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domingo, 26 de outubro de 2014

EU NÃO VEJO UMA LINDA BORBOLETA



Senhores, eu realmente sinto ódio e decepção pelo resultado que o nosso país acaba de tomar hoje, dando mais quatro anos a toda a bandidagem e anarquia que vive o nosso país. Peço forças para Deus para que possamos lidar da maneira mais firme possível com o que nossa nação vai virar, nós seremos mais caçados e reprimidos ainda pela inversão de valores que cada vez mais se solidifica, mas sei que ao termino do dia, não teremos a consciência suja por ter incentivado e participado dessa imundície que nosso país se tornou.

O título dessa postagem se remete a um dos inúmeros pontos altos de Watchmen, em um teste de Rorscharch, Walter Kolvacs é questionado por um psiquiatra sobre o que ele vê nas pranchas, em um gesto análogo do escritor traduzir aquela situação como o nosso cotidiano, onde o cidadão médio egoísta sabe e se conforma com as mazelas diárias, mas mesmo assim pergunta aos demais se está tudo bem, em uma maneira de tentar filtrar a realidade, bem como no quadrinho, bem como no nosso mundo, olhamos para o erro, a corrupção, injustiças, e tudo que fazemos é dar um sorriso e confirmar um status de que tudo está sobre controle.

E não sei ao senhor ou senhora que lê isso, mas eu me sinto humilhado por ver que o país onde nasci, cresci, cantei o hino durante toda a infância nas escolas, se tornou um amontoado de pessoas covardes, corruptas e que temem qualquer minímo de raciocínio ou lógica, que aceita a corrupção por também ser corrupto. Estamos vivendo no meio de pessoas que não se importam com um patrimônio nacional como a Petrobras ser desfalcado por conta de porcentagens de roubo para manter mais forte um partido, pessoas que sofrem diariamente com a branda lei aos crimes, com a polícia sendo transformada em “mal necessário e que deve ser pouco utilizado”, hospitais públicos mais porcos que açougues, transportes públicos mais cheios que muitas carroças, e a tudo isso, o “cidadão” vem responder “sim, mas todos roubam, pelo menos esse fez pelos pobres”. É justo essa permissividade, identificação com o agressor que me fazia temer mais esse dia e esse resultado que mesmo estreito, acabou chegando. Transformaram Aécio Neves em um “capitalista opressor”, um “ofensor das mulheres” e “odiador dos pobres”, enquanto quebram nosso país com a maior naturalidade possível, sem o mínimo de honra ao patriotismo que devia ter o ser humano.




Tivemos a era de mais escândalos, a própria revista Veja tentou ser censurada pelo atual governo por estar mostrando incansavelmente o celeiro que virou nosso dinheiro público, até mesmo uma copa do Mundo que desafia a palavra superfaturada nos fez uma metáfora com aquela seleção sobre o modo que nós estamos trabalhando no Brasil: pessoas despreparadas, sem plano de ação, sendo esmagadas pela concorrência. O nosso país virou uma piada, e o mais revoltante, é ver o brasileiro em vez de se revoltar com o que vê e tomar uma atitude, se revoltar com quem fala do que está de fato acontecendo, infelizmente o brasileiro hoje provou ser um corno que mata quem possuiu a sua mulher, responsabilizando esse, e não a mulher que o traiu, é o mais próximo de semelhança de comportamento em negar a realidade que eu vejo. É o paradoxo de sempre ver uma linda borboleta no lugar do cão com a cabeça rachada, a bandeira nunca precisou ser tão amada e defendida quanto agora.

--Floyd Banner--

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