A arte da trilogia prequel de Star Wars (Episódio II)


 

A pouco tempo... em uma galáxia nada distante...


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A arte da trilogia prequel de Star Wars 

(Episódio II)

 

Tendo decidido expressar os motivos defesa sobre a trilogia prequel de Star Wars, Xandão deu inicio a uma trilogia falando sobre cada um dos 3 filmes e abordando os pontos criticados pelos fãs.

Enquanto no texto anterior ele falou sobre o Episódio I, Ameaça Fantasma, e a forma como dividiu seus fãs, nesse ele iria abordar o segundo episódio da saga de George Lucas, “O Ataque dos Clones”.

Lançado em 2002, o filme pode não ter sido tão polêmico quanto o Episódio I (provalmente pela expectativa dos fãs estar baixa compara com o filme anterior), mas ainda foi criticado por fãs, principalmente pela caracterização e desenvolvimento do Anakin, agora vivido pelo Hayden Christensen.

Embora concorde com alguns pontos tocados por esses críticos, Xandão também discorda de detalhes que mostram a intenção artística para a história que Lucas apresentou ao público. Para explicar isso em detalhes, ele criou esse texto abordando alguns pontos debatidos sobre a segunda parte das prequels.

 

Trama

10 após terem salvo Naabo, Obi Wan e Anakin são convocados para protegerem a senadora Padme Amidala, quando essa se torna alvo de um misterioso assassino.



Os dois jedi seguem caminhos separados:

Anakin acompanha a Padme de volta a Naboo, onde os dois vão desenvolvendo um romance que poderia prejudicar o compromisso de ambos com suas profissões.



Já Obi Wan, ao tentar encontrar o mercenário, acaba descobrindo não só a existência de um exército de clones criados para a república, como também que vários planetas separatistas se reuniram ao Conde Dookan, se preparando para uma guerra que mudaria o universo.

 



A ambição de George Lucas com CGI



Um dos detalhes mais criticados que é notado já de primeira é seu uso de CGI. 99% dos cenários são em CGI por green screen. Até mesmo vários aliens são gerados por computador, incluindo personagens como os genoshianos, os habitantes de Kamino e o Mestre Yoda (que antes era feito por boneco e efeitos práticos).



Isso é um assunto que persiste até os dias de hoje, sobre CGI vs efeitos práticos. Por um lado, CGI é uma técnica que evoluiu muito. Por isso vários filmes dos anos 90 pra cá ficaram utilizando esse recurso de várias possibilidades. O próprio George Lucas optou começar a trilogia do episódio 4 ao 6 porque sua visão para os episódios 1 a 3 necessitava de recursos e técnicas mais avançadas. É claro que ele faria uso dessa técnica nova para época, como forma de expandir seu universo de Star Wars com uma diversidade de personagens e mundos.






O problema é que se tornou uma espada de dois gumes, pois o legal do Star Wars era a forma como Lucas e sua equipe conseguiam criar efeitos de forma prática, demonstrando seu esforço e imaginação. 





Com CGI  usado de forma tão exagerada, faz o filme parecer preguiçoso e artificial, arruinando um pouco da ilusão.



Dito isso, não quero dizer que CGI seja um completo fracasso. Embora não seja um “Gollum 2.0” da vida, Lucas soube usar sua criatividade e desenvolver designs novos para personagens e ambientes, fazendo o universo de Star Wars ter localidades bem mais surpreendentes.



O romance shakespeariano de Anakin & Padme




O maior alvo de criticas dos fãs de Star Wars com as prequels com certeza foi o romance do Anakin e Padme. Eu podia fazer uma lista inteira falando dos vários motivos pelos quais essa relação não agradou a maioria do publico, como a falta de química entre os atores, o dialogo bem tosco (que gerou memes inesquecíveis) e a forma como essa trama de novela parece assumir grande parte de um filme que, para muitos, deveria ser de ação e aventura.



Antigamente, eu até concordava com todos esses pontos, sendo bem entediante toda vez que o filme cortava as cenas de ação e investigação do Obi Wan para focar no romance dos dois, que parecia algo completamente separado e não avança a trama principal até o final do segundo ato.

Hoje em dia, embora ainda tenha critica com a execução da relação do casal, eu tenho uma compreensão melhor do que George Lucas estava buscando expressar.

Como ele falou uma vez numa entrevista, seu estilo de história é como uma poesia, com repetições e referências na narrativa.



Nesse caso, podemos dizer que Ataque dos Clones segue um caminho parecido com Império Contra Ataca, mostrando os heróis em duas histórias oposta: Uma  tem um ritmo mais intenso e cheio de ação, e outro é mais calmo e reflexivo.




Enquanto a história do Obi Wan envolve ele caçando o Jango Fett (um contraste a trilogia original, onde os amigos do Luke eram perseguidos pelo Império), a história do Anakin continua seu crescimento, agora explorando sua adolescência.




Embora sua atitude meio rebelde possa parecer chata para alguns, ela não é incompreensível. Diferente do primeiro filme, onde Anakin era um garoto inocente que admirava os Jedi, nesse ele é um rapaz encarando a dura realidade do treinamento rigoroso dos Jedi, fazendo ele se sentir reprimido e desvalorizado, apesar de suas intenções de querer atender as expectivas do conselho e de seu mestre.

Sua frustração ser direcionada ao Obi Wan faz sentido, considerando como Anakin buscava nele uma figura paterna que ele nunca teve (algo que Qui Gon foi no filme anterior), porém, como o mestre jedi diz vê-lo como um irmão, apenas amplia a decepção do garoto.



Sua paixão pela Padme não vem de uma queda de infância, mas pelo fato dela ser uma das poucas pessoas (junto com a mãe dele e Qui Gonn) que demonstram carinho e valorizam ele como uma pessoa boa. O fato de que os dois são incapazes de abraçar esse amor oficialmente sem prejudicar as profissões um do outro, torna uma experiência que deveria ser normal para um jovem como Anakin em uma verdade tortura emocional.

Isso é demonstrado ao máximo quando ele retorna a Tattoine e descobre que sua mãe foi morta pelos Tusken Raiders, uma perda que ele respondeu massacrando o vilarejo deles, matando inclusive mulheres e crianças.



Muita gente demonstrou uma recepção negativa a cena do Anakin falando pra Padme o que fez, argumento que ela é insana por amar um “assassino de mulheres e crianças”. Pra mim isso é um exemplo dos “supostos fãs de Star Wars” demonstrando não entender não só a cena e os personagens, como também a própria história de Vader (que foi redimido graças a fé de seu filho nele).



O Anakin não é um vilão rindo e confessando suas facetas com orgulho. Ele é um jovem de luto, completamente arrasado pelo fato que fez coisas tão brutais, demonstrando vergonha por sentir essas emoções que ele foi treinado a rejeitar.

A postura de Padme não é diferente de Luke, que demonstra compaixão por Anakin, entendendo a dor dele ao invés de critica-lo ainda mais, ao invés de rejeita-lo como o monstro que ele teme ser.

Eu concordo que os dois confessando seu amor e se casando no final é colocar o carro na frente dos bois, mas eu dou passe visto que os dois já passaram por uma situação de perigo e, com universo prestes a entrar nas Guerras Clônicas, eles sabem que pode ser que nenhum deles sobreviva ao evento. Essa é tragédia de Anakin e Padme, pois a união não teve tempo para desenvolver naturalmente, tornando a relação o prólogo para uma grande tragédia.

 

A arrogância intencional dos Jedis



Esse ultimo item não chega a ser tão criticado, comparado com outros, mas eu acho que vale a pena mencionar: A decisão dos Jedi em usar o exército dos Clones.

Como mostrado por indivíduos como o canal youtube How Should have Ended, a escolha dos Jedis em aceitarem o exército de clones parece muito imprudente, visto que ninguém tinha conhecimento da existência desse projeto e isso foi dado a eles, além do fato dos clones serem criados pelo DNA de Jango Fett, o mercenário contratado para matar Padme.

Algumas pessoas acham estranho os Jedi ou os políticos não estranharem esses detalhes ou desconfiarem da possibilidade desse exército ser uma armadilha criada pelos seus inimigos.



No entanto, acho importante consideramos dois detalhes importantes:

1º) Nem os Jedis ou o senado escolheram já de cara usar os clones, mantendo eles apenas como uma opção caso os Separatistas declarassem guerra. Com Anakin, Obi Wan e Padme capturados em Genosis, eles foram colocados em uma situação onde eles não tinham escolha exceto conceder poderes emergências para o Palpatine, permitindo que ele pudesse autorizar o uso dos Clones.

2º) O mais importante de todos, algo que demonstrando nessa trilogia: Os jedi são idiotas. Apesar da fama de guardiões da paz e justiça, eles demonstram serem bem arrogantes, que não percebem seus erros até ser tarde demais.

Isso é mostrado logo quando Padme aponta a possibilidade de Conde Dookan estar por trás dos ataques a ela, os Jedis negam, dizendo que o passado de Dookan como Jedi o impede de ser suspeito, algo se provando incorreto.

Outra evidência disso é logo no final, quando Obi Wan revela para o conselho sobre Dookan ter falado que Darth Sidious está controlado o Senado (basicamente dando a pista que poderia desmascara Palpatine). O que os Jedis fazem? Eles escolhem ignorar essa informação porque, se fosse verdade, isso provaria o quão incompetentes eles foram em não perceber as manipulações de Sidious.



Log, é obvio que, após obterem uma vitória graças aos clones, os Jedis optariam por utiliza-los como seus soldados, ao invés de considerar a possibilidades deles terem cometido um erro ao aceita-los. É essa recusa de aceitar as falibilidades que levará a queda dos Jedi, incluindo o Anakin Skywalker.

Então é isso! Qual a opinião de vocês quanto Episódio II - Ataque dos Clones? Concordam com os pontos que trouxe ou pensam diferente? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.