O
cartunista Laerte é um artista fantástico. Dono de um traço dos mais
marcantes e reconhecíveis. Pelo
talento, pelo tempo de estrada e pelo enorme montante de sua
diversificada obra, arrisco-me (calculadamente) em dizer que Laerte é o
maior cartunista vivo, ou, ao menos, em atividade, do Brasil. Laerte, ao que tudo indica, situa-se à
esquerda no espectro político. Ou será que não? Ou será que Laerte, que
há tempos se veste e se maquia como mulher, é um não-binário, um
crossdresser político? Pouco importa, isso é lá questão dele.
Abaixo,
uma charge de Laerte publicada hoje na Folha de São Paulo, a respeito
da gloriosa e cirúrgica operação de captura de um dos ditadores mais
cruéis e sanguinários da atualidade, Nicolás Maduro, companheirão e
compadre do democrata e amoroso Lula, o famoso Seboso de Caetés.
Fosse vivo e a visse, o poeta inglês William Blake perguntaria : "Que mão, que olho imortal, se atreveu a plasmar terrível simetria?"
Vendo-a, o engenheiro havaiano Humberto Gessinger, provavelmente diria : "Mas, bah, tchê, é a perfeita simetria".
Basta que troquemos "Maduro" por "Bolsonaro", "EUA"
por "Brasil" e as vendas por tornozeleiras eletrônicas, que a mesma
charge, a mesmíssima charge poderia retratar a prisão de Bolsonaro.
Mesmíssima charge, ressalto e priorizo, em relação ao desenho, aos seus
elementos gráficos.
Em
relação às acusações que pesam contra um e contra o outro, elas não
poderiam apresentar mais desproporções, mais diferenças. A descomunal
diferença de que nenhuma prova concreta há contra Bolsonaro, a
astronômica diferença de que quem provocou gigantesco êxodo, tortura e
mortandade de seus concidadãos foi Maduro, este sim um verdadeiro
genocida.
Reuni-me,
então, em conluio, em conciliábulo, com meu amigão ChatGPT, propus-lhe a
ideia, fomos refinando-a e ei-la, materializada.
Lula prendeu o amigo de Donald Trump, Donald Trump prendeu o amigo do Lula. Ou seja, democracia com democracia se paga. Ou ainda, democracia trocada não dói .
Será que a Folha de São Paulo a publicaria?
Ah, melhor ainda, acho que vou enviá-la ao site Brasil 247.
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