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1500 posts, 500 anos de Brasil e um pouco sobre o Brasil império

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Chegamos a 1500 posts no blog! A pedido do Ozy, irei comemorar falando sobre alguns fatos que você talvez não saiba sobre o Brasil império. Por que? Porque 1500 foi o ano da descoberta do Brasil pelos europeus (e sim foi uma descoberta, pois era um território desconhecido na Europa). Mas por que sobre o Brasil império especificamente? Porque foi o período que eu mais estudei. Caso duvide de alguma informação aqui contida, sugiro que pesquise sobre o assunto, não é necessário confiar em minhas palavras. Então, sem mais delongas, aqui vai:

Dom Pedro I era um assassino:


 E não, não estou falando de execuções ordenadas ou matanças em uma guerra. Certa feita, Pedro I e sua esposa Leopoldina entraram em uma discussão, o que levou o imperador a chutar a barriga de sua mulher. O ataque matou o filho do casal que ainda não havia nascido.

Dom Pedro II não teve escravos em sua maioridade:



 Apesar do que muitos pensam (e eu inclusive já pensei) a família real brasileira (ao menos durante o período do segundo reinado) não era de forma alguma escravista. Dom Pedro II, o segundo imperador do Brasil, não possuía escravos em sua maioridade. Honestamente, não consegui encontrar essa informação e não sei se ele libertou seus escravos ao se tornar maior (que é o mais provável) ou se já não tinha escravos quando menor (menos provável).

Dom Pedro II também era admirado por diversos intelectuais do mundo inteiro 

 Diversos intelectuais de renome, conhecidos e reconhecidos até hoje. Aqui vão algumas histórias sobre o imperador e grandes personalidades:

1- Certa vez, Friedrich Nietzsche adentrou no vagão errado de um trem por engano, vagão este que estava reservado para um único brasileiro (advinha quem é). Ao perceber seu erro, o alemão se desculpou e tentou se retirar, mas o brasileiro lhe convidou a ficar. Eles passaram a viagem conversando sobre diversos assuntos, e Nietzsche ficou surpreso com a inteligência de seu colega. Após sair do trem, qual não foi a surpresa do filósofo ao descobrir que o homem com que conversara não era ninguém menos do que o próprio imperador do Brasil!

2-Julio Verne também era um admirador do imperador (inclusive foi ao seu enterro). É especulado que um dos personagens de "A ilha misteriosa" seja inspirado no imperador.

3-  O famoso  escritor Victor Hugo, autor das obras "Os miseráveis" e "Corcunda de Notre-Dame", era extremamente republicano. Ao visitar a França, Dom Pedro II ansiava conhecer o escritor do qual era fã. Hugo recusou o convite para ir até a embaixada, mas Pedro não se deu por vencido e foi pessoalmente a casa do autor para lhe fazer uma visita (o francês acabou o deixando entrar, provavelmente constrangido). Os dois acabaram se tornando amigos pelo resto da vida e o escritor chegou a dizer ao imperador que: "Se houvesse um rei como você na Europa, não haveria um só republicano".

 Essas são as histórias mais impressionantes (na minha opinião) mas constam na lista dos que conheciam e admiravam Dom Pedro II nomes como Ulysses S. Grant, Charles Darwin, Theodore Roosevelt, e outros.

O Brasil império quase entrou em guerra contra o Reino Unido


 Essa pode vir como uma surpresa para muitos, mas é verdade. Devido ao saqueamento de um navio inglês (que havia encalhado no Rio Grande do Sul), assim como o assassinato de alguns marinheiros britânicos deram inicio ao conflito entre o embaixador britânico, Willian Christie e o governo brasileiro que se recusou a pagar indenização a Inglaterra. A situação piorou cerca de um ano depois, quando as autoridades brasileiras insistiram em julgar e prender um grupo de marinheiros britânicos que havia iniciado tumulto em solo brasileiro (no lugar de os enviar de volta para encararem julgamento na Inglaterra). A tensão aumentou e Christie ameaçou entrar em guerra com o Brasil. Um navio britânico chegou a bloquear o porto do Rio de Janeiro. Dom Pedro II chegou a sair as ruas convocando o apoio popular para uma guerra (apoio convocado com sucesso). A guerra acabou por ser evitada, mas o Brasil rompeu relações com a Inglaterra. As relações se restabeleceriam durante a guerra do Paraguai, e o Império brasileiro chegou a receber um pedido de desculpas pessoalmente escrito pela rainha Vitória. 

A Inglaterra não causou a guerra da tríplice aliança 


 Essa já é mais conhecida. Por anos, foi dito por professores de história e supostos historiadores sérios que a Inglaterra obrigou o Brasil (assim como a Argentina e o Uruguai) a entrar em guerra contra o Paraguai e destruir a potência emergente. Essa teoria pode até ser conveniente para a promoção de certas ideologias, mas não apresenta respaldo na realidade.
 Para começar, o Brasil e a Inglaterra estavam com relações cortadas após quase entrarem em guerra devido a questão Christie. Seria de se admirar que um país que quase entrou em guerra com a Inglaterra por conta de alguns navios e marinheiros fosse forçado por ela a entrar em guerra com outa nação (ainda mais se essa nação fosse uma potência emergente como foi dito).
 Os debates políticos brasileiros também apontam para a guerra civil uruguaia como principal causa da Guerra. Vale ressaltar também que a situação foi meio que um tiro que saiu pela culatra do Solano Lopez, que achava poder se aproveitar das tensões internas argentinas e divisão interna uruguaia para aumentar suas chances de vitória.
 Mas não serei injusto, a versão de que a Inglaterra causou a guerra é cada vez menos difundida nas escolas e poucos historiadores a defenderão hoje em dia.

A família real foi responsável por o Brasil ter sido o último país da América do Sul a abolir a escravidão...


... Só que provavelmente não da forma vocês estão pensando. Acontece que ao tomar Assunção durante a guerra do Paraguai (pouco antes do término da guerra) o conde D'Eu (marido da princesa Isabel), aboliu a escravidão no Paraguai. Ou seja, a família real foi responsável pela abolição da escravidão em outro país Sul americano, sendo de certa forma responsável por fazer do Brasil a última nação sul-americana a abolir a escravatura. 

A guarda negra


 Esta esta aqui por conta do aniversário da abolição e a reação de alguns a esse aniversária. Pude ver uma espécie de idio generalizado por parte da esquerda brasileira contra a princesa Isabel. Patricinha e invasora que não merece reconhecimento foram algumas das características atribuídas a redentora. Essa ideia de que reconhecer a importância de Isabel nessa luta é o mesmo que renegar a importância e contribuição de outros no que se refere a esse assunto, é por si só absurda. 
 Vemos que os próprios negros libertos amavam Isabel, como evidenciado pela criação da "Guarda negra", escolta real formada por negros libertos. 

A abolição foi um dos principais motivos para a proclamação da republica


 Muito reconhecido por historiadores mas um ligeiramente fora do pensamento popular é o fato de que a abolição foi uma das (se não a principal) causa do golpe republicano. Acontece que muitos fazendeiros e proprietários de escravos ficaram extremamente amargurados com a lei Aurea, até porque não receberiam indenização nenhuma! Esses fazendeiros deram suporte para que um grupo de militares positivistas derrubasse um Império no auge de sua popularidade e implementasse um sistema republicano no Brasil.
 Uma história que exemplifica esse contenda é a que narra o conflito entre a Princesa Isabel e o Barão de Cotegipe no que se referia a abolição. Ao assinar a lei Áurea, a Princesa provocou o Barão lhe perguntando:

"Ganhei ou não ganhei a disputa?"
 A profética resposta do Barão foi a Seguinte:
"Ganhou a guerra, mas perdeu o trono"


 Aqui vão algumas (poucas) recomendações de leitura:

1822- Laurentino Gomes

1889- Laurentino Gomes

A guerra é nossa- Alfredo da Motta Menezes 

Dom Pedro II, ser ou não ser - José Murilo de Carvalho

Novamente, não faça questão de confiar em mim, conteste o que foi dito e realize a sua própria pesquisa!


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