Conan, o Bárbaro; Deadpool e Batman; Solo Leveling; Excepcionais X-Men; e mais - Reviews curtos e grossos

 


Este é mais um post em que faço breve reviews do que andei lendo em HQs, mangás e afins. Sem mais delongas, vamos à lista de reviews.

 

Conan, o Bárbaro no 1 – Conan está de casa nova, na Titan Comics, depois de ter sido muito maltratado em seu retorno à Marvel. Essa nova fase é escrita por Jim Zub e desenhada por Rob de La Torre, que desenha copiando John Buscema, cuspiado e escarrado. A história lembra as HQs clássicas do Conan da Marvel, parece até que parou no tempo, e é isso que o fã queria. Nesta primeira aventura, um Conan cansado da civilização quer voltar para terra natal, a Ciméria, porém, quando estava se separando do grupo de mercenários do qual fazia parte, é atacado por uma horda de pictos zumbis. Conan então recebe a ajuda de Brissa, uma guerreira picta que está querendo avisar as pessoas da horda picta zumbi. Conan e Brissa têm de descobrir quem está por trás dos zumbis pictos e o que pretende. É muito bom ver o Conan raiz de novo. É o retorno de um velho amigo. Nota 8 de 10.

 

Deadpool e Batman no 1 – Quebrando um jejum de vinte anos sem crossovers Marvel e DC. No enredo, o Coringa contrata o Deadpool para dar um fim no Batman, mas claro que as coisas não vão sair como o esperado. Roteiro de Zeb Wells e desenhos de Greg Capullo. E ainda há os crossovers de Mulher-Maravilha e Capitão América, Krypto e Jeff, Demolidor e Arqueiro Verde, Rocky Racum e Lanterna Verde, o Velho Logan e Batman - O Cavaleiro das Trevas e a introdução de Logo, amálgama do Lobo com o Wolverine. Nota 7 de 10.

 


Solo Leveling volume 1 – O manhwa que se tornou um fenômeno. Em uma Coreia com guildas e monstros, o protagonista é um moleque que tem o nível mais baixa dos caçadores, um bosta. Porém, quando sua equipe fica presa em uma caverna e ele é um dos poucos sobreviventes, começa a subir de nível até se tornar o mais poderoso. Nota 7 de 10.


Excepcionais X-Men no 1 – Essa é a nova mensal dos X-Men, e começa bem meia boca. Na primeira história, Kitty Pryde não quer mais saber de se envolver em assuntos com mutantes e só quer trabalhar como barwoman; porém, quando vai para uma boate em um date e assistir ao show de sua banda preferida, acaba tendo de ajudar uma garota mutante que quer entrar em um show de k-pop. E Kitty agora cola velcro também. Essa é a nova equipe LGBT dos X-Men, liderados pelo Emma Frost. É composta por mulheres e um cara que parecer ser gay. Roteiro de Eve L. Ewing e belos desenhos de Carmen Carneiro. A segunda história é da nova fase do X-Factor, uma equipe de mutantes criada para aparecer na mídia. Nada de muita novidade. Roteiro de Mark Russell e desenhos de Bob Quinn. Nota 4 de 10.


O Espetacular Homem-Aranha
no 1 – Nova fase do Aranha de Joe Kelly e Ed McGuinness, a mesma dupla responsável pela melhor fase do Deadpool. Nessa edição, o Aranha é designado pelo Doutor Destino, agora com os poderes de Mago Supremo, para enfrentar os oito filhos do deus Cyttorak, e, imbuído com parte dos poderes místicos de Destino, o Cabeça de Teia deve morrer em cada um desses confrontos. Está melhor que a fase anterior do Aranha; pior que aquilo, não fica. Nota 6,5 de 10.


Venom no 1. Esta é a nova mensal do Venom. Na primeira história, o filho de Eddie Brock é que agora é o Venom, e ele se une à Viúva Negra, que agora é uma simbionte, e ao novo Toxina, que é um moleque, para combater a organização Semnome. Roteiro de Torunn Gronbekk e desenhos de Julius Ohta. Na segunda história, o Carnificina volta à Terra e ressuscita Cletus Kasady para tocar o terror. As duas histórias são uma bosta. Nota 3 de 10.

 


Homem-Aranha Miles Morales no 1 –Essa é a nova revista de Miles Morales, o Homem-Aranha "black". Na primeira história, Miles está sofrendo de vampirismo, consequência da saga Caçada Sangrenta, e vai para Wakanda pedir ajuda ao Pantera Negra. Roteiro de Cody Ziglar e desenhos caricatos de Daniele Di Nicuoco. Na segunda história, Miles e Peter se juntam para enfrentar uma versão anabolizada do Chacal. Roteiro de Greg Weisman e desenhos do tradicional artista do Aranha Humberto Ramos. Nota 6,5 de 10.


Universo DC e Sonic
– Quadrinho bem bobinho e infantil, mas serve para introduzir as crianças aos heróis da DC. No enredo, Darkseid surge no mundo de Sonic para se apoderar das esmeraldas do caos e conseguir a Equação Antevida. Resta a turma do Sonic se unir à Liga da Justiça e impedi-lo. Nota 5 de 10.


A Espada Selvagem de Conan nos 1 e 2 – Finalmente, a Espada Selvagem de Conan volta a ser publicada pela Titan Comics e já começa bem com essa capa, com a mulher agarrando a perna do Conan, o que lembra as capas clássicas de A Espada Selvagem de Conan da Marvel raiz e faz as feministas que não leem quadrinhos arrancarem os pelos do sovaco cabeludo. Na história principal, escrita por John Arcudi e desenhada por Max Von Fafner, Conan aceita ser o general de um rei hirkaniano, mas desconfia de várias tramoias e do verdadeiro objetivo do soberano. Além disso, ele ainda se envolve com a engenheira gostosa do rei. A revista ainda tem uma história extra de Solomon Kane, escrita e ilustrada por Patrick Zircher, que que o guerreiro puritano tem de salvar o filho da boa senhora que o hospedou de uma criatura ancestral. Nota 7,5 de 10.

No segundo número, a história mostra Conan servindo de guarda-costas para a família de um mercador. No entanto, quando a família do mercador é assassinada por uma legião de mutantes criados pela feitiçaria de um deus-aranha, Conan arma sua vingança. Porém, ele fica muito ferido e é ajudado por um dos garotos da vila. Aí vemos o lado mais humano de Conan, e o final da história é doloroso. Roteiro de Jim Zub e arte de Richard Pace, que não deve agradar todo mundo, pois é mais abstrata e não muito convencional. Ainda vem com uma história curta de Solomon Kane. Nota 7 de 10.

 

Punho de Ferro – Especial de 50 anos - Recomendo esse quadrinho apenas para quem for muito fã do Punho de Ferro, porque só há duas histórias realmente boas. Uma delas é escrita por Chris Claremont, uma luta de treinamento entre Punho de Ferro e Wolverine. Ed Brubaker, que também foi outro importante escritor do personagem, não escreveu nenhuma história desse especial. Nota 6 de 10.


Dandadan
volume 1 - Esse é o mangá que se tornou o anime de maior sucesso ultimamente. No enredo, uma ninfeta e um nerd se juntam para investigar casos envolvendo espíritos e aliens. Tem bem aquele humor nonsense dos japas e conteúdo sexual de fansevice. Nota 7 de 10.


Wolverine no 1 – Aqui, começa um uma nova fase do Wolverine, um novo começo para o herói. Estou desatualizado do que anda acontecendo com o Logan, mas ele resolveu voltar para as florestas do Canadá e viver pelado com os lobos, abraçando seu lado animal. Claro que a tranquilidade não iria durar por muito tempo, e seu melhor amigo nos X-Men, Noturno, aparece para procurá-lo. Claro que velhos vilões de Wolverine também voltam, como é o caso de Cyber. Na segunda história, o herói se vê com uma versão juvenil do Wendigo. Essa nova fase começa ok, resgatando Wolverine para seu básico. Roteiro de Saladin Ahmed e desenhos competentes de Martín Cóccolo. Nota 6,5 de 10.

Deadpool no 1 – Aqui começa uma nova fase do Deadpool, escrita por Cody Ziglar e desenhada por Rogé Antônio. Não conheço nada sobre esses caras, mas até que a arte é ok. O roteiro é que é muito do vagabundo. Ainda não li a fase anterior do Deadpool, mas agora ele tem uma filha cachorra simbionte, que o acompanha nas missões, e tem uma filha humana que ele teve com uma MVA da Shield. Nada faz muito sentido nessa HQ, mas Deadpool enfrenta um novo vilão, faz parceria com o Treinador e enfrenta o Ossos Cruzados. Nota 6 de 10.


Quarteto Fantástico – Primeiros Passos
– Apesar de ser um prequel caça-níquel do filme do Quarteto Fantástico, que mostra a primeira missão da equipe combatendo o Toupeira, até que é uma HQ divertida. A ressalva é a mudança no Toupeira, deram uma motivação social para ele. E, originalmente, ele era só um cara feioso e rancoroso que queria se vingar da humanidade por tê-lo rejeitado. Roteiro de Matt Fraction e desenhos de Mark Buckinghan. Nota 6,5 de 10.