sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

DEFENSORES #07 (2017)


Roteiro: Brian Michael Bendis
Desenhos: David Marquez
Editora: Marvel
Grupos de tradução: Cozinha do Inferno / Só Quadrinhos / Ozymandias_Realista
Tradução e diagramação: Ozymandias_Realista
Revisão: Fábio_BR
Finalização: Raito
Tamanho do arquivo: 17 MB



“Mas, viu? Foi tudo ótimo. Toda essa agitação desse novo milênio não te faz bem. Cê tem que deixar as coisas acontecerem.”

Defensores ainda se mantém como um bom quadrinho de ação, se mantendo, (mesmo que sem muito trabalho) melhor que o seriado da Netflix. É provável e histórico, que a “a guerra do Rei do Crime” seja o último arco de Brian M. Bendis com esses personagens. A troca de time do careca, foi um dos tópicos mais discutidos no mundo dos quadrinhos nesses últimos meses. Particularmente, fiquei impactado por isso, e temi até pelo cancelamento desse título, isso enquanto ainda diagramava a edição #05.



A trama é corrida, com bastante porrada e humor, características mais que básicas do Bendis. Toda a inserção do Deadpool, por mais “incompatível” que seja com a equipe, serve mais para dar voz ao desabafo do roteirista sobre o ponto banal que a industria assumiu. Aqui, o “mercenário tagarela” faz piadas com “Marvel Legacy” e o quanto precisa fazer propaganda pra essa iniciativa, e mesmo ironiza as condições precárias dos roteiristas que se matam para isso acontecer. Embora o que tenha virado notícia seja o beijo que ele dá na boca do Justiceiro. Claro, totalmente pro tom da comicidade do que força a barra (como acontece tantas vezes) da homossexualidade de algum personagem hétero. Me lembrou, o mesmo que o Maskára fazia na série animada com um dos policias que o perseguia.



O Demolidor ainda está um tanto deslocado em todo o esquema, enquanto o Punho mostra em páginas de brilhar os olhos feitas por David Marquez, porque ainda é “o cara”, bem inverso os protagonismos com as contrapartes do seriado, acredito ser proposital. Quanto ao Kid Cascavel, após ter sido o “vilão escada”   na parte anterior, vai aos poucos se fixando como “subvilão”, ao tempo que o leitor aguarda um Wilson Fisk que dificilmente –sem trocadilhos- colocará a mão na massa.



Nota: 6.5


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