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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

WOLVERINE ORIGENS #26 - #50 parte 02 de 02 + X-MEN PECADO ORIGINAL


Para ler a parte um: https://ozymandiasrealista.blogspot.com/2018/05/wolverine-origens-01-25-parte-01-de-02.html

Antes de tudo, sei que vocês estão se perguntando porque não fiz a resenha de todas as edições da HQ. Eu não fiz pois eu não gosto da arte do Steve Dillon. Ela é muito cafona.
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Personagens diferentes, só que com o mesmo rosto.

       
                 
              Sabendo disso, vamos para a resenha. 

Foi em Wolverine: Origens que conheci o Daniel Way e virei fã dele (apesar de só ter lido este quadrinho que estou resenhando). Essa HQ mostra principalmente a conturbada - e violenta - relação entre Wolverine e seu filho Daken. Sempre achei o Daken um pé no saco, mas quando li essa HQ mudei totalmente minha visão sobre ele. Ele é um garoto sofrido, cresceu sem o pai, foi doutrinado por um vilão, resumindo: ele comeu o pão que o diabo amassou. Daken é um antagonista que reflete o Wolverine quando jovem: faz tudo (inclusive matar) sem pensar e não se preocupa com a vida. Wolverine tenta consertar isso, pois teme que seu filho seja tão sofrido quanto ele no futuro.
Mas Daken também não é flor que se cheire. Ele manipula qualquer pessoa a seu favor para conseguir o que quer.

Wolverine sente um grande afeto pelo filho e sente-se culpado por tudo que aconteceu com ele, e, por isso, tenta de toda forma se desculpar com Daken.
Mas ele acaba falhando miseravelmente inúmeras vezes, fazendo com que seu filho teja mais ódio dele e ele fique sem saber o que fazer, a não ser deixar seu filho à vontade para ser o que se tornou e mergulhar cada vez mais em um profundo poço de arrependimento e culpa. Mas quando Xavier entra em cena, desmascara Romulus, fazendo com que Logan e seu filho possam vão viver em harmonia como tais.
Agora, os dois formam uma dupla não muito amistosa partindo em busca de vingança. Daken ainda não confia totalmente no seu pai - nem sequer o trata como se fosse seu pai, o vê apenas como um estranho com o qual precisa somar forças para derrotar Romulus. Porém, ele acaba traindo Wolverine. Assim, acabamos vendo que Daken em nada mudou, continua cruel e só pensando em si mesmo, como sempre.
Ainda assim, Logan continua amando e protegendo seu filho, fazendo de tudo para o salvar das enrascadas que ele se mete.

Way também traz o vergonhoso passado de Wolverine a tona. Logan fez muitas coisas erradas no passado da qual se sente extremamente enojado, mas sabe que não teve toda a culpa no que fez. Suas lembranças da época da II Guerra Mundial o assombram constantemente.Tudo é encaixado perfeitamente, fazendo com que o passado e presente de Logan se misturem.
Ele mostra muito bem como Logan é um velho cansado, que não consegue mais aguentar viver com suas mágoas.

Suas responsabilidade como X-Men tem um grande destaque nessa série, mostrando desde sua rivalidade com Ciclope até mesmo sua profunda relação com Charles Xavier. Mike Carey faz um choque de personalidades entre Xavier e Wolverine revisitando o episódio em que Logan tentou matá-lo. Ele mostra toda a dor que o Professor tem daquilo e ao mesmo tempo mostra que Logan pode ser cruel com qualquer um.
Sua confidência com Noturno nos mostra o lado mais humano de Logan.
 
Xavier o trata como um garoto abandonado ao acolhê-lo no instituto, e Logan o vê como um mestre.

Os quadros de Doug Braithwaite são bem dinâmicos e fluentes, com planos de fundo perfeitos, fazendo cada quadro se encaixar perfeitamente ao outro. Assim, o leitor acaba sentindo melhor cada sensação dos personagens e as ideias que o roteirista quer passar ao leitor.


Alguns dos pontos fracos dessa série é que os vilões não são muito bem trabalhados, pelo contrário, são o mais clichê possível. As motivações são bobas e eles não demostram ter um lado mais humanizado. O arco Arma XI (33-36) tem ação demais, o que não contribui muito para a evolução da trama. Explicações idiotas. E algumas falas sem o mínimo de coesão.


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