A franquia Pânico foi
uma das responsáveis por revitalizar o gênero de terror slasher nos anos
90, mas muitos dizem que ela está saturada. Depois de um hiato, a franquia
voltou com força uns anos atrás. Mas será que Pânico 7 ainda segura a
onda? Assisti ao filme e vou dar minhas impressões.
Neste filme, temos a
volta de Sidney Prescott, interpretada por Neve Campbell, agora Sidney Evans,
pois ela se casou com o xerife de Woodsboro, Mark (Joel McHale) e tem três
filhas. A mais velha é Tatum (Isabel May), que tem conflitos com sua mãe.
Campbell foi uma das musas dos anos 90 e hoje está bem milf. Ela tinha
se negado a atuar em Pânico 6 porque não gostou do cachê, mas Melissa
Barrera, que era a nova protagonista da franquia, andou causando no Twitter
contra Israel e acabou sendo cortada da franquia. A ninfeta do momento, Jenna
Ortega, também saiu, em solidariedade a Barrera, e isso abriu as portas para o
retorno triunfante de Prescott. O infortúnio de alguns é a sorte de outros.

No enredo, Sidney está
vivendo uma vida tranquila em Woodsboro, como mãe de família, mas claro que
seus dias de tranquilidade não iriam durar, e um novo Ghostface volta a ameaçar
sua vida e a de sua família. Na verdade, pode nem ser tão novo, uma vez que Stu
Macher (Matthew Lillard) pode ter sobrevivido aos eventos do primeiro Pânico e
estar querendo vingança, ou pode ser só alguém usando tecnologia de face
swap.
Em Pânico 7,
temos um filme de legado, a tocha da final girl de Sidney é passada para
sua filha Tatum. Porém, ela não é tão carismática quanto a mãe, e,
pessoalmente, achei que ficou uma personagem insossa. Também temos o retorno de
Gale Wheathers, interpretada por Courteney Cox, que, depois de ser demitida, se
tornou uma repórter independente e está bisbilhotando a vida de todo mundo em
Woodsboro, para descobrir quem é o novo Ghostface.
Também sobram no filme
referências a outros filmes da franquia, que apelam para o fanservice e
a nostalgia. Por exemplo: o namorado de Tatum escala a janela da mesma forma
que o namorado de Sidney, Billy, escalava no filme original, entre outras.
Pânico quando surgiu foi considerado inovador porque fazia metalinguagem com
outros filmes de terror slasher, sendo praticamente uma paródia séria.
Agora Pânico se referencia a si próprio também.
O filme tem alguns
pontos positivos, a direção de Kevin Williamson (roteirista e criador da
franquia) é competente. Há umas boas cenas de jump scare, e as mortes
estão bem sanguinolentas, com muito gore. Como o Getro diz em seu canal:
esse é o efeito Terrifier nos filmes de terror, “o sangue escorre com gosto”.
Particularmente, achei que a melhor cena foi da evisceração da loirinha. No
entanto, há alguns pontos negativos, como novos personagens que não emplacam
muito e o roteiro fraco. Inclusive, a motivação do Ghostface é uma das
motivações menos consistentes da franquia, e olha que as pessoas que vestiram a
veste do vilão já tiveram outras motivações bem pouco consistentes.
Mas vale a pena
assistir à Pânico 7? Bom, se for para ir a uma sessão matinê, onde o
ingresso é mais barato, até vale. Porém, pagar o ingresso integral do cinema,
creio que não vale o investimento. Quem for muito fã da franquia pode gostar,
mas quem não seja tanto pode achar que está perdendo seu tempo. Nota 6 de 10.