Sincera homenagem ao professor Marcus Vinícius Batista


Eu gostaria de utilizar todos os meios que tenho disponíveis para homenagear o professor, jornalista, escritor, editor e PSICÓLOGO, Marcus Vinícius Batista.


Tive aula com ele por poucos meses e não tive dúvidas de que foi o melhor professor que já tive. Para uma pessoa extremamente distraída como eu, ter prestado atenção em uma aula inteira enquanto estava com sono e dor de cabeça foi algo que me deixou impressionado. Refleti sobre o que me fazia dar tanta atenção às palavras de Marcão. Percebi que o que ele dizia sempre parecia muito pertinente. Não porque ia cair na prova, mas de uma forma quase que espiritual. Então, era muito simples ser convencido que valia a pena prestar atenção no que ele estava dizendo. Era como se fosse automático. Mas eu me perguntava, por que parecia tão pertinente?

Muitas pessoas te passam instruções dizendo como você precisa ler bibliografias muito grandes para entender porque elas estão certas. Às vezes esse feito é tão improvável, que temos que nos dar como vencidos em aceitar o que essa outra pessoa está dizendo, ou nunca ter como saber. Conhecendo o Marcão, descobri um atalho! A serenidade do falante é uma pista de sua sensatez (e honestidade). Revela como, se ele próprio está tão convencido do que diz, então está tranquilo sobre isso, não precisa de caretas, deboches, ou referências frequentes a um grande inimigo do qual você fará parte se não concordar com ele. A própria verdade, a própria certeza, traz serenidade. Recursos teatrais de diversos tipos passaram a me servir de pista para suspeitar de pregadores, professores, políticos, advogados ou qualquer outro manipulador de intenções duvidosas. Sigo em 2021, 7 anos depois de ter tido menos de um semestre de aulas com o professor Marcus e nada me convenceu que esse recurso não é eficiente. Pelo contrário, as incoerências de quem demonstra essas características teatrais para tentar me convencer se revelam em pouquíssimo tempo.

Em crenças religiosas os sábios são mostrados com a serenidade, como as figuras mais frequentes que vemos de Jesus Cristo e Buda. Na cultura pop consigo me lembrar do Professor X, Dr. Manhattan e Mestre Yoda. No dia a dia há ícones que admiro, como Dráuzio Varella e Carl Sagan, e também há algumas preciosas pessoas como o professor Marcus, de quem sentirei muita falta. Meus sentimentos as pessoas próximas, que devem estar mais abaladas do que eu.

Pensar que nunca falei um único segundo com ele sobre Psicologia... Vou tentar tirar uma lição disso.

Todo o respeito e admiração que sempre tive.

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