Retrospectiva melhores histórias do Batman (Parte 1 - A Era de Ouro)

 

 





Dizer que Batman é uma das figuras mais reconhecidas da cultura pop seria apontar o obvio. Quem não pensa no cavaleiro das trevas quando vê um herói pulando nos telhados a noite? Quem não reconheceria vilões como Coringa, Pinguim e Charada só de ver a imagem deles? Quem nunca olhou para carros modernos e, imediatamente, faz comparação com o Batmóvel?



Essas são apenas alguns dos vários sintomas provocados pela influência que Batman teve para fãs de várias gerações. É uma prova de como sua imagem está marcada na imaginação de muitos.

Mas de onde surgiu o personagem do Batman? Quem foram seus criadores? Quais foram suas histórias mais importantes?

É com base nessas questões que essa retrospectiva irá explorar, com cada capitulo falando sobre as melhores histórias do homem morcego em eras específicas.

Mas primeiro, uma breve backstory...

 

História de criação

A primeira aparição do Batman aconteceu em Detective Comics 27, escrita por Bob Kane e Bill Finger, uma dupla que tinha sido inspirada pelo sucesso do Superman.



Ao invés de criarem um personagem forte e poderoso como o Homem de Aço de Jerry Siegel e Joe Shuster, Bob Kane e Bill Finger optaram por criar um contraste ao kriptoniano.Usando como influência clássicos  pulp e de mistério, como Sherlock Holmes e o Sombra, os dois decidiram que seu personagem seria um homem comum, que resolve os problemas com suas habilidades físicas e inteligência.




Embora Bob Kane tenha chegado a produzir o design original para o Homem-Morcego, foi Bill Finger que veio com o visual icônico que os fãs viriam a conhecer.




Essa seria a primeira de várias contribuições que Finger teria para com a mitologia do Batman, apesar de Kane ficar recebendo o crédito por quase toda mitologia do Batman, um erro que fãs, hoje em dia, tem reconhecido e dado o credito que o Finger merecia.



Mas ter uma ideia para o personagem é apenas um passo leve no processo. Como foi que eles executaram o conceito do Batman nessas primeiras histórias? Qual foi o percurso que suas primeiras aventuras seguiram?

Para responder essas perguntas, sem mais delonga, vamos começar essa retrospectiva falando de algumas histórias do Batman na Era de Ouro e como elas estabeleceram sua mitologia tão conhecida.

 


 

O caso do sindicato químico



·        Leitura: Detective Comics nº27

De todos os casos que o Batman resolveu como vigilante detetive, um dos mais importantes que é lembrado foi seu primeiro caso, O caso do sindicato químico.

Esse mistério girava em torno do assassinato do dono de uma indústria química cujo corpo foi encontrado por seu sobrinho. Enquanto interrogava o suspeito, o Comissário Gordon descobre que os sócios desse empresário também estão sendo alvos de uns assassinos. 



No entanto, embora esses criminosos conseguiam estar um passo à frente da polícia, eles se vem encurralados pelo misterioso Batman.

Assim como a introdução do Superman em Action Comics nº1, essa história é curta e direta a ponto, conseguindo estabelecer vários aspectos chaves do Batman, como seu visual, sua personalidade estóica e silenciosa, seu pensamento dedutivo e engenhosidade. 



A parte onde as duas histórias se diferenciam é na exposição de informes. Embora essa seja a primeira aparição do Batman, não é revelado sua origem (isso aconteceria edições depois) e o Bruce Wayne só se revela como Batman no ultimo quadrinho. 

No entanto isso acaba contribuindo para o personagem, criando uma aura de mistério que deixa os leitores tão intrigados quanto os personagens da história.



 

Batman contra o vampiro


·        Leitura: Detective Comics nº31 e 32

Além de clássicos pulp e de mistério policial, as histórias do Batman foram influenciadas por clássicos de terror.

Um dos exemplos mais conhecidos foi “Batman Contra Vampiro”, uma história de duas partes onde Batman viaja para Paris e Transilvânia, para salvar sua noiva Julia Madison, após descobrir que ela foi hipnotizada pelo Monge Louco, um vampiro que deseja torna-la parte de seu clã.



A primeira vista, essa história parece ser um produto da época, porém, comparado com as edições passadas, essas duas edições não demonstram uma mudança de tom e cenário como também demonstram a flexibilidade do Batman e como ele poderia em diferentes tipos aventuras.


Introduzindo Robin, o menino prodígio



·        Leitura: Detective Comics nº38

A partir de 1939, Batman já estava sendo um personagem de sucesso e atraindo vários leitores. Porém Bill Finger e Bob Kane tinham percebido que, entre os interessados no homem morcego estavam crianças e público jovem, fazendo-os encontrar formas de dar uma leveza nas histórias sombrias do cavaleiro das trevas.

Uma dessas formas adotadas foi criar para um Batman um aliado com o qual o público jovem pudesse se projetar. Isso levou a surgimento de um dos personagens mais icônico da mitologia do Batman: Robin, o menino prodígio.

Em sua introdução, Dick Grayson foi estabelecido como um filho dos Grayson Voadores, um casal de trapezistas. Após o dono do circo se recusar pagar proteção de uns gangsters, eles sabotam as cordas, fazendo os pais de Dick caírem para morte. 



Tendo testemunhado a perda do menino, Batman adota o garoto e o treina para ser seu parceiro e confrontar o responsável pela morte dos Grayson Voadores, o chefão Tony Zucco.

É irônico como um personagem criado para dar uma “leveza” acaba tendo uma origem bem sombria. Porém o Dick Grayson conseguiu ser um bom contraste para o Batman, com seu jeitão confiante complementando a personalidade séria do vigilante. Sua presença também contribuiu para uma evolução do homem morcego, indo de um solitário para um mentor para o jovem órfão.



O Coringa



·        Leitura: Batman vol.1 nº01

Claro que não tinha como fazer uma retrospectiva sem falar do grande inimigo do Batman, e também um dos vilões mais icônicos da cultura pop: O Coringa.

Tendo feito sua primeira aparição na primeira edição da revista do Batman, o Palhaço do crime foi já de cara mostrado como um ladrão e serial killer, que cometia roubos e assassinatos, sempre usando mídia para desafiar as forças da lei ao impedi-lo. 



Tendo sua atenção chamada pelos crimes do maníaco, Batman e Robin começam a intervir, resultando no início de uma das maiores rivalidades dos quadrinhos.



Assim como foi com Batman e Robin, o Coringa também é apresentado com aspectos que seriam associados, desde seu visual com o terno roxo, cabelos verdes, pele branca e icônico sorriso, seus métodos sádicos es imprevisíveis e sua personalidade cômica e, ao mesmo tempo, assustadora. Não é surpresa que um personagem conseguiu ser tão popular a ponto de voltar em futuras histórias.

A Gata



·        Leitura: Batman vol.1 nº01

Na mesma edição que introduziu o Coringa, ocorreu a estreia de outra figura icônica da mitologia do Batman, a Mulher Gato.

Nessa história terciária, uma velha rica anuncia uma festa num iate, onde ela usará seu colar de joias raras. Suspeitando que isso irá atrair atenção de figuras suspeitas, Bruce faz com que Dick Grayson consiga um emprego como garçon, para ficar de olho na velha e suas joias. Como previsto, o colar é roubado, e a única pista que Dick encontra é de que o sobrinho da velha rica está envolvido com um ladrão conhecido como “O Gato”.



Após se reunir com seu sidekick, Batman consegue recuperar o colar e apreender o misterioso “Gato”, que se revela sendo uma bela moça que Batman deixa escapar, tendo ficado atraído pela ladra.



Apesar dessa história ser conhecida por ser a introdução da Mulher Gato e o início de seu romance complicado com Batman, o grande destaque é o Dick Grayson, que assume papel de protagonista na maior parte da história, investigando o caso. Mesmo sendo um coadjuvante, quadrinhos como esse já demostravam da competência do rapaz e de como ele conseguia ser um herói, mesmo na ausência de seu mentor (algo que será parte de um desenvolvimento maior no futuro).




Os assassinatos do Cara de Barro



·        Leitura: Detective Comics nº40

Embora uma época diferente, os vilões citados até agora apresentam as características de suas versões conhecidas. O Coringa é o palhaço assassino, Mulher Gato é uma ladra de joias sedutora, etc...

Cara de Barro é um caso diferente.

Em sua primeira aparição, Basil Karlo é apresentado como um ator cuja carreira foi prejudicada após seu envolvimento em escândalos. Depois de descobrir que um estúdio estaria fazendo um remake de um de seus filmes clássicos, Basil enlouquece e, usando um disfarce de Cara de Barro, um de seus papéis, ele começa a assassinar os membros do elenco.



Como uma das atrizes é Julie Madsion, noiva do Bruce, as ações de Karlo acabou chamando a atenção de Batman e Robin, que buscam encerrar essa vingança do ator revoltado.



Ao invés de ser o monstrão metamorfo, Cara de Barro da era de ouro é apenas um ator fantasiado, que age mais como um assassino slasher. Porém, em compensação pela falta de poderes, ele demonstra ter uma personalidade bem excêntrica e uma origem bem distinta, sendo motivado não por ganância, mas sim narcisismo, buscando preserva seu legado ao invés de confia-lo para um novo ator (um comportamento que se tornou bem discutível nos dias atuais).

Além do personagem do Basil Karlo, a história é também um excelente mistério noir, com cenário de set de filmagens servindo para criar umas ambientações bem assustadoras e momentos memoráveis, como a luta do Robin e o Cara de Barro em um castelo.



 

O caso da cidade do terror



·        Leitura: Detective Comics nº43

Um dos inimigos recorrentes na história do Batman é corrupção. Sua busca não se trata apenas de salvar inocentes de criminosos fantasiados, mas também de políticos e figuras que abusam de seu poder para oprimir aqueles menos privilegiados.

Uma das primeiras história a abordar esse aspecto do herói foi “O caso da cidade do terror”. Ela começa com Bruce e Dick, durante uma viagem pelo interior, chegando numa cidadezinha. Enquanto passeavam por lá, eles testemunham um homem sendo injustamente preso.



 Ao liberta-lo como Batman e Robin, a dupla descobre que a cidade está sob controle de um prefeito corrupto e mancomunado com gangster.



Apesar de estarem em menor número, os dois vigilante começam a sabotar as operações dos criminosos e, aos poucos, vão inspirando os cidadãos a se rebelarem e retormarem o controle de sua cidade. É uma aventura bem inspiradora.




A escola de crime para meninos



·        Leitura: Batman vol.1 nº03

Mesmo sendo escritas nos anos 30/40, as histórias estavam longe de serem apenas ação e aventura de super herói. Através delas Bob Kane e Bill Finger também abordavam tópicos que continuam relevantes até os dias de hoje, como criminalidade infantil.

Conforme está escrito no seu título, “A escola de crime para meninos” foca no Batman descobrindo um criminoso está treinando meninos de uma região para se tornarem membros de sua gangue, convencendo-os de o crime compensa e é um jeito melhor de ganhar na vida. 



Sabendo que prender o criminoso não irá fazer os meninos mudarem de opinião, Batman adota uma abordagem mais “sutil”. Abrindo uma academia na região, Bruce envia Dick Grayson para se enturmar com os meninos e convida-los a participar da academia. Aos poucos o menino prodígio vai desenvolvendo uma amizade com os garotos e inspirando-os a rejeitarem sua vida de crimes.



A história não chega a aborda o tópico de uma forma tão profunda, mas a execução foi bem efetiva, tocando num assunto bem real. A forma como Batman tenta ajudar os meninos não só pode ser vista como uma crítica aqueles que julgam violência como a única opção, mas também é um exemplo de sua sabedoria, sabendo reconhecer quando seus oponentes não são inimigos que merecem punição, mas sim auxilio.


Uma das mais perfeitas incriminações



·        Leitura: Detective Comics nº58

Eis mais uma introdução de outro inimigo icônico do Batman: O Pinguim.

Nessa sua estreia, Oswald Cobblepot foi introduzido como um capanga de um mafioso, que o contratou para roubar uma pintura valiosa. O personagem se mostra um homem excêntrico e misterioso, chamando a atenção de muitos por causa de seus trajes e sua aparência que lembra a ave que lhe deu seu apelido.



Mas, como diz um ditado “não julgue um livro pela capa”. Em uma reviravolta, o homem de mil-guarda chuvas não só mata seu contratante e toma controle da gangue, como incrimina o Batman e o captura.



Embora Batman, com a ajuda de Robin, consiga virar a situação ao seu favor e capturar a gangue do Pinguim, o vilão consegue escapar, deixando claro que seus conflitos com Batman estavam apenas começando.



A trilogia do Duas Caras



·        Leitura: Detective Comics nº66, 68 e 80

Similar ao Coringa, Pinguim e Mulher Gato, o Duas Caras pode ter também feito sua estreia na Era de Ouro. Contudo, diferente dos outros vilões, ele  foi um dos poucos, senão o único dos vilões, a ter um arco completo no período.

Na primeira história, “Os crimes do Duas Caras”, Harvey Kent (sim, esse era o sobrenome dele antes de mudarem pra Dent) foi introduzido como promotor público que, durante o julgamento do gangster Sal Maroni, foi atingido no rosto por um frasco de ácido. Tendo metade de sua face desfigurada e sido rejeitado pelas pessoas por causa de sua aparência, Harvey enlouqueceu e se tornou Duas-Caras, um vilão dividido entre o bem e o mal, tomando decisões baseadas no lance de sua moeda.





Na continuação, “O Homem que levava uma vida dupla”, Harvey continua sua vida de crime e travando seus conflitos com Batman e a lei. Mas, é mostrado momentos dele tentando restaurar seu relacionamento com sua noiva Gilda, apenas para falhar por causa de sua vergonha em relação a seu rosto e obsessão pela moeda.



O drama de Harvey chegaria a sua conclusão em “O Fim do Duas Caras”, onde ele percebe que Gilda o ama, fazendo considerar deixar de ser um criminoso. Porém, seus capangas, se recusando a aceitar sua decisão, o sequestram, cabendo a Batman resgatar seu antigo inimigo.



Embora nós, fãs e leitores, tenhamos conhecimento de que o final dessa história foi descanonizado, com Harvey voltando a ser o vilão, essas três história continuam sendo não só um marco na época (quando arcos contínuos não eram comuns) como também uma bela história da trágica queda do Harvey, seu período como um vilão e sua eventual redenção, se demonstrando já de cara ser um personagem rico em complexidade que viria a ser explorada por futuros autores.

 

O povo vs o Batman



·        Leitura: Batman vol.1 nº07

Por ser um vigilante, Batman não teve uma boa relação com a policia no inicio de sua carreira, com o homem-morcego sendo caçado, apesar de suas ações provarem que ele estava do lado da justiça.

 “O povo vs o Batman” é quando essa relação passa por uma evolução.  A trama envolve um grupo de criminosos incriminando o Bruce Wayne de um assassinato.



Com a ajuda de Robin, Bruce consegue escapar e a dupla dinâmica captura toda gangue. Mas seu grande desafio vem quando eles levam os bandidos ao tribunal, para faze-los confessar seus crimes. A princípio o júri se recusar a dar ouvidos ao depoimento do Batman por ele ser um vigilante. Porém, é graças a defesa do Comissário Gordon que as pessoas passam a ver Batman não como um criminoso, mas um herói que Gotham precisa.



Esse é o ponto onde Batman e Robin se tornam super heróis aos olhos do público, além de marca o início da parceria entre Batman e Gordon.

 

O estranho caso do Professor Radium



·        Leitura: Batman vol.1 nº08

Eis mais um vilão do Batman que teve seu destino forjado por tragédia. Dessa vez é um personagem bem ignorado: O professor Radium.

Nessa sua primeira aparição, o professor Ross era um cientista tentando desenvolver um soro de tornar humanos imunes a radiação. Obcecado em provar sua descoberta, Ross testou o soro em si mesmo. Como um clássico sci-fy, coisas não saíram de acordo com plano: Embora o soro parecesse ter funcionado no início, logo Ross descobriu que seu próprio corpo absorveu radiação, o tornando em um ser radiativo, capaz de matar qualquer um com quem entrasse em contato.




Após acidentalmente ter matado seu colega e sua esposa, Ross passa ser perseguido pela polícia, assim como Batman e Robin. Sendo levado a insanidade por sua transformação, Ross sai em busca de uma cura, entrando em conflito com os heróis. 



A batalha termina com o vilão aparentemente caindo num rio e sendo dado como morto.



Apesar do personagem se torna bem ignorado pelos roteiristas nas histórias seguintes, essa sua primeira aparição foi bem desenvolvida, com personagem sendo um protótipo dos tipos de vilões que o Batman enfrentaria, pessoas normais que acabam sendo transformados em monstros.

 

Aí vem Alfred



·        Leitura: Batman vol.1 nº16

Pelo título, já dá pra adivinhar o que acontece nessa história. Ela marca a introdução de um dos aliados mais importantes do Batman: Alfred Pennyworth (ou como era chamado na época, Alfred Biggles).

Ao contrário da versão que maioria dos fãs conhecem, o fiel mordomo do Batman não foi introduzido já sendo uma figura paterna na vida do Batman desde o começo. Ele era apenas filho de um mordomo de Thomas Wayne. Quando o pai dele morreu, ele se mudou para Gotham, para continuar o legado da família servindo ao filho de Thomas Wayne, Bruce. Preocupados em comprometer suas identidades secretas, Bruce e Dick chegaram a considerar rejeitar os serviços de Alfred, mas, vendo a dedicação do cavalheiro e sua ligação com seu pai, o cavaleiro das trevas decidiu deixa-lo morar na mansão Wayne.



Sendo um aspirante a detetive, não demorou para Alfred descobrir a identidade de seus patrões. Depois de ajuda-los a capturar uma gangue de criminosos, Alfred se tornou um aliado de confiança da dupla dinâmica.



Apesar de estar acostumado com Alfred já estar presente na vida do Bruce desde a infância, ainda acho essa ideia da Era de Ouro, dele conhecer o Bruce já adulto e como Batman, bem interessante, continuando o arco do personagem dele se abrindo as pessoas e encontrando companheiros em sua luta contra o crime.

Bruce Wayne perde a guarda de Dick Grayson



·        Leitura: Batman vol.1 nº20

Os aliados do Batman não são chamados de Bat-Família a toa. Mesmo não compartilhando sangue, eles se conectam por suas experiências com perdas e traumas, sempre buscando ajudar outro quando precisam.

Uma das primeiras histórias a explorar essa relação foi a vigésima edição do título solo do homem morcego. Nela, Bruce e Dick recebem uma visita inesperada dos tios do jovem acrobata, que voltaram para reclamar a guarda sobre ele. Apesar de protestar, Bruce é forçado pela lei a ceder Dick Grayson ao casal.




 No entanto, logo Bruce descobre que os tios de Dick querem usar o menino como moeda de troca pela fortuna do Bruce.



Quando Bruce, como Batman, tenta afugenta-los, o casal de vigaristas, se aliam a uma gangue de mafiosos para emboscar o herói. No entanto, com a ajuda de Alfred e Robin, o homem morcego consegue escapar da cilada e, junto de seus aliados, derrotam os bandidos.



É uma trama  que representa muito bem a dinâmica entre os membros da bat-familia e o laço que os une.


Os cavaleiros da desonestidade



·        Leitura: Batman vol.1 nº25

Se os vilões do Batman já são legais como indivíduos, é ainda mais divertido quando interagem um com outro.

“Os cavaleiros da desonestidade” é um dos melhores desses casos, onde o Pinguim se tornou colega de cela do Coringa. Devido aos seus grandes egos e personalidades narcisistas, os dois criminosos decidiram e fugir e fazer uma disputa para ver qual dos consegue cometer o maior roubo da cidade.



O entretenimento dessa história é ver os dois vilões duelando um contra outro, o que no final contribui para a vitória da dupla dinâmica sobre eles.

 



A origem do Batman



·        Leitura: Batman vol.1 nº47

Um elemento na história eu tem sido alvo de vários retcons no decorrer dos anos foi a identidade do assassino dos pais do Bruce. Em algumas versões, ele é apenas um ladrão sem nome. No entanto, tem versões onde ele foi confrontado pelo Batman.

Um desses casos aconteceu na Era de Ouro, onde Batman, ao investigar uma gangue de criminosos, descobre que o lider deles, Joe Chill, como o assassino de seus pais, e jura traze-lo a justiça.



Após duas tentativas falhas em expor os crimes de Chill, Batman decide tomar uma ação drástica. Ele confronta Chill em seu escritório, revelando sua identidade e jurando se vingar do criminoso. 



Temendo o homem morcego, Chill tenta pedir a ajuda aos seus homens, porém, ao revelar que foi ele quem matou os pais do Batman, seus capangas o executam a tiros, antes que ele pudesse revelar a identidade secreta do herói, que no final, captura toda a gangue de Chill.



Normalmente eu prefiro quando Batman nunca soluciona o caso de seus pais (dando um motivo maior para ele buscar ajudar as pessoas, solucionando os casos delas, de forma que a lei falhou não pode providenciar para ele). Mas, a forma como essa edição explora o constrói o eventual confronto do Batman com Chill é bem escrito, com o herói tentando de tudo para expor os crimes de Chill, se recusando a mata-lo, apesar de seus motivos pessoais para escolher tal ação. (provando como Batman representa justiça, e não vingança pessoal).

Vale a pena citar que essa história seria adaptada, um tempo depois, no icônico episódio “Frio da noite”, do desenho Batman, Bravos e Destemidos.



Então é isso! Quais são suas histórias favoritas do Batman da Era de Ouro? Sintam-se a vontade para colocar suas opiniões e ideias nos comentários abaixo