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domingo, 9 de julho de 2017

Já saiu "Mulher-Maravilha: Força"!


Olá, pessoal! Tenho feito questão de analisar cada um desses encadernados da Mulher-Maravilha que saem, mesmo já tendo feito um post sobre a série toda no passado; o porquê disso é que se tratou de uma das séries mensais em HQs que eu mais curti na minha vida inteira, então é sempre um prazer analisar de qualquer forma. Este já é o terceiro volume após "Sangue" e "Direito de Nascença".

ANÁLISES ANTERIORES



"Confie em mim. Isto é tão assustador pra mim quanto pra você. Estou antecipando...Uma estrada infernal. Mas que vale a pena."

"Força" começa com a edição #13 da Mulher-Maravilha na linha dos Novos 52, o que mostra que o último arco havia sido feito redondinho para ter um fim grandioso e com ótimas pontas soltas para as próximas histórias em um ano. Logo na primeira aventura, "Pecado do Pai", aparece o Primogênito, personagem que no futuro traz um tipo completamente novo de problemas pros personagens. Se trata de um filho de Zeus que foi exilado por milênios para baixo do solo por causa de uma profecia que dizia que ele seria uma ameaça no futuro, governando como o único deus do Olimpo. Quase todas as vezes que o Primogênito aparece é de forma violenta e visceral, em um nível chocante, com desenhos bem feitos de Cliff Chiang e Tony Atkins.


A Mulher-Maravilha agora está fazendo parte de um novo grupo muito diferente da Liga da Justiça ou das amazonas. Isso por várias razões... Primeiramente que muitos deles não querem estar juntos, outra é a forma atrapalhada que acabaram se unindo na aventura conforme a heroína tenta administrar pacificamente a presença de todos (sem que se matem) para poder alcançar seus objetivos. No início eles são:

Atenção, se você não leu as HQs anteriores, daqui pra frente estaremos passando SPOILERS.

Mulher-Maravilha: a própria. Sua jornada começou com a esperança de reverter uma maldição que Hera lançou sobre a Ilha Paraíso, mas daí em diante as coisas só complicaram e as provações aumentaram.
Hera: esposa de Zeus, perdeu seu posto no Olimpo e sua imortalidade. Sem qualquer habilidade especial se encontra sob os cuidados da Mulher-Maravilha, que ela odeia.
Lennox: Outro semideus bastardo de Zeus. Possui grande resistência por causa da sua pele pedrosa.
Zola: Jovem que foi salva de Hera pela Mulher-Maravilha, mas teve seu bebê recém nascido capturado antes mesmo de conseguir vê-lo.

Há outros que vão se unindo formando um elenco cada vez mais divertido de acompanhar, mas no início são esses os integrantes. Tirando a Mulher-Maravilha, todos os outros personagens vão do anti-heroísmo à vilania, então pense em uma super-família como o Quarteto Fantástico, só que mais desestruturada e ainda menos tradicional. Aos poucos, aqui Azzarello já começa a colocar momentos de convivência doméstica entre os personagens que vão ficando cada vez melhores. Eles servem como descontrações não só cômicas, mas muitas vezes sentimentais também.


Passando a perna nos que confiavam nele e o acompanhavam, Hermes, o mensageiro dos deuses, raptou o filho de Zola que estava sendo perseguido pelos olimpianos por causa de uma profecia que ameaçava o poder deles (lembrando que nos Novos 52 Zeus sumiu, deixando vago o trono de deus principal). Enquanto os filhos de Zeus com Hera se reúnem no Olimpo para discutir a ameaça da Mulher-Maravilha, Diana e Lennox percebem que o caminho é apelar pros outros filhos bastardos que Zeus deixou e ver se eles podem ajudá-los a encontrar Hermes e o bebê de Zola. Essa busca dura algumas edições e esses outros semideuses bastardos são personagens apresentados de forma diferente que parece bem inédita, como eles já faziam nos volumes anteriores com os outros personagens. Uma surpresa legal é Órion, personagem do elenco espacial da DC. Ele é enviado pelo Pai Celestial para também sacrificar o filho de Zola. Nada fica mais fácil...


Com a nova jurisdição do Olimpo por Apolo os deuses vão tendo opiniões diferentes e tomando lados quanto a situação. Guerra que havia aparecido menos nas últimas histórias passa a ter influência mais fundamental, com seu jeito renovado de velho guerreiro sábio, experiente e de coração quebrado, muito diferente da versão antiga do deus da guerra, que era um vilão mais tradicional com direito a monólogos teatrais, nuvens de fumaça e risadas malignas. Em paralelo desses problemas eles vão mostrando o retorno do Primogênito que já começa a protagonizar sua guerra pessoal, começando a enfrentar deuses bem poderosos logo depois de ter retornado. Por enquanto o caminho do sanguinário guerreiro não chega a se cruzar com o da Mulher-Maravilha, mas fica claro que é uma questão de tempo para isso e será um grande desafio.

"Eu sou aquele sem nome. O mutilador de almas... O primogênito."


Nesse encadernado também vem a edição #0, que mostra uma aventura de Diana bem antes dos Novos 52, quando ela tinha ainda doze anos de idade e passou a ser treinada pelo deus da guerra, o que explica o envolvimento passado dos dois, completamente diferente da versão tradicional. Mesmo sendo um personagem completamente diferente do mais famoso, esse Ares é muito carismático. A história da edição #0 se chama "O Covil do Minotauro" e é curioso como Azzarello larga um pouco do seu estilo e faz uma história de origem bem com o tipo de texto que fazia Stan Lee décadas atrás quando criava os heróis da Marvel com curtas aventuras simples que tinham algumas lutas e os dilemas dos personagens apresentados. Quem conhece as relíquias de Lee e Kirby vai perceber essa aparente brincadeira/homenagem.


"Força" é menos intenso e alucinante do que os dois volumes anteriores, mas ele claramente fecha uma fase de histórias quando Mulher-Maravilha e seu peculiar grupo se formou e saiu buscando o bebê de Zola. Para todos que gostam da personagem vale a pena conferir, principalmente pela grande qualidade que a série teve por inteiro.

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