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sexta-feira, 30 de junho de 2017

junho 30, 2017

Pussy, Rammstein e a cultura do estupro



Lá vem o fulano que acha incrível um projeto que criminaliza o funk e ouve Pussy do Rammstein.
A aversão ao funk é aversão ao pobre. Mais do que isso, o sentimento de superioridade que quem escuta rock tem, vem duma visão ampliada dessa aversão: O rock comprado e apropriado culturalmente pelo branco dos EUA. O metal modulado na europa, na NWOBHM.
Daí cê tira. Pres'tenção!
#MamaHet - Mariane R.

Eu provavelmente não deveria perder o meu tempo com um texto escrito justamente por uma página chamada "Headbanger Feminista", mas foram tantas coisas que coincidiram sobre o mesmo assunto na mesma época, que pareceu valer a pena fazer esse post em retrospectiva sobre a comparação que a moça fez, entre funk e Rammstein. São as próprias memórias do tio Joker, que serão colocadas após a letra da mencionada música "Pussy", do Rammstein.

"Grande demais, pequeno demais
O tamanho importa, afinal
Grande demais, pequeno demais
Poderia ser um pouco maior

Mercedez-benz e da auto-estrada
Sozinho na condução da rota internacional
Viajar, viajar, o prazer de conduzir
Eu só quero me divertir, não me apaixonar

Só um pouquinho...
Só uma vadiazinha...

Você tem uma buceta!
Eu tenho um pinto!
Então qual é o problema?
Vamos fazer logo isso!
Então me leve logo antes que seja tarde demais
A vida é muito curta, eu não posso esperar
Me leve agora, você não vê?
Eu não posso transar na Alemanha!

Baixo demais, alto demais
Não importa, tamanho único
Grande demais, pequeno demais
A barreira deve estar no topo

Garota bonita, faminta por mais?
Aquele trovão com a arma de carne!
Conhaque em sua cabeça, noiva linda
Encaixe meu bratwurst no seu chucrute

Só um pouquinho...
Seja minha vadiazinha..."

Essa é a letra da música, agora vamos lá conferir se quem tem um problema de interpretação sou eu ou... sei lá... outra pessoa...


terça-feira, 27 de junho de 2017

junho 27, 2017

Como fuder a mente de quem não estudou (Com Salatiel Jr)



   

Faz tempo que eu vi esse vídeo mas a pouco eu estava pensando nele e percebi o quão perigoso é. O vídeo é de um desses neo-ateus, mas não um neo-ateu comum, um neo-ateu da internet (porque os Dawkins e Hitchens ao menos tentam ganhar seguidores em meios onde as pessoas tem mais de 12 anos de idade). A verdade é que eu comecei a ficar preocupado de alguém realmente levar a sério um vídeo desses (eu só dei risadas) então voltei para ver os comentários e... as pessoas realmente levam. A maior parte dos que concordaram com o vídeo nos comentários pareciam ser crianças e eu não sei se isso me preocupa mais o menos. Por um lado adultos que compartilham opiniões tão infundadas (e sim, completamente idiotas) quanto essas demonstram uma falta de educação apropriada no país mas crianças que vejam um conteúdo como este e realmente por falta de informação comecem a acreditar nessas baboseiras, isso é no mínimo tão ruim quanto. Então eu vou fazer uma refutação básica de todos os argumentos do vídeo, nada muito complicado, até porque não se precisa de muita intelectualidade para refutar isso...

segunda-feira, 26 de junho de 2017

junho 26, 2017

✩ Campanha ❝O Voo de Diana❞✩ (5ª parte e final)

                                                                                                                                 | Wagner Williams Ávlis*

ΠΣApontamentos Meus

     A esperada conclusão do tratado "O Voo de Diana" enfim chegou, firmando-se em 2013 como o tratado mais esclarecedor da personagem até então divulgado em rede social, revisitando toda a mitologia da Mulher-Maravilha, da sua concepção em 1941 até aquele ano deste trabalho, um verdadeiro estudo de aprofundamento na personagem, para iniciantes e colecionadores. A autora expõe suas mais elevadas intenções com o tratado – contribuir para o uso das redes sociais como fonte de cultura, ajudar o fã brasileiro da Mulher-Maravilha a emparelhar-se com os fãs norte-americanos em informação, inspirar os membros da Comunidade g+Quadrinhos a empregar seu acervo particular de gibis (ou seja, seu conhecimento acumulado) em favor da formalização da crítica de super-heróis (e não ficar para si a fortuna leitora que acumulou), ideias que, espelhando-me, anos mais tarde, eu mesmo iria tomar para mim ao fundar a coleção "Batman Antologias". O tratado encerra, de forma bem didática, fazendo um resumão dos pontos-chave sobre o voo da heroína grega (demonstrando o quão empenhada esteve a autora em remover qualquer dúvida sobre o assunto), lista as obras consultadas para o tratado, tendo, inclusive, edições da extinta editora EBAL e trabalhos não publicados no Brasil. A fã da Wonder Woman deixou ainda uma rara ilustração da Rainha Hipólita como Mulher-Maravilha com um recado pessoal aos leitores do tratado, uma despedida que, para a surpresa de todos, à época, prenunciou seu sumiço repentino da virtualidade meses depois. No apêndice, estarão disponíveis o link para baixar o tratado em sua edição original da autora, de 2013 em PDF, a compilação, por link, de todas as partes do tratado publicado aqui no blog, todas as ilustrações que baixei de postagens que acompanharam "O Voo de Diana" (incluindo as fanservices), o "Guia EBAL Mulher-Maravilha" que a autora deixou, e um vídeo da WonderCon daquele ano publicado junto com este trabalho.

Resumo/Conclusão


     Espero ter colaborado com a nossa cultura pop no Brasil ao discorrer sobre as questões em torno da Mulher-Maravilha, e isso não viria de mim se antes não viesse de vocês da COMUNIDADE QUADRINHOS. Longe de me gabar, como leitora da Wonder, tenho ciência de que pouco esforço e pouca atenção a esse assunto foram dados por editoras, revistas, fanzines, sites, almanaques – e por aí vai; por isso a nossa desinformação, se comparados aos norte-americanos. Partilho, com total gratuidade, desse meu conhecimento acumulado e ineditamente publicado em nossas redes sociais como um presente aos amantes da 9ª arte que tanto se esforçam em promovê-la e em popularizá-la como arte de verdade. Verificamos então que a Mulher-Maravilha:

  • No início de carreira não voava. Apenas executava hiperssaltos, conforme William Moulton Marston. Esse recurso durou de 1941-1950.
  • Passou dos hiperssaltos ao deslocamento suspenso em correntes de ar e à autoplanagem, conforme Robert Kanigher e Denny O'Neil. O recurso durou de 1950-1971.
  • Teve Jack C. Harris como o precursor do voo individual, sem o auxílio da aeronave invisível, em 1972, após a revitalização gerada pelo alarido crítico da revista feminina Ms. No entanto, o recurso do voo era irregular e não se firmou como regra editorial.
  • Já voava (tanto a da Terra-1 como a da Terra-2) durante Crise nas Infinitas Terras, em 1985, conforme Marv Wolffman.
  • Teve o voo afixado como regra editorial com George Pérez em 1986.
  • Galgou uma elevação do poder de voo a outras dimensões com as alparcas de Hermes em 1990 pelo mesmo George Pérez.
  • Teve a regra editorial do voo quebrada, deixando de voar, por J. Michael Straczynski em 2010.
  • Retornou ao voo no reboot de Os Novos 52!, com Brian Azzarello, em 2011.

Fontes Consultadas

••Acervo da coleção particular Mulher-Maravilha (em português, ed. EBAL, Abril Jovem, Mithos, Panini).

••Biblioteca DC Mulher-Maravilha: Deuses & Mortais, páginas anexas.

••DCwikia [DC Database]. “Cover Art Gallery: Wonder Woman” (Vol. 1) nº 1-329. Link: http://dc.wikia.com/wiki/Wonder_Woman/Covers. (Site consultado de 19-29/08/13 várias horas).

••HQRock – Quadrinhos, Música & Afins. “Mulher-Maravilha Ilustra Capa de Revista Feminista Depois de 40 anos”. Link: http://hqrock.wordpress.com/2012/09/30/mulher-maravilha-ilustra-capa-de-revista-feminista-depois-de-40-anos/. (Site consultado em 25/08/13 às 15:32h).

••Mundo dos Super-Heróis nº9 – Mulher-Maravilha de A-Z. Ed. Europa, 2008.

••The Essential Wonder Woman Encyclopedia, by Phil Jimenez, John Wells, 2009.

••The Original Encyclopedia of Comic Book Heroes vol. 2: Wonder Woman, Michael L Fleisher, 2007.

••The Wonder Woman Chronicles vol. one, DC Archives, 2010.

••Wonder Woman Archives Vol’s 1-4, William Moulton Marston, HG Peter, 2008.

 Apêndice

ΠΣ O Voo de Diana (agosto de 2013) – trabalho original (para download)

ΠΣ Campanha ❝O Voo de Diana❞✩ – todas as partes do tratado
 Apresentação
✩ Introdução
✩ 1ª parte
✩ 2ª parte
✩ 3ª parte
✩ 4ª parte

ΠΣ Guia EBAL Mulher-Maravilha – todas as edições da super-heroína publicadas nos anos 1970 pela editora EBAL (para download)
• Mulher-Maravilha, 1ª série
• Mulher-Maravilha, 2ª série

ΠΣ Vídeo de abertura WonderCon-2013 San Francisco



ΠΣ Ilustrações postadas pela autora (que baixei pra mim na época)

✩ Traje inicial


1º traje de William Moulton Marston (1941).


Traje com a 1ª hotpant, arte de William Moulton Marston.
Fanarte de Mendoza: Diana como Moça-Maravilha.


✩ Pin-up's

                                                                                         Arte de Carlos Valenzuela. 

Arte de Al Rio.
Lynda Carter.
Lynda Carter.
Bettie Page.
✩ Mulher-Maravilha como símbolo da justiça

Arte de Greg Rucka.

Arte de Zelesnik.
Artista desconhecido.
Arte de Miguel Mercado.

Hipólita, artista desconhecido.
Atena, artista desconhecido.
✩ Mulher-Maravilha & Superman

"Contagem Regressiva para Crise Infinita", arte de Ed Bennes.

Novos 52: arte de David Finch.
Arco "Petrificada", arte de Greg Rucka.
Trindade DC, Gabriele Dell Otto.
✩ "O Espírito da Verdade", Alex Ross

Esboços.


✩ Mulher-Maravilha, arco "Odisseia"


✩ Cosplay


✩ Digital art


✩ Avulsas e diversas


✩ Sexy (fanservice)


ΠΣ Hipólita: ilustração de despedida do tratado "O Voo de Diana"


▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓▓════════════════════════════════════════════════════════════               WAGNER WILLIAMS ÁVLIS – crítico literário da Academia Maceioense de Letras (reg. O.N.E. ​nº 243), professor de Língua Portuguesa, articulista, historiador do Homem-Morcego.

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