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sábado, 13 de outubro de 2018

Mulher-Maravilha: Guerra


"Não é apenas você quem possui um exército."

Estou resenhando esse atrasado, queria ter feito antes já que o lançamento foi semestre passado, mas tá difícil equilibrar o tempo aqui. Como o Ozy pediu pra eu resenhar alguma coisa, resolvi recuperar o "tempo perdido", já que a sequência desse encadernado já está à venda, o "Pele". "Mulher-Maravilha: Guerra" é a quarta parte dos encadernados que republicam as aventuras da heroína nos Novos 52, por Brian Azzarelo (roteiro) e Cliff Chiang (desenhos). A série é considerada por mim e mais algumas pessoas a melhor que a personagem já teve. Aqui a trupe já está bem grande, além de Diana e outros filhos bastardos do Zeus (Zeke e Lennox), há Ares, o deus da Guerra, e Hera, a deusa das mulheres. Quem acompanhou os volumes anteriores sabe que alguns desses eram inimigos mortais anteriormente, então a dinâmica de família disfuncional continua e se mantém bem interessante. Há também Órion, personagem dos Novos Deuses que compartilha da ambiguidade.


Aqui o vilão Primogênito, que já havia sido introduzido, entra nos seus primeiros combates contra o grupo, mostrando como ainda vai dar muito trabalho. O bom elenco dos deuses do Olimpo continua aparecendo com suas polêmicas de família real, liderados por Apolo, deus do Sol. Em certo ponto a aventura migra para o espaço, se fortalecendo no papel que o alienígena Órion tem na história, trazendo um contraste super bacana. Eles trazem das edições #19 à #23, sendo que essa última foi uma edição já especial, com mais tamanho que o comum, trazendo um dos principais pontos de virada da série e de todo o histórico da personagem.


A equipe criativa continua fazendo o que fazia antes muito bem:

-Relações entre os personagens sempre instigantes (diferente da novela que tá passando agora...);
-Desenhos LINDÍSSIMOS;
-Cenas de ação pra ninguém botar defeito;
-Sem clichês;
-Politicamente correto onde tem que estar, em lugar nenhum;
-Mulher-Maravilha sempre legal, com uma personalidade de heroína equilibrada com dúvidas pessoais;
-Personagens secundários que mesmo desconhecidos não ficam ofuscados, cativam bastante;
-Reviravoltas surpreendentes.

Admito que desses quatro primeiro volumes republicados, esse último não teve o efeito de impacto que os últimos tiveram sobre mim mesmo sendo uma segunda leitura (eu acompanhei enquanto saía), mas nem por isso é ruim. E me lembro que da primeira vez que li essa edição especial #23 fiquei embasbacado com o nível de fodalidade, raro nas histórias dessa personagem, mesmo sendo tão famosa. Só não conto mais detalhes do que acontece porque correria o risco de contar spoilers para quem não sabe o que rola. Mas te digo: minha cabeça explodiu.


Com certeza continua valendo a pena acompanhar para quem estava lendo os outros. Há lutas inesquecíveis e o estabelecimento do Primogênito como vilão principal renova o ar de tensão. O curioso é que essa traz making-of com os scripts do Azzarello, e apesar de não fazer roteiros abertos no estilo Marvel-Way, ele detalha quase nada, parecendo fazer os diálogos definitivos apenas depois de receber os desenhos do Chiang. Isso torna o trabalho do desenhista ainda mais respeitável, já que a qualidade da narrativa pode ser verificada com facilidade em um folhear de páginas. Ultimamente tá tudo muito caro, esses volumes têm saído por uns QUARENTA E OITO reais, mas eu compro por promoção na Internet (Saraiva, Amazon) e consigo pegar por cerca de 20 u.u

ANÁLISE DAS OUTRAS PARTES


A Mulher-Maravilha! Como nunca antes!

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