
5) Cassino Royale (1953) – A novela de estreia de Fleming e o primeiro livro de James Bond. No enredo, Bond é enviado para o cassino de Royale-les-Eaux para levar à bancarrota Le Chifre, o tesoureiro da organização soviética Smersh, o braço de assassinos da KGB e a antagonista dos primeiros livros do personagem. Ele é auxiliado pela agente Vesper Lynd e, também, faz amizade com o agente da CIA Felix Leiter. Esse primeiro livro da série é um tanto singular, uma vez que não vemos Bond tanto em ação. É o único livro em que Bond não mata nenhum de seus inimigos; as únicas mortes são as que ele descreve quando lembra como conseguiu sua licença para matar, os dois “00” de seu codinome. Neste livro, Bond só se dá mal. É traído por Vesper (que se tornou agente dupla porque a Smersh sequestrou seu noivo) e torturado. Pelo menos, o filme com Daniel Craig foi fiel à cena de tortura do livro, em que Bond sofre pancadas nos testículos.
4) Viva e deixe morrer (1954) – A segunda novela de Bond que Fleming escreveu e a mais controversa, na perspectiva atual. No enredo, Bond é enviado aos Estados Unidos por M e o MI6, para desbaratar a quadrilha de Mr. Big, um gângster negro e agente da Smersh, que comanda gangues no Harlen e cultos vudus na Jamaica. Mr. Big quer arruinar a economia norte-americana com a aporte de várias moedas de ouro advindas do tesouro do pirata Henry Morgan. Vale dizer que no filme com Roger Moore, o vilão foi rebatizado com o nome de doutor Kananga. Em Nova York, Bond reencontra seu amigo da CIA Felix Leiter e, também, envolve-se com Solitaire, a garota de Mr. Big e vidente particular. É nesse livro que Felix Leiter cai em uma armadilha de um dos capangas de Mr. Big e é jogado em um tanque de tubarões, e em razão disso tem um dos braços e uma das pernas devoradas. Nos filmes, isso só aconteceu em Permissão para Matar, com Timothy Dalton, e o vilão que mutila Leiter é Sanchez. Esse provavelmente é o livro mais controverso da série porque alguns o acusam de ser supostamente racista, graças ao retrato estereotipado de personagens negros. Isso ocorre no filme, mas no livro é mais acentuado. Tanto que, nas edições mais recentes, o livro sofreu algumas alterações, de modo que não ferisse as “sensibilidades modernas”.
3) A chantagem atômica (Thunderball) (1961) – Esse é o livro que introduz o arqui-inimigo de Bond, Ernst Stavro Blofeld, e sua organização, a Spectre, que substituiria a Smersh como antagonista. No enredo, Blofeld sequestra uma aeronave e se apodera-se de duas bombas nucleares, as quais ameaça detonar sobre o Ocidente, a não ser que lhe paguem uma quantia astronômica. M envia Bond para as Bahamas, para recuperar as bombas, o que o coloca em conflito direto com Emilio Largo, o braço-direito de Blofeld. A Bond girl da vez é Dominetta “Domino” Vitali, a namorada de Largo. Thunderball é o primeiro livro da “trilogia Blofeld”, composta ainda por A serviço secreto de Sua Majestade e Só se vive duas vezes. Inicialmente escrito como roteiro de um filme, o livro rendeu processo judicial entre Fleming e seus colaboradores. Nos cinemas, Blofeld ficou um bom tempo ausente por causa de processo que com o roteirista de A Chantagem Atômica, em torno de direitos autorais.
2) A serviço secreto de Sua Majestade (1963) – O segundo livro da “trilogia Blofeld”. No enredo, Bond continua a perseguir Blofeld, debalde a orientação de M para que esquecesse o vilão, em razão de a Spectre estar desbaratada. No norte da França, Bond conhece a condessa Teresa “Tracy” di Vicenzo, filha de Marc-Ange Draco, o líder da máfia corsa. Graças aos contatos de Draco, Bond consegue localizar Blofeld na Suíça. O plano do vilão é fazer lavagem cerebral em mulheres britânicas e irlandesas que são pacientes de sua clínica para que elas carreguem um agente biológico e arruíne a agricultura do Reino Unido. O final do livro é dramático, com Tracy sendo assassinada por Blofeld após seu casamento com Bond. O filme de A serviço secreto de Sua Majestade, com George Lazenby, é bem fiel ao livro, com poucas alterações.
1) Da Rússia, com amor (1957) – No Brasil, também foi traduzido como Moscou contra 007. No enredo, a líder da Smersh, Rosa Klebb, traça um plano para assassinar Bond e desacreditar o MI6. Usando a agente decodificadora Tatiana Romanova e a Spektor, uma máquina decodificadora soviética, atraem Bond para uma armadilha em Istambul. Enquanto Bond faz sexo com Romanova, o assassino da Smersh Donovan “Red” Grant tira fotos do ato; o plano da Smersh é causar um escândalo sexual envolvendo Bond e Romanova para constranger o MI6. O engraçado é que, nos filmes, posteriormente, Bond não se importa de constranger M ao ser flagrado fazendo sexo com as Bond girls de O Espião Que Me Amava, 007 contra o Foguete da Morte e O Mundo Não É o Bastante. O romance é um dos mais bem escritos por Fleming e, também, um grande thriller em que Bond e Romanova devem escapar dos assassinos da Smersh e manter o Spektor a salvo. O final do livro é um grande cliffhanger, Rosa Klebb é capturada, mas consegue envenenar Bond, que desfalece.
Em suma, esses são os cinco livros que considero os melhores para listar. Caso vocês tenham outros livros que considerem bons ou que tenham sentido falta, escrevam nos comentários.





