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Clark Kent se esquivava de uma multidão de metropolitanos a caminho do trabalho. Ele é duas vezes maior e três vezes mais educado que os outros. Ele faz o possível para não derrubar ninguém, e nem ser atropelado.
Clark: Desculpe...me desculpe...com licença...
Na porta do Planeta Diário, Jimmy Olsen, com sua clássica roupa brega e um "relógio especial", chega em um carro dirigido por uma modelo. Clark vê Olsen se despedindo da garota com um beijo, e conversam entre si.
Um outro segurança assistia TV no programa jornalístico do comentarista Cleavis Thornwaite. Cleavis falava com certa excitação.
Thornwaite: Leo Quintum, cientista que criou o exército de soldados robôs para ajudar o governo, está exigindo a devolução de suas criações após o presidente, Lex Luthor, usar eles para intervir no regime militar do Kahndaq! Isso é um absurdo! Como você cria uma arma para o governo e não quer que ele use?!
Clark entra na redação do maior veículo de notícias impresso e online dos Estados Unidos. Repórteres se movimentam freneticamente. Estagiários correm com bandejas de café. Monitores exibem cotações da bolsa, notícias e previsão do tempo. Clark passa por Perry White, o editor irascível e eficiente do Planeta Diário. Ele está gritando com Ron Troupe.
Perry: Você nunca vai conseguir sair dessa situação, Troupe, se você não se concentrar no jogo!
Apesar de tudo, Perry é um bom homem.
Perry: Você está atrasado de novo, Kent.
Clark: Foi mal, Perry.
Clark e Jimmy se separam, com cada um indo para suas mesas de trabalho, e Steve Lombard, um jornalista esportivo bigodudo, com ar de menino de meia-idade, aproveita para chegar perto de Kent, segurando o mesmo jornal com a matéria de capa.
Lombard: E aí, perderdor.
Clark: Oi, Steve - Diz ele com certo desgosto.
Lombard caminha com Clark, que folheia a primeira página.
Lombard: Qual é o seu problema com advérbios, Kent? Como é que a gente vai saber o que sentir quando ler essa porcaria? Na escrita esportiva, você aprende que a frase são os modificadores e...
Clark vê seu telefone tocar e atende a ligação.
Clark: Oi, ma
Lombard: Ma!!
Clark: Silêncio, por favor!
Ma (No celular): Ei, Clark, eu e o Pa só queríamos ligar para te parabenizar pela primeira página....muito bom, coisa grande!
Lombard: Pergunte à ‘Ma’ se ela preparou algum bom churrasco de animais atropelados ultimamente.
Clark: Cala a boca, Steve!
Ma (No celular): Que foi, Clark?
Clark: Nada, mãe. Desculpe, a redação está pegando fogo aqui, e...
Lombard: Churrasquinho de gato, gambá, ou "chitlins", mas o que são chitlins?
Cat Grant, a colunista de fofocas, passa por ali. No processo, Lombardi se afasta progressivamente seguindo seu próprio caminho para sua mesa.
Cat: Chitlins são intestinos.
Lombard: Obrigada, Cat. Você leu essa bobagem?
Cat Grant abraça Clark por trás, o provocando. Clark não parece tão desconfortável.
Cat: Li, e achei ótimo, Clarkzinho!
Clark: Valeu! E Cat.
Cat: Sim, querido?
Clark: Onde está a Lois?
Cat: Ah, a Lois? Está fazendo aquela matéria com Leo Quintum, pois ela é bem próxima dele e tal...
Clark: Obrigado por esclarecer!
Ma (No celular): Bom, não quero te incomodar, só queria te dar os parabéns e dizer que estamos com saudades de você, Clark. Já faz um tempo que....o que foi Pa?....O Pa disse para tomar cuidado com a vida de super-herói pois...
Clark: Eu o ouvi, mãe! Não se preocupe....desculpa, mas preciso ir...ok...ok...te amo também...tchau!
Depois de ver a mesa de Lois Lane vazia, Clark murmura para si mesmo:
Clark: Droga, sabia que ela iria fazer essa matéria justo agora....
Guy: Uou! Definitivamente esse sistema de teletransporte dos guardiões é bem mais fácil! kkkkkk
Hal: Não falei? kkkkkk é só colocar as coordenadas certas que ela funciona direito! É um processo indolor!
Guy: Melhor do que o teletransporte que usei mais cedo! Kkkkkk
Mesmo voando, os dois continuavam conversando.
Hal: kkkkkkk mas bem, como foi seu primeiro dia como Lanterna Verde oficial?
Os olhos de Guy chegam a brilhar pela emoção.
Guy: Foi incrível! Salvar todas aquelas vidas e....ver as famílias comemorando juntas depois....foi...ah, sei lá kkkkkk
Hal: Você amou ter se tornado um super-herói, não?
Guy: E muito....é a realização de um sonho! Sabe..."aquele lá"!
Hal: Compreendo completamente....seus pais iriam ficar orgulhosos de você!
Guy: Sim....obrigado Hal...por tudo!
Hal: De nada! Qualquer problema ou dúvida pode contar comigo!
Guy: Certo....aliás, falando em dúvida, tem uma coisa que não entendi!
Hal: O quê?
Guy: Na aula de história que o Tomar-Re deu, ele comentou que eu sou o terceiro Lanterna Verde humano da tropa...mas se eu não me engano...
A expressão de Hal Jordan se fecha, como se já soubesse o que Guy Gardner iria perguntar, mas sem ideia de como responder.
Guy: ...houve quatro Lanternas Verdes aqui na Terra! O primeiro foi um homem chamado Alan Scott, que atuou como herói na época em que a Sociedade da Justiça ainda existia.....porque ele não foi considerado?
Hal: ...é bem...complicado! Por conta de interpretações errôneas de uma profecia envolvendo a Terra, somada às terríveis histórias que eles ouviram sobre a humanidade, criou-se um preconceito contra nós!
A expressão de Guy se fechou, surpreso pela resposta.
Hal: ...e por isso que, mesmo que houvesse um Lanterna Verde responsável por cuidar do nosso setor, eles não faziam questão nenhuma de ser presente para nosso planeta! Por isso que por milênios nenhum terráqueo soube da existência da Tropa dos Lanternas Verdes, diferente de outros mundos!
Guy: Caramba! Por isso não consideram Alan Scott? Por preconceito?
Hal: Não! Mas é porque ele nunca fez parte da tropa!
Guy: Ué? Por quê?
Hal: Antes de mim, Alan Scott descobriu a existência dos Lanternas Verdes, e ficou indignado com a indiferença quanto a nós por causa do preconceito! Ele tentou entrar para a tropa, mas ninguém o aceitou. Por conta disso, Alan aprendeu magia espectral com o mago Giovanni Zatara, e criou sua própria bateria verde para ser um Lanterna Verde não-oficial na Terra. Mesmo depois de eu ter entrado como primeiro lanterna humano, Alan nunca foi considerado um "Lanterna Verde de verdade".
Guy: Caramba! Isso...até desanima um pouco....
Hal: Não se preocupe com isso, Guy! Veja pelo lado bom, agora, a tropa tem dois humanos de forma oficial! E é muito melhor estarmos vencendo o preconceito de pouco em pouco do que alimentar ainda mais as ideias erradas deles agindo de forma impulsiva, não?
Guy: ...é...tem razão!
Hal: Pois bem, não deixe que esses problemas estruturais vençam sua vontade de fazer o bem! Ser lanterna...ser um herói, é muito mais do que isso tudo!
Guy: ...é...obrigado Hal!
Hal: De nada, Guy!
Hal Jordan vê a silhueta de Coast City, e se anima.
Hal: Bom, essa é minha deixa! Até mais tarde!
Guy: Até!
Guy reflete um pouco enquanto vê Hal Jordan partindo. Depois, ele volta a si, e parte vôo.
Enquanto Clark digitava algo no computador do Planeta Diário, sua super audição capta uma frequência de rádio específica, e ouve a voz de Kara Zor-El, sua prima. Percebendo o que era, ele olha para os lados, pega seu celular desligado, e finge atender.
Na Mansão Lex, o próprio atende uma ligação de seu telefone fixo pessoal, ainda usando seu pijama dourado favorito.
Muita coisa acontece ao mesmo tempo! Superman cria novas trincheiras enquanto enfrenta soldados robôs, alguns inteiros e outros já abatidos. À medida que a batalha avança, seu nível de tensão aumenta, e seus olhos começam a brilhar em tom vermelho. Ao ver um homem sendo atingido por um tiro de raspão, Superman fica tomado de raiva. Ele então captura todas as pessoas ao seu redor e usa seu sopro congelante para paralisar todos os soldados robôs presentes.
Supergirl pega de volta o pedaço de chão nos destroços da última fonte, e vê o Robô-Mestre todo amassado. Ela sorri e suspira.
