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domingo, 30 de julho de 2017

julho 30, 2017

DISCOS DA SEMANA (sempre atualizando)



Para dar uma variada, resolvi fazer esse espaço, a “discoteca” do blog. Afinal, a música não faz parte de algo que sempre vale indicar e discutir na mesma medida que gibis e filmes? O Roger tem uma coluna chamada “Planeta Ouve” no blog dele, no qual ele indica vários sons. Pensei em por aqui sempre ter um disco completo tocando, mudando a cada semana, podendo ser executado clicando no play do tocador, logo acima do mural do blog, na cor azul clara. 
A lista aqui será sempre atualizada, e eu convido tanto os outros membros do blog, como os leitores a sugerirem discos nos comentários desse post, a regra é que o disco deve estar completo no You Tube em um só link, o famoso “full album”, aceito discos antigos e alguns raros recentes, desde que não sejam “hits do verão” detestáveis e afins. Abaixo está o que já foi colocado, com o nome de quem sugeriu. O meu nome aparece várias vezes, mas torço para que eu várias pessoas participem, para trazer mais cultura ao negócio!



01 – Batman Begins - Hans Zimmer & James Newton  
(Ozymandias_Realista)



02 – Batman – The Dark Knight - Hans Zimmer (Ozymandias_Realista)



03 – Raul Seixas – As Melhores (Ozymandias_Realista)



04 – Pink Floyd – Dark Side of the Moon (Ozymandias_Realista)



05 – Queen – Greats Hits vol. I (Ozymandias_Realista)



06 - Rainbow – Rising (Douglas Joker)




07 - Aerosmith's - Greatest Hits (Roger)



08 - 365 - 365 (1987) (Roger) -- 04 / 08 / 17




09 - Matanza - A Arte do Insulto (Douglas Joker) -- 13/08/17



10 - Bon Jovi -- Blaze of Glory (Roger) -- 20/08/17



11 - Lindemann - Skills In Pills (Douglas Joker) - 27/08/17





12 - 1986 - Barão Vermelho - Declare Guerra (Roger) 03/09/17



13 - Festa Ploc vol. 1 - (Wagner Williams) - 10/09/17



 14 - Chris Rea - The Road To Hell (1989) (Roger) - 22/09/17




15 - Camisa de Vênus - Batalhões de Estranhos 1985 (Roger) -- 01/10/17




16 - Motörhead - Under Cöver (Full Album 2017) -- Douglas Joker -- 15 / 10 /17




17 - Making Movies - Dire Straits - Roger -- 29/10/17



18 -

Deep Purple - Fireball (1971 Original UK Release) [Full Album + Bonus Track] - Douglas Joker (16/11/17)




19 - Engenheiros do Hawaii - Longe Demais das Capitais - (1986) - Roger (18/12/17):


julho 30, 2017

10 DICAS PARA USAR O CHESS BASE 12!

"Maldito sacrifício de Torre do Aronian..."

O post para download, além de um tutorial sobre como instalar o CHESS BASE 12 é sempre acessado no blog, e pode ser visto AQUI. Mas algumas pessoas me perguntaram como usar esse programa, seja por ele estar em inglês, aparentar um menu confuso ou mesmo o usuário não saber para quê ele o serve. E isso é normal, nem todo mundo tem obrigação de ser expert em informática, muito menos ela combinada com xadrez. Portanto resolvi listar 10 dicas para facilitar o manuseio objetivo de quem pretende treinar com essa ferramenta:

 
Expressão do nosso amigo Garry ao ler nosso post...

10 – A DATA BASE



Vamos lá. O CB é essencialmente um programa para analisar partidas, é o equivalente virtual a um técnico de xadrez. Ao contrário de muitos softwares, ele não é para “jogar contra a máquina”. O arquivo que ele lê, entre vários, e que falaremos aqui, é o PGN ( portable games notation ). Digamos, que seja um (entre milhões) entusiastas do Bobby Fischer, e queira ver as partidas dele, ou mesmo do Magnus Carlsen. Ao invés de ter que caçar na desordem cronológica uma a uma, todas (no caso de jogadores na ativa, sendo atualizadas com o tempo, obviamente), já pode encontrar tudo em um único arquivo compacto, com o tamanho irrisório de 1 MB ou menos. Essa será a “base” para o programa trabalhar. Vai depender da sua preferência, pode-se pegar torneios completos, jogadores, ou baixar uma mega data base, que é um pacote instalável com 5 milhões de partidas.




09 - COMO EDITAR?



Ok. Aberto o pgn (e no post, usaremos o do Fischer), eu quero editar, eis algumas opções:

Insert: Uma ferramenta para os mais analíticos. Serve para suas anotações a respeito dos lances, com direito a exclamações, interrogações, comentários de texto e variantes. Para os que não estão familiarizados com esses símbolos, um pequeno glossário:




Board: editar a cores do tabuleiro, as opções de peças em 2D (ou mesmo o risível 3d), se ele terá coordenadas, som de peças, e o fundo. No canto esquerdo, o “flip board” é para virar o tabuleiro, ou seja, inverter as cores e perspectiva da posição. Enquanto “DGT Board” é algo que poucos usarão, já que é o uso conectado ao caro “tabuleiro DGT”, usado em eventos de elite. Na qual as peças possuem chips, e o tabuleiro sensores, fazendo todo movimento já aparecer no diagrama na tela de computadores.



View: Escolher se quer as notações, fotos dos jogadores, pesquisa de referência (a discutir no tópico 04), o layout que deseja, sendo full screen ou mesmo mudança das imagens para direita, esquerda ou diagonais.



08 – ALGUNS COMANDOS DE TECLADO:



FULL SCREEN (Tela cheia): Ctrl + Alt + F

SETAS AMARELAS E MARCAR CASAS IDEM: Ctrl + Alt + botão direito do mouse.

SETAS VERDES E MARCAR CASAS IDEM: Alt + botão direito do mouse.

SETAS VERMELHAS E MARCAR CASAS IDEM: Alt + Shift + botão direito do mouse.

PASSAR PARA PRÓXIMA PARTIDA: F11

PASSAR PARA PARTIDA ANTERIOR: Ctrl + F11

ATIVAR ANÁLISE DO COMPUTADOR: Alt + F2


07 – FERRAMENTA DE ANÁLISE DA “ENGINE”



Engine é por tradução “motor”. Basicamente uma força de calculo com rating de 2500 / 3000 ou até mais que pode lhe auxiliar em posições complexas. Vale dizer que acaba sendo o calcanhar de Aquiles de muitos jogadores (infelizmente ás vezes de GMs, vale mencionar), já que muitos ao invés de recorrer antes á própria analise humana, para depois comparar com a “impossível” da máquina, acabam se tornando reféns dela e não aprimorando a maior qualidade cabível aos enxadristas: ter um bom processo de tomada de decisões. Existem algumas “marcas” desses motores, algumas pagas, outras grátis. Podem ser baixadas e emuladas nesse programa, ou pode-se usar as do próprio programa.

06 – LIVRO DE ABERTURAS (OPENINGS BOOK)



Existem milhares de aberturas, e destas surgem ainda mais subvariantes levando nomes de seus “descobridores”. Para enumerar todo esse caos, décadas atrás foram impressas enciclopédias catalogando de em letras (A á E) e números ( 0 á 99), a isso chamamos “ECO CODE”. Boa parte dos jogadores intermediários / avançados para “aprenderem” novas linhas, usam o “openings book”, que nada mais é do que um medidor de estatísticas do que é mais jogado na atualidade nas aberturas, bem como uma porcentagem de vantagem para as brancas, pretas ou igualdade. É um recurso bastante técnico, mas útil visto com paciência. Vale dizer que sites para jogar xadrez online como o LICHESS e o CHESS.COM também tem esse recurso.


05 – PESQUISA TEMÁTICA



Aqui, é possível filtrar a pesquisa, achando as partidas pela ECO, posição, ano, torneio, adversário, rating e mais uma infinidade. É ideal por exemplo, para se aprofundar em uma abertura específica.

04 – APRENDIZADO COMPARADO


Similar ao “Livro de Aberturas”, porém contemplando também o meio-jogo e o final. O termo “aprendizado comparado” eu conheci no livro “Como Jogar Xadrez Bem (Leonard Barden - 1980)”. É o método de pegar posições e comparar com partidas de GMs, vendo como eles transcorreram naquela posição. Esse era um dos modos de treinamento da esmagadora escola soviética no passado, porém hoje comum, ao ponto de se encontrar facilmente em livros partidas. Pode ser acessado clicando no ícone da lâmpada, note na imagem:

Pode se especificar na pesquisa, se deseja que o resultado só apareça dos mesmos jogadores que estão sendo estudados (same players), estruturas similares (similar structures), e o melhor: Finais! (similar end games).

A lâmpada mágica mencionada


Em view, é possível ativar a opção “referenc seach”, sendo feita uma amostra de partidas recentes entre mestres nas idênticas posições. Mas lembre-se: só recentes!

Carregando posições pela DATA BASE

Alguns leques de possibilidades depois.

A opção "reference seach"



03 – PGN COMENTADO PODE AJUDAR



“Tudo muito bom, Ozymandias, mas só passando as partidas eu não aprendo muito!”, ok, que tal partidas comentadas? Se quer entrar de cabeça no xadrez, deve aprender além da notação (algébrica ou descritiva), minimamente inglês e espanhol, visto que a quantidade de material em português chega a ser irrisória. Mas existem PGNs comentados com aulas em português, e os que tenho estão para download clicando nessa imagem:




02 – E COMO POSSO CRIAR MEUS PGNS?



Muito simples! Basta ir em “New Game” e traçar os lances de ambas as cores. Depois, basta clicar no disquete “salvar”, ou “salvar como”. E uma maneira prática de colocar os dados do PGN, tais como nome dos jogadores, rating, evento, etc, é “Ctrl + C” e “Ctrl + V” no bloco de notas, e dele fazer as modificações.

01 – GO TO FRITZ?



Ufa! Por ultimo, gostaria de jogar posições especificas contra o computador, treinar tática, visualização, memorização e trocentas outras coisas? Há o Fritz, que nada mais é do que um “Chess Base jogável”. Mas vale dizer que é outro programa que deve ter instalado na sua máquina, já que ele não vem junto do CB. Não tenho para download aqui, mas indico BAIXAR no blog parceiro “Xadrez Pirata”, clicando AQUI. Confesso que nunca usei muito o Fritz, mas no dia que o usar com mais frequência, faço um post ao estilo deste daqui dedicado a ele. Após algumas horas digitando e conferindo as coisas, espero que essas dicas possam lhe ajudar a fazer o básico! Deixem suas dúvidas, sugestões e xingamentos ai nos comentários...

E SE joga no Lichess, convido a entrar no time aqui do blog, já estamos quase com 200 membros:




quarta-feira, 26 de julho de 2017

julho 26, 2017

Elektra Saga - uma das séries mais indispensáveis da Marvel!


"Ela é uma pessoa amarga e solitária, que está agredindo o mundo que a privou do pai. Ainda assim, é uma mulher... A primeira que amei."

Não posso deixar de aproveitar este post pra comentar com vocês como no início do ano passado eu havia mandado mensagem pro pessoal da editora Salvat pedindo pra eles dedicarem um volume da coleção de capas vermelhas à lendária Elektra, uma das personagens que eu mais gosto da Marvel. Foi legal que eles chegaram a me responder! Veja só!


Um ano e meio depois... eis que temos um encadernado dedicado às histórias dela quando estava nas mãos de quem? Quem? O primeiro e único: Frank Miller.

Ouve o "Grrrrrrr".

O próprio criador da personagem. Aliás, as histórias reunidas são justamente as primeiras em que ela apareceu, a primeira se chama "Elektra", quando Miller, que já desenhava a série há algumas edições, apenas dando sugestões quanto aos roteiros, assumiu também a parte da trama, tendo o igualmente competente Klaus Janson ajudando com as cores e a arte-final. Ao adicionar a Elektra na mitologia do Demolidor, Miller já sintetiza muito do seu estilo (ou o que viria a ser o seu estilo, já que na época ele tava começando a trabalhar com HQs): ela é uma mulher sedutora, perigosa e de atitude (quem esquece as prostitutas de Sin City?), surge de forma quase aleatória como uma ninja extremamente mortífera (apesar da inteligência, não dá pra negar um tom de loucura nas tramas do escritor) e ao mesmo tempo possui grande profundidade sentimental, mesmo sendo uma personagem fria que quase não fala. Ainda que hajam fanfarronices, outro aspecto inegável do talento de Miller é a forte sensibilidade dos seus textos.


Nesta primeira aventura a mercenária Elektra chega na cidade do Demolidor, e durante um divertido flashback o herói se lembra de quando a conheceu na faculdade de Direito, e ela era a bela e inteligente Elektra Natchios, filha de um embaixador grego. Os dois se apaixonaram profundamente, mas os caminhos da vida levaram Matthew a se tornar um super-herói e Elektra uma assassina mercenária. Apesar de ser jovial e bonitinho, o romance entre os dois personagens não fica cansativo como aqueles clichês de novela, provavelmente pelo jeito certeiro que Miller usa os sentimentos dos personagens de forma misteriosa e intensa.

Apesar da ninja ser extremamente fria, a história sempre deixa pequenas amostras de que ainda há humanidade nela.
Depois disso há um grande salto, precisamente seis edições, para "O Assassinato de Matt Murdock". Quando os ninjas da Tentáculo são mandados para matar o advogado que já foi seu amante, Elektra retorna a Nova York e se torna novamente uma das principais coadjuvantes das aventuras com seus sentimentos ambivalentes quanto ao justiceiro. A fase de Frank Miller e Klaus Janson foi tão bem-feita que além de introduzir a Elektra, tornou o Demolidor um dos maiores heróis da Marvel, na época sendo um personagem mais secundário cuja revista corria o risco de cancelamento. Nesta fase há um emaranhado de problemas: Foggy e Matt como advogados aparecem defendendo seus clientes no tribunal e junto ao carismático jornalista Ben Urich estão lutando contra a eleição de um gangster que está tendo ajuda do crime organizado pra se tornar prefeito, visando ampliar as influências do Rei do Crime para a área política.


O leitor questiona constantemente de qual lado ficará Elektra, já que como seu próprio criador diz, apesar de carismática, ela não se tratava de uma anti-heroína, mas realmente de uma vilã, afinal, ela vende seus serviços de assassinato por dinheiro. Aqui Miller ainda não desenhava tão bem quanto faria com o Wolverine e o Batman, mas já era incrível! As páginas possuem vários quadros, as sequências de luta são muito ágeis, herança de mangás como "Lobo Solitário". Como já dito, apesar de toda a violência, tensão e crimes, Miller tem um senso de humor honesto que não apela pra violência explícita ou coisas do tipo em momento algum, e funciona bem demais! Em uma edição há aparições especiais de Luke Cage e Punhos de Ferro, os heróis de aluguel, os dois estão muito engraçados! Mas isso é reservado ao Demolidor, seus amigos e os bandidos que ele enfrenta, com a Elektra há apenas drama e mistério.


É bom dizer que apesar do título "Elektra" do encadernado, todas as histórias não são de uma mensal da personagem, mas da revista própria do Demolidor nos anos 80. Em algumas ótimas histórias ela quase não chega a aparecer, como "Onde os Anjos Temem Caminhar", em que Matt vai atrás do seu velho mestre tentar recuperar seu sentido de radar e "Condenados", onde ele se perde nos esgotos junto ao repórter Ben Urich. Ambas são memoráveis exemplos de criatividade e aventura. Mas isso não significa que o conteúdo não seja digno de ser dedicado à personagem. Mesmo a mensal não sendo dela, a presença de Elektra é bem influente e marcante, provavelmente o lugar onde ela melhor foi trabalhada nas mãos de seu próprio criador, se tornando tão amada até hoje. Há grandes momentos de tirar o fôlego, quando é praticamente impossível se desligar da história, como a batalha contra o ninja imortal Kirigi e a contra o psicopata Mercenário, que fecha o encadernado de forma grandiosa.


ATENÇÃO: Este volume da coleção Salvat faz um bom trabalho em trazer um arco marcante da Elektra, como já dissemos, talvez seja até o melhor. Mas no que se trata das aventuras do Demolidor escritas e desenhadas pelo Frank Miller, há mais que aconteceu tanto antes quanto depois das edições que foram reunidas no encadernado. Toda a série é indispensável, alucinante como os exemplos que acabamos de citar. Ela foi relançada recentemente em três volumes chamados "Demolidor por Frank Miller & Klaus Janson", podendo ser facilmente encontrado na Internet com grandes descontos, vindo com todas essas histórias que acabamos de elogiar e muitas outras. Tudo junto daria cerca de uns R$150,00, enquanto o encadernado pegando a saga da Elektra custa apenas R$40,00, menos de um terço. Cabe a você escolher o que é melhor, só achei melhor explicar pra você não correr o risco de comprar histórias repetidas, sei lá se você gosta de jogar dinheiro fora... Mas pode ter certeza que "Elektra Saga" é uma compra excelente para quem quer curtir uma boa HQ, conhecer melhor os personagens, ou para essas pessoas que dizem que os personagens masculinos tem que virar mulheres pra ter mais representatividade feminina nas HQs. A Elektra (como várias outras personagens) prova que isso é uma grande baboseira.


A ninja chegou a protagonizar um filme solo que se tornou uma referência de sandice e má-qualidade. Pra alegria de sua legião de fãs, ela ficou extremamente bem adaptada na segunda temporada da série do Demolidor na Netflix, sendo extremamente sensual e tendo seu lado violento explorado de uma forma bem mais pesada, chegando até a ser perturbadora em alguns pontos. Agora ela vai voltar na primeira temporada dos Defensores, que lança mês que vem com direito ao Demolidor, Luke Cage, Punhos de Ferro, Jessica Jones e Justiceiro. Será que a ninja vai chamar atenção no meio desse elenco todo...? Com certeza que sim! Espero que o texto não tenha ficado muito melado, mas é uma personagem que eu gosto muito desde criança (como deve ter dado pra notar, já que eu até mandei mensagem pra editora), queria aproveitar a oportunidade de escrever sobre ela. Aqui vão dicas de outros encadernados que envolvem histórias que o Frank Miller escreveu pro Demolidor e sua parceira.

A Queda de Murdock: Considerado o auge de Frank Miller na revista. Após voltar da DC onde lançou sua obra mais famosa, "Batman: O Cavaleiro das Trevas", ele trouxe o inigualável desenhista David Mazzuchelli para a Cozinha do Inferno e os dois fizeram um dos maiores clássicos da Marvel e de toda a história das HQs. Aqui o Rei do Crime descobriu a identidade secreta do herói e começa a traçar uma vingança inescrupulosa pra destruí-lo em todos os sentidos: profissionalmente, fisicamente, socialmente e psiquicamente! É uma narrativa muito imersiva no desespero do personagem que passa a desconfiar de todos desenvolvendo síndrome do pânico. As escalas só vão aumentando até o final. É imperdível e já foi republicado várias vezes, é fácil de encontrar.

O Homem Sem Medo: Com o famoso John Romita Jr. nos desenhos, Miller retorna para o personagem que tão bem adotou e faz sua própria versão mais detalhada dos primeiros dias do herói. Quase todos os principais personagens secundários fazem uma presença, mesmo que pequena, como Stick, Rei do Crime e até a Elektra! Aqui ele ainda usa o uniforme preto que utilizaram na aclamada primeira temporada da série. É uma leitura muito amada por todos os fãs e o encadernado também vem com a primeira história do personagem quando ele foi criado pelo Stan lee com o Bill Everette. Também foi lançado há pouco tempo, se não der pra encontrar em bancas, deve haver na Internet.

Elektra Assassina: Uma das principais referências de surrealismo em quadrinhos. Aqui Miller pegou sua criação e fez uma história completamente inédita, tendo quase nada das características da revista do Demolidor, que aliás, nem participa do gibi. Você descobre mais sobre o sofrido passado da personagem que a tornou uma máquina de matar. A ninja precisa matar um político que está possuído por um demônio ancestral que quer destruir a Terra. Mas o problema é que só Elektra consegue perceber isso, sendo perseguida por agentes da S.H.I.E.L.D. Há loucura, sensualidade e ação, sem dúvida um trabalho único. Os desenhos são do mestre Bill Sienkiewicz. Foi finalmente republicado ano passado, deve ser fácil de encontrar.

Amor e Guerra: mais uma colaboração com o desenhista Sienkiewicz. Aqui a história também não é focada no Demolidor. A esposa do vilão Rei do Crime, Vanessa Fisk, está quase morrendo, então ele manda raptarem a esposa de Paul Mondat, um famoso médico, para que ele cure sua mulher. Quem cuida do rapto é Victor, e a história é focada nele e Mondat. Victor mantém Cheryl, a esposa do médico em cativeiro, mas começa a se apaixonar profundamente por ela e seu estado vai piorando por causa de sua dependência a medicamentos. É um grande thriller de suspense psicológico, realmente não é uma aventura do Demolidor que se esperaria. Infelizmente, faz tempo que não recebe um relançamento e é dificílimo de encontrar! Esperamos que tenham gostado da análise. Vale lembrar que temos um enorme especial dedicado ao Frank Miller que cobre toda essa fase com o Demolidor e a Elektra, você pode conferir no link abaixo:

http://ozymandiasrealista.blogspot.com.br/2017/01/analise-colecao-frank-miller.html

Estamos cogitando fazer um especial dedicado exclusivamente ao universo do Demolidor, o que vocês acham? Mas ainda nem começamos, então pode demorar um pouco, mas todos os principais colaboradores do blog gostam muito desse personagem. Talvez pudesse ficar pro ano que vem... na época que sair a terceira temporada da série...

terça-feira, 25 de julho de 2017

julho 25, 2017

"EU SEI O QUE VOCÊ ESTÁ PENSANDO..."


"Eu sei o que você está pensando. “Ele disparou seis tiros ou apenas cinco?” Bom, para dizer a verdade, no meio de toda essa confusão, eu meio que me perdi. Mas sendo essa uma Magnum .44, a pistola mais poderosa do mundo, ela estouraria sua cabeça, você deve se fazer uma pergunta: Hoje é meu dia de sorte? Bom, hoje é, vagabundo?"

Não achei o filme lá essas coisas, e fracamente não procurei as sequencias, acredito que sou fã mais do "Clint diretor", do que como ator, excetuando-se em "Gran Torino". 
Recomendo a leitura desse texto, foi dele que copiei e colei a citação:

Fui! O/


segunda-feira, 24 de julho de 2017

julho 24, 2017

Review: Capitão Britânia e o MI-13 (Marvel Comics)


Review sobre a série mensal Capitão Britânia e o MI-13, lançada nos EUA em julho de 2008 pela Marvel Comics. Escrito por Paul Cornell e desenhos de Leonard Kirk e Mike Collins, reúne as edições #1-15 e o Anual #1. Série completa.



Edição #1: A Invasão Secreta dos skrulls começou, e a Inglaterra também se torna um alvo em potencial quando um exército skrull se dirige para o local onde se abrem as portas para Avalon, e uma equipe formada pelo Capitão Britânia, Pete Wisdom, John Lennon (skrull) e Spitfire são enviados para impedir os invasores. Em Londres, o Cavaleiro Negro faz o que pode, mas não consegue impedir a morte da Dra. Faiza Hussaim.

Edição #2: Faiza Hussaim não morreu, pelo contrário, recebeu super poderes que ainda não conhece plenamente. O Capitão Britânia se sacrifica, mas falha ao impedir que Avalon seja invadida pelos skrulls. Cabe a Pete, Spitfire e John tentam retirar a espada Excalibur encravada em uma pedra numa das cavernas de Avalon.

Edição #3: Os skrulls se apoderaram de vários itens que serviam como fonte de magia de Avalon e agora partem rumo à Londres. A voz dentro da cabeça de Pete finalmente se revela – Merlin está de volta para mudar os rumos da batalha, e sua primeira ação é trazer de volta um símbolo de esperança para a Bretanha.

Edição #4: O Capitão Britânia está de volta e portando a espada Excalibur. Um confronto final com o super skrull que possui a magia de Avalon. Enquanto Faiza Hussain tenta de todas as formas salvar o Cavaleiro Negro, que está entre a vida e a morte. A conclusão da participação do Capitão Britânia e o MI-13 na saga Invasão Secreta.


Edição #5: O fim da Invasão Secreta trouxe consequências para a Inglaterra. O mal foi libertado, uma equipe de super-heróis surgiu e Faiza Hussain é a nova portadora da Excalibur. O MI-13 está à procura de reforços para combater as forças monstruosas que ameaçam a Inglaterra. Blade, o Caçador de Vampiros viaja até Londres e junta-se ao time.

Edição #6: Quando saiam para resgatar Sid Ridley, Spitfire se encontra com sua equipe, mas é atacada por Blade. Chegando no Edifício Cloverfield para ajudar Sid, o Capitão Midlands, descobre que o responsável é um ser chamado Plotka, capaz de satisfazer os desejos mais íntimos de quem estiver disposto a se entregar para ele.

Edição #7: Plotka oferece ao Capitão Britânia, sua falecida esposa Megan. Ele aceita a proposta sem pensar nas consequências. Enquanto isso, seus aliados entram no edifício em chamas. Spitfire e Blade enfrentam uma horda de Seres Inconscientes. O Cavaleiro Negro é submetido ao teste de sua espada e perde o controle.

Edição #8: Quando estava prestes a matar Faiza, o Cavaleiro Negro fica sabendo que não está portando a verdadeira Espada de Ébano. Brian Braddock percebe que a volta de sua esposa não passou de uma perigosa alucinação, mas ainda não sabe como escapar do Corredor dos Sonhos onde está preso. Blade descobre a verdade por trás de Plokta


Edição #9: Para garantir o retorno de sua falecida esposa, o Capitão Midlands traiu a equipe e agora eles também estão presos no Corredor dos Sonhos. Como escapar dessa dimensão espiritual e deter um duque do inferno? É o confronto definitivo entre os heróis do MI-13 contra Plokta.


Edição #10: Um pacto sombrio entre o Doutor Destino e Conde Drácula coloca toda a Bretanha em perigo. Cavaleiro Negro recupera sua verdadeira Espada de Ébano que estava sendo protegida em Wakanda. Quando retornava para casa com Faiza, são atacados. O mesmo acontece com Brian Braddock e Peter Wisdom. Kenneth, o filho vampiro de Spitfire faz uma visita inesperada e o pai de Faiza Hussain é atacado em casa pelo próprio Conde Drácula.

Edição #11: Após a primeira onde de ataques para atrapalhar o foco, o MI-13 continua sua procura pelo pai de Faiza, que demonstrou uma incrível habilidade ao salvar a si e o Cavaleiro Negro de uma queda de avião. Blade tenta entender os motivos desse ataque. Quando Spitfire segue seu filho Kenneth, acaba caindo sob o domínio de Drácula.

Edição #12: Até mesmo dentro das fileiras do MI-13, havia vampiros infiltrados. Blade e o MI-13 voam rapidamente atrás do crânio de Quincy Harker, antigo caçador de vampiros, que guarda um feitiço capaz de impedir uma invasão em massa, mas são detectados pelos agentes de Drácula. A próxima fase de seu plano está prestes a se iniciar.



Edição #13: A Grã-Bretanha está isolada do resto do mundo por um campo de força místico e invisível. Finalmente a natureza vampiresca de Spitfire se rende ao Conde Drácula, que empreende um ataque feroz, ceifando as vidas de Faiza, Peter Wisdom e Cavaleiro Negro. O Capitão Britânia acabou isolado de seu próprio país.

Edição #14: Drácula consegue se livrar da magia de Plokta antes de alcançar a Inglaterra. Mesmo assim, um plano em andamento libertou Spitfire que foi levada de volta até o QG do MI-13. Infelizmente, o pai de Faiza não conseguiu escapar.

Edição #15: Sem esperar por isso, Drácula é surpreendido pelo ataque do Capitão Britânia em sua nave, que transportava sua esposa, Megan. Sem a magia do crânio de Harker, os vampiros são pegos pela luz do sol. E a batalha final entre Drácula e a portadora da espada Excalibur, Faiza Hussain.

Anual #1: Edição que mostra como Megan, esposa do Capitão Britânia foi resgatada do inferno pelo Doutor Destino e acabou sendo uma peça fundamental para que o MI-13 pudesse derrotar o Conde Drácula.


Análise final:
Série mensal do Capitão Britânia e o MI-13 que durou quinze edições, e que começou como um tie-in da saga Invasão Secreta. Especialmente as primeiras histórias foram bem interessantes, pois mostrava várias referências ao lado místico da Grã-Bretanha, que sempre foi marcante. Cada personagem principal foi bem desenvolvido sem receber muito mais destaque do que outros. O surgimento de uma nova heroína, a muçulmana Faiza Hussain é uma prova de que a Marvel sabe sim criar novos personagens de origem étnica diferente, com personalidade própria e interessante. Os desenhos, em sua maior parte, feitos por Leonard Kirk combinaram bem com o clima mágico das aventuras do grupo e o bom e velho cinismo britânico não poderia faltar. No geral, um bom trabalho. Leitura satisfatória.

Por Roger