Scooby Doo a lá Resident Evil - Review

 


Scooby Apocalipse trata-se de reformulação "radical" da turma do Scooby-Doo pelas mãos dos lendários roteiristas Keith Giffen e J.M. De Matteis e do ilustrador Howard Porter, que também desenhou a Liga da Justiça de Grant Morrison nos anos 90. Tanto a DC quanto a Hanna-Barbera são propriedades intelectuais da Warner, e a DC Comics publicou anos atrás uma linha reformulando vários personagens do tradicional estúdio de animação.


Para Scooby-Do, Giffen e De Matteis inspiraram-se provavelmente no jogo Resident Evil. No enredo, uma praga de nanitas transforma quase toda a humanidade em monstros, e resta à turma da Máquina do Mistério entender-se e salvar o que sobrou da humanidade. Velma Dinkley nessa versão é uma nerd cientista responsável pelos nanitas e que catalisou toda a tragédia, a serviço dos tais “Os Quatro”. Posteriormente, é revelado que esses quatros são os irmãos mais velhos de Velma, homens de grande influência nos EUA.



Salsicha virou um hipster tatuado, e Porter o desenha com a cara de Oliver Queen, o Arqueiro Verde. O leitor com certeza vai estranhar o novo visual do personagem, e também ficamos sabendo qual seu verdadeiro nome, Norville. De longe, Salsicha é o melhor personagem da HQ. Ele é o adestrador responsável por cuidar de Scooby-Doo, que nessa versão se tornou um cão ciborgue, com implantes desenvolvidos em um experimento de laboratório. É por essa razão que Scooby tem a habilidade de falar.


Daphne é uma repórter independente e "empoderada", que investiga as ações dos “Quatro” por meio de uma dica de Velma, pois ela se sente culpada por ter sido a responsável por ter desenvolvido a praga de nanitas. Fred é o "gado" cameraman de Daphne, apaixonado e sempre subserviente. Dos quatro, é realmente o mais mal desenvolvido.


O leitor que não está acostumado com as HQs dos anos 80 e 90 talvez estranhe um pouco o texto, pois ele é muito verborrágico. Giffen e DeMatteis gostam de escrever muitos diálogos, e, como nas histórias da Liga da Justiça Internacional do Giffen, os personagens vivem discutindo, principalmente Velma e Daphne, que não se suportam. Na verdade, muitos dos diálogos não levam à parte alguma, e o desenvolvimento da história também não. Espero que o enredo melhore, mas é divertido ver a turma da Máquina do Mistério enfrentando um exército de monstros alterados pelos nanitas. E quem estava sentindo falta do Scooby-Loo vai ter uma surpresa desagradável ao final do encadernado. Nota 7 de 10.


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