre foi guerreira, feminina e linda mas guerreira e Capitã da Guarda, tá lá amigo, nos desenhos antigos. Adam sempre foi “pacato” e trapalhão e mesmo como He Man nunca pensava com “sangue nos olhos”, Mentor e também Randor sempre foram ranzinzas uma vez que sua idade é bem similar. Isso também aparece na Lore.


A rivalidade entre Mentor e Mandíbula, assim como a rivalidade entre Pacato e Homem Fera , a aparência da Feiticeira ser mais morena, assim como os Poderes de Grayskull advirem de He Man e não da espada em si, são da recente animação (em computação gráfica) da Netflix.


O Fato de Adam cair na Terra e não se lembrar exatamente quem é, é parte trazido dos Quadrinhos de Keith Giffen em 2012. He Man em um dado momento do filme pegar um canhão e sair disparando no exército do Esqueleto é dos Mini Quadrinhos que vinham junto dos bonecos. A personagem Dian é das obscuras e bem sucedidas tiras de jornais de He Man. 






A aparência de Esqueleto e também sua habilidades são retiradas da animação de 2002, uma vez que mostrava que Esqueleto era um exímio espadachim e um Bruxo com poderes enormes,  (pense nele como um Shao Khan e Shang Tsung num corpo só).




Destaque pra falar do trabalho de Jared Leto que finalmente fez o trabalho de sua vida (mesmo que ele mesmo não tenha se orgulhado muito disso e não gostado da versão do corte do filme que  foi pros cinemas) na versão legendada ele cria uma voz inteiramente nova, que cabe com o personagem, mas o destaque fica pra dublagem em Português, Luiz Carlos Persy, trouxe sua interpretação própria mas em alguns momentos chaves na fala ele emula o saudoso  Isaac Bardavid, principalmente nos momentos que temos o fonema com “M”.

É fabuloso pra quem gosta de dublagem e entende de imitações de voz, como muitos de nós público de fãs da dublagem brasileira. Se faz salutar lembrar também o trabalho de Garcia Jr, que mesmo com diferença de idade ele consegue emular a voz de Galitzine sendo mais jovem. E depois de um tempo de película vc percebe que ele fica mais a vontade em seu “tempo vocal”.


Pra você que é fã, sugiro que assista o filme duas vezes, pois há várias referências  e easter eggs, o Trono de Esqueleto faz referência ao “Povo da Serpente” (tiranos que dominaram Eternia a milhares de anos) e que participaram da animação em 2002. (a própria Montanha da Serpente pertencia a eles), No momento da cena da batalha aérea na Floresta, He Man cai em cima de um veículo e dá de cara com Stinkor (ou Homem Gambá) presente nas mini comics que vinham com os brinquedos.

Na cena de multidão em um dos pós créditos, tem se a visão do Aquático com seu visual clássico da animação original.

O Fato de Triklops controlar drones é referência a animação da Netflix recente (Revelation) onde o personagem virou uma colmeia de drone. Assim como Maligna quase ensaiar uma rebelião (em seu olhar) contra as atitudes de esqueleto.

Há momentos no filme que similar ao filme “Hercules” (do The Rock) a cena constrói coisas que ficam visíveis por um segundo e vc entende a referência na hora. Exemplo, numa cena final onde há uma luta campal entre os capangas do Esqueleto e He Man, He man pega o capanga Spikor (o dos espinhos) e o usa pra furar os outros e ai ele fica unido a outro capanga empalado a ele, dando a sensação do personagem (por um momento) ter “duas cabeças” similar a um personagem obscuro da franquia (o Two bad).




Nessa mesma briga campal, há movimentos que He Man faz que lembram a animação da filmation, (lá ele sempre arremessava igual lutador de Wrestling na lama) e aqui isso também ocorre, com o acréscimo de socos, chutes e até mesmo cambalhotas.

Essa luta em particular, é quase cartunesca (no bom sentido) uma vez que tem se Uppercuts que jogam longe e até aqueles momentos onde pula todo mundo em cima do cara e ele abre os braços, parecem cenas do Popeye, e isso não é demérito.

Na cena da batalha aérea, lembra bastante Star Wars e ficou bem feito, tanto os efeitos de som nas lutas quando o efeito das máquinas em cena, lembrando que de certa forma as trilhas inúmeras acabaram emulando um efeito que tinha no desenho quando as vezes tinham duas músicas rolando ao mesmo tempo ou ficava uma música rolando mas que nada tinha a ver com a cena em questão. Parecia que a equipe estava simplesmente testando as trilhas durante a transmissão dos episódios.

Mas Claro, no filme essas músicas e trilhas ajudam e impulsionam o filme pra frente. Não considero excesso.

Esse filme meio que vai acabar “apanhando” pelos mesmos motivos (errados) que Mandaloriano e Grogu que pelo meio em si estar meio “cansado” o público meio que já vir com um pé de desconfiança.

O filme fala sobre família, respeito, proteção, amizade, legado, mas por estar sob um pano “engraçadinho” o subtexto pode não chegar a algumas pessoas.

Curti os pós créditos e gostei que eles conseguiram satisfazer o que as pessoas queriam e trazer um pouco mais (teremos a She Ra agora) e até mesmo Gorpo (ou Orko) está no filme.

Há estátua em Eternia que é a cara do Mentor no filme antigo, tem se o Pig Head e o General Karg do filme de 1987.

Há até um personagem no filme que vai a Eternia (semelhante ao filme de 1987).

Lembrando que o diretor entendeu que He Man sim é o principal e ao contrário daquela atrocidade imunda da Netflix, Teela é linda e não é masculinizada.

A história gira em torno dele, e é assim que sempre deveria ser.

Têm seus excessos, mas qual produção não tem.

Achei e lamentei que Feiticeira e Pacato tenham tão pouco tempo de tela e tenham papéis tão protocolares e comedidos.

Vá e leve suas crianças.


Nota: 8

“Se um guerreiro invade seu jardim com uma espada, você não o vencerá com diálogo e poesia”

-Mentor (Mestres do Universo, 2026)