SobreSérie: THE SOCIETY (2019/NETFLIX)


Sempre assisto pelo menos tres episódios de uma nova série, antes de falar alguma coisa. Com "The Society" da Netflix foi diferente....

O motivo para assistir pelo menos tres episódios, é que de uns tempos para cá algumas séries apresentam um episódio piloto fraco e melhoram nos capítulos seguintes. Como por exemplo "The 100" da CW e "The Expanse" da SyFy...

Mas, como já disse, com "The Society" foi diferente. Assisti aos tres primeiros episódios, ao quarto, ao quinto, assisti a temporada toda. Oito episódios! E nada! A série não se dirige a lugar algum...

O interessante é que antes de escrever esta critica (?) ou review (?), li a de uma outra pessoa. E esta pessoa destacou vários significados para a série. Foram tantos que até fui conferir para ver se havíamos assistido ao mesmo seriado! E tínhamos!

De fato, se você tirar todo dialogo e toda situação 'ultra' clichê da série. Lá por baixo, bem no fundo, achará criticas sociais e metáforas...

Alguns mais cultos, poderiam dizer que a série 'mostra como as pessoas reagem diante de uma situação inesperada e desconhecida, sem uma autoridade estabelecida". Outros poderiam dizer 'que a série mostra em pequena escala, o resultado de jovens adolescentes sem direcionamento dos pais'. 

Mas, a série não se aprofunda em nenhum destes pontos de vista, embora 'arranhe' alguns deles...Na realidade a série se concentra mais em dramas pessoais adolescentes, que já vimos em outras dezenas destinadas a este publico...

Aliás, a forma como os adolescentes são mostrados até incomoda um pouco, pelas suas reações diante do inesperado e desconhecido. 

Na série todos os adolescentes de uma cidade saem em uma excursão para visitar um daqueles parques nas montanhas americanas. No meio do caminho há uma tempestade e em certo ponto, o motorista diz que eles estão voltando para casa...

Ao chegarem a cidade, mal desembarcam, os ônibus que os levavam simplesmente partem sem mais conversa, sumindo na noite...A cidade esta completamente deserta, mas cada um vai para sua casa...mas, antes um deles anuncia uma festa (!!!). 

Em casa, todos descobrem que seus pais sumiram, na verdade não há um só adulto na cidade. Os telefones deles caem na caixa postal e a internet parece não existir...

No dia seguinte, eles tentam sair da cidade em direção a próxima, mas todas as estradas (incluindo via férrea) acabam numa densa floresta!!



Diante disto, o que os jovens fazem? Invadem a igreja local, destroem bíblias e cancioneiros, derrubam o mobiliário e ...fazem uma festa regada a bebidas em profusão!!!


Depois disto, alguns (pouquíssimos), concluem que é preciso algum tipo de liderança...escolhem uma jovem chamada Cassandra por ser mais velha e estar indo para a faculdade...

A partir dai começam alguns conflitos um tanto confusos com relação a Cassandra assumir a chefia, principalmente por parte de Harry, que tem alguma diferença pessoal não explicada com ela...

Cassandra e atras dela Allie (futura lider por obrigação...)
Ao lado de Harry, e na verdade manipulando-o para assumir o controle esta Campbell, que tinha tudo para ser um bom personagem, mas o roteiro não ajuda...

Harru e Campbell, o psicopata de plantão (de preto)
No terceiro episódio há um crime (mas, já!?!?!?), que achei que seria uma subtrama duradoura, mas em dois episódios foi resolvido. De forma insatisfatória e usando um personagem até então ignorado...

Somente um episódio depois é que fica claro o porque de tanta pressa em solucionar o assassinato: mostrar uma cena dramática e trazer sentimento de culpa aos participantes, mas apenas por...meio episódio!!


Aqueles personagens clichês que voce já viu nas outras dezenas de séries adolescentes estão todos lá: 

O riquinho, que no fundo tem problemas em casa e finge ser o maioral; a garota em que recai a responsabilidade de chefia, mas que não queria; a garota criada por pais religiosos que de uma hora para outra resolve reabrir a igreja, e de uma hora para outra não há mais cenas nela (na igreja); o garoto pobre e órfão; e outros mais...

E há os clichês de sempre: bebedeiras; os brutamontes do time de futebol; as cenas de sexo a todo momento; o cara que acha que gosta de uma, mas na realidade gosta da outra; o cara gay e, neste caso, legal; o psicopata marginal da cidade...

Outro detalhe que incomoda um pouco é a cidade em si. Ora, a cidade onde estão, quer seja em outra dimensão, outro planeta, no purgatório (sim, dá a entender) ou "Além da Imaginação", é uma réplica exata da cidade que deixaram no primeiro episódio...

Inclusive em algumas coisas... um tanto fora do normal. Por exemplo: quando o grupo saiu da cidade original, haveria um aniversário de um garoto. Ora, na 'cidade réplica', o bolo, os alimentos, as bebidas, os refrigerantes...estavam lá!?!?

E não era só isso. O vestido de uma garota (que ela havia pago U$ 700.00 dólares) também estava lá. O carro do 'riquinho': estava lá. As drogas do psicopata marginal: estavam lá. Os alimentos dos supermercados: estavam lá. 

Esta é difícil digerir, ein!?

A certo ponto, mas precisamente no episódio final, lembrei de "LOST". Não que "The Society" chegue sequer perto, mas por causa da ultima cena, quase uma cena pós-créditos...

Cena que envolve um cachorro, que por alguma razão aparece nas 'duas' cidades: na real e na "Além da Imaginação" e quase no ultimo segundo, uma informação que era puro "Lost"...

A explicação é que tanto "Lost", quanto "The Society", tem elementos da obra "O Senhor das Moscas", que particularmente não conheço...

Se você resolver assistir, não fique esperando saber alguma coisa do porque eles foram para aquele lugar. A primeira temporada ignora completamente este detalhe e do jeito que terminou, acho, que se houver a segunda temporada, o assunto também não será abordado...

Só espero que no final não seja algum tipo de vodoo indígena ou a saída fácil: todos morreram e estão em uma espécie de purgatório...

Caso você não tenha o Netflix, não tem problema. Você poderá assistir a série dublada ou legendada: AQUI!














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