TOP 10 MELHORES HISTÓRIAS DO BATMAN ( FASE ALAN GRANT E NORM BREYFOGLE)

 


TOP 10 MELHORES HISTÓRIAS DO BATMAN ( FASE ALAN GRANT E NORM BREYFOGLE)

 

Quando se falam nos melhores roteiristas do Batman é muito comum ouvir nomes como Frank Miller (Cavaleiro das Trevas, Ano Um), Jeph Loeb (Longo Dia das Bruxas, Silêncio), Dennis O'Neil (A saga do Ra's Al Ghul) e até mesmo Scott Snyder (Corte das Corujas). Mas, um roteiros que poucas pessoas mencionam é Alan Grant, que na minha opinião foi responsável pela melhor fase do Batman nas hqs.

Em parceira com o artista Norm Breyfogle, Alan Grant conseguiu criar novas histórias bem marcantes para o cavaleiro das trevas, representando seu mundo com uma atmosfera sombria e barra-pesada, apresentou tramas que abordavam questões sociais, desenvolveu personagens de suporte, criou novos vilões bizarro para a galeria do Batman e, acima de tudo, deu uma boa representação do Batman, mostrando-o como um vigilante assustador e badass, mas também um sujeito com compaixão e um senso de justiça.

 


Mas quais foram as suas histórias mais legais? Quais tiveram melhor trama, personagens carismáticos e cenas de ação, twist e momentos emocionantes envolvendo o morcego de Gotham?

 

Para responder isso eis o meu top 10 melhores histórias do Batman da fase do Alan Grant e Norm Breyfogle:

 

10) O Caça Ratos (Detective Comics 585 e 586)

 


Quem assistiu o trailer do novo Esquadrão Suicida de James Gunn, devem ter reparado que um dos membros da equipe será uma versão feminina do Caça Rato, um vilão capaz de falar e controlar os roedores. O que poucos sabem é que o vilão foi uma criação de Alan Grant e Norm Breyfogle em sua segunda história em Detective Comics. Nesse arco, o Caça Ratos é um criminoso que sequestrou todas pessoas responsáveis por tê-lo condenado a prisão, mantendo-os prisioneiros em seu lar nos esgotos de Gotham. Quando uma de suas vitimas escapa, o vilão envia seus ratos, que devoram o fugitivo, chamando a atenção do Batman. Ao saber sobre os sequestros, o morcego é forçado a se aventurar nos esgotos da cidade para libertar os prisioneiros e derrotar esse novo inimigo.

 


Além de introduzir um novo vilão para o Batman, a história parece uma das missões jogos Arkham, com  Batman andando pelos esgotos, tentando sobreviver as várias armadilhas. O fato do Batman ficar enjoado e ferido durante essas situações ajuda a aumentar o suspense da história, mostrando como o cavaleiro das trevas não é perfeito e passa por dificuldades.

 

 

9) Anarquia em Gotham City (Detective comics 608 a 609)

 


Além de criar novos vilões para o Batman, Alan Grant fazia uso de suas histórias para abordar muitas questões sociais como tráfico de drogas, desemprego e corrupção. Pegando inspiração no personagem V da hq "V de Vingança" de Alan Moore, Grant criou o Anarquia, um vigilante que busca libertar Gotham City  de um sistema corrupto, porém seus métodos violentos acabam causando um conflito com Batman,  que tenta descobrir quem é o homem por trás da máscara do  Anarquia.

 


Essa história aborda não só o lado detetive do Batman mas seu conflito ideológico com o Anarquia. Embora os dois vigilantes possam ser parecidos e busquem criar uma Gotham melhor, Batman se mantém fiel aos seus valores, sendo violento apenas quando necessário, enquanto Anarquia não hesita em matar aqueles que ele julga culpados, tornando sua rivalidade com Batman muito complexa e trazendo questões sobre código moral e éticas de vigilantes .

 

8) Quadra de  Lama (Detective comics 604 a 607)

 


Um dos conceitos muito utilizado no Universo DC é "o legado", a ideia de personagens passarem seus titulos para uma nova geração de heróis. O mesmo acontece para vilões como foi  o caso Cara de Barro. Na época, pelo menos 4 pessoas tinham usado o seu titulo: O ex- ator Basil Karlo, o falecido metamorfo Matt Hagen, o trágico e desfigurado Preston Payne e a ex agente da Kobra Sondra Fuller. Se aproveitando disso, Alan Grant e Norm Breyfogle fizeram essa história bem legal onde os 3 Caras de Barro se unem para eliminar o cavaleiro de gotham.

 

A história demonstra mais um exemplo da vulnerabilidade do Batman, com ele tendo dificuldade diante esse grupo de vilões e tendo que pedir a ajuda a Divina, do grupo Renegados, demonstrando que ele não pode resolver todos os problemas sozinho (algo que muitas versões recentes tentam ignorar).

 


Tem também a relação entre os Caras de Barro que é muito bem construída, principalmente o romance entre Preston Payne e Sonda Fuller, que ajuda a humanizar os dois vilões.

 

 

7) Crise de Identidade (Batman vol 1 455 a 457)

 


Dos sidekicks do Batman, um dos que teve melhor desenvolvimento foi Tim Drake, o terceiro Robin. Mesmo após ter ganhado aprovação do Batman para ser seu aprendiz, o garoto não vestiu seu traje já de cara. Suas aparições mostraram seu treinamento para se tornar o garoto prodígio. Esse arco é sua prova final, quando Batman é capturado pelo Espantalho, forçando Tim Drake a encarar suas inseguranças e aceitar seu papel como o novo garoto prodígio. 

 


As cenas do Drake encarando seus medos de decepcionar Batman e o legado do Robin, e a decisão que ele toma para salvar seu mentor são muito emocionantes e demonstra a lealdade do garoto ao Batman e o que ele representa. Dick Grayson pode ser meu personagem favorito da bat-familia, porém Tim Drake é meu Robin favorito.

 

6) O retorno de Scarface ( Batman vol 1 475, Detective Comics 642, Batman vol 1 476)

 


Um dos meus vilões favoritos é Ventriloquo & Scarface. Apesar de parecerem bobos para alguns fãs, acho essa dupla de vilões criadas por Grant e Breyfogle se encaixa perfeitamente no universo do Batman, sendo um equilíbrio perfeito entre o tom sombrio e o lado divertido dos vilões do Batman. Por um lado, é divertido a ideia de um criminoso que controla sua gangue por meio de uma marionete porém é perturbador o fato desse homem quieto e decente sendo forçado e abusado por sua própria marionete, parecendo algo saído do Além da Imaginação.

 


Mesmo que sua primeira aparição na fase do Grant tenha sido boa, é no seu segundo conflito com Batman que os dois tem um grande destaque. Após serem liberados da prisão, Scarface e o Ventríloquo estão prontos para voltar a sua vida criminosa, apenas para descobrirem que seu território foi tomado pelos Demônios das Ruas, uma gangue de motoqueiros. Ao confrontar os invasores, Scarface é destruído, finalmente libertando o Ventríloquo do seu controle...ou será que não. Devido a falta de Scarface, o Ventríloquo se sente sem direção na vida e nisso acaba reconstruindo seu parceiro, que declara guerra aos Demônios das ruas.

 

É uma história bem épica com Batman e seus aliados da policia de Gotham (incluindo a Renee Montoya, que foi introduzida nesse arco) tentando impedir que o conflito entre Scarface e os Demônios das Ruas, e ao mesmo tempo é um drama psicológico explorando a mente do Ventríloquo e sua dependência pelo Scarface, tornando-o um dos vilões mais trágicos e insanos do Batman.

 

5) Réquiem para um Assassino (Batman vol 1 471)

 


Quando se fala no Crocodilo, muitos assumem que ele é apenas um monstro bobo ou apenas um capanga sem muita personalidade. No entanto, tem histórias que lhe dão muito mais dimensão como um personagem. "Réquiem para um assassino" é um desses casos, onde Crocodilo escapa do Asilo Arkham e conhece uma família de desabrigados, ficando amigo deles e eles se tornam praticamente uma família. No entanto Batman localiza Crocodilo e descobre que uma companhia está mexendo nos esgotos de Gotham, o que provocará uma inundação colocando a vida dos amigos de Croc em perigo. Nessa situação, Batman não tem escolha a não ser trabalhar com seu inimigo para salvá-los... isso se Croc acreditar nele.

 


A hq é praticamente um exemplo do tipo de história a ser adaptado na série animada, mostrando a humanidade por trás dos vilões. O fato da história ser contada do ponto de vista de Croc ajuda a fazer o leitor investir na sua busca por uma família e sua rivalidade com o Batman. Através dos olhos dele, é mostrado como o vilão enxerga Batman como um demônio que sempre o leva para o Asilo Arkham, deixando-o ser torturado pelos médicos, demonstrando mais um exemplo de como Batman, apesar das boas intenções, é capaz de cometer erros.

 

 

4)  Vídeos nojentos (Detective Comics 596 a 597)

 


Sabem daquelas situações onde uma pessoa se machuca ou sofre um acidente em publico e as pessoas acham engraçado, tipo o Videocassetadas? Pois é, parece que um criminoso em Gotham viu essas situações e se aproveitou delas para conseguir dinheiro. Nessa hq, Batman investiga casos de violência cometidos por um criminoso, que filma seus crimes e exibe eles como entretenimento para o publico.

 


É uma história que explora bem o lado detetive do Batman e age como uma critica a violência presente na mídia dos anos 80, com Batman (o personagem mais associado com histórias sombrias e violentas) apontando o lado negativo e real em buscar diversão em violência, visto que a única pessoa prejudicada são as vitimas desse entretenimento.

 

3) O Ninguém (Batman Shadow of the Bat  13)

 


Uma história do Batman não se envolve apenas o protagonista, mas sim o mundo que ele habita e as pessoas com quem convive. O elenco de suporte do Batman acaba tendo um destaque e desenvolvimento tão grande quanto o próprio herói. Um exemplo é nessa hq, cujo foco é dado a um zé ninguém, um mendigo viciado e bêbado que acaba descobrindo a identidade do Batman e acidentalmente vende ela em troca de uma bebida. Ao perceber o erro que comete, ele tenta avisar o herói, sendo gravemente ferido no processo. Mesmo com sua identidade em perigo, Batman promete ao fulano que irá vingá-lo.

 


Embora curta, essa hq faz um bom trabalho em demonstrar a compaixão do Batman pelos outros, até mesmo um desconhecido das ruas. A interação deles é bem emocionante, com o homem perguntando ao Batman o motivo dele lutar pelos outros, e a resposta dele é uma prova de como Alan Grant realmente entende a essência do Batman como um herói.

 

2) O Ultimo Arkham (Batman Shadow of the Bat  1 a 4)

 


Um dos tópicos explorados nas histórias do Batman é a capacidade de uma pessoa de se manter sanidade numa cidade violenta como Gotham. Batman já chega até mesmo ser criticado por outros, que o julgam tão instável quantos os criminosos que ele prende. Uma dessas pessoas, é o doutor Jeremiah Arkham, novo diretor do Asilo Arkham que fez uma reforma no local tornando-o uma prisão a prova de fugas. Porém, quando assassinatos começam ocorrer em Gotham, Batman deduz que o responsável seja Victor Zsasz, um serial killer que está preso no Asilo. Suspeitando que o vilão encontrou uma forma de escapar, Batman arma um plano com Gordon para se infiltrar no Asilo e vigiar Zsasz de perto, enquanto tenta resistir as torturas impostas por Jeremiah, que revela uma face bem mais sombria e de moralidade questionável.

 


Além de introduzir um novo e sinistro vilão, a história é um excelente drama psicológico, com muitas referências a clássicos como o Silêncio dos Inocentes (especialmente a introdução de Zsasz), com muito do foco sendo dado para o Jeremiah Arkham e seu desenvolvimento de um médico inescrupuloso e arrogante para um homem perturbado, que aos poucos vai descobrindo que talvez ele seja mais insano que seus pacientes.

 

 

1) Demônios das Ruas ( Detective Comics 614)

 


De forma geral, o grande vilão do Batman não é o Coringa, o Espantalho, o Duas Caras, ou qualquer outro vilão fantasiado, mas sim a miséria e corrupção em Gotham que acabam influenciando certos habitantes, fazendo eles entrarem numa vida de crime. Nessa história é mostrado um exemplo disso, quando Batman conhece uns garotos envolvidos com a gangue "Os Demônios das Ruas". Ao tentar descobrir uma forma de convencer os garotos a perceberem seu erro, Batman vai descobrindo sobre as condições de vida desses jovens e percebe que essa situação que ele não poderá resolver como Batman.

 


Essa foi uma das ultimas histórias feitas por Grant e Breyfogle na Detective Comics, porém eles saíram com estilo, dando uma história bem "pé no chão", com Batman lidando não com um super vilão da semana, mas sim questões sociais como pobreza em regiões com condições precárias. O fato dele tentar ajudar os garotos, usando seus recursos como Bruce Wayne para tentar promover melhoras no bairro deles é mais um exemplo da sabedoria e compaixão do herói e de como ele busca ajudar sua cidade tanto como Batman quanto como Bruce Wayne. É essa representação equilibrada e humanizada do Batman que torna essa história a melhor entre todas dessa fase subestimada do Alan Grant e Norm Breyfogle.


Então é isso, Quais histórias do Batman são suas favoritas? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo.




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