domingo, 1 de novembro de 2015

A VIDA SEGUNDO "MARY E MAX"


"Cara Mary, segue em anexo minha coleção completa de noblets como sinal de meu perdão. Quando recebi o seu livro, as emoções no meu cérebro pareciam estar numa máquina de lavar se batendo umas nas outras, a dor foi parecida com a de quando grampeei meus lábios acidentalmente. A razão pela qual eu a perdoou é por você não ser perfeita, você é imperfeita, e eu também. Todos os humanos são imperfeitos, até o homem em frente ao meu prédio que suja a rua. Quando eu era jovem, queria ser qualquer pessoa, menos eu mesmo. O doutor Bernard Heselroff disse que se eu estivesse numa ilha deserta, teria que me acostumar com a minha própria companhia, só eu e os cocos. Ele disse que eu teria que me aceitar com os meus defeitos e tudo, que nós não escolhemos os nossos defeitos, são partes de nós e temos que conviver com eles. Mas nós podemos escolher nossos amigos, e eu fico feliz de ter escolhido você. O doutor Bernard Heselroff também disse que a vida de todos é como uma grande calçada, algumas são bem pavimentadas, e outras, como a minha, tem várias rachaduras, cascas de banana e guibás de cigarro. A sua calçada é como a minha, mas provavelmente sem tantas rachaduras..." 

Um comentário:

  1. Max, não gostou de meu livro, não é mais meu amigo... Eu queria ajudá-lo mas no entanto me esqueci de sua vontade de nao ser curado...
    Obrigada por me apresentar a este filme, caro Floyd. Assim como nele, gostaria que voltasse a falar comigo, por favor.

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