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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Resenha: BELAS MALDIÇÕES (Good Omens, 2019)



No princípio de tudo, uma serpente surgiu no Éden e tentou Eva a comer a fruta do conhecimento. Esta, por sua vez, deu a Adão e, por causa disso, ambos foram expulsos do Paraíso, mas o anjo que guardava o local lhes deu sua espada para se protegerem. O que ninguém desconfiava é que aquela serpente e aquele anjo se tornariam companheiro no longo do tempo.




Crowley (David Tennant) e Aziraphale (Michael Sheen), como imortais, veem a humanidade crescer, se proliferar, passar por algumas tentações – por conta de Crowley –, alguns milagres – por conta de Aziraphale – e, quando chega perto do Armagedom, ambos recebem uma missão de cuidar para que o Anticristo seja o responsável pelo Fim do Mundo.



Crowley recebe a missão, das mãos de Hastur (Ned Dennehy) e Ligur (Ariyon Bakare), de entregar o Anticristo a um hospital de freiras dedicadas à Satã. Enquanto Aziraphale recebe do Arcanjo Gabriel (Jon Hamm) a missão de zelar pelo bebê, que também será responsável pelo batalha entre o Céu e o Inferno, mas uma confusão deixa as coisas – quase – impossíveis e torna possível que o Fim do Mundo, o Armagedom, aconteça.




Essa minissérie em seis partes tem base em um livro escrito a seis mãos por Neil Gaiman (Deuses Americanos, Sandman) e Terry Pratchett (saga Discworld). É uma das séries mais divertidas que eu já vi. À base de uma trilha sonora toda envolvendo a banda Queen, "Belas Maldições" – sinceramente, gostaria de uma tradução mais literal – não se leva a sério. É uma brincadeira, pois Gaiman e Pratchett brincam com a história da criação, a ideia da vinda do Anticristo - é interessante reparar na referência a série de filmes "A Profecia" - e o Armagedom, tendo como principais protagonistas o demônio Crowley - o livro foi escrito em 1990, então o Crowley da série "Supernatural" (2005-) pode ter sido baseado na criação de Gaiman e Pratchett - e o anjo Aziraphale, interpretados por David Tennant e Michael Sheen, respectivamente.




David Tennant (Jessica Jones) e Michael Sheen (Mestres do Sexo) incorporam de forma fantástica seus personagens. Tennant com aquele jeitão todo descolado e atrevido que já vimos em papéis como Kilgrave, enquanto Michael Sheen nos dá um anjo totalmente... inocente. Os momentos em que os dois se encontram, principalmente nos momentos importantes do mundo, mostram o quanto um consegue mexer com o outro, influenciando-o e, constantemente, se ajudando.




Crowley se torna uma pessoa mais afável, enquanto Aziraphale se torna mais atrevido.
Não se pode falar muito da ação do filme sem entregar alguns pontos importantes, mas “Belas  Maldições” é uma diversão garantida.



Como é um trabalho com base em uma obra de Gaiman, ele está envolvido – como ocorre com “Deuses Americanos” – e termina sendo responsável pelo roteiro da série. Você percebe em alguns momentos o toque dele, principalmente nesse conflito entre bem e mal, mas a diferença está na diversão, pois enquanto “Deuses Americanos” tem uma tensão e um clima sombrio por trás, “Belas Maldições” traz uma sobriedade e diversão aparente. Existem as histórias paralelas que acontecem sempre nas histórias de Gaiman, histórias que terminam se intercalando e fazendo parte de todo o contexto e são importantíssimas para os meandros da trama.
“Belas Maldições” é absolutamente uma diversão imperdível que pode ser assistida no sistema de streaming Amazon Prime Video.

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