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segunda-feira, 8 de maio de 2017

SCAN WARS - PARTE III


Esse será um post com excesso de prints, mas que se encaixaram com o ponto. O negócio que causou comoção, talvez com os “novatos” foi a Panini ter “entrado firme contra os scans”, e obviamente idem aos seus produtores, os chamados “sites de scans”. Como aparentes baixas de guerra, “caíram” o HQ Ultimate (tirando todo material da Marvel e DC do site) e Os Impossíveis (temporariamente aberto apenas a leitores convidados, além de um comunicado em sua página no Facebook, anunciando aposentadoria). Porém, se atentarmos no que são os scans, essa não foi a primeira investida do tipo, acredito até que ela demorou demais, há anos me preparo para ela, e vejo nela, apesar de ser colecionador contumaz tanto de impressos, quanto scans, um possível ponto de virada sobre publicações no Brasil.

Ameaças sutis?

Também vou querer melhorar meu inglês...



Fonte: Baile dos Enxutos.



E por que isso?

Porque a Panini cada vez mais parece empenhada a dar ao leitor “o que ele acha que quer”. Dentre essas mudanças editorias, acredito que a mais significativa tenha sido a de publicar o DC Rebith quase idêntico ao modelo americano, dando fim quase em definitivo ao modelo dos “mix”. Uma ideia, que por mais que tenha animado a maioria, não me agradou, a diversidade de histórias em uma revista, sempre me foi seu maior chamativo, essa foi a forma que comecei a ler gibis! Em 2005, quando comecei a colecionar “Geração Marvel: Homem-Aranha” (uma coleção que por si só já vale um mega post), e apesar do nome, logo após a história do Aranha, havia do Quarteto Fantástico, e não era nenhum estorvo, era uma forma de dinamizar e ampliar uma leitura. Da mesma forma, quando colecionei posteriormente “Marvel Millenium: Homem-Aranha” ou mesmo “Marvel Max” ou “Vertigo”. Por mais que exista um “carro chefe”, que por vezes esteja a frente dos demais materiais da publicação, sempre podíamos ser surpreendidos por algo, que não descobriríamos, se comprássemos, com a mente fechada, apenas um título. É o tipo de visão, que acredito que forme leitores mais “fora da formula”.



Meu primeiro contato com scans, acredito ter sido 2009, quando realizei o sonho de ter meu primeiro computador. O que antes era uma luta de ir em sebos, caçar números, e pagar muitas vezes preços salgados (afinal havia a lógica do só eu tenho, ou pega o que cobro, ou não lê), e o máximo que se tinha de contato com outros leitores, era em comunidades do Orkut. E apesar de me manter comprando mensal (na época, a MMHA e Vertigo, que na verdade eram compradas pra mim...), tamanha foi a minha felicidade quando descobri que poderia ler várias histórias que eu tinha lido em formatinho soltos, cujas continuações ou finais nunca imaginei encontrar. E isso gerou uma espécie de “explosão de leitura”, já que agora eu tinha acesso a bem mais conteúdo, e foi a partir dessa época que eu posso dizer que comecei de fato a ler e entender quadrinhos, a não ser mais um refém das circunstâncias. Apesar de muitos títulos, a exemplo de Sandman e Watchmen eu simplesmente ter esperado anos, para poder ler impresso, não sucumbindo a tentação de lê-los no computador. E como bom colecionador, fui organizando tudo em pastas, chegando até a arriscar criar planilhas. E quando vim parar de comprar gibis mensais, foi só após 12 anos, mais precisamente esse ano, isso após uma longa autoterapia para não entrar em bancas, pois quem coleciona sabe que uma simples olhada no “catálogo” faz-se sair dos planos. E por que isso? Um por ter me dedicado mais xadrez, e dois, por não encontrar mais mensais tão diversas e instigantes, restando só comprar encadernados esporádicos, e adivinha só? Com o que tenho em scans!






Não sou técnico em vendas, porém como todo torcedor acha que escala os times melhor que os técnicos, todo leitor acha que pode escalar gibis nas bancas melhor do que os editores. Por mais que deixe a desejar, a Panini ainda humilha as empresas antecessoras a ela em termos de publicação. Na época da Abril tínhamos o “formatinho”, capas originais que não vinham, cores adulteradas, tradução estilo “dublagem de filme antigo” e o permanente problema de má distribuição. Quando chegou entre 2001 / 2002, a Panini foi experimentalista, mas conseguiu “estabilizar modelos” por bons períodos. Basta pegar algum material da sua estante dessa época: capa cartão, papel LWC (?), e uma saudosa sessão de cartas do leitores. Agora pegue uma atual: quase 10 conto, menos de 100 páginas, uma capa que fica entre se desmontar e deixar duzentas impressões digitais, e muitas vezes capas publicadas numa “sessão de capas” com elas em miniatura. Tínhamos uma promessa, no começo do século, de que as publicações entre os EUA e o Brasil ficariam mais próximas, e não de hoje cobravam isso, era um dos temas mais discutidos nas sessões de cartas. E a explicação era sempre de que “não conseguiriam manter a qualidade”, ou “e se os gringos cancelarem lá ou mesmo atrasarem? E nós com esse mico na mão?!”. E hoje pegamos um scan dois dias depois de seu lançamento nas bancas americanas, traduzido de uma forma superior aos “profissionais”, com uma qualidade ímpar, proporcionando uma experiência de leitura melhor. Chego até a confessar algo aqui: Há muitos materiais que eu tenho impresso na estante, pretendo reler, e simplesmente os leio em scans pelo tablet ou PC. Penso “se o problema é esse de não pagar e ler, eu pago, mas leio pela melhor opção, ponto”. E há outras coisas, que até querer ler impresso se torna inviável, seja por preços abusivos somados ao “mando a sua cidade quando eu quiser”.

Miracleman é um grande exemplo, tinha os scans no HD há anos, mas nunca me empenhei em ler, após comprar algumas edições avulso na banca (depois do DJ me alertar que aquele era o material do Alan Moore, algo que eu tinha descrença pelo logo da Marvel e “capas atuais”), eu conclui que seria estressante ter que “caçar” as demais edições, terminando a leitura em scans. E foi uma das melhores histórias que li na vida. O que nos leva a questão: Sendo esse um puta material, de um escritor que até bazingueiros sabem o nome, qual seria a dificuldade em lançar essa porra em uma edição definitiva cobrando uns 120 reais?! Nem que fosse em duas partes, o que fosse necessário, e eu, fã desgraçado irracional, compraria na hora, só para ficar admirando na minha estante como um verme solitário quando chega-se do meu serviço; E haveriam milhares como eu, esgotaria, e logo haveria pedidos roucos pra que reimprimissem.
Alguns anos atrás, eu praticamente nem lia mais digital, tinha como hobbie garimpar em comunidades do Facebook e comprar diversos encadernados que nunca chegaram aqui. Porém passado alguns estresses e conquistas, veio a grande questão: É correto eu pagar médios 300 reais no mês, incluindo frete, por matérias que eu deveria pagar ocasionalmente nas bancas / livrarias, igual nos outros estados do país, afinal, eu estava pagando o mesmo valor que os demais. Faz sentido? Ah, vou dormir, já chega por hoje. Finalizemos com um "preparo" há 3 anos atrás, antes da existência desse blog:


 E agora:

--Off--


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