Quando se pergunta qual é o melhor filme live action do Batman, muito provável que a resposta da maioria seja O Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan.
Produzido em 2008, esse filme não só foi uma continuação da história que Nolan começou anos atrás com Batman Begins, mas veio a se tornar um dos filmes mais influentes do gênero de super herói, com temas bem complexos e uma excelente atuação do falecido Heath Ledger com o vilão principal, o Coringa.
Ao verem essa mina de ouro nas mãos, Warner Brothers tentou replicar o sucesso em seus futuros projetos. Isso fica bem claro pelo tom sombrio que os filmes do DCEU apresentavam. Até o primeiro ato de Homem de Aço é quase cópia do Batman Begins (ex: o protagonista vaga pelo mundo sozinho e perdido, ele tem barba, ele tem flashbacks de seu passado).
Essas tentativas acabaram não sendo um sucesso esperado e os planos de terem uma nova franquia do Batman, estrelando Ben Affleck acabaram sendo alterados.
Entretanto, o Cavaleiro
de Gotham viria a ter seu retorno nos filmes em 2022, com o lançamento de “O
Batman”, de Matt Reeves. Apesar do receio inicial dos fãs quanto algumas
decisões do diretor (principalmente a escolha de Robert Pattison como o
protagonista), o filme conseguiu ser bem popular, principalmente com sua
cinematografia e trilha sonora.
Mas, é claro, com um
sucesso de algo novo, teve debates entre fãs comparando o filme com o do Nolan,
visto que ambos pareciam seguir essa ideia de apresentar um Batman “realista”.
Apesar de certas
semelhanças, ambos filmes possuem aspectos que ajudam distingui-los e lhe dar
identidade própria como adaptações do Cruzado Encapuzado.
Mas qual deles foi a
que melhor representou o Batman e seu mundo? Qual deles teve melhor história e
desenvolvimento do Batman e seu elenco de apoio?
Vamos descobrir...
O
PROTAGONISTA
Uma das grandes
diferenças entres filmes está na representação de seus respectivos Batman.
Em O Cavaleiro das Trevas
tem o herói sendo vivido pelo Christian Bale numa abordagem próxima do que os
fãs conhecem: Um bilionário que finge ser um playboy quando na realidade é um
vigilante.
Já no Batman (2022), o
homem morcego é vivido pelo Robert Pattison, que faz uma representação
diferente, com o Bruce Wayne sendo mais perturbado e isolado, tanto em
personalidade quanto pelo visual “emo”, o que o fez virar alvo de várias críticas
de fãs, que sentiram falta do lado do Bruce Wayne.
Embora eu entenda essas
críticas, porém eu acho que esse detalhe contribui para tornar o Batman do
Pattison interessante mais próximo das hqs. Um dos aspectos chaves do Batman
como personagem é sua dualidade, com o Batman sendo tratado como a personalidade dominante, nascido na
noite em que Bruce perdeu seus pais. A partir daquele ponto, ele passou sua
vida se dedicando a se tornar um vigilante, com o objetivo de combater o crime
em mente. Sua missão é a vida de Bruce.
A vida dele como um playboy milionário é apenas um disfarce.
O Cavaleiro das Trevas
foca-se muito em mostrar o Bruce do Bale sendo indeciso sobre seu papel como
Batman, com seu arco envolvendo ele lidando com seu medo de não ser capaz de se
manter como um símbolo incorruptível, refletindo se alguém como Harvey Dent não
seria um herói melhor para Gotham. Até mesmo nas interações com a Rachel, Bruce
demonstra esperança de que eles poderão ficar juntos quando Gotham não precisar
mais do Batman, apesar de Rachel apontar a dificuldade disso acontecer. Fica
parecendo que no Batman do Bale, o Bruce é a personalidade dominante enquanto
que o Batman é uma “maldição necessária”.
O Batman do Pattison,
por outro lado, representa melhor o trauma do Bruce, com ele sendo um vigilante
que dedicou sua vida a essa missão de proteger Gotham. Seu arco não é sobre ele
questionando se deve ser o Batman ou não, mas sim tendo que escolher que tipo
de protetor ele será, percebendo as consequências de seus métodos, reconhecendo
as complexidades de pessoas como Selina Kyle, o Charada e até mesmo seus pais. Seu arco não é sobre ser Batman ou não, mas sim que tipo herói ele busca ser.
Falando nos atores como
Batman, esse é outro ponto que Pattison também se destaca melhor. Apesar do
Bale ter momentos bem legais (ex: A cena dele invadindo o prédio para capturar
o), não convence como um vigilante assustador que o Batman deveria ser (ainda
mais com aquela voz tosca), além de algumas expressões dele serem muito caretas.
O Pattison consegue ser assustador sem precisar dizer nada, sendo bem mais
direto nas falas e se expressando menos por palavras e mais por seu olhar e
ações.
Vencedor:
O Batman (2022)
O
VILÃO
Esse ponto nem tem o
que discutir. É obvio de cara que o Coringa de Heath Ledger já ganhou nessa
categoria, graças a atuação do ator, as frases icônicas, o visual perturbador.
Sempre que pensam no palhaço do crime, o Coringa é a primeira imagem na cabeça
de muitos.
No entanto isso não
significa que o Charada, vivido no filme de 2022 por Paul Dano, seja ruim.
Apesar das críticas que sofreu de fãs, eu achei que ele representou bem o
Charada como esse narcisista disposto a cometer crimes cada vez piores só pra
conseguir atenção. Também curti como Reeves deu uma modernizada no vilão,
com ele usando a internet para conseguir seguidores, sendo um bom comentário em
como essa mídia pode afetar algumas pessoas de forma negativa.
No entanto, o Charada
possui duas grandes falhas: Primeiro é o traje. Respeito a ideia do Reeves de
pegar inspiração em figuras como Zodiac Killer, porém a roupa dele ficou
péssima, com a máscara impedindo o Paul Dano de poder ser assustador com suas
expressões faciais.
O segundo problema é
que, no final do filme, é revelado o passado do Charada e suas motivações, o
que é uma grande desvantagem comparado com o Coringa de Ledger, cujo passado
foi mantido um mistério, tornando mais assustador e, ao mesmo tempo, fascinante
para os fãs, deixando que eles criassem especulações e teorias sobre o vilão.
Por isso, apesar do
Charada de Dano ter pontos positivos, o Coringa de Heath Ledger dá ao Cavaleiro
das Trevas vitória nesse round, sendo um antagonista muito mais icônico e
interessante.
Vencedor:
O Cavaleiro das Trevas (2008)
O ELENCO DE SUPORTE
Além do Batman e seus
vilões, os filmes também adaptam o elenco de apoio, com alguns personagens
mantendo suas funções, enquanto outras são assumidas por diferentes
personagens.
No caso do Alfred, ele
se mantém como o fiel mordomo de Bruce, tentando ajuda-lo como um mentor e
figura paterna. Essa caracterização é representa bem tanto por Michael Kaine (em
O Cavaleiro das Trevas ) quanto Andy Serkins (em The Batman). Porém, enquanto o
filme de Matt Reeves tenta dar um arco interessante do Bruce aprendendo a se
abrir para o Alfred e reconhece-lo como um ente querido, sinto que o
desenvolvimento fica incompleto, com o filme focando demais no Bruce sendo
antipático com o Alfred e não dando mais cenas após sua reconciliação,
mostrando como a relação entre eles mudou.
O Alfred do Michael
Caine, por outro lado tinha uma presença bem maior, agindo várias vezes como a
consciência do Bruce e entregando uns conselhos e frases bem memoráveis (embora
eu tenha que concordar com alguns fãs que as frases dele parecem elaboradas
demais pra soarem naturais).
Em contraste com o
mordomo, temos o comissário (ou tenente) Gordon, que na minha opinião foi bem
melhor representado no The Batman.
Não me entendam mal.
Gary Oldman foi um excelente Jim Gordon, com os filmes do Nolan tendo sido o
momento onde o personagem ganhou um destaque nos filmes.
Porém, a versão do
Jeffrey Wright tinha uma dinâmica bem melhor com o Batman do Pattison, não só
pelos dois atores terem excelente química, mas também pelo fato do filme mostra
o Gordon acompanhando o Batman nas investigações e agindo como um parceiro. Sem
falar que as cenas deles juntos são pura comédia.
Com esse empate entre o
elenco de apoio, a decisão sobra para o interesse amoroso do Batman. Enquanto O
Cavaleiro das Trevas tem o trágico romance do herói com sua amiga de infância,
Ranchel Dawnes, interpretada pela Maggie Gyllenhaal, O Batman mostra o início
de seu relacionamento com Selina Kyle, a Mulher Gato, vivida pela Zoe Kravitz.
Enquanto em O Cavaleiro das Trevas, Rachel possui um potencial, agindo como promotora, ao lado de Harvey, auxiliando-o em seu objetivo de derrubar a máfia, ela infelizmente acaba sendo vítima de triangulo amoroso entre Bruce e Harvey e, no final, ela recebe um tratamento de “Mulher na geladeira”, sofrendo uma morte trágica apenas para mover a história do Harvey Dent e do Bruce (embora o impacto da perda dela pro herói seja ignorado até o próximo filme).
Selina Kyle, por outro,
é uma personagem bem mais interessante, pois o roteiro de Reeves dá a ela um
papel bem maior do que ser apenas um interesse amoroso pro Batman. Ela é uma
femme fatale, uma figura que já está em sua própria história (tentando ajudar
sua amiga a fugir de uma relação abusiva), mas cujo caminho acaba cruzando com
o conflito do Batman com o Falcone e o Charada. Conforme os dois vigilantes vão
tendo que trabalhar juntos, eles vão desafiando os valores distintas que ambos
carregam. Enquanto Batman aprende a ver que algumas pessoas se envolvem com o
crime apenas por estarem desesperadas por condições para sobreviverem, Selina,
ao ser impedida pelo herói de matar Falcone, cria uma conexão com ele, levando
a ajuda-lo na batalha final, mostrando que ela se importa com outros. É
brilhante como o filme de Reeves desenvolve seu casal, com a relação deles
tendo um papel crucial para o crescimento de ambos como indivíduos, ao invés de
só agradar os shippers.
Portanto, no aspecto de
elenco de apoio, o filme do Reeves fez um trabalho melhor, não só criando
personagens como fazendo com que eles tivessem um papel na evolução do Batman.
Vencedor:
O Batman (2022)
CINEMATOGRAFIA
& CENAS DE AÇÃO
Os personagens e seus
arcos podem definir a qualidade da história, porém um aspecto fundamental na
definição da identidade dos filmes são seus visuais e cena de ação.
No caso de
cinematografia, O Batman (2022) vence de primeira. O filme possui um dos
melhores visuais de Gotham City desde os filmes do Tim Burton, com várias cenas
feitas de formas bem artísticas e impressionantes. Você pode ver qualquer
imagem desse filme e saber que é O Batman de Matt Reeves.
Inicialmente Christopher Nolan tenha começado sua trilogia com um visual interessante para Batman Begins, com Gotham possuindo prédios altos e luxuosos nas cenas de dia, enquanto de noite é mostrado os becos e as casas das classes baixas (refletindo a questão do conflito de classes sociais).
Mas, O Cavaleiro das
Trevas é quando essa identidade começa a se perder, com o visual do filme
tentando ficar tão próximo da nossa realidade, acaba privando-o de suas imagens
únicas. Gotham parece uma Chicago ou Nova York. Se eu mostrasse uma imagem
dela, seria fácil confundi-la com uma cena de qualquer outro filme da época.
Sendo filmes de super
heróis, é claro que tanto O Cavaleiro das Trevas quanto O Batman também são
recheados de cenas de ação memoráveis, seja perseguição do Batman (usando o
bat-pod) ao caminhão Coringa nas ruas de Gotham, ao confronto dos dois no topo
do prédio, onde o vilão planeja explodir duas barcas contendo cidadãos de Gotham
e os presidiários (em O Cavaleiro das Trevas) ou a invasão do Batman ao Bar
Iceberg e a perseguição com o Batmóvel.
O ponto que diferencia
os dois está no tom que os filmes usam. Apesar dele se aprofundar na questão do
realismo, Christopher Nolan soube tratar seu filme como um verdadeiro
blockbuster, dando as cenas sua grandiosidade e ritmo adequado.
O filme do Reeves, por
outro lado, parece sofrer de um conflito entre o tom noir e o estilo de filme
super herói, o que afeta a recepção de alguns momentos. Por exemplo: Quando
temos cenas da primeira aparição do Batman ou ele tentando impedir a Selina de
matar o Falcone, elas funcionam por serem mais pé no chão, mas tendo um
suspense efetivo. Mas, quando o filme tenta ser exagerado, com cenas como a
perseguição do Batmóvel ou o Charada inundando Gotham, elas acabam parecendo
que foram incluídas a força pelo estúdio apenas pra manter a consistência do
filme com outros do mesmo gênero.
Christopher Nolan e
Matt Reeves podem ter tentado criar um “Batman realista”, mas Nolan acabou
sendo quem melhor soube executar esse conceito.
Vencedor:
O Cavaleiro das Trevas (2008)
HISTÓRIA
A primeira vista, uma
comparação entre O Cavaleiro das Trevas e O Batman (2022) pode parecer injusta,
visto como um filme foi uma sequência de um filme e outro é o começo de uma
nova franquia. Porém, quando se vê a história dos dois projetos, percebe-se que
os dois possuem muitas semelhanças.
- Ambos filmes envolvem
Batman e Gordon em conflito com o submundo de Gotham, que é interrompido pela
chegada de um vilão fantasiado.
- Ambos focam na
mudança no sistema em Gotham, com a queda dos mafiosos e ascensão dos super
vilões.
-Ambos protagonistas
tem um arco explorando sua eficácia como combatentes do crime, questionando
seus métodos podem estar contribuindo para os problemas ao invés de
resolve-los.
- Ambos tem cenas do
herói perseguindo um vilão em veículos.
- Ambos tem cenas de
interrogatório entre o herói e o vilão.
Tirando os personagens
envolvidos, a divergência entre suas história se encontra nas temáticas
trabalhadas e a execução no arco dos protagonistas.
O Cavaleiro das Trevas
aborda a questão de evolução e dilemas que vem para manter segurada, com a
chegada do Coringa representando uma mudança na luta de Batman contra o crime,
fazendo questionar se ele será capaz de continuar a proteger Gotham, correndo o
risco dele ser morto ou, pior, ter que abrir mão de seu código moral (nas
palavras do Harvey Dent: “Você morre um herói ou se vive bastante para se
tornar um vilão”).
Maioria do filme aborda
essa questão muito bem trabalhada, com as ações do Coringa deixando Batman cada
vez mais ansioso, encarando a possibilidade de ter que ceder as exigências do
Coringa (de revelar sua identidade secreta, deixando Gotham sem um protetor) ou
pior, ele ter quebrar sua regra moral.
Mesmo quando parece que
Batman e Gordon conseguiram capturar o palhaço, tudo dá errado, com Coringa
escapando, Rachel sendo morta e Harvey Dent tendo seu rosto desfigurado e
virando Duas Caras.
O clímax do filme é o
grande teste desse dilema. A decisão do povo de Gotham em não a matarem um ao
outro e Batman (que realizou várias decisões questionáveis, como invadir os
celulares de Gotham) salvando o Coringa de cair para morte, serve pra mostrar
os heróis vencendo não só a armadilha do vilão, como também sua ideologia, que
pessoas, apesar de suas falhas, são capazes de escolherem serem boas ao invés
de cederem a visão distorcida do vilão.
Infelizmente, esse arco despenca em pedaços na confronto final, entre Batman e Gordon contra o Duas Caras, onde o homem morcego empurra Harvey do prédio, matando o promotor e assumindo a responsabilidade por seus crimes, para poupar a fé dos cidadãos de Gotham.
Não só essa decisão
parece bem desnecessária (por que Batman e Gordon não dizem que o Coringa matou
aquelas pessoas?), mas o fato que o Batman ter matado o Harvey Dent (por
acidente, embora o filme nunca aborda esse detalhe) reflete o péssimo trabalho
que Nolan fez em representar a regra de não matar do herói, com os filmes
dedicando tempo em deixar claro que o Batman se recusa a matar e que “nunca irá
cruzar essa linha”, apenas pra ter ele matando os vilões, seja por acidente
(Harvey Dent e Talia Al Ghul) ou por loop-hole (escolher não matar o Ra’s Al Ghul, mas também
não salva-lo, em Batman Begins).
Já que o Cavaleiro das
Trevas gira em torno do dilema do Batman comprometer seus valores, com a mensagem
de que ele tentará se manter um homem virtuoso, ter ele sendo responsável pela
morte do Harvey contraria a mensagem do filme e torna o final bem forçado (o
que se torna pior no TDKR, mas isso é assunto pra outro texto).
Já O Batman (2022) explora a linha entre justiça e vingança, com Batman começando como um vigilante agressivo e com uma visão bem ingênua sobre o mundo a sua volta. O filme é contado pela perspectiva do homem morcego. Os personagens e arcos são mostrados através dele, ao mesmo tempo que, por meio das interações aprendemos mais sobre o protagonista (uma técnica que permite a narrativa manter o foco no Batman, sem ter sua história ser cortada pela de outros personagens).
É através de suas
investigações nos assassinatos do Charada, a descobertas sobre o passado de seu
pai e Falcone e sua interação com figuras como a Selina Kyle e o Charada, que
Batman vai não só reconhecendo que as áreas cinzas da moralidade, que ninguém pessoa
é puramente boa ou má, mas também tendo que encarar suas próprias imperfeições
e as consequências que elas tiveram.
Muita gente reclamou do
clímax do filme não ser “épico”, com Batman não tendo uma luta final com o
Charada. Mas isso é porque esse não era o ponto da história. O arco não é sobre
Batman vencendo um vilão na pancadaria, e sim dele reconhecendo seus erros e
escolhendo ser um herói melhor. Seu grande momento não ele batendo nos capangas
do Charada, mas sim salvando as pessoas presas por causa da enchente, agindo
como um símbolo de esperança, ao invés de medo.
Esse não é o único exemplo
do crescimento de Batman, pois o filme vai construindo, mostrando ele, aos
poucos se abrindo para outras pessoas, seja o Alfred, o Gordon e a Selina (com
essa última sendo convencida por ele a não matar o Falcone).
Sendo assim, embora eu
curta O Cavaleiro das Trevas, na minha opinião O Batman (2022) é o melhor filme
live action do Batman e o campeão desse duelo.
Campeão:
O Batman (2022)
Então, vocês concordam
com minha opinião? Acham que o resultado deveria ter sido diferente? Para vocês qual é o melhor filme do Batman? Fiquem
a vontade para expor suas opiniões nos comentários.








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