X-Men v4 #1 da Marvel Now (Aqui no Brasil como Nova Marvel) com roteiros
de Brian Wood e arte de Oliver Coipel, estreou sendo uma equipe inteira de mulheres
mutantes. O primeiro arco “Primário” presente nas edições 1-3, começou com um
bom enredo, agradou alguns olhares e fechou com um gosto de “poderia ter sido
melhor”. Na edição de estréia vemos Sublime,
um antigo inimigo dos X-Men, indo pedir ajuda aos mutantes para que impeçam
a sua irmã gêmea Arquea, um ser bacteriano que se desenvolveu por milhões de
anos e agora volta atrás de vingança e para a dominação do planeta. A história
contada até aqui pode soar clichê demais. Contudo, nessas três primeiras
edições foi uma boa leitura.
O único problema nisso é que Arquea chega como se
não houvesse mais esperanças para os mutantes, no entanto ela tinha potencial e
provavelmente conseguiria conquistar o planeta. Porém durante essas três edições ela
foi derrotada tão facilmente que o desespero dos X-men não fez muito sentido. O que decepcionou foi a falta de ação deste
arco, Wood deixou tudo para a ultima edição e ficou corrido demais.
Uma parte realmente boa deste arco é a Jubileu. Depois de algum tempo sumida
das revistas dos mutantes, ela volta sendo mãe. Essa ideia caiu tão bem para a
personagem que não estava tendo nada a agregar nos últimos anos. Mesmo não
tendo feito praticamente nada neste arco, a relação dela com o seu filho
adotivo Shogo foi essencial, foi tão
natural, que nos fez crer que realmente existia um afeto entre mãe e filho.
Outras
personagens que se destacaram neste arco foi Vampira e Psylocke. Nas edições de 1-3, Anna Marie se saiu como a
antiga Vampira, lá dos anos 90. Com bons diálogos, ironizando e com cenas de
luta bacana, bem diferente daquela Vampira chata, arrogante e mal humorada que
podemos ver nas primeiras edições de Fabulosos Vingadores. Já Betsy, a partir
da primeira edição começou a usar as suas armas de energia telecinética. Evoluindo
e não ficando mais apenas em adagas e katanas, ela cria um arco e flecha e
consegue trabalhar muito bem com sua telecinesia. Foi algo que demorou pra
acontecer e que estava ali a todo o momento mas suas aparições neste arco foram
poucas, porém quando ela aparecia era simplesmente foda, e juntamente com Kitty Pryde, elas juntas tinham o potencial
de derrotar Arquea tão facilmente.

Outra trama que aconteceu logo na
primeira edição foi de Mercury e Bling. Quando Mercury soca Bling a
derrubando no chão, foi muito confuso. No primeiro momento, não havia motivo de
o porquê de Cessily ter feito isso, e podemos descobrir só no próximo arco.
Na segunda
edição podemos ver que Arquea está à ativa com o corpo de Karima Shapander, a Sentinela Ômega, e procurando pessoas e
as infectando para construir seu exército. Em um momento inesperado, Arquea confronta
Kitty Pryde, a primeira quase sendo derrotada. Kitty então percebe o quanto a
poderosa Arque é vulnerável aos seus poderes de intangibilidade. A luta chega a
ser o clímax desta edição, e é aqui que Sublime começa a flertar com Rachel Grey, o que chega a ser irônico,
pois Rachel o deixa fazer.
Na ultima parte do arco “Primário”, o
exército de Arquea chega ao instituto Jean Grey e logo é derrotado pouco a
pouco. Enquanto isso, em Budapeste, local aonde Jubilation encontrou Shogo e
Arquea possuiu o garoto, ela é cercada por Psylocke que receia em matar ela
pois poderia matar Karima também. Ainda sendo pressionada por Tempestade para fazer isto e por Rachel
para não fazer. De qualquer modo, Karima toma consciência e impede que Psylocke
a execute, o que é muito estranho pois Karima estava em coma profundo por
meses.
Wood e Coipel conseguiram criar um grupo de
apenas super-heroínas que não precisavam estar em poses sensuais a todo o
momento, o qual foi difícil de ver isso acontecer. Apesar de ser um grupo só de
mulheres, em alguns momentos você não sente que está lendo, por exemplo, as “X-Woman”
e sim apenas os “X-Men”. A arte de Coipel não estava muito superior a que ele
está acostumado a fazer, mas ainda assim estava ótima. Protagonistas como Kitty
Pryde, Rachel Grey e Tempestade, foram muito poucas exploradas neste arco. Basicamente
Kitty ficou sendo babá dos estudantes, Rachel flertava a todo o momento com
Sublime e Ororo só estava ali para dizer que ela precisava ser a líder daquela
equipe. Assim, terminando o primeiro arco de
X-Men, faltou ação ali, porém é uma leitura agradável.
NOTA: 8.2
- Bruno Lincoln -