E, finalmente, depois
de muito penar, consegui terminar de assistir à série Magnum do Disney
Plus, a série que ninguém pediu, de um personagem que ninguém se importa, mas
que fizeram mesmo assim. E, afinal de contas, a série é boa ou ruim? Bom, vamos
dizer que é menos ruim do que eu pensava, mas é a série mais diferente da
Marvel, com certeza.
Devo dizer que gosto do
Magnum, acho um dos Vingadores mais interessantes, na verdade. Ele surgiu nos
quadrinhos como um rival de Tony Stark que ganhou poderes por um experimento do
Barão Zemo para que se infiltrasse nos Vingadores, mas que depois se arrependeu
e “morreu”. Um pouco depois, ressuscitou e tornou-se um membro tradicional da
equipe. Gosto da fase em que ele ficou o best friend do Fera e os dois
saiam na gandaia passando o rodo na mulherada. Teve também a fase dos anos 90,
em que Magnum foi para Hollywood tentar a carreira de dublê e ator, na qual
esta série se inspira livremente.
A verdade é que Simon esconde um segredo: ele é um super-humano, mas não pode se revelar porque, em razão do incidente envolvendo Demarr Davis, o Porta, que engoliu Josh Gad, atores com poderes foram proibidos de atuar em Hollywood. Vale dizer que o Porta é um herói bucha da Marvel, membro dos Vingadores Centrais. O Controle de Danos já sabe que tem poderes, poderes estes cuja origem na série não são bem explicados. Ele pode ser um mutante no MCU.
A série é muito
eficiente em mostrar os bastidores de Hollywood, de testes, audiências, agentes,
atores egocêntricos, diretores excêntricos etc. Nesse sentido, é mesmo a série
mais diferente da Marvel e não vai agradar a muita gente. Apesar dos episódios
serem curtos, são bem lentos e parados, quase não há cenas de ação, nem parece
uma série de super-herói, na verdade. Porém, as atuações tanto de Abdul-Matten quanto
de Ben Kingsley estão ótimas; de longe, são a melhor coisa da série.
Também há alguns easter eggs e personagens que são um aceno aos fãs, mas não são bem desenvolvidos. Por exemplo, o irmão mais velho de Simon, Eric, interpretado por Demetrius Grose, aparece na série, e eles têm uma rivalidade. Nos quadrinhos, ele é o vilão Ceifador, mas não sei se em uma eventual segunda temporada Eric pode se tornar um vilão.
No mais, a série deve ser vista mais como uma homenagem a Hollywood, com muita metalinguagem, que uma série de um herói da Marvel, apesar de também ser. Alguns pontos do roteiro e alguns personagens poderiam ser melhor desenvolvidos, mas, como série dos bastidores de Hollywood é ok. Como série de super-herói da Marvel é meio chata mesmo. Nota 6 de 10.













