O Arqueiro Verde, apesar de sempre ter sido um personagem da classe B da DC, é um dos personagens mais populares da editora e, com o tempo, passou a ter um forte viés social, sendo o esquerdista dos heróis da DC. No entanto, em sua origem, ele era um personagem bem diferente, basicamente uma cópia com flechas do Batman. Voltemos à primeira história desse grande herói.
Essa história foi originalmente publicada em More Fun Comics no 71, em 1941, escrita por Mort Weisinger e desenhada por George Papp. No enredo, um assassino misterioso assemelhado ao Sombra começa a assassinar homens com sobrenomes de figuras famosas da história. George Lincoln é assassinado como Abrahan Lincoln, com um tiro na cabeça; John Hale é enforcado como o herói da independência norte-americana; e Anthony Caesar é apunhalado como Júlio Cesar.
Enquanto isso, o bilionário Bruce Wayne e seu pupilo Dick... quer dizer, o bilionário Oliver Queen e seu pupilo Roy Harper estão na tranquilidade de seu lar quando escutam no rádio sobre os assassinatos do Clube de História. Logo, vestem-se como Batman e Rob... Digo, Arqueiro Verde e Ricardito, seu sidekick. No original, o nome do Ricardito seria Speedy, mas devem ter achado que um herói com a alcunha de “Rapidinho” ficaria meio estranho. Eles logo adentram no Batmó... Flechamóvel e direcionam-se para o Clube da História.
O Arqueiro disfarça-se como o criminoso e consegue entrar no esconderijo da gangue do assassino, mas é logo descoberto porque o bandido o qual era seu disfarce na realidade só tinha quatro dedos na mão direita. A gangue consegue dominar o herói e, também, apanhar o Ricardito. Ambos são amarrados e o assassino deixa o gás aberto, para que os heróis morram asfixiados. Todavia, o Arqueiro consegue jogar um de seus sapatos na janela e possibilitar que ar fresco entrasse no recinto.
Os heróis logo vestem seus uniformes e partem para salvar o próximo da lista, Frank Darcy. Chegando à residência de Darcy, percebem que ela está em chamas. O Arqueiro consegue entrar pela janela e soltar o homem, enquanto Ricardito os auxilia a descer. Em seguida, a dupla “dinâmica” vai atrás do próximo nome da lista, Erza Samson. Ao adentrarem o escritório de Samson, o encontram amarrado ao lado de uma bomba. O Arqueiro então atira uma flecha no filtro que derrama água na bomba, a inutilizando.
Resta apenas um membro do clube, Amos Socrates. Quando os heróis chegam ao estúdio de Socrates, presenciam o assassino tentando forçar o homem a tomar veneno. O Arqueiro logo impede o intento e consegue apanhar o assassino e desmascará-lo. Ele revela que o assassino na verdade é Erza Samson. Contudo, Sanson consegue se soltar e escapar. Enquanto está no encalço do vilão, o Arqueiro diz a Ricardito que descobriu que Samson era o assassino porque verificou que a bomba tinha pólvora falsa. O herói consegue acertar uma flecha no carro de Samson, que sai da estrada e se espatifa, dando um fim no vilão. Mais tarde, o Arqueiro explica que a motivação para Samson assassinar os membros do clube é que ele, por ser o tesoureiro do clube, estava se apoderando dos fundos e queria matar todos antes que fosse descoberto.
Enfim, a despeito de ser uma história meio pueril e com trama simples, e mesmo à época o Arqueiro Verde ser apenas uma cópia do Batman, essa primeira história do personagem tem sua importância antológica. Após isso, o Arqueiro gradativamente foi se tornando mais conhecido, sendo reformulado por Dennis o’Neil e Neal Adams como um justiceiro social. Também foi muito importante a fase escrita por Mike Grell, em que o herói se tornou um caçador urbano. E, óbvio, as adaptações para as outras mídias, particularmente as séries Smallville, em que foi interpretado pelo galãzinho Justin Hartley, e Arrow, na qual foi vivido pelo “não ator” Stephen Amell, que vivia sem camisa, mostrando o torso, para agradar mulheres e gays. No entanto, tudo começou aqui.
























