Maldição da Múmia - filme de múmia fake que na verdade é filme de exorcismo genérico - review

 


Não estava com muitas expectativas por Maldição da Múmia, filme de terror escrito e dirigido por Lee Cronin, o responsável também por Evil Dead Rise – O Despertar, que é um filme muito bom, aliás, que deu um novo frescor à franquia Evil Dead. Porém, em Maldição da Múmia, ele não acertou muito a mão, e um filme que deveria ser sobre o gênero de terror de múmias na verdade é um filme sobre possessão demoníaca.


No enredo, o casal Charlie e Larissa Cannon (interpretados por Jack Reynor e Laia Costa, respectivamente) estão morando no Cairo com seus filhos, Katie e Seb, e Larissa ainda está grávida de outra criança. Subitamente, a pequena Katie é raptada por uma mulher estranha, e Charlie, desesperado, não consegue localizá-la. A mulher é uma bruxa, e a razão do porquê ela sequestra Katie é extremamente idiota e é revelada logo na primeira cena do filme.

Anos depois, Charlie e Larissa estão vivendo em Albuquerque nos EUA com o agora adolescente Seb (Shylo Molina) e a pequena Maud (Billie Roy), quando recebem a notícia pela detetive Zaki  de que Katie (Natalie Grace) reapareceu em um sarcófago que foi recuperado de uma queda de avião. Quando Katie retorna, está muito diferente, com uma aparência assustadora e sem poder falar, em estado catatônico. O que a família não sabe é que Kate tem um segredo: ela está possuída pelo demônio egípcio Nasmaranian, um demônio que destrói famílias.

É desse ponto em diante que o filme dá uma desandada, pois, de filme de múmia, torna-se um filme de exorcismo genérico. Apesar da boa atuação de Natalie Grace como Kate, chega um ponto em que as coisas ficam tão mirabolantes que o enredo se perde, principalmente no terceiro ato, que é bem caótico.


O filme tem alguns pontos positivos, a direção de Lee Cronin é competente e ele carrega no
gore. Como costuma dizer o Getro em seu canal, “o sangue escorre com gosto”, porém isso não é o suficiente para salvar o longa, que ao final é sem alma e um tanto decepcionante.

No entanto, Maldição da Múmia não é inassistível e talvez valha a pena conferir em uma matinê, na sessão mais barata. Com certeza, não vale o ingresso do cinema cheio. Imagino que esse filme vá causar controvérsia no Egito por fazer um retrato do país como caótico, bagunçado e com autoridades incompetentes, o que no fundo é verdade.  Nota 6 de 10.