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segunda-feira, 4 de junho de 2018

RECONHECIMENTO? APROVAÇÃO? PRA QUE SERVE ISSO A UM REALISTA?



Meu outro eu, aquele que não é tão descolado quanto este que vos fala virtualmente acabou de voltar de uma competição de xadrez. Não jogou, apenas assistiu. Ele está um tanto machucado emocionalmente após tanto esforço, e tão poucas vitórias, e resolveu se aplicar inteiramente aos gibis, como forma de fugir do problema, o típico comportamento do covarde, que cogita que só por não mencionar um entrave, ele deixará de existir.
Chegou lá, no meio da competição, e cumprimentou a todos, meio sem jeito. Ao fim da premiação, se ressentiu por ter dedicado tempo a treinar vários dos que jogavam, e não receber nenhum crédito, entretanto após refletir, retrucou a si: crédito pelo quê?

E é esse o ponto hoje, crianças leitores. Nossa busca por aprovação e reconhecimento das pessoas é o que acaba por tirar o objetivo de nossas missões, que é puramente o de concluir sua missão estabelecida. É duro, é frio, solitário, mas realista. Devemos fazer aquilo que nos estabelecemos, tentando não fazer de forma imoral a prejudicar deliberamente quem não merece, e sem ficar como uma menininha querendo um obrigado em troca. Lógico, é ótimo quando somos ovacionados pelo que somos bons, e pessoas nos agradecem por termos proporcionado alguma coisa positiva a elas, mas se não superarmos essa cobrança, cederemos a ser chorões invejosos, sem saber guiar a raiva de forma produtiva.

Porque a raiva existe, isso deve ser estabelecido. Seres humanos são competitivos, territorialistas e raivosos. Eu sou um ser humano na amplitude disso, e o primeiro passo é admitir minhas falhas, e o que vou fazer em relação a isso antes que seja tarde demais, no caso, que algum adversário em qualquer campo da vida, faça uso dessas debilidades emocionais. O que me faz citar o Aranha.



Sim. O Homem-Aranha. O cara que mesmo sem existir, me ensinou mais do que muita gente de carne e osso. Ao contrário da mais recente versão cinematográfica, Peter Parker em sua essência, em Amazing Spider-Man, foi antes de tudo um cara que queria aprovação até perceber que “com grandes poderes vem grandes responsabilidades”. Isso o fez não ceder a tentação da fama fácil e combater inimigos invencíveis, ao tempo que sempre saia como errado na história, e mesmo diante dessa abominável pressão de saber que por mais que desse o seu melhor, ele sempre seria “a ameaça”, ele não cedia do que devia ser feito. Não esperava uma roupa tecnológica, algum outro herói famoso fazer sua média, ou ser agradecido pelas pessoas nas ruas, ele apenas cumpria a missão que se estabeleceu. Porque ele era realista. Em tempos onde a maioria ignora caráter dos personagens, em pró de pautas segregacionistas, às vezes vale a pena lembrar dessas coisas.

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